Três semanas após o lançamento do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, o Governo Federal divulgou os primeiros resultados da estratégia nacional de enfrentamento às facções criminosas. As operações realizadas em todo o país resultaram na apreensão de mais de 67 toneladas de drogas, 639 armas de fogo, 26.875 munições, 1.013 veículos e na prisão de 473 pessoas.
Coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o programa mobilizou 9.204 profissionais de segurança em 11 operações integradas envolvendo União, estados e municípios.
Com investimentos previstos de R$ 11,1 bilhões, a iniciativa atua em quatro frentes principais: combate ao financiamento das facções criminosas, fortalecimento da segurança nos presídios, qualificação das investigações de homicídios e enfrentamento ao tráfico ilegal de armas.
Segundo dados da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), os R$ 30,4 milhões investidos nas primeiras ações já provocaram prejuízo estimado de R$ 361,3 milhões ao crime organizado, superando em 251% a meta prevista para os primeiros 90 dias do programa.
Nas unidades prisionais, a 11ª fase da Operação Mute realizou revistas em 124 presídios e apreendeu 680 celulares utilizados por integrantes de facções para comunicação criminosa. Desde 2023, mais de 8,6 mil aparelhos já foram retirados das penitenciárias brasileiras.
A Polícia Federal também intensificou as ações de combate ao crime organizado. Somente em abril, foram realizadas 128 operações, com 849 prisões em flagrante, apreensão de 160 armas, 4.563 munições e mais de 26 toneladas de drogas entre cocaína e maconha.
As ações foram ampliadas para todas as 27 unidades da Federação e também alcançaram áreas estratégicas da Amazônia Legal. O programa conta ainda com cooperação internacional, especialmente com o Paraguai, no combate ao tráfico de drogas e armas nas regiões de fronteira.
Para o Governo Federal, os resultados iniciais demonstram o fortalecimento da capacidade do Estado no enfrentamento ao crime organizado, por meio da integração entre inteligência, investigação e operações de segurança pública.

