Brasil registra em março a menor taxa de desocupação da história para o primeiro trimestre

Divulgado nesta quinta-feira (30/4) pelo IBGE, índice ficou em 6,1%, o menor para o período já registrado na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. A Soma das remunerações dos trabalhadores e rendimento médio batem novo recorde

por Ugmar Nogueira
A+A-
Reiniciar

O Brasil apresentou, no trimestre encerrado em março, uma taxa de desocupação de 6,1%, o menor índice para o período de toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (30/4), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Em relação ao trimestre encerrado em março de 2025 houve uma redução de 0,9 ponto percentual, ocasião em que a taxa de desocupação foi de 7%. É importante ressaltar que em toda a série histórica da Pnad Contínua os 7% do primeiro trimestre de 2025 já representavam, na ocasião, a menor taxa da série histórica.
Além do menor índice de desocupação para um primeiro trimestre da série histórica, a massa de rendimento médio real, ou seja, a soma das remunerações dos trabalhadores do país, bateu novo recorde para o período e chegou a R$ 374,8 bilhões, com estabilidade no trimestre e alta de 7,1% (ou mais R$ 24,8 bilhões) no ano.

Outro destaque é que o rendimento médio real habitual dos trabalhadores chegou a novo valor recorde: R$ 3.722. O rendimento médio cresceu nas duas comparações, ficando em 1,6% no trimestre e 5,5% no ano, já descontada a inflação nos dois períodos. Frente ao trimestre móvel anterior, houve aumento no rendimento médio de dois grupamentos de atividade estudados pela PNAD Contínua: Comércio (3,0%, ou mais R$ 86) e Administração Pública (2,5%, ou mais R$ 127).
INFORMALIDADE RECUA – No trimestre encerrado em março, a taxa de informalidade foi de 37,3% da população ocupada, o equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores informais. Esse indicador ficou abaixo dos 37,6% (ou 38,7 milhões de informais) registrados no trimestre móvel anterior, bem como dos 38% (ou 38,2 milhões de ocupações informais) do trimestre encerrado em março de 2025.
CARTEIRA ASSINADA – O número de empregados com carteira assinada no setor privado (excluindo-se os trabalhadores domésticos) aumentou em 1,3%, com 504 mil pessoas a mais com carteiras assinadas no ano, e o país chegou, no total, a 39,2 milhões de trabalhadores formais em 2025. Já o número de empregados sem carteira no setor privado recuou 2,1% (menos 285 mil pessoas) no trimestre, chegando a 13,3 milhões. Na comparação anual, esse indicador não teve variação estatisticamente significativa.

CONTA PRÓPRIA – O número de trabalhadores por conta própria ficou estável no trimestre, mantendo-se nos 26 milhões. Na comparação anual, houve alta de 2,4%, ou 607 mil pessoas a mais trabalhando por conta própria.
GRUPAMENTOS – Dois grupamentos mostraram aumentos no contingente de ocupados frente ao mesmo trimestre do ano passado: Informação, Comunicação e Atividades Financeiras, Imobiliárias, Profissionais e Administrativas (3,2%, ou mais 406 mil pessoas) e Administração pública (4,8%, ou mais 860 mil pessoas). Nessa comparação anual, somente houve redução no grupamento de Serviços Domésticos (3,6%, ou menos 202 mil pessoas).

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Publicidade

 

Publicidade

Deixe um comentário

* Ao usar este formulário, você concorda com o armazenamento e o manuseio dos seus dados por este site.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Assumiremos que você está ok com isso, mas você pode optar por não participar se desejar. Aceitar Leia mais