Por Dinarte Assunção 

 

A recente notícia de que o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, está abrindo uma frente jurídica para processar críticos e opositores me causou especial interesse.

De saída, Allyson se coloca como inovador. Processar é expediente de perfil do qual ele diz se distanciar.

Bem… parece que caiu uma máscara.

Mas não é bem sobre isso que queria falar. Os detalhes do processo você pode ver com Bruno Barreto.

Prefiro embasar minha opinião em miolo porque pitaco todo mundo pode dar.

Dito isso, fui investigar o comportamento da marca do nome do prefeito.

Os resultados da minha apuração tornam a notícia do processo caso de consultório terapêutico.

Senão vejamos.

Segundo o social listening que faço através de ferramenta própria para esse fim para investigar temas relevantes na internet, nos últimos 3 meses, às menções ao prefeito foram 449 em redes sociais (Twitter, Instagram, youtube, tiktok) e 407 menções em plataformas não-sociais (blogs, portais de notícias, fóruns etc).

O impacto do público, Dinarte, qual foi? 121 mil pessoas nas redes sociais foram atingidas pelo conteúdo sobre o prefeito e 671 mil pessoas foram expostas a conteúdo nas plataformas não sociais.

Mais fundo
Uma das maravilhas do social listening é capacidade de a inteligência artificial catalogar a sentimentalização e definir se a postagem é negativa, positiva ou neutra.

O que chama atenção em tudo que estou expondo é que maioria gritante das menções são de material produzido em favor do prefeito, distribuído pela assessoria para blogs, portais e parceiros.

Há 43 menções negativas. É nesse contexto que se dá o processo.

De 449 menções que se dividem entre neutras (especialmente material divulgado pela assessoria e reproduzida por veículos parceiros) e abertamente favoráveis (comentários de apoiadores), o prefeito está se insurgindo contra 43 que lhe desagradam.

Outra maravilha do social listening é ele informar quanto vale aquele branding.

Não sei se bate com o que a Prefeitura de Mossoró paga em pedidos de inserção, mas segundo a ferramenta que utilizo, a exposição do nome do prefeito valeu, nos últimos 3 meses, 21,8 mil dólares. Daria 106 mil reais.

Com certeza a prefeitura pagou mais.

Mas porque é caso de consultório?

Porque gastar tanto em publicidade para ter atenção atraída pelo negativo é porque o elogio comprado não convenceu a alma do comprador. E isso, só Freud explica.

 

 
 
 

One thought on “Máscaras Caem em Mossoró: O Preço do Elogio Comprado e a Guerra Contra a Crítica

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