O Governo do Brasil aprovou o novo Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) para o período de 2026 a 2036, com metas e diretrizes voltadas à ampliação do acesso ao livro, à formação de leitores e ao fortalecimento da cadeia produtiva do setor editorial em todo o país. A medida foi oficializada por meio da Portaria Interministerial MinC/MEC nº 12, publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 29 de abril, e estabelece um conjunto articulado de ações que envolvem União, estados, Distrito Federal, municípios e sociedade civil ao longo da próxima década.
Com duração de dez anos, o plano define princípios que orientam a política pública para o livro e a leitura no Brasil, reconhecendo o livro como parte da economia criativa, a leitura como instrumento de cidadania e a literatura como valor simbólico essencial. O PNLL também tem como princípios a promoção da diversidade, combate às desigualdades, o direito à literatura, garantia de acesso ao livro assegurando a acessibilidade, respeito da diversidade e identidades culturais, entre outros. O documento destaca ainda a importância da leitura e da escrita como bases para o desenvolvimento humano, democrático, justo e sustentável.
Entre as diretrizes estabelecidas, o plano busca consolidar o livro como elemento central no imaginário coletivo, garantir que ambientes familiares compartilhem práticas de leitura, que as escolas sejam espaços de formação de leitores, preços acessíveis, reconhecer bibliotecas como um espaço de acesso à informação e cultura, além de priorizar grupos vulnerabilizados para reduzir desigualdades.
O texto também inclui a erradicação do analfabetismo, o favorecimento de pensamento crítico, a melhoria da qualidade da educação e valorização dos profissionais da educação como diretrizes do PNLL.
COOPERAÇÃO — A implementação do PNLL será realizada de forma cooperativa entre os entes federativos, com articulação entre o Ministério da Cultura e o Ministério da Educação e demais órgãos do Executivo federal. O plano prevê ainda mecanismos contínuos de monitoramento e avaliação, com participação de instâncias colegiadas e da sociedade civil, além da integração de dados ao Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais.
Estados, Distrito Federal e municípios deverão elaborar ou revisar seus próprios planos locais alinhados às diretrizes nacionais, garantindo transparência e participação social em todas as etapas. A governança do plano ficará a cargo de instâncias como o Conselho Diretivo, a Coordenação Executiva e o Conselho Consultivo do PNLL, responsáveis por acompanhar a execução das metas, avaliar resultados e propor ajustes ao longo da vigência. O modelo também prevê o incentivo à participação do setor privado e de organizações da sociedade civil, ampliando o alcance das ações.
DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO — O PNLL 2026-2036 está estruturado em quatro eixos estratégicos. O primeiro trata da democratização do acesso ao livro e à leitura, com metas como a reabertura de bibliotecas públicas, garantindo pelo menos uma unidade em cada município, a ampliação e modernização desses espaços, a expansão de bibliotecas escolares e a distribuição de cem milhões de livros literários até 2035, incluindo formatos acessíveis. O eixo também prevê a criação de uma biblioteca digital pública e gratuita e a ampliação de espaços de leitura em territórios vulneráveis, comunidades indígenas, quilombolas e unidades prisionais.
FOMENTO À LEITURA — O segundo eixo é voltado ao fomento à leitura e à formação de mediadores. Entre as metas estão o aumento do percentual de leitores no país de 47% para 55%, a ampliação das ações de incentivo à leitura em diferentes territórios, o estímulo à criação de clubes de leitura e a expansão de programas em unidades prisionais, incluindo iniciativas de remição de pena por meio da leitura.
O plano também prevê a valorização da diversidade linguística e cultural, com incentivo à produção literária indígena e afro-brasileira, além da formação de mediadores de leitura por meio de programas nacionais e parcerias com instituições de ensino.
VALOR SIMBÓLICO — O terceiro eixo trata da valorização institucional da leitura e de seu valor simbólico. Entre as iniciativas previstas estão a criação do Instituto Brasileiro do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas e do Fundo Setorial do Livro e Leitura, além da reestruturação de programas já existentes e da ampliação de sistemas de informação e indicadores sobre o setor. O plano também estabelece ações de comunicação permanentes para incentivar a leitura e fortalecer sua presença na sociedade. Outra meta é criar o Índice de Qualificação das Bibliotecas Públicas e realizar dez edições da Semana Nacional do Livro e da Biblioteca.
CADEIA CRIATIVA E PRODUTIVA — Já o quarto eixo aborda o fomento à cadeia criativa e produtiva do livro, com ações voltadas à internacionalização da literatura brasileira, ampliação da participação do país em feiras internacionais, incentivo à escrita criativa e fortalecimento do mercado editorial. O PNLL prevê apoio a pequenas e médias editoras, livrarias e iniciativas independentes, além da criação de circuitos de feiras literárias e estímulo à bibliodiversidade, com foco em equidade regional, racial e de gênero.
A portaria também estabelece que as metas do plano serão periodicamente monitoradas e revisadas, garantindo a adaptação às transformações sociais, tecnológicas e culturais ao longo da próxima década. As ações específicas para implementação das metas serão detalhadas em atos posteriores dos ministérios responsáveis, conforme suas competências.
livro
O Brasil dos anos 1800 nos relegou indivíduos importantes em sua paisagem humana. Pessoas cuja imagem junto ao grande público passeou entre o mitológico e o fantástico; o lendário e o inimaginável; o religioso e o fantasmagórico, o heroico e o criminoso. Seres cujos fazeres e práticas sociais, para o bem e/ou para o mal, os fizeram figurar no panteão dos grandes personagens da história nacional, saltando, muitas vezes, do anedótico para o fático; do prosaico para o extraordinário; do vulgar para o excepcional.
Jesuíno Brilhante é um desses indivíduos. Com uma trajetória marcada na historiografia criminal do século XIX como um dos mais importantes nomes do banditismo que predominou no sertão nordestino daquela época, Jesuíno Brilhante dividiu opiniões, mobilizou narrativas, inspirou a cultura popular e se firmou, ao mesmo tempo como protagonista e antagonista do principal enredo utilizado para lembrar um dos tempos mais difíceis de vivência numa das mais áridas e pobres regiões do país: a criminalidade.
Foi esse personagem que atraiu o olhar do professor-doutor Francisco Linhares Fonteles Neto ao empreender, durante uma década, pesquisas sobre o banditismo. O resultado dos estudos fez Linhares nos legar um livro que não tardará a compor as fileiras das obras canônicas da história social do crime.
Em “O Banditismo nos sertões do Brasil: o caso de Jeusíno Brilhante”, o leitor tem a chance de um encontro com a história do sertão nordestino sem as facetas ilusórias dos que buscaram conseguir a glória com a perseguição sob pretexto de fazer Justiça e sem os exageros das tintas tipográficas dos periódicos matutinos.
Em seu livro, Linhares desvela sem destruir sensibilidades; revela sem remover impressões; desvenda sem produzir reduções, não somente porque Jesuíno foi um personagem plural, mas porque o trabalho de Linhares traz camadas que explicam, dimensões que se complementam e descobertas que orientam, deixando ao leitor a doce tarefa de reconstruir, com sua própria percepção, contextos que ajudam a entender como se deram as relações entre o poder, o crime e a violência nos sertões.
Apesar do necessário rigor científico empregado em sua gestação, “O Banditismo nos sertões do Brasil: o caso de Jeusíno Brilhante” é um livro que nasceu para circular para além da academia, e para atrair mais do que os que se interessam pela História do crime. Uma obra para pensar sobre as origens do Brasil, para refletir sobre os fenômenos históricos e sociais do Nordeste e as formas como personagens são erigidos à condição de heróis ou vilões.
O livro será lançado no próximo dia 6 de maio, a partir das 17h, no auditório da Faculdade de Filosofia de Ciências Sociais (FAFIC) ,da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), durante o V Simpósio Nacional de História do Crime.
Quem quiser adquirir a obra pode entrar em contato com o autor pelo e-mail franciscolinhares@uern.br.
AUTOR – Linhares é graduado em História pela UFC (2002) e mestre em História Social pela mesma universidade (2005); foi bolsista CAPES no PROCAD – Programa de Cooperação Acadêmica dentro do convênio UFC/UNICAMP que possibilitou a realização do mestrado sanduíche no segundo semestre de 2003, na UNICAMP. Doutor em História Social pela UFRJ (2015), desenvolveu pesquisa de pós-doutoramento no IEB-USP com bolsa PDJ-CNPq com supervisão da profa. dra Monica Duarte Dantas (2021-2022). Atualmente é professor Adjunto IV da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, atuando nos cursos de graduação em História e dos cursos de pós-graduação ProfHistória e PPGCISH. Foi Coordenador Institucional do PIBID-UERN (2016). Participou como parecerista do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) nas edições de 2019, 2020, 2022 e 2023. Foi coordenador do programa interdisciplinar de Ciências Sociais e Humanas – PPGCISH (2017-2021). Atualmente é coordenador do ProfHistória- UERN. Tem experiência na área de História, atuando principalmente nos seguintes temas: Cidades, Polícia, Controle Social, História Social do Crime, Narrativas de Crime na Imprensa e Banditismos no século XIX.
Leia mais sobre o Simpósio Nacional de História Social do Crime
O Dia Nacional do Livro, comemorado no Brasil na última quarta-feira (29/10), foi uma oportunidade para estimular a leitura já a partir da infância, contribuindo para o desenvolvimento da pessoa. É o que afirma o presidente da Biblioteca Nacional (BN), Marco Lucchesi.

“Sem dúvida alguma, a infância que começa com esse impacto de leitura acaba lendo o mundo dos livros e lê o livro do mundo. São duas descobertas que se complementam mutuamente. A criança vai criando dentro dela viagens para outros mundos, possibilidades de exercício de liberdade, de imaginação, de criatividade, e, particularmente também, de empatia”.
“A criança começa a compreender que existem outras formas de vida, outras organizações de mundo, outras formas de afeto distintas ou que recuperam como espelho o que aquela criança vive em sua casa. Mas, sobretudo, ela dá essa empatia”.
Em entrevista à Agência Brasil, Lucchesi lembra que o Dia do Livro no Brasil é comemorado em 29 de outubro por ser o aniversário de fundação da Biblioteca Nacional.
“São 215 anos de grandes aventuras, de grandes resultados para o país, de uma política da memória que atravessa inúmeras gerações. E cada uma imprime uma direção nessa mesma política”, afirma. “O livro significa um grau de expansão da sensibilidade da criança, da imaginação, do intelecto e do espírito. É para um adulto melhor que a leitura orienta, para um adulto mais generoso, mais fraterno que a leitura abre portas e janelas com muita beleza”.
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Incentivo à leitura
Com esse objetivo, a Fundação Biblioteca Nacional reforça a atuação da Casa da Leitura, aberta em 1993, que visa à formação de leitores e a garantir acesso democrático à literatura, destinada em especial ao público infantil e juvenil. A unidade funciona na Rua Pereira da Silva, 86, em Laranjeiras, zona sul do Rio de Janeiro. O funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h.
“A Casa da Leitura tem um papel fundamental diante dos desafios de criar novas vozes, ampliando o lugar dessas crianças e adolescentes”, indicou Marco Lucchesi.
Esse olhar estratégico da BN foi ampliado na semana passada com a inauguração de uma biblioteca em âmbito hospitalar, sob a coordenação da instituição. O pioneiro foi o Hospital Universitário Antonio Pedro (HUAP), da Universidade Federal Fluminense (UFF). Segundo Lucchesi, a ideia é instaurar a biblioterapia, ou seja, trabalhar o livro como grande terapia, não só para as crianças neurodiversas, mas também para os acompanhantes e equipes médicas.
“Nós vamos continuar trabalhando com essa meta de hospitais, porque queremos abrandar a espera para todo mundo. A gente quer humanizar esses espaços com o projeto dessas bibliotecas, sempre com a curadoria da BN”.
Outra ação na área socioeducativa deverá ser lançada pela Biblioteca Nacional em fevereiro do próximo ano, com objetivo de levar livros a adolescentes privados de liberdade. Lucchesi destacou que as crianças estão em toda parte e o exercício da leitura não é só levar a leitura às pessoas, mas aprender com as pessoas como elas podem ler.
O projeto Lê Pra Mim, de incentivo à leitura de livros infantis brasileiros, em Brasília. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Potencialização
Para o professor Godofredo de Oliveira Neto, imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), o livro potencializa a cognição da criança e a conduz para um mundo mais humanista. Daí, a importância dessa data para sublinhar a importância do livro para a criança para, mais tarde, ter uma visão mais crítica e competente das coisas, inclusive da política e da ciência.
“Só pelo fato de o livro servir como material didático e paradidático nas escolas do Brasil inteiro, isso já mostra a importância do livro. Não é um capricho, é algo fundamental”, diz o imortal, que lembrou também que o livro em papel não morreu. “Ao contrário, ele consegue sobreviver ao lado do e-book, do livro digital”.
Oliveira Neto cita a experiência da Suécia, que tinha abolido o livro impresso e voltou atrás em sua decisão. “Então, os livros de conhecimento geral, de história, geografia, matemática, português, ciências humanas e sociais são fundamentais para a sustentação da criança no mundo”, defendeu.
Sobre a literatura de ficção, o professor acrescenta que é positiva a experiência, em sala de aula, de ler com as crianças e constatar que a criação de outro mundo pelo autor ou autora coincide com histórias criadas pelas próprias crianças.
“É algo fascinante. Assim, elas mergulham no mundo literário e passam a gostar de ler. De novo, não é apenas um capricho, mas é algo fundamental para sua constituição no mundo. Acho fundamental essa data e a valorização do livro”, concluiu Oliveira Neto.
O presidente da ABL, Merval Pereira, acrescentou que o Dia Nacional do Livro “é um dia para celebrar o poder transformador da leitura em nossas vidas, uma oportunidade de incentivo do amor pelos livros e da valorização da literatura.
“Com o livro, as crianças exploram imaginação e habilidades. Ao ler, aprendem a reconhecer a importância do diálogo e da inclusão, valores cruciais para a vida moderna. Como formadores de opinião, devemos promover e facilitar o acesso aos livros a todos, desde os primeiros anos de vida. E encorajá-los a encontrar os vários mundos que existem dentro dos livros”.
Público lota a 20ª Bienal do Livro do Rio de Janeiro, no Riocentro, na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense, em 2023. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Sabor especial
Na avaliação do professor Hubert Alqueres, vice-presidente da Associação Brasileira de Livros e Conteúdos Educacionais (Abrelivros) e vice-presidente de Operações da Câmara Brasileira de Livros (CBL), o dia 29 de outubro é uma data muito importante para os brasileiros celebrarem a leitura, os autores, as editoras, os livreiros, professores e, acima de tudo, os leitores.
Este ano, a data tem um sabor ainda mais especial, porque o Rio de Janeiro foi escolhido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) Capital Mundial do Livro. “É a primeira cidade de língua portuguesa a receber essa distinção”, destacou.
“Para as crianças, a leitura ajuda a formar o vocabulário, o raciocínio, a sensibilidade, a criatividade. Acho que, para os jovens, ela amplia mundos, dá referências culturais, desenvolve o senso crítico. E, para quem está mais velho ou atravessando momentos difíceis de saúde, o livro é, muitas vezes, uma grande companhia”.
Também curador do Prêmio Jabuti, Alqueres comentou que é muito importante, no Dia Nacional do Livro, que se discuta essas políticas públicas cada vez melhores e mais efetivas para conquistar os leitores, englobando crianças, jovens e adultos, do ponto de vista da educação e da cultura.
Promovido pela CBL, o Prêmio Jabuti é o mais tradicional prêmio literário do Brasil. Criado em 1959 pelo então presidente da CBL, Edgard Cavalheiro, o prêmio foi idealizado para premiar autores, editores, ilustradores, gráficos e livreiros de maior destaque a cada ano.
Na noite de sexta-feira, 17/10, a Prefeitura de Serra do Mel, por meio da Secretaria de Educação, realizou o lançamento do livro “Raízes & Encantos”, uma obra que une história, identidade e educação em um mesmo propósito: fortalecer o sentimento de pertencimento entre estudantes e moradores do município.
Organizado pelos autores Francisco Bezerra Dantas Filho, Francisco das Chagas Santos e Maria Veranir dos Santos, o livro retrata a trajetória de Serra do Mel de forma acessível e envolvente, estimulando a reflexão crítica e o orgulho pela própria terra.
O material será utilizado em sala de aula, já que além da leitura, traz atividades e questões que aprofundam o aprendizado.
Em seu pronunciamento, o prefeito Kênio Azevedo destacou a importância simbólica e educacional da publicação. “Este livro reflete o valor da nossa gente e da nossa história. É uma ponte entre gerações e uma ferramenta para a educação que transforma”.
A secretária de Educação, Milane Azevedo, reforçou o papel pedagógico da obra no cotidiano escolar. “É um livro didático e formativo. Incentiva o hábito da leitura e desperta nos alunos a consciência de que conhecer o passado é compreender o presente e construir o futuro.”
Um dos autores, Francisco das Chagas Santos, ressaltou que o livro vai além do registro histórico. “Queremos que cada página gere pergunta, reflexão e ação — que os alunos se reconheçam na história de Serra do Mel e usem esse conhecimento para melhorar cada vez mais a nossa cidade”.
O evento reuniu professores, alunos, gestores escolares e a equipe pedagógica do município, que receberam a obra com entusiasmo, reconhecendo-a como um marco para a educação e a valorização cultural de Serra do Mel.
Com “Raízes & Encantos”, a gestão municipal reafirma seu compromisso com uma educação que inspira, preserva a memória e constrói o futuro com base nas raízes da própria cidade.

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De cima para baixo, pela ordem, autores: Francisco das Chagas Santos, Maria Veranir dos Santos e Francisco das Chagas Dantas

Prefeito Kênio Azevedo apresenta o livro
Liga Operária de Mossoró lança no próximo dia 29 a biografia do “Velho” Luiz Alves Neto
Organizado pelo professor e historiador Lemuel Rodrigues, o livro “Abdicar da luta, Jamais – Luiz Alves Neto!” será lançado no próximo dia 29, às 19h na sede administrativa do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró.
A obra reúne entrevistas de companheiros de luta e também memórias do revolucionário potiguar, companheiro de Anatália de Melo Alves, símbolo da resistência à ditadura militar instaurada no Brasil nos anos 1960 e vítima dos anos de chumbo que deixaram marcas profundas em todo o país. A publicação estreia ainda o selo editorial da Edições Liga Operária de Mossoró.
Impresso na Gráfica Manibú, via Fundação José Augusto e Governo do Estado do Rio Grande do Norte, o livro contou ainda com o apoio incondicional de vários amigos e instituições que adquiriram a obra antecipadamente e que têm n’O Velho, como carinhosamente é conhecido, uma espécie de “guru” das lutas sociais e políticas.
Na ocasião os livros serão entregues aos colaboradores e o organizador, Lemuel Rodrigues falará um pouco sobre a construção da biografia. A obra também estará disponível para outras aquisições.
A LIGA
Com 104 anos completados no último dia 10 de abril, a Liga Operária de Mossoró estreia também como um selo editorial devidamente registrado na Biblioteca Nacional e pretende atuar neste sentido com publicações que remetam aos movimentos sociais, sindicais e figuras que ajudaram na construção destes movimentos.
“É uma honra para nós podermos entregar ao mundo este primeiro título, ainda mais sendo de uma figura tão significativa para os movimentos políticos progressistas do nosso Estado, como é Luiz Alves Neto. Que outros venham para dar luz às lutas que foram travadas para o mundo mais justo e socialista para os nossos dias.” Comenta o presidente da Liga, Gilberto Diógenes.
“A obra não se propõe a ser uma simples biografia, isso porque, além de conhecer Luiz, o leitor também irá conhecer outros militantes que dividiram o mesmo espaço de luta de Luiz. Procuramos mostrar, no livro, o processo de formação política, as leituras, algumas teses defendidas pelos partidos de esquerda, com destaque para o PCB e PCBR, a militância, o convívio pessoal, as frustrações de cada um, a fuga incessante da repressão, os confrontos, as dores.” Relata Lemuel Rodrigues, responsável pela pesquisa e escrita do livro.
SERVIÇO:
O quê: Lançamento do livro “Abdicar da luta, Jamais – Luiz Alves Neto!”, de Lemuel Rodrigues;
Quando: Sexta-feira (29), às 19h;
Onde: Sede administrativa do Sindiserpum (Av. Rio Branco, 1642 – Centro – Mossoró).


Feira do Livro de Mossoró em 2026 será também na Universidade do Estado do Rio Grande Norte.
A Feira do Livro de Mossoró 2025, encerrou na última sexta-feira, 15/08, com o show do Projeto lítero-musical, “De vez em quando, florescer”, que tem a frente, Emiliano Pordeus e Symmara Fèrnandes.
Na programação da última noite, teve “A noite dos quadrinhos”, com Gabriel Dantas, Ilustralu e Luckas Iohanathan. Também aconteceu a mesa de conversa com autoras independentes como Nayara Rosado, Sonali Rosado, Lúcia Rocha e Mylena Queiroz.
Para o aluno de Jornalismo da UERN, Camilo Paula, a educação a e Feira do Livro, são para todas as idades: “Conhecimento nunca é demais, independente de idade, a gente vê aqui crianças, idosos, todos estão aqui em busca de conhecimento.”
Conversamos também com as irmãs Nayara e Sonali Rosado, que escreveram juntas com o tio, Gustavo Rosado, a obra chamada Café da Tarde, que conta a história sobre sua família.
“Pra nós é uma satisfação enorme estar participando desse evento, nós que não somos escritoras profissionais, somos apenas contadoras da história da nossa família, foi uma imensa satisfação, principalmente ver a participação de jovens aqui nesse evento e muito feliz com a concretização desse sonho.”
A jornalista e escritora Lúcia Rocha, nos contou que é um prazer participar pra Feira do Livro de Mossoró, inclusive fez parte e participou da primeira edição: “Eu considero hoje o maior evento literário do Rio Grande do Norte. Na abertura, quando eu vi toda a imprensa do Rio Grande do Norte lá na sala, pra ouvir João Almino, que é de Mossoró, e o único potiguar na Academia Brasileira de Letras, eu pensei: meu Deus, a gente ta vendo isso em Mossoró.”
A reitora da UERN, Professora Cicília Maia, afirmou que a Feira do Livro de Mossoró de 2026 será também na Universidade do Estado do Rio Grande Norte.
Por: Lisa Gomes e Pedrina Oliveira

Autores potiguares, pai e filho lançam obra sobre suas experiências no caminho de Santiago de Compostela
Francisco Salismar Lopes Correia é um cardiologista de formação e vocação. Acredita que cuidar do coração vai além dos batimentos, mas também é aliviar as dores da alma. No Caminho de Santiago, ao lado do filho, Chico, ambos transformaram escuta, presença e fé em lições de humanidade através do livro “A Seta Amarela”, obra que está disponível a partir deste sábado para venda na plataforma Amazon.
Francisco Salismar de Jesus Sales, o Chico, se define como um peregrino de voz sensível de uma geração que enfrenta o peso das neurodivergências e que aprendeu a transformar cicatrizes em “setas”: um sinal que aponta para a esperança.
Juntos, pai e filho fizeram no ano passado o tradicional e misterioso caminho de Santiago, umas das rotas de peregrinação mais importantes da Europa, com séculos de história e significado religioso, cultural e turístico levando à cidade de Santiago de Compostela, na Galiza, na Espanha, onde acredita-se que esteja o túmulo do apóstolo São Tiago.
Em “A Seta Amarela”, eles narram — com honestidade e poesia — o caminho que percorreram, revelando como fé, pertencimento e perdão podem acender luz mesmo quando tudo parece escuro. Uma escrita que promete tocar corações e inspirar cura, empatia e recomeços.
A narrativa, real e comovente, entrelaça os ensinamentos de um médico que cuida do corpo e da alma com a jornada do filho, que convive com dislexia, TDAH e discalculia entre subidas e quedas, bullying e perdão, cansaço e recomeços.
Cada etapa da peregrinação vira metáfora de vida como aprender a respirar em meio à dor, ouvir os sinais do caminho, acolher a própria história e seguir adiante um passo de cada vez. O livro é um convite à cura emocional — um abraço de fé para quem quase desistiu.
A obra física também será lançada em breve no Rio Grande do Norte.
Adquira “A Seta Amarela” pelo link abaixo, somente neste sábado (16) ao preço promocional de R$ 1,99 com renda revertida a Casa de Apoio aos Portadores de Câncer do Alto Oeste Potiguar.
Luckas Iohanathan: mossoroense premiado com Jabuti estará na Feira do Livro de Mossoró hoje
A Feira do Livro de Mossoró 2025 chega ao seu último dia, com muita literatura e música. O encerramento da 19 edição da Feira que está acontecendo desde o dia 11 na Faculdade de Educação da UERN, traz uma agenda voltada à nova geração de jovens autores e leitores: haverá o lançamento do livro “Sangue de Cabra” de Mylena Queiroz e a autores de quadrinhos como Ilustralu (“Arlindo”) e Gabriel Dantas (“Bife de Unicórnio”).
Entre os autores de destaque a feira recebe hoje o quadrinista mossoroense Luckas Iohanathan, vencedor do Prêmio Jabuti 2024 na categoria Histórias em Quadrinhos com a obra ‘Como Pedra’, publicada pela Comix Zone.
Formado em Publicidade e Propaganda pela UERN, Luckas é o primeiro autor da cidade a conquistar o prêmio nessa categoria. A HQ é ambientada no sertão nordestino e acompanha a vida de uma família marcada pela seca e pela fome. ‘Como Pedra’ em breve deve ganhar as telas pois será adaptada para o cinema pelo diretor Fábio Allon. Luckas também é autor de ‘O Monstro Debaixo da Minha Cama’, indicada ao Troféu HQMix e vencedora do Prêmio Geek de Literatura, e ‘Enterrei Todos no Meu Quintal’. Atualmente, desenvolve novos trabalhos com previsão de lançamento entre 2025 e 2026.
Além dos autores, a programação de hoje, abre as 18h00 e encerra também com o show musical “De vez em quando florescer”, com Symmara Fernandes e Emiliano Pordeus com o apoio do BNB Cultural. Literatura e música, juntos encerrando uma semana intensa de muitas trocas culturais na Feira do Livro de Mossoró.
Na terça-feira, o Cordel esteve muito forte na programação do dia. Das 15h às 18h, na Tenda das Palavras, a Feira do Cordel Potiguar (FECOP), contou com uma programação musical, recitações de cordéis e declamando poesias, a presença de alunos visitantes, assistindo, abrilhantou o momento.
A programação, chamada pelos cordelistas de “Gente que Brilha”, contou com homenagens aos Poeta Zé Lima e Poeta Marcos Lucena, e também homenagem a Cocota. Tiveram também 10 apresentações, como Jorge Alberto Queiroz, Gualter Alencar e João Neto. No final ainda aconteceu um roda de coco com o Poeta Amendoim.
À partir das 19h aconteceu “A noite do Cordel”, com Gustavo Luz, augusto Araújo, Robson Renato e Vital Cordel.
Conversamos com Marcos Vinicius, Presidente da Comissão Mossoroense de Folclore, ele também é escritor, cordelista e contador de histórias. Contou como é estar participando da Feira do Livro de Mossoró. “Como eu costumo dizer, nós somos uma terra, estampada de poesia e por ser de poesia, a gente não poderia parar de fazer. E pra gente está sendo um grande poema, uma grande construção poética, pode participar, contribuir nessa Feira do Livro.”
Por: Lisa Gomes
Imagens: Pedrina Oliveira



A Feira do Livro de Mossoró 2025, acontece entre os dias 11 a 15/08, na Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Este ano a Feira completa 20 anos e conta com mais de 70 autores, uma programação rica para a família e visitantes, com oficinas, contação de histórias, mesas e rodas de conversas.
A programação todos os dias é de 8h até às 21h e nesse primeiro dia às 16h, aconteceu a cerimônia de abertura, onde estiveram presentes representantes políticos, autoridades, convidados e escritores que se emocionaram em seus discursos sobre a trajetória da Feira do Livro na cidade, ao longo desses 20 anos. Para a cerimônia de abertura o escritor João Almino, foi o convidado especial.
Por: _lisagomess
Imagem: @pedrinaoliveirareporter


