Pesquisas são retrato do momento. Essa não é nenhuma novidade. E são feitas justamente para tentar capturar as impressões que os movimentos políticos produzem a cada instante. Ora, sem fatos novos, realizar pesquisas é chover no molhado. Assim como parece ser inócuo realizá-las desconsiderando fatos políticos importantes. Proceder assim é levar ao túmulo o que acabou de vir ao mundo.
É o que acontece com a pesquisa Datacapital divulgada hoje por um órgão de comunicação da capital do Estado.
O levantamento foi feito entre 15 e 18 de agosto, antes portanto de um fato primordial na atual campanha: a vinda de Lula ao Rio Grande do Norte. Pesquisar sem ter levado isso em conta foi praticamente jogar fora esforço e dinheiro.
A pesquisa Quaest, divulgada ontem, é uma constatação disso.
Os movimentos das chapas com seus atores e estratégias é o que justifica pesquisas realizadas em escala quase industrial: para tentar captar as mudanças provocadas por esses fatos recém-produzidos.
A pesquisa Datacapital, ao ignorar a vinda de Lula, já nasceu defasada, desatualizada, cheirando a mofo. Ou a formol.
25/08/2026
A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (25/8), na cidade de Parelhas/RN, a Operação Blue Mirage, com o objetivo de cumprir mandado de busca e apreensão domiciliar expedido pela Justiça Federal no Rio Grande do Norte.
A investigação apura um suposto esquema de captação irregular de recursos de terceiros, estruturado nos moldes de uma pirâmide financeira e operado sob a fachada de uma empresa do setor de investimentos em ativos digitais.
De acordo com os elementos reunidos até o momento, o investigado teria recebido valores de vítimas por meio de ativos digitais, com promessa de rentabilidade fixa diária e de bônus por indicação, sem que houvesse o correspondente retorno financeiro aos investidores. Os recursos captados teriam sido posteriormente transferidos para outros endereços digitais, o que, em tese, poderia dificultar o rastreamento e o eventual bloqueio dos valores.
O investigado poderá responder, em tese, pela prática de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, contra a economia popular e por lavagem de capitais.
Allyson Bezerra (União Brasil), ex-prefeito de Mossoró, é um produto da internet. É um bom animador de auditório, um influencer que consegue mobiliza as pessoas pela internet, um expert em comunicação digital. Foi isso que o catapultou de liderado do ex-prefeito Silverinha (PSD) a deputado estadual. Da Assembleia para a prefeitura de Mossoró, bastaram alguns choros fingidos, um discurso enganoso e um deslize de Rosalba Ciarlini (PP) para ele conquistar a cadeira mais confortável do Palácio da Resistência.
No Executivo mossoroense, foi um gestor autoritário, centralizador e perseguidor. E, acima de tudo, cheio de suspeitas. São tantas as irregularidades em contratos, compras e contratações, que pela primeira vez na história um prefeito da terra de Rodolfo Fernandes foi acordado pela Polícia Federal (PF).
A gestão Allyson Bezerra protagonizou o maior roubo que se tem notícia numa prefeitura do Rio Grande do Norte. PF investiga as responsabilidades num assalto aos cofres de Mossoró que culminou num prejuízo de dezenas de milhões de reais. Allyson, segundo a polícia, ocupava o topo do esquema criminoso.
Aos poucos, o eleitor do Rio Grande do Norte vai descobrindo que honestidade parece não ser o forte de Allyson Bezerra. Mas, mais do que isso: que ele é um falsário, um mentiroso, um enganador, uma criatura abjeta.
Está percebendo também que Allyson é um péssimo gestor. Fez obras de má qualidade (ponte Ilha de Santa Luzia caiu, piso da Estação das Artes afundou, pista do anel viário cedeu, para ficar em apenas 3 exemplos), endividou o município em milhões (dívida atual é superior a meio bilhão de reais), retirou direitos dos servidores (acabou com a carreira dos supervisores educacionais, e acabou com o quinquênio).
Sobre escândalos, além da Operação Mederi, que apura o roubo de milhões da Saúde de Mossoró, Allyson é suspeito de ter cometido outras diversas irregularidades, a seguir
# Contratou com uma empresa fantasma
# Acusado de receber propina em obras da construção civil
# Rcebimento de propina para liberar pagamento de precatórios
# Superfaturamento na compra de material de decoração natalina
# Suspeita de uso do dinheiro da prefeitura para contratação de sites e blogs para atacar adversários
# Fraude no processo de municipalização do Nogueirão
# Irregularidades na permuta do Nogueirão
Por fim, uma das grandes descobertas que o eleitor está fazendo é que Allyson Bezerra é bolsonarista, mas está tentando enganar os eleitores fingindo que é aliado do presidente Lula. Paulatinamente, os potiguares estão descobrindo que o candidato de Lula é Cadu Xavier, o Cadu de Lula. A tendência é que mais pessoas sejam alcançadas por essas verdades e a candidatura de Allyson siga em queda. As próximas pesquisas deverão mostrar essa tendência.
Veja aqui alguns dos problemas, suspeitas e irregularidades do gestor Allyson Bezerra

