Um avião de R$ 10 milhões, um repasse de R$ 1 milhão e um bilhete manuscrito. E, no meio de tudo, o primeiro suplente de uma chapa ao Senado pelo RN.
Netinho Lins, empresário das grandes festas do Nordeste, é desde julho o primeiro suplente da senadora Zenaide Maia (PSD) na disputa pela reeleição.
Em plena campanha, o nome dele passou a aparecer em documentos da Operação Compliance Zero, a investigação da PF sobre o Banco Master, de Daniel Vorcaro, que tem o senador Ciro Nogueira (PP-PI) entre os principais investigados. As informações são do portal Saiba Mais, com apuração do UOL.
O que a PF analisa, segundo essas reportagens? Três pontos. A venda de um avião de Ciro Nogueira para empresa ligada a Netinho, aeronave avaliada em cerca de R$ 10 milhões e bloqueada por decisão do ministro André Mendonça, do STF.
Uma transferência de R$ 1 milhão da Entre Investimentos, empresa ligada a Vorcaro, para a Dubem Business, de Netinho, em 2024. E um manuscrito achado na casa de Ciro com o nome “Netinho”, ainda sem explicação sobre quem escreveu ou a quem se refere.
Deixando claro o que precisa ficar claro: ninguém foi denunciado ou condenado por esses fatos. A defesa de Netinho diz que o R$ 1 milhão foi prestação de serviços, e a própria PF afirma que a apuração precisa ser aprofundada. Presunção de inocência vale pra todos os citados. (Fonte: Saiba Mais)
Imagem: da esquerda para a direita: Netinho, Ciro Nogueira e Daniel Vorcaro

