A deputada estadual Isolda Dantas participou nesta quarta-feira (25/2) do evento organizado pelo Governo do Rio Grande do Norte que marca o lançamento do Programa Mecaniza RN, da safra 2026 do programa Algodão Agroecológico e de um conjunto de ações estratégicas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar potiguar. O evento aconteceu na Escola de Governo, no Centro Administrativo, em Natal, com a presença da deputada, da governadora Fátima Bezerra, do secretário de Agricultura Familiar Alexandre Lima e lideranças e organizações da área.
A deputada Isolda participou da agenda como uma das principais vozes na defesa da agricultura familiar no Rio Grande do Norte, área em que tem atuação legislativa, política e orçamentária consolidada.
O destaque do evento é o Programa Mecaniza RN, que vai distribuir 400 máquinas agrícolas em todo o estado, beneficiando milhares de famílias agricultoras com um investimento inicial de R$ 4,5 milhões. A iniciativa fortalece a produção, reduz o esforço físico no campo, amplia a capacidade produtiva e garante mais autonomia às comunidades rurais. Isolda destinou emendas parlamentares para a aquisição de equipamentos agrícolas, contribuindo diretamente para que a mecanização chegasse a diferentes territórios do RN.
“Garantir acesso à mecanização é garantir dignidade, produtividade e permanência do povo no campo. Não é apenas entregar máquinas, é fortalecer a agricultura familiar como eixo estratégico do desenvolvimento do nosso estado”, destaca a parlamentar.
Além da destinação de emendas, Isolda integra a força-tarefa que articula a implantação de uma fábrica chinesa de pequenas máquinas agrícolas em Mossoró, projeto que poderá transformar o RN em polo regional de produção de equipamentos voltados à agricultura familiar. A iniciativa dialoga diretamente com o Mecaniza RN, ao ampliar a perspectiva de geração de emprego, renda e desenvolvimento tecnológico no estado.
O evento também marca o lançamento da Safra 2026 do Projeto Algodão Agroecológico, política que consolida o Rio Grande do Norte como referência na produção sustentável de algodão, com base na agroecologia e na valorização da agricultura familiar. A deputada é autora da Lei de Sementes Crioulas, marco fundamental para a valorização, preservação e distribuição de sementes tradicionais no estado. Essa lei, que já virou política pública consolidada no estado, sustenta parte das ações apresentadas nesta agenda, especialmente no que diz respeito à soberania alimentar e à autonomia produtiva das famílias agricultoras.
A integração entre mecanização, distribuição de sementes, incentivo à agroecologia e fortalecimento das cadeias produtivas demonstra um modelo de desenvolvimento rural que alia sustentabilidade, justiça social e crescimento econômico, marcas fortes do governo do RN com o apoio da deputada.
25/02/2026
Bomba: Servidoras da gestão Allyson Bezerra receberam mais de meio milhão de reais da empresa usada para desviar dinheiro da saúde de Mossoró
Documentos da Operação Mederi, que investiga um esquema de corrupção na saúde de Mossoró, mostram que a Polícia Federal incluiu duas servidoras da prefeitura em sua análise financeira após detectar transferências que somam R$ 530 mil. Os valores partiram diretamente da empresa DISMED e de uma conta pessoal usada para lavagem de dinheiro, segundo a PF.
No relatório, os investigadores explicam a metodologia: cruzar os dados de pessoas que receberam dinheiro dos investigados com as bases de dados de servidores públicos, “visando detectar vínculos entre os investigados e possíveis representantes da Administração Pública direta, especialmente na esfera municipal”. Foi nesse cruzamento que os nomes de Inez e Clívia surgiram.
O Blog do Dina procurou as duas servidoras para que pudessem apresentar suas versões dos fatos. Um confirmou uma transação imobiliária, a outra negou ter recebido dinheiro.
As citadas nesta reportagem não aparecem como investigadas especificamente no conjunto de dados que obtivemos da Operação Mederi, que não refletem a totalidade da investigação, que segue em andamento.

O Terreno de R$ 100 mil e os R$ 430 mil
O primeiro caso envolve a servidora Clívia Corina Lima Lobo Maia. A PF a identificou como a segunda maior destinatária de recursos da conta de Rayca Fernandes (filha menor de idade de Oseas Monthalggan), que, segundo os investigadores, era usada para lavagem de dinheiro. Clívia recebeu R$ 430.000,00 em quatro transferências entre 11 e 17 de março de 2022.
Em contato telefônico com o Blog, Clívia afirmou que o valor se refere à venda de um imóvel para Oseas. No entanto, um documento do COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) anexado ao inquérito mostra uma outra realidade:
•O que foi vendido: Um terreno urbano de 360 m², não uma casa.
•Valor declarado: A operação foi registrada em cartório com o valor de R$ 100.000,00.
•Data do registro em cartório: 18 de março de 2022.
•Compradores: Oseas Monthalggan e sua esposa, Roberta Ferreira Praxedes Costa.
Confrontada com a divergência de R$ 330 mil entre o valor recebido e o valor declarado, e com o fato de o dinheiro ter vindo da conta da filha de Oseas, Clívia inicialmente se prontificou a apresentar os documentos que comprovariam a legalidade da transação de R$ 430 mil.
Horas depois, em novo contato, a servidora mudou de postura. Disse que possuía toda a documentação, mas que só a apresentaria se fosse intimada pela Polícia Federal, recusando-se a mostrá-la à reportagem para esclarecer os fatos. O Blog do Dina insistiu em dispor da documentação para descartá-la da reportagem e não expor seu nome, mas entendeu que o interesse público da divergência de recursos não comprovados sobrepõe a preservação de sua identidade.
Embora a PF a qualifique como servidora do Gabinete do Prefeito, uma checagem no Portal da Transparência de Mossoró no ano passado mostrou que Clívia estava lotada na Secretaria de Educação, em uma Unidade de Educação Infantil, no cargo de Auxiliar de Apoio Operacional, com salário líquido de R$ 1.725,00 por mês. A informação confirma a versão que ela deu na chamada, de que trabalha “em escola”.
Elo com Investigado
O Blog também indagou Clívia a respeito de elo com Almir Mariano após localizar um estudo científico em que ambos aparecem como co-autores em 2014, documentando algum tipo de relação de uma década. Clívia confirmou o vínculo afirmando que Almir foi seu professor. Ela afirmou ao blog que não tem relação de proximidade com nenhum dos principais alvos da Operação Mederi.
Para a PF, Almir não é coadjuvante. Ele assumiu a Secretaria de Saúde em fevereiro de 2025 e, segundo os autos, garantiu a “continuidade das condições administrativas necessárias” para o funcionamento do esquema.
Na prática, isso significou homologar licitações milionárias vencidas pela DISMED (como o Pregão 17/2024, de mais de R$ 11 milhões), assinar ordens de pagamento como ordenador de despesas do Fundo Municipal de Saúde, e manter nos cargos a mesma gestora de contratos e o mesmo fiscal da gestão anterior — pessoas que a PF aponta como responsáveis por atestar o recebimento falso de medicamentos.
Almir foi alvo direto da Operação Mederi: a Justiça autorizou a quebra de sigilo telemático dos seus dados e a PF cumpriu mandado de busca em seu apartamento em Natal, onde foram apreendidos celular e notebook e R$ 57,7 mil em espécie.
O Caso Inez: R$ 100 mil e a “Pessoa Errada”
A análise financeira da PF aponta que Inez Martins de Medeiros Viana recebeu uma transferência de R$ 100.000,00 da empresa DISMED em 23 de junho de 2023. A PF a lista como uma das “destinatárias de transferências que não aparentam ser parceiros/fornecedores” da empresa. O relatório também aponta que Inez possui vínculos empregatícios com o Gabinete do Prefeito de Mossoró e com a Secretaria de Estado da Administração do Rio Grande do Norte.
Procurada por nossa reportagem via WhatsApp, Inez Martins inicialmente perguntou sobre o teor da matéria. Ao ser informada sobre a transferência de R$ 100 mil da DISMED, respondeu:
“Eu ??? Acho q você pegou a pessoa errada”
Após a resposta, o jornalista insistiu, confirmando o nome e perguntando se a conta dela poderia ter sido usada sem seu conhecimento. Após esse último contato as mensagens enviados pelo Blog não foram mais recebidas.
Inez também é servidora da educação tanto no Estado, onde tem remuneração líquida em torno de R$ 5 mil quanto aposentada da rede pública de Mossoró, com remuneração de R$ 8,7 mil.
Perguntas Sem Respostas
Os fatos documentados pela PF e a apuração do Blog do Dina deixam um rastro de perguntas sem respostas. No caso de Inez, o silêncio após uma resposta evasiva sobre R$ 100 mil recebidos de uma empresa investigada. No caso de Clívia, a recusa em apresentar provas que poderiam justificar por que um terreno vendido por R$ 100 mil no papel lhe rendeu R$ 430 mil na prática, pagos por uma conta usada para lavagem de dinheiro. Sobre essa transação, considerando que o dinheiro envolva apenas a transação imo
Ambos os casos demonstram como o dinheiro que circulava nas contas do esquema de corrupção da DISMED irrigou também as contas pessoais de servidoras da Prefeitura de Mossoró.
A Polícia Federal realizou, na terça-feira (24/2), fiscalização na cidade de Apodi/RN, para apurar a atuação de empresa responsável pela segurança privada em evento de carnaval promovido pela prefeitura municipal.
A diligência foi motivada por denúncias e por imagens amplamente veiculadas na imprensa, que registraram a agressão a um jovem com deficiência auditiva por indivíduos contratados para atuar na segurança do evento.
Durante a inspeção, foi constatado que a empresa operava de forma clandestina, sem a devida autorização da Polícia Federal para exercer atividades de segurança privada.
Foi lavrado auto de encerramento das atividades irregulares, e a Prefeitura de Apodi/RN foi formalmente notificada acerca da contratação, com o objetivo de prevenir novas ocorrências dessa natureza.
A empresa poderá responder pelas irregularidades relacionadas à prestação clandestina de serviço de segurança privada.
Elas dominaram o cenário político no ano passado no Rio Grande do Norte. Foram pelo menos 30 delas. Durante quase todos os meses de 2025, foram divulgadas pesquisas eleitorais as mais diversas. Analisando todos os cenários eleitorais e considerando as mais diferentes situações e ocorrências.
Se um político fazia uma festa, na semana seguinte, tinha-se uma pesquisa. Se ele concedia uma entrevista, do nada apareciam novos números. Quando se ia a Brasília, lá vem outra sondagem. E, assim, elas se multiplicaram ao gosto e intenção do freguês. Mas, de repente, não mais que de repente, sumiram, despareceram.
O fim das pesquisas se deu, numa coincidência interessante, ao mesmo empo em que as ações da Operação Mederi vieram a público. Há quase um mês tivemos Policiais Federais e agentes da Controladoria Geral da União (CGU) cumprindo mandados judiciais em Mossoró e cidades vizinhas.
Pessoas receberam tornozeleiras eletrônicas, carros de luxo foram apreendidos, aparelhos eletrônicos foram levados, dinheiro foi encontrado com suspeitos, o resultado comum de quando se investiga organizações criminosas. E o que isso tem a ver com as pesquisas?
Ora, um dos principais suspeitos e investigados na Operação Mederi é, ninguém mais ninguém menos, que o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil). O jovem político mossoroense liderava as pesquisas de intenção de votos para o Governo do Estado.
Dizemos que liderava porque as sondagens deixaram de ser feitas. E, como não estão mais perguntando às pessoas em quem elas votariam, não temos como saber que são os preferidos do eleitorado atualmente. Principalmente depois que se descobriu que roubaram e deixaram roubar o dinheiro da saúde do povo de Mossoró.
Por que, então, acabou o interesse pelas pesquisas? Aliás, a quem elas interessavam? Quem as pagava? O que motivava quem pagava por elas? De onde saía o dinheiro para pagá-las? Acabou o interesse ou dinheiro?
São muitas perguntas até que a próxima pesquisa venha a público. E quando elas vierem, saberemos se a interrupção foi programada ou não. Se não ocorreram por falta de vontade ou desejo de que as coisas se acalmassem.
Por fim, saberemos se o eleitor esqueceu do que ocorreu em Mossoró e nas outras cidades em que a PF cumpriu mandados judiciais, ou se esperaram ele esquecer.
Por fim, é importante destacar que qualquer pesquisa que se queira como séria terá que, obrigatoriamente, trazer a percepção do eleitor do Rio Grande do Norte sobre a roubalheira que a PF e a CGU descobriram em Mossoró. É imperioso que se dê ao cidadão potiguar a chance de ele dizer o que acha sobre quem roubou o dinheiro do contribuinte mossoroense. Ou de quem quer fingir que apenas deixou roubar.

