Senado
Existe apenas uma possibilidade de retorno de Zenaide ao grupo de Fátima; saiba qual
A queda de Zenaide Maia (PSD) nas pesquisas para o Senado acenderam alerta em sua campanha e tem feito chover especulações. Entre as conjecturas, estaria um possível retorno dela ao grupo político liderado pela governadora Fátima Bezerra (PT).
As conjecturas feitas dariam conta de uma volta dela para ser a candidata de Fátima ao Senado. Essa hipótese, conforme apurado pelo Boca da Noite, está completamente descartada.
A candidatura de Samanda Alves (PT) ao Senado, pelo governismo, está consolidada. Samanda tem crescido nas pesquisas e já foi inclusive apresentada ao presidente Lula como a candidata de Fátima, da esquerda e do campo progressista potiguares ao Senado Federal. Não há possibilidade de recuo em relação à candidatura de Samanda.
O grupo político da governadora, no entanto, não descarta receber a senadora Zenaide Maia. É importante destacar que foi a própria Zenaide quem optou por romper com a governadora e se aliar a um adversário dela, no caso o ex-prefeito Allyson Bezerra (União Brasil).
O retorno de Zenaide ao grupo de Fátima, pode acontecer, porém, com uma condição: a desistência da senadora de concorrer à reeleição. Como contrapartida, Zenaide indicaria o candidato a vice na chapa a ser encabeçada por Cadu Xavier (PT).
Esse é o único cenário discutível e a única possibilidade aberta. As demais especulações, alimentadas inclusive pelo grupo do ex-prefeito de Mossoró, não passam de balão de ensaio sem chances de se concretizarem no mundo real da política.
Ao afirmar, sem rodeios, que é “candidatíssima ao Senado”, a governadora Fátima Bezerra (PT) reafirma publicamente uma pré-candidatura que já vinha sendo construída, mas que ganha novo peso político diante do cenário de incertezas no Rio Grande do Norte e da disputa nacional de 2026. Em declarações recentes, a chefe do Executivo potiguar insere seu projeto eleitoral em uma estratégia mais ampla, ancorada em três eixos: a defesa dos interesses do Estado, o compromisso com a democracia e a necessidade de fortalecer a governabilidade do presidente Lula em um Congresso marcado pela ofensiva da direita e da extrema direita.
“Isso aqui não é um projeto pessoal”, afirmou a governadora, ao sustentar que sua trajetória como servidora, parlamentar e gestora pública seria a base de legitimidade para a nova etapa. Ao rememorar sua atuação no Senado e na Câmara, Fátima resgata marcos como a relatoria do novo Fundeb, a política de valorização dos profissionais da educação, a expansão da rede federal de ensino superior e técnico e, já no governo, a criação dos Institutos Estaduais de Educação Profissional (IERNs) e o fortalecimento da interiorização universitária, com destaque para o campus de Ciências Médicas do Seridó e a perspectiva de implantação do Hospital Universitário em Caicó. Para ela, essa trajetória traduz um “mandato republicano”, voltado a políticas estruturantes e de longo prazo.
A governadora insere sua pré-candidatura em um contexto mais amplo: a disputa pelo Senado como arena decisiva da democracia brasileira. Na sua avaliação, a eleição de 2026 será ainda mais determinante que a de 2022, porque estará em jogo não apenas a continuidade de um governo, mas a consolidação do processo de reconstrução nacional e a proteção do Estado Democrático de Direito diante da ofensiva da extrema direita e de setores conservadores que buscam maioria no Congresso Nacional. “É a Casa dos estados e, ao mesmo tempo, um espaço central para garantir governabilidade e estabilidade institucional”, afirmou, ao citar os ataques às instituições no 8 de janeiro e o histórico de confrontação à Constituição durante o governo Bolsonaro.
Para a governadora, a reeleição de Lula aparece como eixo estruturante. Fátima sustenta que o presidente precisa de uma base congressual sólida para avançar em um projeto de desenvolvimento que combine crescimento econômico, geração de emprego, ampliação da renda e universalização de políticas sociais. Sua eventual ida ao Senado, segundo ela, estaria diretamente vinculada a esse objetivo: ajudar a assegurar maioria parlamentar e condições políticas para que o Executivo federal consolide a reconstrução do país e evite retrocessos institucionais.
No plano estadual, a Fátima confirma a pré-candidatura de Cadu Xavier ao Governo do Estado, a governadora reafirma que o PT e a federação de esquerda trabalham para montar chapas competitivas à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados, conscientes de que a correlação de forças local e nacional será decisiva tanto para a transição no Executivo quanto para a disputa majoritária.
Fátima reconhece que a decisão de Walter de não disputar a reeleição e de rever compromissos anteriormente pactuados causou surpresa política, num cenário em que, inicialmente, estava desenhado que ele assumiria o governo e seria o candidato natural à continuidade. A governadora, contudo, faz questão de frisar que o diálogo institucional foi preservado e que os desdobramentos desse processo, inclusive a redefinição das alianças e da condução da transição, serão tratados com maior profundidade em outro momento.
Ao se colocar como “candidatíssima ao Senado”, Fátima Bezerra não apenas antecipa sua posição na corrida de 2026, mas delimita o sentido político dessa disputa: uma eleição que, em sua leitura, extrapola a lógica local e se insere na batalha nacional pela democracia, pela governabilidade e pela consolidação de um projeto de desenvolvimento com inclusão social. A afirmação, longe de ser retórica, sinaliza que o Rio Grande do Norte pretende ocupar um lugar estratégico no embate que definirá os rumos do país no próximo ciclo político.
Pesquisa TS-2 / TCM mostra Fátima eleita para o Senado com 20,5% dos votos válidos
Pesquisa realizada em todo o Rio Grande do Norte pelo instituto TS-2 para o canal TCM Notícias, de Mossoró, mostra a governadora Fátima Bezerra eleita para o Senado, com 20,5% dos votos válidos.
O outro eleito, segundo a pesquisa que ouviu 1.870 eleitores entre os dias 9 e 13 de dezembro, seria Styvenson Valentim. A margem de erro declarada pelo instituto é de 2,3 pontos percentuais.
Ano que vem serão eleitos dois senadores, e o eleitor votará duas vezes para o Senado. No primeiro voto, Fátima teve 18,7% das intenções, atrás apenas de Styvenson Valentim, e 7 pontos à frente de Zenaide Maia, que teve apenas 11,7% das intenções de voto. Álvaro Dias teve 6,5%, e Carlos Eduardo Alves, 5,9%.
O levantamento do TS-2 encomendado pela TCM ainda mostra o secretário de Fazenda do RN, Cadu Xavier, já consolidado com dois dígitos em todos os três cenários apresentados: 10,9% no cenario mais provável, além de 10,2% e 11,1% em outros dois cenários.
O presidente Lula, segundo a pesquisa TS-2, seria reeleito com 48,3% dos votos, muito mais que o dobro do segundo colocado, Flávio Bolsonaro (18,8%).
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado rejeitou, por unanimidade, nesta quarta-feira (24), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem. Todos os 27 senadores da CCJ votaram para rejeitar completamente a PEC.

A proposta previa autorização prévia da Câmara ou do Senado, por meio de voto secreto, para processar criminalmente deputados e senadores.
O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), informou que o relatório aprovado, rejeitando a PEC, deve ir ao plenário da Casa ainda nesta quarta-feira para que o texto seja deliberado por todos os 81 senadores.
“Vamos ao Plenário, com compromisso do presidente Davi Alcolumbre [União-AP], de encerrar hoje essa votação e, sem dúvida nenhuma, rejeitar essa proposta”, revelou.
Câmara – Aprovada por maioria de 353 votos no primeiro turno de votação no Plenário da Câmara, nenhum senador defendeu a PEC 3/2021 na comissão.
Mais de 20 senadores se inscreveram para falar contra a PEC, que foi alvo de protestos massivos no último domingo (21), tendo sido apelidada de “PEC da Bandidagem”.
O relator Alessandro Vieira (MDB-SE) pediu a rejeição da PEC alegando que ela abre as portas do Congresso ao crime organizado. Em seguida, o senador Jorge Seif (PL-SC), que havia apresentado voto em separado para manter a proposta com algumas alterações, retirou o relatório alternativo e votou junto com o relator.
Alessandro Vieira ainda rejeitou as emendas apresentadas pelos senadores Sérgio Moro (União-PR), Carlos Portinho (PL-RJ) e Magno Malta (PL-ES), que pretendiam fazer alterações na PEC, mantendo sua tramitação com modificações no texto.
Para o relator, as emendas ficaram prejudicadas uma vez que a PEC sofre de “vício insanável de desvio de finalidade”.
“O real objetivo da proposta não é o interesse público – e tampouco a proteção do exercício da atividade parlamentar –, mas sim os anseios escusos de figuras públicas que pretendem impedir ou, ao menos, retardar, investigações criminais que possam vir a prejudicá-los”, justificou.
Para especialistas e entidades que atuam no combate à corrupção, a PEC poderia barrar ações penais contra corrupção no uso de emendas parlamentares.
Debate
A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) disse que a proposta cria uma “casta” de privilegiados e lembrou a mobilização nacional das ruas em todas as capitais imediatamente após a aprovação da PEC na Câmara.
“[A PEC] nasceu com o objetivo de criar um muro de impunidade e criar, na verdade, uma nova casta no Brasil, que seria uma casta daqueles que podem cometer crimes e estariam fora dos rigores da lei.”
O senador Humberto Costa (PT-PE) lembrou que os deputados até rezaram após a aprovação da PEC da Blindagem na Câmara, destacando que muitos mudaram de posição após a reação da sociedade.
“O Senado hoje vai decretar o fim dessa proposta indecente, mas a coisa mais importante, no meu ponto de vista, é que realmente a máscara da extrema direita caiu no nosso país”, disse.
O líder da oposição no Senado, senador Carlos Portinho (PL-RJ), rebateu Humberto dizendo que a PEC é um absurdo, mas destacou que a base do governo também votou a favor da proposta.
“Essa PEC é uma indecência. Nenhum de nós, seja de que partido for, vai estar aqui para defender bandido. O caso citado da Assembleia Legislativa do Rio é emblemático, de um membro do Comando Vermelho que alçou uma vaga na assembleia do Rio. É isso que temos que nos preocupar e evitar”, ponderou.
Caso a PEC da Blindagem fosse aprovada, a exigência de autorização para processar parlamentares também seria estendida aos deputados estaduais e distritais. Especialistas temiam que essa imunidade servisse de um incentivo a mais para o crime organizado ingressar nos parlamentos locais.
O líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), também fez dura crítica à PEC da Blindagem, dizendo que a proposta desrespeita o povo brasileiro e seria um grave retrocesso democrático.
“Essa PEC desmoraliza o mandato popular. O MDB, imediatamente após a aprovação na Câmara, se manifestou em nota oficial em nome dos 12 parlamentares do MDB com firme oposição contra a PEC da Imoralidade, da Bandidagem e da Blindagem”, afirmou Braga.
Imunidade à opinião
Os senadores discutiram ainda a chamada imunidade material dos parlamentares, que os protege por opiniões, votos e palavras emitidas no exercício do seu cargo, prerrogativa prevista no Artigo 53 da Constituição.
Para alguns, essa imunidade estaria sendo violada no Brasil pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o que justificaria a PEC da Blindagem. Para outros, essa imunidade continua protegida, mas mesmo essa prerrogativa não é absoluta e não protege o parlamentar contra injúria, difamação e outros crimes.
O senador Omar Aziz (PSD-AM) ainda diferenciou a imunidade material da imunidade processual, que a PEC da Blindagem tenta retomar ao prever autorização prévia do Parlamento para processos criminais contra deputados e senadores.
Aziz argumentou que a Constituição de 1988 criou a imunidade processual para deputados e senadores porque, naquela época, o Brasil ainda estava com uma democracia incipiente com muitos parlamentares que haviam sido cassados durante os 21 anos da ditadura civil-militar.
O senador do MDB disse que a imunidade material não pode proteger contra palavras que buscam obstruir um processo de investigação na Justiça. “Essa PEC é imoral – não é ideológica – ela é imoral! Até porque um senador da República não tem o direito de expor a família de ninguém”, disse Aziz.
Ele se referiu ao senador Marcos do Val (Podemos-ES) que é investigado no STF por supostamente promover uma campanha para intimidar e constranger policiais federais responsáveis por investigações em andamento no Supremo. Ele também é suspeito de arquitetar um plano para anular as eleições de 2022.
O caso do senador Marcos do Val é usado como exemplo da suposta “perseguição” do STF por “crimes de opinião” de parlamentares, uma das principais justificativas usadas pelos defensores da PEC da Blindagem.
O senador Eduardo Girão (Novo-CE), um dos defensores da tese de “perseguição” contra parlamentares, disse que a Câmara “errou na mão” com a PEC da Blindagem, mas saiu em defesa de Marcos do Val.
“O senador Marcos do Val é uma vítima exatamente desse processo. Acredito que nós precisamos corrigir isso”, avaliou.
O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), destacou que mesmo a imunidade por palavras e opiniões, prevista na Constituição, não é absoluta e precisa ser contida quando se excede e viola a lei.
“A Constituição de 1988, na sua sabedoria, diz que nenhum direito é absoluto. Um parlamentar não pode fazer apologia à morte de quem quer que seja. A imunidade é material para opinião, palavra e votos, mas não absoluta. Um parlamentar não pode dizer para uma deputada ‘eu não te estupro porque você não merece’, não pode fazer isso”, ponderou Randolfe.
A liderança governista se referiu a ofensa proferida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, quando ainda era deputado, em 2014, contra a parlamentar Maria do Rosário (PT-RS). O ex-presidente virou réu por apologia ao estupro devido a esse caso, chegou a pedir desculpas a Rosário, mas o processo acabou arquivado pela Justiça do Distrito Federal argumentando que os supostos crimes teriam sido prescritos pelo tempo. (Fonte: Agência Brasil)
PL da Adultização: Senado aprova projeto para proteger crianças nas redes sociais
O Senado Federal aprovou no último dia 27 de agosto, o Projeto de Lei 2.628/2022, conhecido como PL da Adultização ou ECA Digital. Agora a proposta segue para a sanção do Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. A proposta foi apresentada em 2022 pelo Senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e sofreu alterações nessa votação na Câmara.
Esse tema ganhou mais notoriedade após o influenciador Felipe Bressanim, mais conhecido como Felca, publicar um vídeo no início do mês de agosto, explicando o que é a adultização e também denunciando a adultização infantil e a exploração sexual de crianças e adolescentes nas redes sociais.
O projeto tem a intenção de proteger as crianças no uso das redes sociais, jogos eletrônicos, aplicativos e programas de computador, trazendo também em seu texto, mudanças que impactam diretamente famílias, empresas de tecnologia e plataformas digitais, impondo novas responsabilidades civis e sanções severas para o caso de descumprimento.
Alguns pontos em destaque do projeto:
Remoção do conteúdo: O texto obriga que fornecedores de produtos e serviços de tecnologia da informação adotem uma série de medidas para prevenir o acesso de crianças e adolescentes a conteúdos prejudiciais, como pornografia, bullying, incentivo ao suicídio e jogos de azar. Entre elas está a remoção de conteúdo. Fonte: Agência Senado
Denúncia abusiva: O usuário que publicou conteúdo considerado abusivo deve ser notificado com antecedência, recebendo a justificativa da decisão de retirada da postagem e a informação sobre se a análise foi feita por um sistema automatizado ou por uma pessoa. A plataforma também deve oferecer um mecanismo de recurso acessível e claro, permitindo que o usuário conteste a remoção. Fonte: Agência Senado
Supervisão dos pais e verificação da idade: Entre as obrigações dos provedores de redes sociais, está a de garantir que haja vinculação das redes sociais de crianças e adolescentes de até 16 anos a um responsável e a remoção de conteúdo considerado abusivo para este público. Fonte: Agência Senado
Nível máximo de proteção: As ferramentas de supervisão parental deverão, por padrão, oferecer o nível máximo de proteção disponível. Isso inclui bloquear a comunicação entre crianças e adultos não autorizados, limitar recursos que incentivem o uso excessivo — como reprodução automática, notificações e recompensas —, controlar sistemas de recomendação e restringir o compartilhamento da geolocalização. Fonte: Agência Senado
Penalidades: A multa poderá chegar a até 10% do faturamento do grupo econômico no Brasil no último exercício. Caso essa informação não esteja disponível, a penalidade será calculada entre R$ 10 e R$ 1 mil por usuário cadastrado no provedor, limitada a R$ 50 milhões por infração. Todos os valores serão atualizados anualmente com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Fonte: Agência Senado
Liberdade de expressão: A regulamentação não poderá impor mecanismos de vigilância massiva, genérica ou indiscriminada; e serão vedadas práticas que comprometam os direitos fundamentais à liberdade de expressão, à privacidade, à proteção integral e ao tratamento diferenciado dos dados pessoais de crianças e adolescentes. Fonte: Agência Senado
A reitora da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) e presidente da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem), Cicilia Maia, participou nesta terça-feira (22) de audiência pública promovida pela Comissão de Educação do Senado Federal para discutir o novo Plano Nacional de Educação (PNE), documento que irá orientar as políticas educacionais do Brasil pelos próximos dez anos.
A audiência foi conduzida pela senadora Teresa Leitão (PT-PE), presidente da Comissão de Educação, e é a primeira de um ciclo de dez debates previstos no requerimento REQ 3/2025-CE. O objetivo é ouvir diferentes setores da educação sobre o Projeto de Lei nº 2.614/2024, que institui o novo PNE e está em tramitação na Câmara dos Deputados. O texto define 18 objetivos, 58 metas e 253 estratégias a serem executadas até 2034.
Durante sua fala, Cicilia Maia apresentou um panorama da Abruem, que representa 46 universidades estaduais e municipais, reunindo mais de 700 mil estudantes, 43 mil professores e 63 mil servidores técnico-administrativos, além de mais de 2 mil cursos de graduação e 1.756 programas de pós-graduação, com forte presença no interior do país. Ela destacou a capilaridade dessas instituições como patrimônio vivo das regiões onde estão inseridas.
A presidente da Abruem defendeu a inclusão formal das universidades estaduais e municipais no Sistema Nacional de Educação, com representação e financiamento proporcionais à contribuição que essas instituições já prestam ao país. Propôs ainda a criação de um Fundo Nacional de Fomento ao Ensino Superior Estadual e Municipal, com base constitucional, e a realização de um encontro nacional entre governadores e reitores das UEMs para debater estratégias conjuntas.
“A interiorização do ensino superior passa, de forma decisiva, pelas universidades estaduais e municipais. É fundamental que o novo PNE reconheça essa capilaridade, valorize os profissionais da educação e inclua metas específicas para o ensino superior, com foco na equidade, na inclusão e no desenvolvimento regional”, afirmou Cicilia Maia.
Entre os desafios apontados por ela estão a vulnerabilidade socioeconômica dos estudantes, a saúde mental da comunidade acadêmica, a infraestrutura das instituições e a necessidade de uma agenda colaborativa entre MEC, CNE, Congresso, Senado e entidades representativas da educação.
A senadora Teresa Leitão destacou a importância da participação de todas as redes e esferas no processo de construção do novo plano. “O PNE é uma política de Estado, e precisa refletir o que a sociedade brasileira quer para a educação. Esses debates são essenciais para garantir um plano que dialogue com a diversidade de realidades e de redes que compõem o nosso sistema educacional”, declarou.
A Abruem reafirma seu compromisso com a construção de um novo Plano Nacional de Educação que assegure o direito fundamental à educação como meio de acesso ao conhecimento, à cultura, à ciência e à tecnologia — pilares para uma sociedade justa, democrática e sustentável. Para isso, as reitores e os reitores estão participando das discussões nacionais sobre o Plano, em várias instâncias, como o Fórum Nacional de Educação, Ciclo Nacional de Debates da Capes, entre outros.
No debate promovido pela Comissão de Educação do Senado, o Abruem estava representada pela presidente Cicilia Maia e pela reitora da Universidade do Distrito Federal, Simone Benk.
Também participaram representantes do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (Crub), da Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup), da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e da Associação Brasileira das Universidades Comunitárias (Abruc).
Assista a audiência na íntegra no link https://www.youtube.com/live/yQErOYmJ4wc?si=H9WOIX7dxNgFT1uZ
Os 100 primeiros dias de Rogério Marinho no Senado: visita na Papuda e derrota em eleição
Relator da Reforma Trabalhista, proposta que acabou com a proteção social ao trabalhador, precarizou as relações de trabalho e fez aumentar o desemprego, Rogério Marinho pagou um alto preço por sua atuação nessa reforma: acabou não se reelegendo para a Câmara Federal.
Em 2020, foi recompensado, ao ser nomeado secretário especial da Previdência e, mais tarde, minostro do Desenvolvimento Regional, onde pavimentou o caminho para chegar ao Senado da República.
Com uma vitória dada pelo povo potiguar, Rogério Marinho chegou a Brasília com a faca nos dentes para ser a figura número 1 da oposição ao governo Lula. E não demorou para que Marinho desse as cartas.
Em janeiro, ele formou um grupo intitulado “Vanguarda” e que reuniu senadores do PL, PP e Podemos. Com essa articulação, almejava chegar à Presidência do Senado.
Ainda em janeiro, o senador potiguar visitou os terroristas presos nos ataques do dia 8 de janeiro em Brasília. Ele coordenou um grupo que esteve na Papuda prestando apoio aos que foram presos pelos atos golpistas e terroristas de 8 de janeiro. Essa, no entanto, não foi a única intervenção de Rogério Marinho a favor dos criminosos. Ele liderou o grupo “vanguarda em visita ao ministro Alexandre de Morais, do Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a soltura dos terroristas.
Rogério Marinho parece ter feito escolha por não construir uma agenda positiva enquanto parlamentar. Ele esteve ausente em todas as visitas que a governadora Fátima Bezerra (PT) fez a Brasília em busca de ações, projetos e recursos para o Estado. Rogério não quis participar nenhuma vez das agendas da governadora na capital federal.
No início de fevereiro, o senador foi alçado pelo Bolsonarismo como candidato a presidente do Senado, mas não conseguiu êxito, sendo derrotado por Rodrigo Pacheco (PSD).
O fator positivo pró-Rogerio aconteceu após a sua derrota para Presidência da Alta Câmara, quando foi escolhido líder da oposição. Apesar de ser uma posição de destaque, Rogério não consegue ter visibilidade maior do que o ex-ministro e agora senador Sérgio Moro (Podemos).
Ainda sobre atuação de Rogério pode-se afirmar que o senador não fez parte da reunião que toda bancada potiguar realizou junto com a governadora Fátima sobre segurança do Rio Grande do Norte no período dos ataques.
No momento em que o RN estava sendo bombardeado pelo crime, Rogério apareceu apenas para criticar o Governo do Estado sem apresentar uma solução plausível. O senador potiguar tem sido motivo de chacota de parte da grande imprensa por ter como proposta, até agora, somente o discurso do quanto pior melhor.
O senador eleito do Rio Grande do Norte nas eleições de outubro passado, Rogério Marinho, participa nesta quarta-feira, da disputa pela presidência do Senado.
As chances de vitória são poucas, e tem diminuído nas últimas horas em face dos atos envolvendo o presidente do seu partido, o PL, Waldemar Costa Neto.
A agremiação partidária virou sinônimo de golpismo. Além de abrigar o ex-presidente Jair Bolsonaro, o PL tem 7 deputados federais eleitos investigados por participação em atos golpsitas. Inclusive, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pediu à Procuradoria Geral da República (PGR) a suspensão da posse deles.
Tudo isso respinga sobre a campanha de Rogério Marinho, que jura de pés juntos que sua postulação tem o propósito de restabelecer a normalidade democrática. Parece piada, já que os maiores ataques à democracia foram protagonizados por seu líder e principal patrocinador de sua candidatura, exatamente o ex-presidente Bolsonaro.
Para piorar o cenário, Waldemar Costa Neto admitiu que tinha em casa minutas de projetos que visavam instituir um golpe no Brasil, de forma a impedir que fosse respeitado o resultado das urnas, aquele que determinou a derrota de Bolsonaro.
Com toda esse espectro golpista, Rogério Marinho vai à disputa se equilibrando numa corda bamba e tendo que fingir postura democrática diante da mídia ao mesmo tempo em que, para agradar bolsonaristas, questiona as ações desenvolvidas pelo Judiciário para punir os golpistas que invadiram Brasília em 8 de janeiro passado.
A corda segue cada vez mais tensionada pelo chefe do seu partido, que agora terá que explicar à Polícia Federal porque disse que “todo mundo tinha em casa uma minuta de projeto golpista”.
Pudesse, talvez Marinho desistisse da disputa. Sua postulação, no entanto, é o único instrumento que o Bolsonarismo tem para marcar terreno nesse momento. E manter acesa a chama do golpismo. A vida de Rogério não tem sido fácil. Como também será difícil escapar da pecha de golpista da qual seu partido está armado até os dentes.

Site diz que campanha de Marinho à presidência do Senado recorre a agressões e ameaças
Com o título “Senadores se irritam com campanha bolsonarista pró-Marinho”, o site Poder360, especializado na cobertura da política nacional, afirma que a campanha de Rogério Marinho (PL) à presidência do Senado Federal têm recorrido a ataques e ameaças aos senadores.
Segundo a reportagem, a campanha de Marinho está enviando aos senadores e-mails com ameaças e pedidos para que votem no potiguar.
Ainda de acordo com a publicação, a estratégia tem sido um tiro no pé já quem tem desagradado até mesmo quem já votou no ex-presidente Bolsonaro (PL), principal fiador da candidatura de Rogério Marinho.
Em algumas das mensagens há críticas a Rodrigo Pacheco (PSD) atual presidente da Casa e candidato à reeleição por ele não estar defendendo os terroristas que invadiram e destruíram as sedes dos Três Poderes em Brasília no último dia 8 de janeiro.
Clique aqui e leia a matéria completa do Poder360.


