Tem chamado a atenção de eleitores e analistas políticos, a distribuição desigual de recursos do Fundo Eleitoral entre candidatos em algumas das principais cidades do Rio Grande do Norte.
Nomes sem trajetória política, com pouca inserção em segmentos sociais e com baixa visibilidade pública sendo agraciados com milhões de reais. Além do percentual elevado de dinheiro que está sendo jogado em algumas candidaturas, causa estranheza que nomes bem mais conhecidos do eleitorado sejam preteridos.
Em algumas cidades, muitos dos nomes lançados agora na disputa à Câmara Federa, com poucas chances de conquista das vagas em disputa, entraram na batalha com a promessa de que daqui a dois anos serão candidatos(as) preferenciais de grupos políticos locais à Câmara de Vereadores. Esses são os assuntos dominantes nos bastidores do poder.
No caso de Mossoró, por exemplo, chama a atenção também que candidaturas que tem pouca densidade eleitoral não recebam apoio de nenhum dos 16 dos mandatos parlamentares municipais controlados pelo Palácio da Resistência. Apesar de terem sido agraciadas com quantias generosas na casa dos milhões.
A pergunta que tem movimentado as rodas políticas, nos quatro cantos do RN é: tem candidatura “fazendo caixa” para a campanha de 2028? Com certeza, sim. O desafio da Justiça Eleitoral é se parte do dinheiro que está sendo “guardado” é do Fundo Eleitoral.
A análise da prestação de contas dos(as) candidatos e candidatas dará muito trabalho ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Ao cidadão, cabe ficar de olho.

