O ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB) se elegeu deputado estadual em 2018 com uma campanha organizada, na qual conquistou pouco mais de 20 mil votos.
A partir daí, se aproveitou de um momento conturbado na política mossoroense e do comodismo do grupo da ex-prefeita Rossalba Ciarlini (PP) e conquistou a prefeitura de Mossoró.
Ao chegar ao Executivo mossoroense, mostrou sua verdadeira face: arrogante, prepotente, mentiroso, centralizador, perseguidor e tirano.
Ao aparelhar as instituições e cooptar quase toda a imprensa local, usou a estrutura da prefeitura de Mossoró para conquistar uma bancada na Câmara Municipal gigante. Fez de dezesseis vereadores cúmplices do seu projeto de poder.
Enquanto a cidade mergulhou em problemas e a gestão em suspeitas, Allyson pavimentava seu caminho para tentar chegar ao Governo do Estado. Caminhava célere em sua ambição quando foi “parado pelos homens”.
Mesmo com a Polícia Federal batendo na porta da casa do então prefeito, a Câmara de Mossoró fez de contas que não tinha nada a ver com a estória e sequer convidou a secretária de Saúde, Morgana Dantas (também envolvida até o pescoço no esquema criminoso) para dar explicações.
Personagem da internet, Allyson chegou ao poder dando a impressão a alguns desavisados de que é uma liderança política. Não é. As urnas sempre comprovam isso. Quem se junta a ele em busca de sucesso eleitoral ou sofre traição ou é derrotado.
Nas eleições desse ano, três casos chamam a atenção. Walter Alves (MDB) traiu a governadora Fátima e abriu mão de ser governador para se aliar a Allyson e terminar minúsculo nas eleições à Assembleia Legislativa. Não faltaram avisos.
Robinson Faria (PP) experimentou derrota fragorosa ao associar sua reeleição ao nome de Allyson. Ficará sem mandato a partir do próximo ano. Assim, como Zenaide Maia, senadora quer traiu o povo para ficar ao lado do ex-prefeito. Também foi castigada pelas urnas.
Os três provam, na prática e da forma mais doída possível, que Allyson não é líder. Que suas vitórias não são populares, mas construídas em cima de autoritarismo. Que ele não dialoga, manda. Que não ouve, finge. Que a humildade dos vídeos “maneiros” é artificial. Tão falsa quanto sua liderança política. Sem dinheiro e sem manipulação, Allyson é apenas mais um. O Rio Grande do Norte descobriu isso ontem.

