O ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (UB) faz política com números. Seja inflando feitos, alterando relatórios, superfaturando compras, ou conquistando votos. Nesse caso, ele sabe mais do que ninguém, que só se ganha se o algarismo que representar sua conquista estiver bem acima daquele dos seus adversários.
No caso da cooptação de eleitores, Allyson faz uso competente para si das pesquisas eleitorais. Tem sido assim desde concorreu pela primeira vez à prefeitura de Mossoró. A cada percentual conquistado, o seu marketing transformou numa vitória épica. Para garantir a chegada de novas percentuais. Foi assim, induzindo votos por meio de pesquisas, que saiu de menos de dois dígitos nos primeiros levantamentos eleitorais para se sagrar eleito.
Nesse aspecto, um outro elemento é usado à exaustão por Allyson: o uso dos dados pesquisados para captar votos úteis, no raciocínio de que o eleitor, em sua maioria, gostar de votar em quem está na frente e tem maiores chances de vitória.
A estratégia foi usada em 2020 e 2024 com êxito. Esse ano, no entanto, o resultado não foi o mesmo. Novamente, o mesmo instituto amigo saiu a campo para trazer para o eleitorado um desenho que sugestionasse a eleição de Allyson no primeiro turno, mesmo com todas as demais pesquisas mostrando um forte crescimento de Cadu de Lula (PT) e o inevitável segundo turno batendo à porta.
Não deu certo. O uso de pesquisa fabricadas para induzir ao voto útil não funcionou. No final, o contratante ficou possesso e a empresa sem credibilidade. Qual o instituto embarcou com Allyson na jogada? Todos sabem.

