A ex e atual secretária de Saúde de Mossoró, Morgana Dantas, fez vídeo acusando o médico Alexandre Câmara de ser o pior secretário de Saúde da História do Rio Grande do Norte.
Com a serenidade com que lhe é peculiar, Alexandre respondeu mostrando dados, expondo argumentos e comparando cenários.
Quem não vive sob o susto de ser acordado(a) pela Polícia Federal (PF) sabe que a Saúde do RN de hoje é bem melhor do que antes do governo Fátima (PT).
Quem não está sob o temor de ser preso por roubo de dinheiro público tem a certeza de que a gestão do médico Alexandre Câmara é infinitamente mais transparente do que o trabalho que Morgana diz realizar.
Na gestão Morgana, tudo é sob a penumbra ou maquiado. A situação da Policlínica de Mossoró é só um dos muitos exemplos.
Aliás, foi a descoberta da farsa do Hospital Municipal de Mossoró que mobilizou os “donos do poder” a incentivar a produção do vídeo em que Morgana tenta impor medo mas só revela fragilidades de sua gestão.
A fúria verbal não objetivou apenas tentar macular a biografia de Alexandre Câmara. Se quis também esconder os graves problemas da gestão de Morgana para os quais ela não busca solução nem dá a devida publicidade (enquanto princípio constitucional).
Um episódio gravíssimo ocorrido semana passada na Unidade Básica de Saúde (UBS) Maria Soares da Costa é mais um exemplo da (má) gestão de Morgana Dantas à frente da Saúde de Mossoró.
Um usuário chegou à UBS perguntando sobre um determinado medicamento. O servidor que o atendeu respondeu positivamente. Ao ouvir a resposta, o homem disse que não tinha o receituário médico e quis levar o fármaco. O servidor o alertou da necessidade do documento. O homem então sacou um revólver, deu tiros para o alto e ameaçou matar o trabalhador caso este continuasse se negando a entregar o medicamento.
O caso, apesar de muito grave, “foi abafado” pela secretaria sob comando da enfermeira Morgana Dantas. Contando com a generosidade da parte da imprensa que integra o consórcio de mídia bancado com dinheiro público, o fato só agora está vindo a tona.
Além de mostrar o ato violento do usuário, revela a falta de gestão no setor.
Não há informações sobre que apoio a SMS está dando ao servidor que sofreu a violentíssima agressão. Sabe-se apenas que a SMS, sob gestão de Morgana Dantas, tentou “abafar” o caso. Por quê? Só ela pode responder. Mas Morgana prefere atacar quem age de forma séria, honesta e transparente.
Morgana
Acusar, atacar, achacar, xingar, ameaçar. Esses são alguns dos “predicativos” que o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil) tem. E parece ser apenas esses. E eles são tão fortes que contagiaram todos os que fizeram parte do seu governo. Como se ele ainda fosse o chefe do Executivo. Ou como se mandasse em todos os que estão no governo que não é mais seu, mas muitos acham que é. Inclusive o prefeito atual, Marcos Bezerra (Republicanos).
Esses verbos estão tão impregnados na mente dos que ocuparam secretarias na gestão Allyson e seguem hoje no governo Bezerra, que parece não haver outro meio deles se comunicarem com as pessoas que não seja acusando, atacando, achacando, xingando, ameaçando.
O mais recente vídeo da ex-, atual e futura ex-secretária de Saúde de Mossoró, enfermeira Morgana Dantas, é uma prova disso. Morgana, como se sabe, é uma das investigadas na Operação Mederi. Investigação que apontou um roubo milionário na Saúde. Inclusive no período que Morgana foi secretária. Depois, elas saiu para ser ex, e agora voltou para ser atual. Com as mesmas práticas de antes. Usando os mesmos verbos de sempre.
Pois bem. Morgana não se faz de rogada. Com a Polícia Federal (PF) seguindo seus passos e colhendo suas digitais para saber até onde andou no esquema criminoso e até onde suas mãos tocaram chegar no dinheiro roubado, a ex e atual secretária fez um vídeo para atacar, ameaçar, acusar, xingar e achacar o médico Alexandre Câmara, um dos homens mais sérios do Brasil, um dos políticos mais honestos do país.
Alexandre, como se sabe, não foi acordado pela PF, não é acusado de nada, não figura nos procedimentos investigatórios da Polícia nem de quaisquer outras instituições que trabalham no encalço de gestores desonestos ou suspeitos.
O secretário de Saúde do Rio Grande do Norte não faz de sua atuação palanque para se eleger nem eleger quem ele admira. Não usa o cargo como escudo para atacar os outros. Não transformou a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) em bunker de organização criminosa. Morgana sabe onde tudo isso aconteceu e acontece.
Nervosa, chorosa, copiosa, assustada e assustadora, Morgana poderia baixar a fleuma e responder a perguntas que todo mossoroense gostaria de saber as respostas.
Morgana sabia da existência de uma organização criminosa que roubou milhões de reais da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Mossoró? Os larápios andaram raspando os cofres da Saúde a partir de 2022. Ela esteve no cargo entre 2021 e 2024. Ele não soube por incompetência ou foi orientada a não saber? Um secretário de Saúde é competente quando rouba ou deixa roubar? Ou competente é quando austero, diligente e probo? Seu atual chefe era integrante da gestão da Saúde na época da roubalheira. Ele não ajudou em nada para evitar que tanto dinheiro dos mossoroenses fosse levado pelos gatunos? Como era a relação da SMS com os donos da Dismed? A secretária teve tratativas com Oseas Monthalgan, Moab Soares ou Aldo Araújo?
Lançamos mão de um princípio constitucional para assegurar-lhe a presunção de inocência. Assim considerando-a, porque Morgana não fez um vídeo público com esclarecimentos sobre a Operação Mederi. Mesmo que ela não figurasse como investigada, é seu dever como gestora pública primar pela transparência. Consideramos que Morgana conheça também esse princípio, sob o qual a gestão pública deva se assentar. E do qual o gestor não deve se afastar nem um segundo. Principalmente para evitar que roubem durante sua atuação.
Responder a esses questionamentos, adotar essas posturas, zelar por esses princípios, não são apenas um roteiro de quem é um bom gestor. É uma obrigação de quem lidou com o dinheiro do povo e parece não ter tido o zelo indispensável, o cuidado necessário, a atenção precavida. São predicativos que se espera de um bom gestor. Mais produtivo do que acusar, atacar, achacar, xingar, ameaçar. O uso recorrente desse tipo de artifício se confunde com prática rasteira para fugir das responsabilidades, desvirtuar o debate e proteger quem comete crime.
A operação Mederi, desenvolvida pela Polícia Federal (PF) e Controladoria Geral da União (CGU) e que alcançou o o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil) – um dos seus principais alvos – vem causando muitos estragos.
Os principais acusados de envolvimento no esquema de roubo de dinheiro da saúde de Mossoró estão sob medidas restritivas, como uso de tornozeleiras eletrônicas, impedimento de se comunicar entre si, além de apreensão e sequestro de bens. Na parte financeira, pelo menos R$ 1 milhão de reais já foi apreendido, sendo R$ 700 mil com um advogado, R$ 290 com um dos sócios da empresa Dismed (utilizada pelos acusados para cometer os crimes) e R$ 57.600,00 com Almir Mariano, ex-secretário de Saúde de Mossoró, e homem de confiança de Allyson Bezerra.
O prefeito mossoroense não foi atingido – ainda – por medidas restritivas mais sérias, embora alguns aparelhos eletrônicos seus tenham sido apreendidos (celulares e Macbooks), tem sofrido os impactos das investigações que, registre-se, o colocam no topo do suposto esquema criminoso.
Allyson até que tentou disfarçar que não sentiu o baque. Logo após receber a batida dos policiais em sua casa no residencial Ninho, o prefeito fez vídeo para as redes sociais. Demonstrou aparente segurança, fingiu que a situação não era grave, sugestionou que tinha convidados os agentes federais para um café e mentiu que estava colaborando com as investigações.
No entanto, à medida que o efeito do vídeo foi se diluindo no tempo, conforme as suas mentiras foram sendo descobertas e na proporção que a fumaça de suas cortinas foi se dissipando no ar, Allyson passou a dar reais demonstrações do impacto da operação em sua vida e em sua caminhada para a disputa pelo Governo do Estado.
Inicialmente, as aparições – públicas e midiáticas – minguaram. Até mesmo os vídeos nas redes sociais, além de serem em quantidades menores, estão mais sóbrios, com menos pulinhos, gritos mais contidos, sorrisos cada vez mais amarelos e narrativa mais cadenciada. Parece que todo o entusiasmo que motivava as gravações foi levado junto com os celulares e Macbooks.
Nos vídeos, agora, há menos plateia e Allyson parece não querer ser protagonista sozinho. Em alguns, aparece acompanhado de secretários. Num deles, por exemplo, aparece ao lado de Morgana Dantas, secretária de Saúde. Morgana é apontada pela PF como integrante do grupo que teria roubado milhões da Saúde de Mossoró.
Sempre afeito a aparições públicas e performances escalafobéticas, Allyson agora quase não é visto. No carnaval, mergulhou completamente. Ninguém o viu nem sabe de quem o tenha visto.
Até então envolvido em tratativas políticas quase diárias em diversos municípios potiguares e, principalmente, habituê dos órgãos de imprensa aliados – especialmente da capital – Allyson abandonou essas duas frentes.
Quem o acompanha sabe que o principal impacto da Operação Mederi foi a mudança na forma como o prefeito se comunica com seus eleitores. Essa é uma certeza. Mas há uma dúvida. Não se sabe se a metamorfose é resultado do que já veio ou do que ainda está por vir.
A gestão Allyson Bezerra (União Brasil) tem uma dificuldade muito grande em lidar com a realidade. Sempre que é confrontada com os fatos, a gestão sai pela tangente. Na maioria das vezes cala. E tem uma razão: porque quando fala, invariavelmente, mente.
Essa semana, a auxiliar da vez a falar algo diferente do que acontece de fato, foi a secretária da Saúde, Morgana Dantas.
Morgana, frise-se é uma das auxiliares da gestão de melhor trato com a imprensa. Já foi bem melhor, ressalte-se.
Sabemos que não é fácil ter que dar satisfação à sociedade, por meio dos órgãos de comunicação, de tanta coisa que não funciona na Saúde.
É o caos diário do PAM do Bom Jardim. É a falta de tudo nas UPAS. A quase inexistência de atendimentos nas UBS’s. A carência de odontologistas. As contas que não fecham. As denúncias que se multiplicam no Ministério Público. A suspensão das cirurgias. Ufa!!!.
Realmente não é fácil responder a tanta coisa errada.
Mas, errada mesmo foi a forma como Morgana, sempre polida e respeitosa, se reportou a uma usuária essa semana.
A mulher aguarda há meses por uma cirurgia de catarata e, durante uma entrevista do vereador Ozaniel Mesquita (União Brasil) ao Jornal Boca da Noite, a mulher relatou o caso. O fez porque, além de ser uma conversa sobre os problemas da saúde de Mossoró, Ozaniel, além de vereador, é servidor da Saúde.
Pois bem, a entrevista seguia seu curso quando, por meio das redes sociais do programa, Morgana interagia até fazer o que ninguém esperava: mentir.
Morgana disse que era mentira da repórter Pedrina Oliveira, do Jornal Boca da Noite, e deste portal, de que as cirurgias estavam suspensas.
O problema é que a usuária é justamente a Pedrina Oliveira que, inclusive, ainda aguarda pelo procedimento, provando com a própria pele, infelizmente, como é o descaso da gestão Allyson Bezerra. Morgana mentiu e ainda foi desmentida ao vivo. Triste e deprimente o que a gestão Allyson Bezerra obriga seus colaboradores a se submeter.
A saúde de Mossoró é um desastre. Por mais que muitos queiram negar que não exista o caos de todo dia. Ele existe e é real. Por mais que gente como a séria Morgana teime em querer dizer o contrário. Inclusive com mentiras.


