A deputada estadual Isolda Dantas participou nesta quarta-feira (25/2) do evento organizado pelo Governo do Rio Grande do Norte que marca o lançamento do Programa Mecaniza RN, da safra 2026 do programa Algodão Agroecológico e de um conjunto de ações estratégicas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar potiguar. O evento aconteceu na Escola de Governo, no Centro Administrativo, em Natal, com a presença da deputada, da governadora Fátima Bezerra, do secretário de Agricultura Familiar Alexandre Lima e lideranças e organizações da área.
A deputada Isolda participou da agenda como uma das principais vozes na defesa da agricultura familiar no Rio Grande do Norte, área em que tem atuação legislativa, política e orçamentária consolidada.
O destaque do evento é o Programa Mecaniza RN, que vai distribuir 400 máquinas agrícolas em todo o estado, beneficiando milhares de famílias agricultoras com um investimento inicial de R$ 4,5 milhões. A iniciativa fortalece a produção, reduz o esforço físico no campo, amplia a capacidade produtiva e garante mais autonomia às comunidades rurais. Isolda destinou emendas parlamentares para a aquisição de equipamentos agrícolas, contribuindo diretamente para que a mecanização chegasse a diferentes territórios do RN.
“Garantir acesso à mecanização é garantir dignidade, produtividade e permanência do povo no campo. Não é apenas entregar máquinas, é fortalecer a agricultura familiar como eixo estratégico do desenvolvimento do nosso estado”, destaca a parlamentar.
Além da destinação de emendas, Isolda integra a força-tarefa que articula a implantação de uma fábrica chinesa de pequenas máquinas agrícolas em Mossoró, projeto que poderá transformar o RN em polo regional de produção de equipamentos voltados à agricultura familiar. A iniciativa dialoga diretamente com o Mecaniza RN, ao ampliar a perspectiva de geração de emprego, renda e desenvolvimento tecnológico no estado.
O evento também marca o lançamento da Safra 2026 do Projeto Algodão Agroecológico, política que consolida o Rio Grande do Norte como referência na produção sustentável de algodão, com base na agroecologia e na valorização da agricultura familiar. A deputada é autora da Lei de Sementes Crioulas, marco fundamental para a valorização, preservação e distribuição de sementes tradicionais no estado. Essa lei, que já virou política pública consolidada no estado, sustenta parte das ações apresentadas nesta agenda, especialmente no que diz respeito à soberania alimentar e à autonomia produtiva das famílias agricultoras.
A integração entre mecanização, distribuição de sementes, incentivo à agroecologia e fortalecimento das cadeias produtivas demonstra um modelo de desenvolvimento rural que alia sustentabilidade, justiça social e crescimento econômico, marcas fortes do governo do RN com o apoio da deputada.
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Elas dominaram o cenário político no ano passado no Rio Grande do Norte. Foram pelo menos 30 delas. Durante quase todos os meses de 2025, foram divulgadas pesquisas eleitorais as mais diversas. Analisando todos os cenários eleitorais e considerando as mais diferentes situações e ocorrências.
Se um político fazia uma festa, na semana seguinte, tinha-se uma pesquisa. Se ele concedia uma entrevista, do nada apareciam novos números. Quando se ia a Brasília, lá vem outra sondagem. E, assim, elas se multiplicaram ao gosto e intenção do freguês. Mas, de repente, não mais que de repente, sumiram, despareceram.
O fim das pesquisas se deu, numa coincidência interessante, ao mesmo empo em que as ações da Operação Mederi vieram a público. Há quase um mês tivemos Policiais Federais e agentes da Controladoria Geral da União (CGU) cumprindo mandados judiciais em Mossoró e cidades vizinhas.
Pessoas receberam tornozeleiras eletrônicas, carros de luxo foram apreendidos, aparelhos eletrônicos foram levados, dinheiro foi encontrado com suspeitos, o resultado comum de quando se investiga organizações criminosas. E o que isso tem a ver com as pesquisas?
Ora, um dos principais suspeitos e investigados na Operação Mederi é, ninguém mais ninguém menos, que o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil). O jovem político mossoroense liderava as pesquisas de intenção de votos para o Governo do Estado.
Dizemos que liderava porque as sondagens deixaram de ser feitas. E, como não estão mais perguntando às pessoas em quem elas votariam, não temos como saber que são os preferidos do eleitorado atualmente. Principalmente depois que se descobriu que roubaram e deixaram roubar o dinheiro da saúde do povo de Mossoró.
Por que, então, acabou o interesse pelas pesquisas? Aliás, a quem elas interessavam? Quem as pagava? O que motivava quem pagava por elas? De onde saía o dinheiro para pagá-las? Acabou o interesse ou dinheiro?
São muitas perguntas até que a próxima pesquisa venha a público. E quando elas vierem, saberemos se a interrupção foi programada ou não. Se não ocorreram por falta de vontade ou desejo de que as coisas se acalmassem.
Por fim, saberemos se o eleitor esqueceu do que ocorreu em Mossoró e nas outras cidades em que a PF cumpriu mandados judiciais, ou se esperaram ele esquecer.
Por fim, é importante destacar que qualquer pesquisa que se queira como séria terá que, obrigatoriamente, trazer a percepção do eleitor do Rio Grande do Norte sobre a roubalheira que a PF e a CGU descobriram em Mossoró. É imperioso que se dê ao cidadão potiguar a chance de ele dizer o que acha sobre quem roubou o dinheiro do contribuinte mossoroense. Ou de quem quer fingir que apenas deixou roubar.
Por Carol Ribeiro
Depois de reexaminadas, as contas de governo da Prefeitura de Mossoró referentes ao exercício financeiro de 2021, primeiro ano da gestão do prefeito Allyson Bezerra (UB), seguem com recomendação de desaprovação no Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE/RN), de acordo com o despacho do processo número 000628/2023.
O processo passou por auditoria da área técnica do Tribunal, que apontou irregularidades na condução da gestão fiscal e orçamentária. Mesmo após a apresentação de defesa e documentação complementar por parte do gestor, o corpo técnico da Diretoria de Controle de Contas de Governo e Gestão Fiscal manteve o entendimento desfavorável. Quatro foram as irregularidades mantidas após a análise da defesa.
Uma delas aponta não remessa ou remessa incompleta de documentos. De acordo com o parecer do TCE, a ausência desses documentos “compromete a transparência e a rastreabilidade das contribuições recolhidas”.
O TCE também apontou abertura de crédito suplementar superior ao autorizado. Apesar da defesa argumentar que o cálculo deveria incluir excesso de arrecadação, a análise técnica manteve a irregularidade. O entendimento é que “o parâmetro a ser considerado é a despesa fixada na LOA, e não a dotação atualizada nem tampouco a previsão de receita reestimada ao longo do exercício”. Tal ação “configura infração político-administrativa”.
Ausência de autorização para abertura de crédito especial também foi fator para o parecer pela desaprovação das contas de Allyson Bezerra. “A ausência de lei específica afronta o princípio da legalidade orçamentária”, lembrou a análise técnica.
A auditoria do Tribunal incluiu, ainda, o descumprimento do prazo de envio da. O atraso no envio da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2021 foi mantido como um achado formal, pois o prazo venceu durante a gestão atual.

Dois achados foram afastados após a defesa. São eles a contratação de operações de crédito sem anuência legislativa e as inconsistências apuradas na evidenciação das informações.
A conclusão do corpo técnico sugeriu a emissão de Parecer Prévio pela Desaprovação das Contas da Prefeitura Municipal de Mossoró, relativas ao exercício de 2021, em razão das irregularidades mantidas. A conclusão consta na Informação Conclusiva nº 173/2025, com fundamento no artigo 61 da Lei Complementar Estadual nº 464/2012.
Com o avanço do processo, o conselheiro relator Antônio Ed Souza Santana determinou o encaminhamento dos autos ao Ministério Público de Contas, onde o feito seguirá para análise e emissão de parecer pela procuradora Luciana Ribeiro, etapa obrigatória antes do julgamento definitivo pelo plenário do TCE.
O parecer prévio do Tribunal de Contas tem caráter técnico e serve de base para o julgamento político-administrativo das contas pela Câmara Municipal de Mossoró, responsável pela decisão final. O documento ainda deverá ser analisado pelo pleno do TCE.
O Rio Grande do Norte encerrou o ano de 2025 com a menor taxa anual de desocupação já registrada pelo IBGE desde o início da série histórica, em 2012: 8,1%. Os dados são da Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (20).
Em 20 unidades da federação, a taxa de desocupação anual de 2025 foi a menor da série. A taxa de desocupação do país no 4° trimestre de 2025 foi de 5,1%, redução significativa frente ao trimestre anterior (5,6%) e recuando 1,1 p.p. ante o mesmo trimestre móvel de 2024 (6,2%). Já a taxa anual, no país, caiu de 6,6% em 2024 para 5,6% em 2025, a menor taxa anual da série histórica, iniciada em 2012.
No ano de 2012, início da série histórica do IBGE, a taxa de desocupação no Rio Grande do Norte era de 10,8%, chegando ao ápice em 2020 (Pandemia da Covid-19), com 16,3%. Em 2024, essa taxa já havia chegado a 8,7%. As maiores taxas anuais de desocupação em 2025 foram de Piauí (9,3), Bahia e Pernambuco (ambos com 8,7%) e Amazonas (8,4). As menores taxas anuais de desocupação foram de Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%).
Na avaliação de Hugo Fonseca, secretário adjunto da Secretaria do Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação do RN (Sedec), as taxas de desocupação foram reduzindo gradativamente a partir de 2022 (pós-pandemia), mas cabe destacar os expressivos avanços a partir do ano de 2023 (10,9%) até chegar ao ano de 2025 — a menor taxa da série histórica —, parte disso resultado das políticas de incentivo e estímulo adotadas pelos governos federal e estadual.
Entre as ações da gestão estadual, destacou o Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do RN – PROEDI. Entre os anos de 2019 e 2025, o Proedi estimulou o incentivo da atividade industrial através da concessão de regime diferenciado de ICMS e assim garantiu o crescimento de 89% da indústria e lima média de 43 novas empresas aderiram ao programa a cada ano.
“Mas, é importante dizer que esse é um resultado construído através da sensibilidade política, seja no plano estadual quanto federal, somada à parceria com os empreendedores e investidores. O governo atua gerando um ambiente de negócios mais seguro, seja do ponto de vista jurídico, mas também fiscal e ambiental. Essa tem sido a determinação da governadora, para sentarmos com todos os setores e discutirmos os melhores caminhos para o desenvolvimento e geração de oportunidades. O resultado é este: fruto do trabalho de todos”, afirmou Hugo Fonseca.
Os dados da Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua apresentados nesta sexta-feira (20), com notado resultado do estado do Rio Grande do Norte, se somam a outros indicadores como a geração de empregos formais apontados pelo Caged, que em 2025 chegou a 15.870 novos postos de trabalho formais no Rio Grande do Norte.
A operação Mederi, desenvolvida pela Polícia Federal (PF) e Controladoria Geral da União (CGU) e que alcançou o o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil) – um dos seus principais alvos – vem causando muitos estragos.
Os principais acusados de envolvimento no esquema de roubo de dinheiro da saúde de Mossoró estão sob medidas restritivas, como uso de tornozeleiras eletrônicas, impedimento de se comunicar entre si, além de apreensão e sequestro de bens. Na parte financeira, pelo menos R$ 1 milhão de reais já foi apreendido, sendo R$ 700 mil com um advogado, R$ 290 com um dos sócios da empresa Dismed (utilizada pelos acusados para cometer os crimes) e R$ 57.600,00 com Almir Mariano, ex-secretário de Saúde de Mossoró, e homem de confiança de Allyson Bezerra.
O prefeito mossoroense não foi atingido – ainda – por medidas restritivas mais sérias, embora alguns aparelhos eletrônicos seus tenham sido apreendidos (celulares e Macbooks), tem sofrido os impactos das investigações que, registre-se, o colocam no topo do suposto esquema criminoso.
Allyson até que tentou disfarçar que não sentiu o baque. Logo após receber a batida dos policiais em sua casa no residencial Ninho, o prefeito fez vídeo para as redes sociais. Demonstrou aparente segurança, fingiu que a situação não era grave, sugestionou que tinha convidados os agentes federais para um café e mentiu que estava colaborando com as investigações.
No entanto, à medida que o efeito do vídeo foi se diluindo no tempo, conforme as suas mentiras foram sendo descobertas e na proporção que a fumaça de suas cortinas foi se dissipando no ar, Allyson passou a dar reais demonstrações do impacto da operação em sua vida e em sua caminhada para a disputa pelo Governo do Estado.
Inicialmente, as aparições – públicas e midiáticas – minguaram. Até mesmo os vídeos nas redes sociais, além de serem em quantidades menores, estão mais sóbrios, com menos pulinhos, gritos mais contidos, sorrisos cada vez mais amarelos e narrativa mais cadenciada. Parece que todo o entusiasmo que motivava as gravações foi levado junto com os celulares e Macbooks.
Nos vídeos, agora, há menos plateia e Allyson parece não querer ser protagonista sozinho. Em alguns, aparece acompanhado de secretários. Num deles, por exemplo, aparece ao lado de Morgana Dantas, secretária de Saúde. Morgana é apontada pela PF como integrante do grupo que teria roubado milhões da Saúde de Mossoró.
Sempre afeito a aparições públicas e performances escalafobéticas, Allyson agora quase não é visto. No carnaval, mergulhou completamente. Ninguém o viu nem sabe de quem o tenha visto.
Até então envolvido em tratativas políticas quase diárias em diversos municípios potiguares e, principalmente, habituê dos órgãos de imprensa aliados – especialmente da capital – Allyson abandonou essas duas frentes.
Quem o acompanha sabe que o principal impacto da Operação Mederi foi a mudança na forma como o prefeito se comunica com seus eleitores. Essa é uma certeza. Mas há uma dúvida. Não se sabe se a metamorfose é resultado do que já veio ou do que ainda está por vir.
A Polícia Federal (PF) e a Controladoria Geral da União (CGU) tem certeza: ele integra, ao lado do prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) o topo do esquema criminoso que pode ter roubado milhões da saúde Mossoró. O seu nome aparece 42 vezes na decisão judicial que autorizou a megaoperação Mederi e na qual foram apreendidos aparelhos eletrônicos do prefeito e, até agora, quase R$ 1 milhão em dinheiro com os acusados. Provavelmente produto do roubo.
Para os investigadores, ele “é apontado como ponto de contato para as tratativas ilícitas envolvendo os fornecimentos da empresa DISMED”.
Numa das conversas gravadas pela Polícia Federal, Oseas Monthalggan e Moab Zacarias (sócios da Dismed) reclamaram a ele que todos estaria ganhando pouco no esquema de desvios de dinheiro da saúde de Mossoró.
Os acusados inclusive, segundo a investigação, alimentavam a esperança de que quando ele chegasse à prefeitura, o esquema fosse ainda mais vantajoso para os envolvidos.
Mesmo com todas as evidências e acusações, como apontam a PF e CGU, o personagem acima retratado, o vice-prefeito Marcos Bezerra segue num silêncio enigmático. Não se sabe se é medo, imposição de medida judicial, submissão ao prefeito Allyson Bezerra ou temor de falar o que não deve.
O fato é que Marcos Bezerra teve, diz a PF, participação fundamental para que os desvios de dinheiro acontecessem. E mesmo com acusações tão pesadas recaindo sobre ele, o vice-prefeito prefere o silêncio. Nos meios policiais e jurídicos, a situação do vice-prefeito é vista como mais grave do que a de Allyson, embora os dois sejam vistos pela PF como integrantes do topo do esquema criminoso.
Por enquanto, Marcos Bezerra sente a pressão de ser visto como possivelmente mais culpado que Allyson Bezerra e ao mesmo tempo não poder falar. No entorno do prefeito, o temor é de que Marcos, atualmente impedido pelas circunstâncias – e por forças ocultas – de falar, fale demais quando for obrigado a isso.
Pessoas próximas ao vice-prefeito garantem se for ao chão, dessa vez, não irá sozinho.

A saída ocorre em meio ao rompimento político do vice-governador Walter Alves (MDB) com a governadora Fátima Bezerra (PT), movimento que alterou a composição da base aliada no Executivo estadual. A informação foi confirmada com exclusividade à TRIBUNA DO NORTE.
Alan Silveira integra o mesmo partido de Walter Alves e ocupava a titularidade da Secretaria de Desenvolvimento Econômico como parte da articulação política da legenda dentro do governo. A nomeação de Alan aconteceu em Diário Oficial do Estado no dia 1º de julho deste ano.
Alan Silveira é ex-prefeito de Apodi e esteve à frente da Prefeitura durante duas gestões consecutivas, sendo a última entre 2021 e 2024, após vencer as eleições de 2020 com 59,81% dos votos, representando o MDB. Na época, ele enfrentou o candidato Agnaldo Fernandes, que obteve 39,27% dos votos. Além de político, Silveira é farmacêutico bioquímico, com especialização em hematologia clínica, área em que trabalha paralelamente à sua atuação política.
ATUALIZAÇÃO: Após cerca de 20 minutos da confirmação à TRIBUNA DO NORTE do pedido de exoneração, Alan Silveira publicou a carta encaminhada à governadora Fátima Bezerra. No texto (confira completo no final da matéria), ele informou que está seguindo a orientação do partido. “Não é apenas um encerramento de contrato ou o fim de uma etapa profissional. É o fechamento de um ciclo repleto de aprendizados, desafios superados, conquistas compartilhadas e, principalmente, de convivência com pessoas incríveis, como a senhora”, escreveu.
Rompimento
Este é o segundo cargo, indicado por Walter Alves, que deixa o Governo do RN desde o rompimento político entre o vice-governador e a governadora. O diretor-presidente da Caern, Sérgio Rodrigues, foi exonerado nesta quarta-feira (11) e também era uma indicação de Walter.
A decisão de Walter Alves de não aceitar assumir o comando do Executivo estadual caso Fátima renuncie ao cargo para disputar uma vaga no Senado Federal foi oficializada no dia 19 de janeiro deste ano. Na mesma ocasião, o vice-governador confirmou que será candidato a deputado estadual em 2026. Recentemente, Walter esteve no palanque da confirmação da candidatura de Allyson Bezerra (União Brasil) à governador do RN, que possui Hermano Morais (MDB) como candidato à vice.
Confira a carta completa assinada por Alan Silveira:
“Minha amiga Governadora Professora Fátima Bezerra,
Seguindo a orientação do meu partido, o MDB, que foi o que me indicou para o Governo do Estado, e para trabalhar outros projetos, venho comunicar à senhora que estou entregando hoje o cargo de secretário da Secretaria Estadual do Desenvolvimento Econômico, da Ciência Tecnologia e da Inovação (SEDEC). Encerro meu ciclo de 8 meses na SEDEC com o coração cheio de boas lembranças.
Não é apenas um encerramento de contrato ou o fim de uma etapa profissional. É o fechamento de um ciclo repleto de aprendizados, desafios superados, conquistas compartilhadas e, principalmente, de convivência com pessoas incríveis, como a senhora.
Nesse tempo à frente da SEDEC, tivemos vários avanços, dentre eles: publicações dos nossos boletins da balança comercial e de empregabilidade, com resultados positivos; ampliação do PROEDI, com crescimento de mais de 20%; organização das nossas áreas industriais; organização dos setores internos e do fluxo da secretaria; ampliação das visitas técnicas; apoio e incentivo à maioria das feiras de negócios do Estado; lançamento de quatro edições dos cadernos temáticos dos setores energéticos do RN; ampliação do Programa Costura Mais RN; criação do Programa de Eficiência Energética; criação da Plataforma dos Indicadores Econômicos do Estado; criação do Programa Caravana Empreendedora; reativação das câmaras setoriais; convênio para investimentos no Porto de Natal; criação do Programa RN + Exportação; criação do PROEC; ampliação do diálogo e parceria com os setores produtivos, entidades e federações do RN.
Estivemos ativamente na frente no combate ao tarifaço do governo dos Estados Unidos e mostramos ao povo do nosso Estado o que é a SEDEC e todo o seu trabalho realizado.
Quero agradecer ao vice-governador Walter Alves pela indicação e confiança. Agradecer também à senhora, governadora professora Fátima Bezerra, pela credibilidade, confiança e total autonomia, aos colegas secretários e aos servidores da SEDEC pela parceria diária, pelo apoio e pelo espírito de equipe. O ambiente que construímos juntos fez toda a diferença na minha caminhada.
Saio com a certeza de que fiz o meu melhor, que dei toda minha dedicação e empenho. Saio com gratidão e orgulho por tudo o que vivemos e construímos. Levo comigo não apenas experiência, mas também amizades e memórias que ficarão para sempre.
Desejo que a SEDEC continue crescendo e que cada um de vocês alcance ainda mais sucesso e realizações.
Fonte: https://tribunadonorte.com.br/
Foto: Adriano Abreu
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil) parece disposto a esticar ao máximo a corda em narrativa sobre o esquema de desvios de dinheiro da saúde em sua gestão.
Alvo da operação Mederi, realizada pela Polícia Federal e Controladoria Geral da União (CGU), Allyson ainda não deu uma única explicação sobre a roubalheira que os investigadores dizem ter encontrado em seu governo.
Ancorado em seu poderio midiático, o prefeito tem feito jogadas que ajudam a deixá-lo bem junto a parte do seu eleitorado, mas não o livra de possíveis consequências jurídicas e penais que as investigações devem sugerir.
Ocorre que a tática de Allyson é perigosa e às vezes beira a ilegalidade. Além de desafiar a PF e a CGU.
Na mais recente – e perigosa – jogada, Allyson afirmou que pediu à Justiça que tornasse as investigações públicas. Não se sabe se é verdade, porque ele havia dito que estava colaborando com as investigações e documentos da operação mostram que ele se negou a fornecer as senhas dos aparelhos eletrônicos apreendidos com ele (celulares, computadores, hd’s, etc).
Allyson Bezerra tem faltado com a verdade ou omitido informações importantes das investigações. Ele não revelou, por exemplo, que pediu à Justiça para ser informado sobre a adoção de medidas restritivas, como o uso de tornozeleira eletrônica. Obviamente que o pedido foi negado.
O prefeito, por outro lado, faz postagens que induzem as pessoas a pensar que ele não tem nenhuma responsabilidade sobre as irregularidades descobertas até agora pela operação.
Numa delas, ele recortou trechos da descrição dos materiais apreendidos em sua casa, mostrando apenas que teria sido apreendido somente um caderno no qual aparecem anotações religiosas.
Não posta, por exemplo, que foram encontradas volumosas quantias em dinheiro com pessoas próximas a ele e com as quais ele tem relação política e pessoal. Casos de Oseas Monthalggan (sócio da empresa Dismed, usada no esquema criminoso, de acordo com a PF) e Almir Mariano (homem de sua confiança e para o qual ele já delegou cuidar de secretarias importantes, como a da Saúde).
Mariano foi flagrado pela PF com maís de R$ 57 mil em dinheiro. Com ele também foi encontrado uma BMW, veículo que custa pode custar até R$ 1 milhão de reais.
Ao omitir essas informações e mentir sobre atos seus (como a negativa das senhas), Allyson Bezerra não está se defendendo, nem apenas enganando seus seguidores. O prefeito está colocando a opinião pública contra os investigadores.
Allyson se comporta como se a investigação fosse pessoal, como se estivesse sendo perseguido e como não estivesse ele sendo apontado pela PF como um dos líderes do gigante esquema de roubo de dinheiro público descoberto em sua gestão.
O prefeito atua para colocar os investigadores e até a Justiça Federal na condição de vilões. Como se tivessem sido eles os flagrados roubando o dinheiro do contribuinte mossoroense.
É uma estratégia. Mas algo muito perigoso, sobretudo porque a investigação é técnica, e as instituições envolvidas são sérias e não agem por ouvir dizer. Só foram a casa do prefeito porque havia indícios de sua participação. Com essa postura de agir contra as investigações, Allyson faz aumentar a possibilidade de ser alvo de medidas legais, como as que ele pediu para ser avisado quando elas vierem. Devem vir. Mas sem prévias manchetes em jornais.
Allyson Bezerra pretende deixar a prefeitura o mais rápido possível; entenda porque
O Palácio da Resistência entrou em operação de guerra. O objetivo é acelerar a transição para a transmissão do cargo do prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) para Marcos Bezerra (PSD).
Na prática, de acordo com informações de bastidores, há pouca coisa que Allyson precisa repassar para Marcos. O que está em jogo é a urgência em inaugurar obras que tragam dividendos políticos para Allyson.
O atual prefeito só quer deixar o Executivo após inaugurar o complexo viário 15 de Março. Mesmo que a obra não esteja cem por cento pronta.
A pressa para deixar a prefeitura tem um nome: Mederi. Allyson esperanceia deixar o Palácio da Resistência antes da possibilidade de ser obrigado a deixá-lo.
O prefeito teme uma medida de afastamento pela Justiça a partir de pedido feito pela Polícia Federal e/ou Controladoria Geral da União (CGU).
De acordo com fontes ouvidas pelo Boca da Noite, o pedido feito por Allyson Bezerra para ser avisado sobre medidas restritivas não tinha o objetivo de receberem resposta objetiva sobre o pedido (algo improvável), mas de medir a temperatura sobre tais medidas.
De forma objetiva, Allyson analisa o cenário para deixar a prefeitura antes de qualquer medida judicial, principalmente de pedido de afastamento do cargo, o que seria mortal para sua candidatura ao Governo do Estado. No Palácio da Resistência, esse é o assunto que toma de conta das conversas. Das rodas de café nos corredores às reuniões mais reservadas.
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil) anunciou, oficialmente, sua pré-candidatura ao Governo do Estado. O ato aconteceu em Natal, sábado (7/2), no Hotel Praia Mar Arena, no bairro de Lagoa Nova/
O encontro contou com presenças de lideranças do União Brasil, PP, PSD e MDB. Pelo PSD, participaram a senadora Zenaide Maia e o prefeito de São Gonçalo do Amarante, Jaime Calado (marido de Zenaide). O MDB marcou presença com o vice-governador Walter Alves e o ex-governador Garibaldi Alves Filho. Também participou o presidente estadual do União Brasil, ex-governador e ex-senador José Agripino Maia.
Na oportunidade, Allyson Bezerra revelou que até o fim de março deverá se afastar do cargo de prefeito de Mossoró, que ficará sendo exercido pelo vice-prefeito Marcos Bezerra (PSD).


