O ex-prefeito de Mossoró, reconheçamos, é um ator. Canastrão, é verdade, mas um intérprete. Alguém com a capacidade de fingir. E até de acreditar em seus próprios fingimentos.
Mesmo que o choro seja canhestro, as expressões forçadas e o texto previsível, ele consegue convencer, apesar do espalhafato. Porque nas redes sociais, não basta muito para uma mentira ganhar o algoritmo com feição de verdade.
Não sem razão, canais com selo – fajuto – de órgão de comunicação, reproduzem seu espetáculo dantesco. Teatro dos horrores.
Em 2020, para enganar o eleitorado, ele chorou nas redes sociais. Lágrimas fabricadas de uma estória nonsense. O absurdo: utilizou um parente como argumento. Lucrou com patacoada. Terminou eleito. Nunca mais tinha chorado. Voltou hoje a defender o personagem ficto. Simulou sofrimento. E inventou uma estória inverossímil.
A estagnação nas pesquisas eleitorais, com cenário de queda, exigiu que o alter ego voltasse ao palco. Relatou um ataque de drones. E, claro, invocou invasão de privacidade, defesa da família e blá, blá, blá.. Como em 2020. Como todo (ruim) bolsonarista.
Como sempre, não apresentou nenhuma prova, qualquer evidência, um elemento sequer que aponte para a veracidade da denúncia que fez. Apenas jogou nas redes. Para mobilizar sua milícia digital e deixar seu nome em evidência na infovia. Como peça de ficção, a narrativa é um perfeito instrumento de vitimização.
Não será surpresa se nos próximos dias nosso cigano da política for atacado por duendes. Doido é quem duvida. Mesmo que Allyson seja, como até a Justiça já sabe, um mentiroso compulsivo. Um mitômano inveterado.
P.S: o ataque pode ter ocorrido? Pode. Mas pela forma como relatou a ocorrência, e após ser derrotado na Justiça, Allyson a pintou com as cores de um factóide.

