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Com uma verba prevista de R$ 1.825.759,51 de recursos destinados ao 2º Ciclo da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) para investimentos em ações de valorização do artista mossoroense, a gestão Allyson Bezerra está tentando abocanhar uma fatia considerável destes valores para proveito próprio.
Realizando “escutas” como forma de cumprir o que pede a Lei, mas sem respeitar a vontade dos artistas locais, o Conselho Municipal de Política Cultural de Mossoró, formado em sua grande maioria por correligionários do prefeito, aprovou na quarta-feira (27/8), a destinação de mais de R$ R$ 760.000,00 para reforma da Escola de Artes de Mossoró, funcionando atualmente em um prédio público, que poderia muito bem ser mantido com recursos da Prefeitura Municipal.
A votação, aprovada por 6 votos favoráveis e 1 contrário, sugere ainda o repasse de R$ 30 mil para custos operacionais, e R$ 575.759,51 pra serem cotizados entre todos os segmentos culturais de Mossoró. Por ser obrigatório, foi destinado R$ 460.000,00 para o segmento da Cultura Viva, composto por Pontos e Pontões de Cultura.
“É um retrocesso sem precedentes. O que nós achávamos que não poderia piorar, piorou. O Conselho de Cultura e a Secretaria de Cultura que deveriam defender os interesses do setor cultural fazem exatamente o contrário. Fingiram escutar as fazedoras e fazedores de cultura em diversos encontros para no final apresentarem um corte de quase metade, se comparado ao ciclo anterior, do orçamento no fomento de artistas. Enquanto isso, um recurso ainda maior direcionado para a reforma de um prédio do município, esse já tendo recebido recurso também no ciclo passado. É uma lástima que uma cidade com o porte de Mossoró, com o título de capital da cultura, castigue seus agentes culturais e trabalhe na contramão da construção das políticas públicas culturais efetivas”, desabafa a presidente da Cooperativa de Cultura Potiguar, Renata Soraya. (Fonte: