Man gives a dollar money bag. Loan issuance. Financial support, leasing. Earnings and profits. Investments, financing Lobbying. Accounting and accounting, tax payment. Funding, charity. Philanthropy

Contradições e desconfianças na divisão da verba do Fundo Eleitoral no União Brasil no RN

Duas candidatas que não apresentaram, até agora, potencial de votos para justificar apoio financeiro exagerado, estão recebendo R$ 3,5 milhões

por Ugmar Nogueira
A+A-
Reiniciar
Um movimento que chama a atenção e gera fortes questionamentos no cenário político de Mossoró: a contradição direta no apoio do candidato a governador Allyson Bezerra (União Brasil) às suas próprias afilhadas políticas.
Enquanto o ex-prefeito empossa o discurso de renovação e apadrinha publicamente as candidaturas a deputada federal da influenciadora Dani Ribeiro e de Nágila Diniz, ambas do UB, na prática da articulação de rua a realidade se mostra bem diferente.
As duas candidatas do União Brasil receberam quantias astronômicas do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). Dani Ribeiro ultrapassou a marca de R$ 2,5 milhões, superando, individualmente, o montante repassado a deputados de mandato tradicional, enquanto Nágila Diniz ficou com quase R$ 1 milhão.
O expressivo montante de dinheiro público injetado nessas campanhas, sem retrospecto de cargos eletivos, já acende o alerta da Justiça Eleitoral e dos órgãos de fiscalização.
A grande incógnita, contudo, está na conduta política de Allyson Bezerra. Se por um lado o mentor garante que as afilhadas fiquem no topo da prioridade financeira do partido, por outro ele simplesmente não disponibiliza sua força política real para alavancá-las.
Nenhum dos vereadores da base aliada de Allyson em Mossoró apoia Dani Ribeiro ou Nágila Diniz. Sem autonomia para escolherem seus próprios nomes para a Câmara dos Deputados, os parlamentares municipais foram orientados pelo próprio Allyson Bezerra a dividir suas bases de apoio entre candidatos que já detêm mandato federal: João Maia (PP), Benes Leocádio (UB) e Robinson Faria (PP).
O cenário escancara um contraste gritante, pois se consegue colocar milhões nas mãos de Dani e Nágila, mas entrega os votos, a estrutura de rua e os cabos eleitorais oficiais dos seus vereadores para deputados já consolidados.
Esse comportamento, por si só, levanta suspeitas nos bastidores sobre o que realmente existe por trás dessa engenharia partidária. Afinal, por que encher de verba pública candidaturas que são isoladas pelo próprio padrinho na hora de buscar o voto da população? As respostas agora ficam sob o escrutínio do eleitorado e dos órgãos que fiscalizam o uso do Fundo Eleitoral.

Postagens relacionadas

Deixe um comentário

* Ao usar este formulário, você concorda com o armazenamento e o manuseio dos seus dados por este site.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Assumiremos que você está ok com isso, mas você pode optar por não participar se desejar. Aceitar Leia mais