Dani Ribeiro e Nágila Diniz: muito dinheiro na conta, pouca campanha nas ruas

Demonstração elevada de gastos contrasta com ausência de atividades nas ruas

por Ugmar Nogueira
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A influenciadora digital Dani Ribeiro e a servidora pública municipal Nágila Ribeiro, ambas do União Brasil (UB) deverão ter muita dificuldade para prestar contas do dinheiro que estão recebendo do Fundo Eleitoral.

Agraciadas com uma quantia milionária do dinheiro público, elas precisarão demonstrar com documentos o que parecem não estar fazendo na prática: aplicar a verba em suas campanhas. Ou mostrar a visibilidade das campanhas nas quais dizem estar gastando o dinheiro.

Nágila Diniz recebeu, até agora, R$ 1.433.985,00 (um milhão, quatrocentos e trinta e três mil e novecentos e oitenta e cinco reais), enquanto Dani já empalmou  2.526.115,60 (dois milhões, quinhentos e vinte e seis mil, cento e quinze reais e sessenta centavos).

Apesar da dinheirama já ter caído nas contas das referidas candidaturas, as duas parecem que ainda não estão em campanha. Em Mossoró, base eleitoral de ambas, quase não se vê nada de material de divulgação. Em outras cidades, nem isso.

Os programas eleitorais das duas se repetem desde que começou a propaganda eleitoral no rádio e TV.

A forma como as duas tem relatado os gastos até agora também mostra um padrão pouco comum e que destoa da presença da campanha nas ruas.

Dani Ribeiro disse que gastou R$ 547 mil com atividades de militância e atividades de rua. Em Mossoró, ninguém, ninguém viu como isso aconteceu.

Outros gastos também chamam a atenção e sugerem que pode haver duplicidade de pagamentos. É que ela disse que gastou R$ 488 mil por “serviços prestados”. Ocorre que ela declarou ter pago R$ 100 mil com advogado (prestação de serviços), R$ 70 mil a Transfer locadora de veículos (prestação de serviços de transporte), além dos R$ 547 mil com atividades de militância (ou seja serviços prestados por terceiros).

Os valores também são superlativos. Dani Ribeiro disse ter pago R$ 263 mil por publicidade de materiais impressos. Ou o material foi impresso numa quantidade astronômica ou a descrição foi feita de forma errada. Também impressiona que uma empresa de gravação de vídeo, tenha recebido R$ 350 (trezentos e cinquenta mil) por “serviços prestados”.

Os gastos de Nágila Diniz, embora um pouco menores que Dani Ribeiro, são muito parecidos. Inclusive com quase os mesmos fornecedores e prestadores de serviços.

Ela diz que gastou R$ 334 mil com atividades de militância e mobilização de rua e, assim como Dani, não se sabe onde essas atividades aconteceram.

Os serviços prestados por terceiros consumiram R$ 222 mil do dinheiro que ela recebeu até agora. E, assim como acontece com sua colega de partido, há serviços de advocacia (que poderiam ter sido incluídos na rubrica prestador de serviço), locação de veículos (R$ 53 mil) e R$ 200 mil para a mesma empresa de produção de vídeo que atendeu Dani Ribeiro. É muita coincidência e valores elevados na mesma proporção para apenas duas candidaturas. Entre os aliados, a expectativa é que as duas vão ter votação recorde. Do contrário, vai ser difícil comprovar tanto dinheiro gasto em duas campanhas quase inexistentes.

Veja aqui os gastos de Dani

Veja aqui os gastos de Nágila

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