Condenando todo e qualquer tipo de perseguição no serviço público, seja ele no âmbito municipal, estadual ou federal, a vereadora Marleide Cunha (PT), utilizou a tribuna na Câmara Municipal de Mossoró, na sessão ordinária da terça-feira para repercutir as denúncias que estão sendo feitas por servidores da Prefeitura de Mossoró. De acordo com denúncias apresentadas ao sindicato da categoria, confirmou a vereadora, hoje existem perseguição e prática de assédio moral nas secretarias de trânsito, saúde e tributação do município.

 

No entendimento da vereadora, independente da instância que ocorra, a perseguição no serviço público precisa ser combatida. “Se não for combatida, essa é uma ferida que vai se abrindo e fere a vida de muitas pessoas”, sentenciou Marleide. Recentemente tem ocupado espaço nas redes sociais denúncias falando da existência de assédio moral na Secretaria de Trânsito da Prefeitura de Mossoró. De acordo com a vereadora, apesar da divulgação, o assédio moral em Mossoró não é específico desta pasta, pois vem acontecendo em diferentes secretarias, citando a Saúde, Trânsito e Tributação.

Afirmando que o problema existe e não é possível silenciar, a vereadora lembrou que o assédio moral adoece o ambiente de trabalho, o servidor e até a sua família. A vítima do assédio, acrescentou, vai precisar procurar o médico da área e ministrar medicamentos controlados. Na visão de Marleide, esse é um problema crônico que precisa ser enfrentado de frente e, imediatamente, remediado. É um problema antigo e a atual gestão tem sido alvo de muitas denúncias. De acordo com as denúncias, na Secretaria de Trânsito os servidores estão sendo intimidados, humilhados e recebendo gritos publicamente. Estão sendo tratados como inimigos.

Nas secretarias existem diretores que se negam a receber atestado médico que é lei. “E o pior, o diretor ainda diz que vai pensar se coloca falta ou não. Não pode ser assim, é lei que garante esse direito ao servidor de, quando preciso, usar o atestado médico”, lembra Marleide. De acordo com as denúncias, também existe diretor mudando escala de trabalho apenas para isolar o servidor de seus colegas. E quando alguém pergunta o motivo, a resposta é: “Mudei e está mudado”. Entende a vereadora que isso não é resposta e, de acordo com a lei, o ato tem que ser motivado.

Outro problema é com a prática deliberada do desvio de função, ação também coordenada por diretores. Mais uma vez, um ato ilegal que tem como único objetivo isolar o servidor de sua rotina de trabalho. “Tem diretor ameaçando tirar da UBS uma enfermeira competente por não gostar da linguagem dela com os colegas. Não podemos ignorar o problema, pois ele vem prejudicando o serviço público”, reforçou Marleide. Ela também cita que o assédio moral é muito difícil de ser provado por conta do medo. Medo de quem denuncia ser a próxima vítima.

 

 

 
 
 

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