A campanha eleitoral, de fato, está apenas começando. O horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, por exemplo, teve início há dois dias.
Apesar de tudo estar no estágio inicial, chama a atenção que muitos prefeitos de direita que tinham anunciado apoio a um candidato também de direita tenha mudado de candidato, embora sigam agora com outro postulante, mas também de direita.
É muito comum que isso aconteça em campanhas eleitorais. O curioso é que são políticos que já tinham declarado apoio a um determinado candidado. E chama a atenção que seja assim já no início. Principalmente porque todos os candidatos ainda estão no páreo. Ninguém disparou e nem deve. A debandada de apoiadores de um palanque para o outro, comum em campanhas, ocorre quando o cenário de derrota está desenhado. Da metade para o fim da campanha. O que não é o caso nesse momento.
A disputa deve se manter assim até o fim: absolutamente indefinida. Totalmente equilibrada. A não ser, claro, que alguém tenha um enorme saco de dinheiro e já esteja apresentando os motivos aos apoiadores.
O Rio Grande do Norte todo sabe como candidato pobrezinho age. Na calada da noite. Nas sombras da falta de transparência. Nós fingimentos. Nos gabinetes hermeticamente fechados e nos quais não entra qualquer aparelho de celular ou assemelhado.
Sobretudo aqueles que deixaram há pouco tempo o comando de prefeituras ricas. A liderança de gestões que tenham assinado contratos milionários. Inclusive com empresas fantasmas. Ainda mais quando se há suspeita de roubo de dinheiro de áreas vitais, como a saúde, por exemplo.
Vai ser preciso muito isopor com dinheiro pra dar conta porque no fim das contas parece não haver outro motivo pra tanta mudança repentina. Importante ressaltar o apoio político em campanha eleitoral é motivado por promessas futuras e, especialmente, pelo desejo de fazer parte de um palanque vitorioso. Mas às vezes determinados movimentos causam desconfiança. Ah, como causam.

