É abominável sob todos os aspectos o desejo da elite potiguar de privatizar a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Trata-se de um projeto maléfico que visa não somente acabar com um importante instrumento de desenvolvimento do Estado, mas de destruir uma ferramenta de ascensão social das classes mais pobres, dos filhos da classe trabalhadora.
Acabar com a UERN é um desejo dos poderosos que se concretiza pela via política. Quando um candidato lança a proposta, é porque sabe quem o apoia na empreitada imunda. E, em ano eleitoral, esses criminosos estarão cada vez mais ávidos por tirar dos mais humildes a possibilidade de ter sonhos e de realizá-los pela educação, pelo ensino superior, pela UERN.
O primeiro a falar em alto e bom som foi ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL). Afirmou, em Mossoró, cidade-sede e de origem da Universidade, que há estudos sendo realizados por sua equipe técnica para privatizá-la. Ao perceber a má repercussão, voltou atrás e disse que não tinha dito o que acabou dizendo. Foi honesto ao revelar seus desejos. Foi covarde ao voltar atrás no que revelou.
Quem também se pronunciou sobre o assunto foi o oportunista Allyson Bezerra (União Brasil), ex-prefeito de Mossoró. Se aproveitou do erro estratégico de Álvaro e “se montou” em cima dele para lucrar politicamente.
Allyson pensa igual a Álvaro e provavelmente fará pior do que o ex-prefeito de Natal. A diferença é que Álvaro verbalizou o que vai fazer. Allyson mente sobre o que não fará.
Allyson Bezerra nunca defendeu a UERN. Muito pelo contrário. Durante quase todo o tempo em que esteve como prefeito de fato e de direito, boicotou a Universidade em tudo o que pode.
Todas as vezes em que a governadora Fátima Bezerra (PT) esteve na UERN anunciando benefícios para a instituição (fim da lista tríplice, instituição da autonomia financeira, planos de carreira dos servidores, entre outros), Allyson esteve ausente. E quando a Universidade tentou fazer algo de forma institucional, recebeu sim de forma oficial, e foi boicotada nos bastidores.
Ademais, muitos foram os outros momentos em que a UERN foi atacada, e Allyson se manteve silente. Assim como se manteve em outras pautas importantes para o povo.
Nunca fez uma defesa da democracia. Nunca disse o que acha sobre o fim da escala 6×1. Deverá fazê-lo agora porque quer enganar o eleitor. Quer fazer de sua plataforma eleitoral um embuste indisfarçável. Quer enganar. Com as mentiras de agora. E com a hipocrisia de sempre. Álvaro e Allyson são duas faces da mesma moeda. Representam o mesmo projeto que quer tirar do povo a chance de vencer pela educação.


