Pré-candidato a deputado federal, o ex-deputado Kelps Lima (União Brasil) “cavou” generosos espaços na mídia do Rio Grande do Norte em abril passado. Quase não apresentou propostas. Não discutiu nenhum tema importante. Mas tentou lacrar. Disse que a bancada potiguar no Congresso Nacional era irrelevante. Chamou de fraca. Fez a crítica pela crítica. Rebaixou para se sair grande. Apequenou-se.
Na prática, pode-se até duvidar das pautas dos representantes potiguares na Câmara Federal e no Senado, mas dizer que são irrelevantes não cola. A deputada federal Natália Bonavides (PT) é uma das mais combativas parlamentares. O senador Rogério Marinho é líder da oposição. Só para ficar em dois exemplos. Um de cada espectro político.
Para ganhar notoriedade, e apenas para isso, Kelps tentou deslegitimar a atuação dos nossos parlamentares. Em sua metralhadora verbal, não poupou sequer os atuais deputados do seu partido, o União Brasil.
Kelps não mostrou predicados, mas revelou predileção. Apareceu, sorridente, alegre e feliz ao lado de Abraão Lincoln. Ex-presidente da Federação dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CTBA) Lincoln é apontado pela Polícia Federal (PF) como um dos responsáveis por roubar dinheiro dos aposentados. Foi, inclusive, preso em flagrante na CPI do INSS.
Mas Abraão não é a única figura de conduta controversa com a qual Kelps sente-se confortável em estar na presença. O pré-candidato é “fãzaço” do ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB). Allyson é apontado pela PF como líder de um esquema criminoso que roubou milhões da saúde de Mossoró. Parece que para Kelps, relevante é ser desonesto.
Foto – Kelps, Abraão (de vermelho) e Cínthia de Allyson


