O silêncio da direita sobre as graves suspeitas contra Allyson

Rogério, Styvenson e Álvaro fingem que não tem um grave suspeita de corrupção na prefeitura de Mossoró

por Ugmar Nogueira
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O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil) alvo de uma megaoperação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria Geral da União (CGU) está tentando politizar o fato. Apesar de ter sido citado como destinatário de dinheiro de propina, o prefeito quer finge que a “bronca” não é com ele.

Allyson tem lançado mão de várias estratégias para desviar o foco das graves denúncias contra ele. Uma hora brada que trata-se de perseguição política. Em outra, diz que os seus secretários é que são responsáveis por ordenar despesas e, portanto, se houver crime, eles é que devem ser responsabilizados.

A análise dos discursos de Allyson mostra que trata-se de desespero para posar de honesto. As manobras discursivas de Allyson para se colocar como perseguido político não colam. Dois fatos corroboram essa tese.

A primeira delas é que os partidos que o apoiam (PP, MDB, PSD) e o seu prório (União Brasil) se manifestaram timidamente, em nota conjunta em que sequer há assinaturas dos seus signatários. “Só para dizer que fez”, como se fala no popular.

Mas um outro fato ainda mais significativo chama a atenção. O silêncio da direita. Principalmente dos políticos de direita que disputam com Allyson o espaço nesse espectro político.

Rogério Marinho (PL), Styvenson Valentim (PSDB) e Álvaro Dias (Republicanos) silenciaram sobre as graves acusações que pesam sobre o prefeito de Mossoró. Cada um deles se coloca como paladino da honestidade, mas nenhum fez qualquer comentário sobre a megaoperação contra Allyson.

O senador Rogério, que diz ser contra a corrupção (dos outros, claro) não fez uma postagem, não deu uma declaração, não se referiu em momento algum sobre o episódio.

Já o também senador Styvenson Valentim, que faz vídeos ameaçadores a quem ele considera desonesto, também acovardou-se perante o escândalo que tem Allyson no epicentro das suspeitas de roubalheira de dinheiro da saúde.

E, por fim, Álvaro Dias, que pretende ser candidato a governador (assim como Allyson) também adotou o silêncio constrangedor.

O fato mostra que Allyson pode usar qualquer estratégia, repetir a cantilena de sempre, chorar inocência, mas que não se há uma coisa que ele não pode alegar é perseguição.

Os deputados de direita – tanto estaduais quanto federais – também parecem confortáveis com as suspeitas de roubalheira na saúde de Mossoró, mas esse é assunto para uma outra próxima análise. 

Imagem: BZNotícias

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