É de apreensão o clima entre três dos atuais 8 deputados federais do Rio Grande do Norte. Porque para eles mesmo há uma certeza: um deles não deverá renovar o mandato. E não é achismo, é a realidade eleitoral batendo à porta após escolhas erradas. Depois da confiança em que não se deveria confiar.
João Maia (PP), Benes Leocádio (União Brasil) e Robinson Faria, também do PP, devem estar no mínimo arrependidos. Sabem que entraram numa disputa antropofágica. Não sem aviso: o agora ex-candidato Kelps Lima (UB) já havia avisado. A guerra seria fratricida. Com a saída de Kelps do cenário, vai se desenhando um clima terrível, como diria aquele famoso locutor.
A Matemática (atual, não aquela de Mossoró), é simples: sem os votos do ex-deputado estadual, a Federação União Progressistas deve conquistar apenas duas cadeiras na Câmara Federal. Os nomes que Allyson arrumou não tapam buraco. São uma peneira para esconder o sol.
Entre os que compõem a nominata a federal da federação, há um responsável pelo degringolar da coisa: Allyson Bezerra (União Brasil). O candidato a governador posava de líder, atraindo desavisados como João, Benes e Robinson. A prática cotidiana mostrou o que os mossoroenses sabem há tempos. Em Allyson, sobra vaidade e falta compromisso coletivo. Abunda soberba e escasseia projeto político. Transborda ganância pessoal e míngua solidariedade partidária.
Quase diariamente vem a público depoimentos de ex-apoiadores da candidatura de Allyson pulando do barco. Sabem que o oceano de intrigas é grande e as chances de naufrágio são ainda maiores. Sem a liderança que Allyson sempre demonstrou não ter, nominata da União Progressista virou uma barafunda. Certamente que João Maia, Benes Leocádio e Robinson não embarcaram na nau allysista por meninice. A política-partidária não perdoa os ingênuos.
A alegria que se tinha na pré-campanha tem virado desespero depois da convenção. A campanha ainda não começou, mas já há um sentimento de “salve-se quem puder”, pois a certeza é de que vai faltar votos porque já está sobrando desconfiança. De parte a parte.

