Polícia Civil recupera mais de 2 mil celulares roubados e furtados no RN

Cerca de 1.400 aparelhos começam a ser devolvidos aos proprietários durante a Operação Última Chamada; ação também combate o mercado ilegal de celulares

por Ugmar Nogueira
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A Polícia Civil do Rio Grande do Norte recuperou mais de 2 mil celulares registrados como roubados ou furtados e iniciou, nesta sexta-feira (18), a devolução dos aparelhos aos proprietários. Cerca de 1.400 celulares já estão sendo entregues durante a Operação Última Chamada, realizada com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

Entre os proprietários que conseguiram recuperar o aparelho está o aposentado Erivan Inácio Dantas. O celular dele havia sido furtado em Natal, em dezembro de 2025. Meses depois, ele retornou à Cidade da Polícia Civil, na capital potiguar, para buscar o aparelho.

“Quando aconteceu, a gente pensa que não vai mais recuperar. Hoje é uma alegria muito grande poder ter o celular de volta”, relatou Erivan.

A governadora Fátima Bezerra acompanhou o início das devoluções nesta sexta-feira e destacou a importância da recuperação dos aparelhos para as vítimas.

“É uma alegria muito grande ver um celular que foi roubado sendo devolvido ao seu legítimo proprietário. Isso significa cidadania e respeito. O celular não é apenas uma ferramenta de trabalho ou um instrumento de estudo. Ele guarda memórias, lembranças e parte da vida das pessoas”, afirmou.

Segundo a governadora, a operação também demonstra os resultados dos investimentos realizados na área de segurança pública no estado.

Como os celulares foram localizados

A primeira fase da Operação Última Chamada foi realizada entre os dias 10 e 18 de agosto. Com base em informações do Banco Nacional de Celulares com Restrição, a Polícia Civil identificou aparelhos que haviam sido registrados como roubados ou furtados, mas continuavam sendo utilizados no Rio Grande do Norte.

A investigação utilizou ferramentas de tecnologia e inteligência policial para identificar os atuais usuários dos aparelhos.

As pessoas identificadas receberam notificações pelo WhatsApp e foram orientadas a entregar os celulares em uma unidade policial. Em diversos casos, os aparelhos foram devolvidos de forma espontânea.

Quando a entrega não ocorreu, as equipes policiais realizaram diligências e cumpriram mandados de busca e apreensão para recuperar os dispositivos.

De acordo com a delegada-geral da Polícia Civil, Ana Cláudia Saraiva, a operação também tem como objetivo combater o mercado ilegal de celulares e os crimes relacionados à receptação.

“Quando desencadeamos investigações que resultam na identificação de quadrilhas e autores desses crimes, estamos fazendo uma repressão qualificada, combatendo diretamente a criminalidade. Ao mesmo tempo, a operação atua no enfrentamento ao crime de receptação”, explicou.

Boletim de ocorrência ajuda na recuperação

A Polícia Civil reforça que o registro do Boletim de Ocorrência é essencial para que o aparelho possa ser incluído nos sistemas de investigação e rastreamento.

A diretora-adjunta da Inteligência da Polícia Civil, delegada Elysyana Barreto, orienta as vítimas a registrarem a ocorrência após o roubo ou furto.

“É muito importante registrar um Boletim de Ocorrência. Aqui na Polícia Civil, só conseguimos procurar o rastro do criminoso se houver esse registro”, afirmou.

O registro pode ser feito pela internet ou presencialmente em uma delegacia. Informações como o número do IMEI e da linha telefônica podem contribuir para a identificação e localização do celular.

Documentos necessários para retirar o aparelho

Após a localização de um celular com registro de furto ou roubo, o proprietário é comunicado pela Polícia Civil.

Para receber o aparelho, é necessário apresentar:

  • cópia do Boletim de Ocorrência;

  • documento pessoal;

  • comprovante de propriedade do celular, como nota fiscal ou caixa do aparelho.

Caso o proprietário não possa comparecer pessoalmente, outra pessoa poderá fazer a retirada mediante apresentação de procuração específica autorizando o procedimento.

Operação também combate receptação

A segunda fase da Operação Última Chamada foi deflagrada na quarta-feira (16), no bairro do Alecrim, em Natal.

Durante a ação, um homem foi preso em flagrante por suspeita de receptação. As equipes também apreenderam 82 aparelhos eletrônicos de origem estrangeira, avaliados em aproximadamente R$ 170 mil.

A operação integra uma estratégia de enfrentamento ao roubo, furto e comércio irregular de aparelhos celulares.

Onde retirar os celulares recuperados

Na Região Metropolitana de Natal, a devolução dos celulares ocorre no Auditório da Cidade da Polícia, localizado na Rua Mor-Gouveia, nº 2136, no bairro Cidade da Esperança, em Natal.

O polo atende moradores de Natal, Parnamirim, São José de Mipibu, Macaíba, São Gonçalo do Amarante, Extremoz, Maxaranguape, Ceará-Mirim, Pureza, Ielmo Marinho, Bom Jesus, Nísia Floresta, Monte Alegre, Brejinho, Vera Cruz e Lagoa Salgada.

As devoluções na Região Metropolitana estão programadas para os dias 18, 21 e 22 de setembro.

No interior do estado, os aparelhos são entregues nas sedes das 13 Delegacias Regionais de Polícia Civil responsáveis pelos municípios de residência dos proprietários. Na 2ª Delegacia Regional de Mossoró, também haverá entrega na segunda-feira (21).

A liberação do celular depende da apresentação da documentação exigida e da confirmação de que o solicitante é o legítimo proprietário.

Serviço

Quem deve comparecer: proprietários de celulares recuperados pela Polícia Civil que foram convocados pelo Edital de Chamamento ao Público nº 01/2026 e/ou receberam notificação individual pelo WhatsApp.

O que levar: Boletim de Ocorrência, documento pessoal e comprovante de propriedade do aparelho, como nota fiscal ou caixa do celular.

Região Metropolitana de Natal
Local: Auditório da Cidade da Polícia
Endereço: Rua Mor-Gouveia, nº 2136, Cidade da Esperança, Natal
Datas: 18, 21 e 22 de setembro
Contato: ciberlab@pc.rn.gov.br

Interior do estado: as restituições são realizadas nas sedes das Delegacias Regionais de Polícia Civil correspondentes ao município de residência da vítima.

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