O Governo do Brasil aprovou o novo Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) para o período de 2026 a 2036, com metas e diretrizes voltadas à ampliação do acesso ao livro, à formação de leitores e ao fortalecimento da cadeia produtiva do setor editorial em todo o país. A medida foi oficializada por meio da Portaria Interministerial MinC/MEC nº 12, publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 29 de abril, e estabelece um conjunto articulado de ações que envolvem União, estados, Distrito Federal, municípios e sociedade civil ao longo da próxima década.
Com duração de dez anos, o plano define princípios que orientam a política pública para o livro e a leitura no Brasil, reconhecendo o livro como parte da economia criativa, a leitura como instrumento de cidadania e a literatura como valor simbólico essencial. O PNLL também tem como princípios a promoção da diversidade, combate às desigualdades, o direito à literatura, garantia de acesso ao livro assegurando a acessibilidade, respeito da diversidade e identidades culturais, entre outros. O documento destaca ainda a importância da leitura e da escrita como bases para o desenvolvimento humano, democrático, justo e sustentável.
Entre as diretrizes estabelecidas, o plano busca consolidar o livro como elemento central no imaginário coletivo, garantir que ambientes familiares compartilhem práticas de leitura, que as escolas sejam espaços de formação de leitores, preços acessíveis, reconhecer bibliotecas como um espaço de acesso à informação e cultura, além de priorizar grupos vulnerabilizados para reduzir desigualdades.
O texto também inclui a erradicação do analfabetismo, o favorecimento de pensamento crítico, a melhoria da qualidade da educação e valorização dos profissionais da educação como diretrizes do PNLL.
COOPERAÇÃO — A implementação do PNLL será realizada de forma cooperativa entre os entes federativos, com articulação entre o Ministério da Cultura e o Ministério da Educação e demais órgãos do Executivo federal. O plano prevê ainda mecanismos contínuos de monitoramento e avaliação, com participação de instâncias colegiadas e da sociedade civil, além da integração de dados ao Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais.
Estados, Distrito Federal e municípios deverão elaborar ou revisar seus próprios planos locais alinhados às diretrizes nacionais, garantindo transparência e participação social em todas as etapas. A governança do plano ficará a cargo de instâncias como o Conselho Diretivo, a Coordenação Executiva e o Conselho Consultivo do PNLL, responsáveis por acompanhar a execução das metas, avaliar resultados e propor ajustes ao longo da vigência. O modelo também prevê o incentivo à participação do setor privado e de organizações da sociedade civil, ampliando o alcance das ações.
DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO — O PNLL 2026-2036 está estruturado em quatro eixos estratégicos. O primeiro trata da democratização do acesso ao livro e à leitura, com metas como a reabertura de bibliotecas públicas, garantindo pelo menos uma unidade em cada município, a ampliação e modernização desses espaços, a expansão de bibliotecas escolares e a distribuição de cem milhões de livros literários até 2035, incluindo formatos acessíveis. O eixo também prevê a criação de uma biblioteca digital pública e gratuita e a ampliação de espaços de leitura em territórios vulneráveis, comunidades indígenas, quilombolas e unidades prisionais.
FOMENTO À LEITURA — O segundo eixo é voltado ao fomento à leitura e à formação de mediadores. Entre as metas estão o aumento do percentual de leitores no país de 47% para 55%, a ampliação das ações de incentivo à leitura em diferentes territórios, o estímulo à criação de clubes de leitura e a expansão de programas em unidades prisionais, incluindo iniciativas de remição de pena por meio da leitura.
O plano também prevê a valorização da diversidade linguística e cultural, com incentivo à produção literária indígena e afro-brasileira, além da formação de mediadores de leitura por meio de programas nacionais e parcerias com instituições de ensino.
VALOR SIMBÓLICO — O terceiro eixo trata da valorização institucional da leitura e de seu valor simbólico. Entre as iniciativas previstas estão a criação do Instituto Brasileiro do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas e do Fundo Setorial do Livro e Leitura, além da reestruturação de programas já existentes e da ampliação de sistemas de informação e indicadores sobre o setor. O plano também estabelece ações de comunicação permanentes para incentivar a leitura e fortalecer sua presença na sociedade. Outra meta é criar o Índice de Qualificação das Bibliotecas Públicas e realizar dez edições da Semana Nacional do Livro e da Biblioteca.
CADEIA CRIATIVA E PRODUTIVA — Já o quarto eixo aborda o fomento à cadeia criativa e produtiva do livro, com ações voltadas à internacionalização da literatura brasileira, ampliação da participação do país em feiras internacionais, incentivo à escrita criativa e fortalecimento do mercado editorial. O PNLL prevê apoio a pequenas e médias editoras, livrarias e iniciativas independentes, além da criação de circuitos de feiras literárias e estímulo à bibliodiversidade, com foco em equidade regional, racial e de gênero.
A portaria também estabelece que as metas do plano serão periodicamente monitoradas e revisadas, garantindo a adaptação às transformações sociais, tecnológicas e culturais ao longo da próxima década. As ações específicas para implementação das metas serão detalhadas em atos posteriores dos ministérios responsáveis, conforme suas competências.
Educação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira (14) o novo Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece metas e diretrizes para a política educacional brasileira pelos próximos dez anos. A cerimônia ocorreu no Palácio do Planalto, em Brasília, com a presença da governadora Fátima Bezerra.
O plano prevê a ampliação do investimento público em educação, com a meta de atingir 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB) até o sétimo ano de vigência e 10% ao final do período, em 2036. Atualmente, o índice está em cerca de 5,5% do PIB.
“Investir na educação é fazer justiça social. O novo PNE fortalece a escola pública como caminho para reduzir desigualdades e garantir futuro às novas gerações, assegurando que nenhuma criança fique para trás”, afirmou a governadora Fátima Bezerra durante o evento, acompanhada da reitora da Uern, Cicília Maia.
Na Câmara dos Deputados, Fátima Bezerra foi uma das principais vozes na construção e defesa do Fundeb, considerado um dos pilares do financiamento da educação básica no país. Também teve papel ativo nos debates do Plano Nacional de Educação anterior, pressionando pelo aumento do investimento público e pela meta de aplicação de 10% do PIB na área, ponto que reaparece agora no novo PNE.
PNE
Ao todo, o novo PNE reúne 19 objetivos, 73 metas e 372 estratégias. O documento orienta políticas em áreas como educação infantil, alfabetização, ensino fundamental e médio, além de educação profissional, tecnológica e superior. O texto também prevê acompanhamento das metas a cada dois anos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a necessidade de um compromisso rigoroso com a execução das metas educacionais. Segundo ele, o texto traz como novidade um mecanismo de fiscalização bienal, que permitirá o acompanhamento contínuo das ações em todas as esferas de governo. “A população deve atuar de forma ativa, utilizando denúncias e manifestações populares como ferramentas para cobrar prefeitos, governadores e a própria União. A pressão social é indispensável para garantir que as diretrizes previstas no PNE saiam do papel e resultem em melhorias efetivas na educação brasileira”, disse.
Entre os principais pontos, está a universalização da pré-escola em até dois anos e o atendimento integral da demanda por creches. O plano também estabelece a meta de alfabetizar todas as crianças até o final do segundo ano do ensino fundamental.
Na educação básica, o objetivo é ampliar a jornada escolar para, no mínimo, sete horas diárias, alcançando 50% das escolas públicas em cinco anos e 65% até o fim da vigência. O acesso à internet de alta velocidade em todas as escolas públicas também está entre as metas.
Para o ensino médio, o plano prevê a ampliação da educação profissional técnica, com a meta de atender 50% dos estudantes dessa etapa, sendo metade na rede pública. No ensino superior, o objetivo é elevar para 40% o acesso de jovens entre 18 e 24 anos e garantir que 95% do corpo docente tenha titulação de mestrado ou doutorado.
O plano também incorpora diretrizes para a educação inclusiva, com metas específicas para populações indígenas, quilombolas, do campo e para a educação bilíngue de surdos.
Durante a cerimônia, o presidente destacou a necessidade de monitoramento contínuo das metas e afirmou que o cumprimento do plano será acompanhado de forma periódica. Já o ministro da Educação, Leonardo Barchini, afirmou que o novo PNE busca avançar na qualidade do ensino e na redução das desigualdades educacionais.
“Pela primeira vez, nós traçamos vários objetivos diferentes. São metas específicas que lidam com a qualidade e que dizem respeito à educação inclusiva, educação indígena, quilombola, do campo e da linguagem de sinais”, detalhou.
O plano está articulado ao Sistema Nacional de Educação, instituído pela Lei Complementar nº 220/2025, que prevê a integração entre União, estados, Distrito Federal e municípios na execução das políticas educacionais.
Ministério Público identifica falhas na assistência social, saúde e educação de Mossoró
O Ministério Público do Rio Grande do Norte promoveu nesta quarta-feira (8) uma audiência conjunta para apresentar dados técnicos sobre serviços públicos em Mossoró. O encontro contou com a participação de representantes da Prefeitura Municipal e foi realizado na sede das Promotorias de Justiça da cidade. A reunião foi promovida conjuntamente pelas 1ª, 4ª e 15ª Promotorias de Justiça e pelo Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Infância e Juventude.
A iniciativa buscou o diálogo com a gestão municipal para obter melhorias nos índices de atendimento e na qualidade das políticas públicas voltadas à população de Mossoró. Durante a reunião, o poder executivo recebeu um prazo de 20 dias para se manifestar sobre os pontos discutidos e as necessidades apontadas.
Assistência social – Um dos temas centrais da audiência é a situação do Centro de Referência Especializado da Assistência Social que possui apenas uma unidade para atender todo o município. Relatório técnico indica que a estrutura atual funciona em localização não central no bairro Abolição IV o que dificulta o acesso de usuários e a articulação com a rede de proteção.
Na política de assistência à pessoa idosa, foi enfatizada a inexistência de um equipamento de centro-dia, impossibilitando o atendimento diurno aos idosos e pessoas com deficiência em situação de violação de direitos, além da falta de vagas crônica em ILPI, resultando na superlotação da Casa De Passagem.
Educação – Em relação à educação infantil a audiência abordou o diagnóstico da demanda por vagas na rede municipal de ensino referente aos anos de 2024, 2025 e os primeiros meses de 2026. A análise técnica do MPRN apontou que a maior pressão por novas vagas está concentrada na etapa de creche que atende a faixa etária de zero a três anos de idade. Para o MPRN o planejamento da política educacional deve priorizar os segmentos com maior déficit para garantir o desenvolvimento integral na primeira infância e o suporte às famílias.
Saúde – O diagnóstico da saúde pública apresentado revelou que centenas de usuários aguardam por atendimento psicológico infantojuvenil em Mossoró. Muitas dessas pessoas são crianças e, dessas, boa parte está na fase da primeira infância com idade entre zero e seis anos. Os dados mostram ainda que dezenas de crianças e adolescentes esperam por atendimento de psicopedagogia, sendo que alguns desses pacientes também necessitam de acompanhamento psicológico simultâneo. O relatório técnico destaca a necessidade de estruturação da rede de saúde mental para reduzir o tempo de espera e garantir o atendimento especializado ao público infantojuvenil.
O MPRN ressaltou a importância da integração de dados entre as Secretarias Municipais de Saúde e as equipes de referência para otimizar os fluxos de atendimento. Com a apresentação dos dados na audiência conjunta o MPRN espera que o Município adote medidas estruturantes para ampliar a rede de proteção social e garantir o direito fundamental à educação saúde e assistência social.
A deputada estadual Isolda Dantas consolida seu protagonismo como a única representante com base política em Mossoró na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Além disso, a parlamentar se destaca como a que mais destinou emendas para o município nos últimos anos, somando mais de R$ 3,5 milhões em investimentos.
Os recursos contemplam áreas essenciais como saúde, educação, cultura, agricultura, assistência social e infraestrutura, beneficiando tanto moradores da zona urbana quanto da zona rural.
Entre as principais bandeiras do mandato está a atuação decisiva na defesa do Hospital da Mulher de Mossoró. A deputada teve papel importante na mobilização que evitou o fechamento da unidade e contribuiu para sua consolidação como referência regional, atendendo mulheres de mais de 60 municípios do Oeste potiguar.
Na área de infraestrutura, Isolda liderou mobilização popular que garantiu a inclusão da duplicação da BR-304 nas prioridades do orçamento participativo do Governo Federal, retomado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A obra é considerada estratégica para o desenvolvimento econômico e a mobilidade do estado.
O mandato também teve atuação relevante na educação, assegurando a instalação de uma unidade do IERN no bairro Santo Antônio, ampliando o acesso à formação profissional para jovens mossoroenses.
No esporte, a parlamentar viabilizou, por meio de emendas, o custeio do projeto técnico do novo estádio da cidade — etapa fundamental para a futura construção do equipamento.
As ações ainda incluem investimentos em políticas públicas como castramóvel, construção de passarelas, perfuração de poços, instalação de dessalinizadores e apoio à agricultura familiar, além de iniciativas voltadas para mulheres, idosos e crianças.
“O compromisso com Mossoró e com o povo da nossa região sempre foram prioridades do nosso mandato. Seguimos trabalhando para garantir investimentos, defender direitos e trazer melhorias concretas para a cidade”, afirmou a deputada.
Morreu na manhã desta terça-feira, 17/3, o professor Carlos Alberto Filgueira, o Carlinhos Filgueira.
Professor aposentado da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), onde lecionou no curso de Pedagogia durante décadas, Carlinhos Filgueira deixa um legado importante para a educação do Estado.
Carlinhos, além de ex-presidente (entre 1999/2001), foi vice e diretor diversas vezes da Associação dos Docentes da UERN (ADUERN). Ele também dirigiu, nos anos 80, a AFFURN, hoje SINTAUERN, sendo assim uma das figuras mais emblemáticas do movimento sindical na UERN.
A ADUERN manifestou pesar pela perda. “A ADUERN, em nome de seus associados e associadas, lamenta o falecimento de Carlinhos e reforça que sua história jamais será esquecida. Temos absoluta certeza que seu trabalho na UERN e sua luta em defesa do sindicato permanecerão vivos na memória de todos”.
O novo prédio contará com 9 salas de aula, biblioteca, laboratório de informática com sala maker, sala de Atendimento Educacional Especializado (AEE), além de espaços administrativos como secretaria, diretoria, coordenação pedagógica e sala dos professores com copa.
A estrutura também terá pátio coberto com 160m², refeitório, cozinha ampla, banheiros para alunos e funcionários, banheiro unissex acessível e vagas de estacionamento exclusivas.
Todo o projeto foi planejado com acessibilidade, ergonomia e integração segura dos ambientes.
O prefeito Kênio Azevedo destacou que a obra representa mais um avanço para a educação do município. “Estamos investindo em uma estrutura moderna para oferecer mais qualidade no ensino e melhores condições para nossos alunos e profissionais da educação”, afirmou.
A secretária de Educação, Milane Azevedo, ressaltou que o novo espaço foi planejado para atender as necessidades da comunidade escolar.
“Será uma escola preparada para promover inclusão, inovação e um ambiente adequado para o aprendizado dos nossos estudantes”, destacou.

Mais do que a modernização física, o projeto foi concebido como um centro de transformação social. Durante a solenidade, o prefeito Kênio Azevedo destacou a visão estratégica por trás do investimento.
“O que entregamos hoje aqui vai além da obra; é o futuro de Serra do Mel. Nosso foco é garantir que nossos jovens tenham condições reais de competir em qualquer lugar do mundo, com uma educação de ponta e ambientes que estimulem o aprendizado”, afirmou o gestor.
A inauguração faz parte de um planejamento arrojado da gestão, que prioriza a descentralização do desenvolvimento, assegurando que o progresso alcance todas as vilas com equilíbrio e eficiência.

Serra do Mel entrega nova escola na Vila Mato Grosso
Para a secretária de Educação, Milane Azevedo, a nova unidade é fruto de um esforço coletivo. “Investir em estrutura é o alicerce, mas sabemos que uma escola só ganha alma através de quem trabalha nela diariamente. Quero agradecer a cada professor, merendeira, auxiliar e servidor; vocês são o coração desta conquista. Esta escola é, acima de tudo, uma vitória de toda a nossa gente”, celebrou a secretária.
O evento na Vila Mato Grosso encerra uma semana histórica para o município. Com a entrega da escola na Vila Alagoas realizada dias antes, a administração consolida um cronograma intenso de avanços.
A mensagem deixada pela gestão é muito clara, que apesar da sensação de missão cumprida a cada nova unidade entregue, o ritmo de trabalho não para. A educação segue como a prioridade permanente, sendo o motor que impulsiona Serra do Mel rumo a um futuro de mais oportunidades e bem-estar para todos os serramelenses.
Gestão Allyson Bezerra faz Mossoró perder recursos da educação; saiba quanto e porque
A gestão Allyson Bezerra (União Brasil) fez Mossoró perder milhões de reais dos recursos da educação. A verba, oriunda do VAAR (Valor Aluno Ano por Resultados), é um “bônus” concedido pelo Governo Federal às redes que melhoram a gestão e os índices de aprendizagem.
Para recebê-lo, as prefeituras precisam cumprir condicionalidades rígidas, como a seleção técnica de diretores escolares, participação em avaliações do Saeb e a redução das desigualdades socioeconômicas e raciais entre os alunos.
De acordo com levantamento feito pelo Boca da Noite, Mossoró deixou de receber a verba complementar justamente porque os índices de aprendizagem caíram. Além disso, outro item que fez a prefeitura perder a verba foi a não existência de gestão democrática. Logo que assumiu a gestão, o prefeito Allyson Bezerra engavetou o projeto que previa a eleição de gestores escolares.
Esse é o segundo ano consecutivo que Mossoró perde recursos do VAAR. No ano passado, a cidade deixou de receber mais de R$ 3 milhões do VAAR. Para esse ano, a expectativa era de cerca de R$ 4 milhões, aos quais a prefeitura também não terá acesso por não ter cumprido as condicionalidades básicas.
A perda recorrente de recursos para a educação mostra que o sucateamento do setor é um projeto do prefeito Allyson Bezerra.
Secretaria Municipal de Educação de Mossoró cria “monstrengo” no calendário escolar
Esdrúxula, absurda, inaceitável. É assim que está sendo vista a recomendação feita pela Secretaria Municipal de Educação (SME) em Mossoró para os profissionais da rede municipal de ensino da cidade.
O documento, um verdadeiro monstrengo, “libera” esses trabalhadores de estar nas escolas nos dias 22, 23, 29 e 30 de dezembro, mas cria a obrigação de que os reponham durante o ano letivo de 2026.
Para piorar, o documento, assinado pelo secretário Leonardo Dantas, diz que os dias em questão constam dos calendários letivo e civil. A afirmativa não pode ser vista como aberração porque a própria atuação da SME já o é.
A “brilhante” ideia de fazer os professores pagar os dias “não trabalhados” de 2025 foi materializada pela SME depois da má repercussão da informação de que a secretaria quer obrigar os docentes a permanecer nas escolas até o dia 30 de dezembro mesmo com o fim do calendário letivo e sem atividade pedagógica a ser realizada.
Na prática, a recomendação obriga os profissionais a permanecerem nas escolas até o dia 30 de dezembro. Mesmo sem nenhuma justificativa para tanto. Mesmo que não haja nenhuma necessidade. Apesar de o ano letivo ter sido já encerrado.
Veja abaixo o texto da “recomendação”, mais uma medida da dupla Leonardo/Allyson a precarizar a educação de Mossoró
Assunto: Compensação de dias não trabalhados referentes a dezembro de 2025
Considerando que os dias 22, 23, 29 e 30 de dezembro de 2025 são dias úteis constantes nos calendários civil e escolar, sendo, portanto, obrigatória a frequência e o registro de ponto eletrônico pelos profissionais da educação; RECOMENDA-SE aos(às) professores(as) lotados(as) nesta Unidade Escolar que realizem a compensação dos dias não trabalhados acima mencionados mediante atuação em dias extraordinários a serem programados ao longo do ano letivo de 2026, conforme orientações administrativas a seguir:
A compensação deverá ocorrer preferencialmente em atividades pedagógicas presenciais, a exemplo de:
# plantões pedagógicos;
# reforço escolar;
# atividades institucionais previstas pela gestão;
# formações internas;
# participação em eventos escolares oficialmente agendados.
Caberá à gestão escolar definir, registrar e validar os dias correspondentes e atividades destinados à compensação, assegurando a observância da legislação vigente e a equivalência da carga horária devida.
Cada professor(a) será informado(a) da programação previamente, devendo assinar a folha de registro de compensação disponibilizada pela direção.
A compensação deverá ser integralmente concluída até o término do ano letivo de 2026.
Esta recomendação entra em vigor na data de sua publicação. Mossoró/RN, em 11 de dezembro de 2025. LEONARDO DANTAS DOS SANTOS
‘Estamos apenas abrindo a porta’, diz Lula, sobre criação das universidades federais Indígena e do Esporte
Atletas e representantes de povos indígenas viveram nesta quinta-feira, 27 de novembro, no Palácio do Planalto, em Brasília, um momento histórico e que abre portas para duas iniciativas inéditas: a criação da Universidade Federal Indígena (Unind) e a Universidade Federal do Esporte (UFEsporte). Os projetos de lei foram assinados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para envio ao Congresso Nacional. “Nós estamos apenas abrindo a porta e dizendo: entrem. Esse país é de vocês”, afirmou Lula.
Ao se referir à importância da Unind, o presidente destacou que se trata de uma reparação histórica. “Nós queremos que os povos indígenas sejam, tanto quanto os outros povos que vivem nesse país, tratados com respeito, com carinho, com direito a dignidade, à vida, ao trabalho, à sua cultura”.
Essa universidade é para isso: devolver para vocês a cidadania e o respeito. Aqueles que vierem depois de nós, daqui a alguns anos, vão ter certeza de que os povos indígenas vão viver com muito mais dignidade, com muito mais respeito, e que serão tratados com decência”, ressaltou Lula.
Ao se referir à UFEsporte, o presidente destacou que a iniciativa deverá criar condições para que os atletas possam aperfeiçoar seus dons e tornar o Brasil mais competitivo. “A gente não pode permitir que o esporte sobreviva por conta do milagre de cada um individualmente. A gente vai dar condições científicas e técnicas para aperfeiçoar o dom que a pessoa já tem. É isso que nós estamos fazendo quando a gente quer criar uma universidade. A gente tinha que fazer uma universidade mais ampla para pegar toda a área de esporte, formar profissionais, qualificar profissionais, para que a gente possa ser competitivo”, disse.
UNIVERSIDADE INDÍGENA – A Universidade Federal Indígena prevê estrutura multicampi dedicada à formação superior de povos indígenas de todas as regiões do país. Concebida a partir de amplo processo de diálogo nacional, a Unind foi desenhada para refletir a diversidade e a força dos povos indígenas. Com sede em Brasília, a universidade será um espaço de produção de conhecimento intercultural e contará com cursos tradicionais como Medicina, Engenharia e Direito. E também com gestão territorial, ciências ambientais e de saúde. Vinculada aos ministérios da Educação e dos Povos Indígenas, a Unind é resultado de consulta a lideranças, educadores, jovens, anciãos e organizações indígenas. A universidade terá processos seletivos próprios, com o objetivo de ampliar o ingresso de candidatos indígenas conforme a diversidade linguística e cultural.
UNIVERSIDADE DO ESPORTE – A Universidade Federal do Esporte é resultado da articulação entre o MEC e o Ministério do Esporte e se fundamenta na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996) e na Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597/2023), com o propósito de integrar a formação acadêmica, a qualificação profissional e o desenvolvimento do esporte com excelência. A UFEsporte será a primeira universidade pública das Américas dedicada exclusivamente ao esporte e uma das poucas no mundo com esse nível de especialização. A iniciativa colocará o Brasil em posição de vanguarda ao reconhecer o esporte, não apenas como prática competitiva, mas como campo científico, tecnológico, social e econômico.
Ministro da Educação, Camilo Santana classificou a assinatura dos projetos de lei como uma data emblemática.
“É um dia histórico para os povos indígenas e para o esporte brasileiro. É uma demanda histórica a criação da Universidade Federal Indígena desse país. A universidade é uma iniciativa do Governo Federal para a formação de indígenas a partir de um modelo educacional que fortaleça as identidades, os saberes tradicionais”, pontuou.
Com oferta inicial de dez cursos, a previsão da Unind é oferecer até 48 cursos de graduação. A estimativa é que a universidade atenda aproximadamente 2,8 mil estudantes indígenas nos primeiros quatro anos de implantação. Os cursos de graduação e de pós-graduação serão voltados às áreas de interesse dos povos indígenas, consideradas estratégicas para o fortalecimento da autonomia, atuação laboral nos territórios e inserção profissional indígena em diferentes setores do mercado de trabalho. A ênfase é nos seguintes conhecimentos:
– Gestão ambiental e territorial
– Gestão de políticas públicas
– Sustentabilidade socioambiental
– Promoção das línguas indígenas
– Saúde
– Direito
– Agroecologia
– Engenharias e tecnologias
– Formação de professores
– Outras áreas correlatas
Fonte: Agência Gov / Via Planalto – Reprodução


