Conselheiras do CEDIM e do Comitê de Enfrentamento à Violência Doméstica tomam posse

Ação reafirma compromisso do Governo do RN com a promoção dos direitos das mulheres.

por Ugmar Nogueira
A+A-
Reiniciar

Com o objetivo de fortalecer a fiscalização, o acompanhamento e a formulação das políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência contra as mulheres, o Governo do Estado deu posse, nesta segunda-feira (15), às novas integrantes do Conselho Estadual dos Direitos das Mulheres e do Comitê Estadual de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar Contra as Mulheres. A solenidade foi realizada no Auditório da Governadoria, onde a governadora Fátima Bezerra assinou as atas de posse das titulares e suplentes dos dois colegiados.

“Uma democracia forte se constrói com participação popular, e uma política pública forte se constrói ouvindo quem vive a realidade e conhece os desafios no dia a dia”, afirmou Fátima, destacando a importância do Conselho e do Comitê: “O Governo do Estado valoriza o papel de cada uma de vocês, e reconhece que a missão que assumem é nobre e necessária”.

A função do Conselho Estadual dos Direitos das Mulheres do RN (CEDIM-RN) é fundamentalmente fiscalizar as políticas públicas para as mulheres, acompanhando as ações implementadas, e também propor diretrizes e ações à administração estadual. O papel do Comitê Estadual de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar Contra as Mulheres (CEAV-RN) é promover a integração da rede de atendimento às mulheres nas instâncias estaduais e municipais, além de acompanhar as ações de prevenção, proteção e responsabilização.

“Enfrentar a violência de gênero exige uma articulação permanente entre as instituições, integração de serviços, definição de estratégias. Reconhecer que nenhuma instituição sozinha é capaz de responder os enormes desafios. É nessa união dos órgãos governamentais, dos movimentos sociais, das organizações da sociedade civil e de toda essa rede de proteção, que encontramos força necessária para não desistir”, esclarece Júlia Arruda, secretária estadual das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (SEMJIDH).

“Uma característica da nossa luta é que a cada batalha que parece estar perdida, a gente fica triste, mas ao mesmo tempo se ergue, porque a gente verifica que não pode recuar”, diz Joana Lopes, ex-presidente do CEDIM-RN. “O problema da violência contra a mulher é que agora ela está dizendo ‘não’. E tem sido esse ‘não’ que está sofrendo represálias, porque a sociedade ainda não se deu conta desse pacto, de que essa é uma luta que não vai voltar atrás”, complementa.

“Nós tivemos crescimento de delegacias de mulheres na atual gestão estadual, mas vemos muitos municípios ainda sem Conselhos Municipais de Mulheres. Tem a questão do emprego e renda também, que atinge diretamente a autonomia das mulheres”, explica Gildenia Barbosa, que representa a Central Única dos Trabalhadores (CUT) no CEAV-RN.

“É muito bom estar num espaço de diversidade como este. Mulheres negras, trans, brancas, de terreiro, evangélicas, policiais, professoras, agricultoras, é uma diversidade imensa em uma só voz”, comemora Érica Canuto, promotora de Justiça (MPRN), uma das principais referências jurídicas do estado no combate à violência doméstica e na defesa dos direitos das mulheres.

AVANÇOS

A governadora Fátima Bezerra aproveitou para destacar os avanços realizados nesses últimos anos, como a criação de sete novas Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (DEAM), agora presentes também no interior do Estado, assim como a criação do Núcleo Policial de Enfrentamento ao Crime de Feminicídio, na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

“Foram 17 anos sem criar uma nova delegacia de defesa da mulher vítima de violência. Antes, o Estado tinha apenas cinco delegacias para o enfrentamento da violência doméstica e de gênero. Hoje são doze”, explica Fátima.

O avanço ainda se deu na ampliação da Patrulha Maria da Penha, que só existia em Natal e Região Metropolitana. Hoje, expandida para o interior do estado, conta com o índice positivo de que todas as mulheres atendidas pela patrulha estão vivas.

Também tiveram destaque ações estruturantes, como o programa Maria da Penha Vai à Escola. “É estruturante porque chega na questão cultural da sociedade, no letramento, na formação”, diz Fátima Bezerra.

Outra ação de destaque foi a sanção da lei que estabelece a suspensão e vedação de promoções, desde o recebimento da denúncia até o trânsito em julgado da decisão final, nas carreiras de servidores públicos civis e militares envolvidos em feminicídio e demais crimes hediondos.

Além dos já citados, estiveram presentes secretários(as) de Estado; deputados(as) estaduais; representantes do Tribunal de Justiça, do Ministério Público, da Defensoria Pública e da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional RN; representantes de Instituições de Ensino Superior; de órgãos de Segurança Pública; prefeitas, prefeitos e gestoras municipais de políticas para as mulheres; representantes da sociedade civil organizada; e conselheiras estaduais e integrantes do CEDIM-RN e CEAV-RN.

Publicidade

Postagens relacionadas

Deixe um comentário

* Ao usar este formulário, você concorda com o armazenamento e o manuseio dos seus dados por este site.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Assumiremos que você está ok com isso, mas você pode optar por não participar se desejar. Aceitar Leia mais