O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil) um dos alvos da operação que investiga desvios de dinheiro da saúde de Mossoró, não colaborou com a investigação.
Logo após os investigadores deixarem sua mansão num condomínio de luxo de Mossoró, Allyson gravou um vídeo para dizer que tinha colaborado com os policiais. Era mentira.
De acordo com documentos obtidos pelo Blog do Dina, Allyson não só não colaborou como dificultou a atuação policial.
O prefeito teve três equipamentos eletrônicos seus apreendidos: dois iPhones e um MacBook. O prefeito se recusou a informar as senhas desses aparelhos
Legalmente, os acusados não são obrigados a fornecer senhas a policiais. Ocorre, no entanto, que ao dizer que tinha colaborado com a investigação, Allyson deixou subentendido que teria facilitado a investigação, quando aconteceu justamente o contrário.
O questionamento que se faz agora nos âmbitos político e policial é sobre a motivação de Allyson para dificultar as investigações. No que tange ao trabalho policial, logo se saberá o que Allyson quis esconder.
Essas informações poderão ter impacto no campo político.
Allyson
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil) segue sua política de desvalorização do servidor público. No dia 3 de novembro do ano passado, ele postou vídeo em suas redes sociais garantindo que até o dia 30 daquele mês seriam publicadas as licenças para capacitação. O gestor utiliza suas redes sociais para dizer que o servidor público de Mossoró é valorizado pela gestão municipal. Na prática, o que acontece é bem diferente.
No caso das licenças para capacitação, já estamos em fevereiro de 2026 e, até o presente momento, as referidas licenças ainda não foram publicadas.
Todos os processos já tramitaram nas secretarias competentes e foram devidamente deferidos, restando apenas a publicação oficial, que depende exclusivamente prefeito Allyson Bezerra. Há situações em que os servidores estão aguardando há mais de um ano.
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Veja abaixo a postagem com a promessa
Urgente: Allyson pede à Justiça para avisá-lo com antecedência sobre uso de tornozeleira eletrônica
Enquanto o Prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, ocupava os microfones das rádios para vender a imagem de um gestor “tranquilo”, de “cabeça erguida” e que “nada deve e nada teme”, os seus advogados travavam uma batalha desesperada nos tribunais.
Uma decisão inédita do Tribunal Regional Federal da 5.ª Região, datada de 30 de janeiro de 2026, obtida com exclusividade pelo Blog do Dina revela que, longe da serenidade pregada nas entrevistas, a defesa do prefeito tentou furar o sigilo da investigação para evitar a todo o custo a surpresa de uma medida cautelar — especificamente, a tornozeleira eletrônica.
A Narrativa Pública vs. O Pânico Processual – Na entrevista concedida após a deflagração da operação, Allyson utilizou repetidamente a palavra “tranquilidade”, afirmando confiar cegamente nas instituições e classificando os rumores sobre a operação como “torcida” de adversários ou sensacionalismo da imprensa.
Contudo, a decisão do Desembargador Federal Rogério Fialho Moreira expõe uma realidade oposta. Nos autos, a defesa de Allyson peticionou em “caráter emergencial”, alegando ter sido “surpreendida” com notícias de blogs que davam conta de que a Polícia Federal teria pedido a sua monitorização eletrónica.
A contradição é:
• No rádio: Allyson diz que “quem não deve, não teme” e que a sua vida segue “da mesma forma”.
• No processo: A sua defesa classifica a possibilidade de usar tornozeleira como um facto “gravíssimo” e entra em pânico, exigindo que o tribunal esclareça se o pedido da PF é real ou fake news.
O Pedido da Defesa: Avisem-me antes de me prender – O documento revela que a defesa de Allyson tentou uma manobra jurídica arriscada para antecipar os passos da Polícia Federal. Os advogados não pediram apenas acesso aos autos; pediram que o Tribunal expedisse uma certidão a confirmar se existia um pedido de medidas cautelares contra ele e, mais audacioso ainda, exigiram ser ouvidos antes de qualquer decisão do juiz.
Na prática, Allyson queria o privilégio de ser avisado previamente caso a Justiça decidisse impor-lhe uma tornozeleira ou outra restrição, subvertendo a lógica elementar de uma investigação criminal sigilosa que visa evitar a destruição de provas ou a fuga.
A Dura Repreensão do Desembargador – O Desembargador Rogério Fialho Moreira não apenas indeferiu o pedido, como aplicou uma “lição de moral” jurídica à defesa do prefeito.
1. O Tribunal não é “Fact-Checker” de Blogs: O magistrado foi taxativo ao afirmar que o Poder Judiciário não serve para confirmar ou desmentir “comentários, boatos, rumores ou ilações” veiculados em blogs. Se o prefeito se sente prejudicado pelas notícias, o juiz mandou o recado: “caberá a ele próprio… adotar as providências que entender cabíveis, e não acionar o magistrado… para que o faça em seu lugar”.
O Tribunal, ao negar o pedido, reafirmou que ninguém, nem mesmo um prefeito popular com aspirações ao governo do Estado, está acima do fator surpresa da lei penal.
Apontado pela Polícia Federal (PF) como suposto líder de uma organização criminosa que roubou dinheiro da saúde de Mossoró (“a autoridade Policial revela a posição que cada investigado ocupa na estrutura descrita pelos diálogos captados. No topo, estariam os agentes políticos — ALLYSSON LEANDRO BEZERRA SILVA e MARCOS ANTÔNIO BEZERRA DE MEDEIROS — que, segundo as conversas captadas, receberiam propina em percentuais definidos sobre os contratos”), o prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) tem adotado uma tática dupla para tentar se safar das acusações.
Publicamente, o prefeito posa de bonzinho, controlado, inocente e que está colaborando com as investigações. Essa versão vitimista, humilde, é a que ele utiliza para fazer a sua imensa rede de apoio digital replicar nas redes sociais.
Na vida real, ele age totalmente diferente. Quando acha que não está sendo filmado, Allyson xinga, ameaça e intimida. Dois episódios revelam a verdade personalidade do prefeito de Mossoró.
E o prefeito parece não ter dito isso da boca (cheia de ódio) para fora. Pelo menos é o que revela o segundo fato a seguir.
Vereador Cabo Deyvison denuncia intimidação por parte do prefeito Allyson Bezerra
O vereador Cabo Deyvison (MDB) usou suas redes sócias para denunciar que está sendo intimidado pelo prefeito Allyson Bezerra (União Brasil)/
“Após ameaças públicas feitas pelo prefeito Allyson Bezerra, fui processado”, anunciou o parlamentar”, mostrando papéis que seriam da notificação processual. Par Cabo Deyvison, o propósito é de intimidá-lo.
Segundo Cabo Deyvison, o objetivo do prefeito ao processá-lo não é vencer com o argumento, mas “cansar, desgastar, sufocar”.
Confira o vídeo do Cabo Deyvison:
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil) está desnorteado. Alcançado por uma megaoperação da Polícia Federal (PF) que descobriu roubos do dinheiro da saúde em sua gestão, o gestor está fazendo de tudo para fingir que o problema não é com ele. Para livrar a própria pele, Allyson vem fazendo de tudo.
A primeira ação foi ir às rede sociais negar que seja investigado. Uma mentira deslavada.
Como não colou, precisou desmentir uma mentira. Ou mentir para que esqueçamos a mentira anterior. Para isso, jogou seus secretários na cova dos leões, principalmente Marcos Bezerra (hoje vice-prefeito), Morgana Dantas (ex e de novo secretária de Saúde) e Almir Mariano (que também já respondeu pelas pastas.
Em alto e bom som, o prefeito disse: “Eu só posso responder por mim”. Mesmo a roubalheira sendo em sua gestão, Allyson fraquejou na condição de suposto líder e tirou de si a responsabilidade. Mesmo sendo ele o prefeito. E. claro, ao dar tal declaração, confessa que sim, roubaram o contribuinte mossoroense.
Allyson já sugestionou que o problema não são as suspeitas contra ele, mas possíveis erros da Polícia Federal (PF). Parece que também não colou. Nem va.
Para tentar se afastar dos crimes investigados em sua gestão, acusou o governo do Estado de faltar com transparência na gestão do seu sistema de distribuição de medicamentos. Recebeu uma resposta à altura do secretário estadual de Saúde, Alexandre Mota.
O mais grave, em sua tática do tudo ou nada, foi feito por Allyson na inauguração de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) em Mossoró. Durante o ato, ameaçou quem denunciar as suspeitas em sua gestão.
O ato não é grave apenas por intimidar a imprensa séria e a oposição atuante. É grave porque mobiliza uma horda de pessoas que adora endeusar políticos extremistas como Allyson. Gente que já está nas redes sociais fazendo ameaças veladas a jornalistas, como uma que disse que Bruno Barreto iria ser castigado por Deus porque estava noticiando a operação que investiga Allyson Bezerra.
O discurso raivoso de Allyson não é para fingir coragem. É para atrair covardes. É recado para sua base radical. É mensagem subliminar para que seus correligionários ataquem quem pensa diferente dele. É para insulflar a turba. É para cobrar o favor de quem tem portarias ou subempregos em empresas terceirizadas.
O prefeito de Mossoró, o humilde, o bonzinho, o cristão, o pobrezinho, estaria assoprando o apito do cachorro? Para quem sabe o que essa expressão significa, e principalmente, para quem conhece a forma de Allyson de fazer política (com perseguições, ameaças e mentiras), basta um raciocínio simples para uma resposta.
Veja o ataque do prefeito
Grave: Em ataque colérico, Allyson ameaça quem denunciar suas irregularidades
Cpm dedo em riste, sangue nos olhos, ódio no coração e voz de criminoso, o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil) fez uma ameaça grave. “Quem entrar no meu caminho vai se ver comigo”.
Mais do que as palavras fortes chamaram a atenção o descontrole emocional com que o prefeito as pronunciou.
A senadora Zenaide Maia (PSD) que estava ao seu lado no momento do surto, ficou imóvel de tão incrédula e assustada. Ao final, bateu palmas timidamente. Talvez por temor.
Na prática, o que Allyson quer é meter medo na parte da imprensa livre, e nos poucos vereadores de oposição. No seu arroubo agressivo talvez queira afastar a Polícia Federal (PF), única que está no seu encalço.
Pela primeira vez, desde que apareceu para a política, Allyson Bezerra descontrolou-se publicamente. Pela primeira vez saiu do personagem. Não deu pra fingir bondade, pra simular humildade, pra emular pobreza. Allyson foi o que todo mundo sabe que ele é nos bastidores: ameaçador, centralizador, perseguidor, mandão, colérico, descontrolado.
Não foi sem razão que traiu a persona: as investigações avançam, a roubalheira existiu e vai ser difícil ele provar que não era o chefe da organização criminosa que roubou milhões da saúde de Mossoró, como a PF está dizendo.
As ameaças de Allyson são graves porque tem a capacidade de mobilizar seus aliados a atentar contra quem o prefeito elegeu como inimigo.
Como um dos poucos órgãos de imprensa da cidade a denunciar os desmandos, suspeitas e irregularidades da gestão Allyson Bezerra, o Boca da Noite se viu no alvo da metralhadora de ameaças do prefeito.
E, publicamente, ressalta que quaisquer fatos violentos provocados e dos quais algum dos seus membros sejam vítimas, ele devem ser colacionados à narrativa intimidatória protagonizada por Allyson Bezerra e que agora vem a público com gestos e ódio.
Abaixo, o motivo do descontrole do prefeito
Aqui, o vídeo com as ameaças
Nome de Allyson Bezerra aparece mais de 20 vezes em investigação sobre roubos na Saúde
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil) ainda vai ter que lutar muito para tentar desvincular seu nome do rumoroso caso de roubo de verbas da saúde da prefeitura. No atual estágio das investigações, a Polícia Federal (PF) tem certeza de que a roubalheira acontecia. O foco agora é para provar a participação de cada um dos envolvidos na organização criminosa.
Embora a mídia allysista queira passar a ideia de que os áudios presentes nos autos da operação o inocentem, na verdade, o que eles mostram é a proximidade do gestor com os principais suspeitos de operarem de forma direta o esquema. Há, inclusive referências à suposta propina recebida pelo prefeito.
Na decisão que autorizou a megaoperação da PF e da Controladoria Geral da União (CGU) e que alcançou Allyson, o nome dele aparece mais de 20 vezes.
Na primeira delas, os investigadores aduzem que a proximidade entre Allyson e Oseas Monthalggan – sócio da Dismed – reforçam a suspeita de ilegalidades na relação entre a prefeitura de Mossoró e a citada empresa. É o trecho abaixo:
Tal suspeita era reforçada pela proximidade política entre OSEAS MONTHALGGAN, sócio da DISMED, e ALLYSON BEZERRA (prefeito municipal de Mossoró), conforme ilustrado na seguinte postagem da rede social Instagram.
Nas transcrições sequenciais, os investigadores reafirmam a proximidade política e social entre Allyson e Monthalggan e, no passo seguinte, detalham o que ficou conhecido como a “Matemática de Mossoró”, que nada mais era que a forma como os criminosos dividiam o suposto produto do roubo. Nesse trecho, o nome de Allyson aparece mais duas vezes, inclusive com os acusados revelando que ele receberia 15% de propina, nada menos que R$ 60 mil de um total de 400 mil pagos pela prefeitura à Dismed.
Os autos trazem ainda o nome de Allyson como provável integrante da organização criminosa e o seu cuidado para se manter oculto nas negociatas ilegais.
Os trechos são os que seguem abaixo:
Com relação ao trecho acima transcrito, além do contexto geral do diálogo fazer referência à participação de Allysson Bezerra nos esquemas de corrupção, a assertiva revela o cuidado que este demonstra para se manter oculto nos esquemas de corrupção. Como será visto a seguir, o nome de Allysson Bezerra é, ainda, citado em diálogos referentes ao planejamento do grupo criminoso para futuro favorecimento da campanha de seu vice-prefeito MARCOS ANTONIO BEZERRA DE MEIDEIROS, cotado a ser seu sucessor na Prefeitura de Mossoró. Em tais diálogos, o grupo arquiteta a divisão de valores de propina, a fim de que sejam acumulados para eventual financiamento de campanha.
O nome de Allyson também aparece no diálogo em que Moab e Oseas (sócios da Dismed) falam sobre juntar dinheiro de propina para bancar campanhas eleitorais.
Os trechos seguem abaixo
Contexto anterior: Os sócios OSEAS e MOABE conversam sobre “combinar com MARCO”,
para “criar moral com o HOMEM”, e sugerindo que fosse juntando “PROPINA” para futura
“campanha”.
[…]
OSEAS: …Vamos dar o exemplo…
MOABE: Agora assim. Devia ter feito MARCO o seguinte: MARCO, você diz que quer esse
valor. Como você…aí você tem que se organizar!
OSEAS: Eu já disse duzentas vezes!
MOABE: Mas…Ele vai cobrar o valor. Eu tenho que dar aqui a você duzentos mil de
PROPINA hoje. Aí eu pago cem (R$ 100.000,00) você está entendo e cem…você guardando
pra sua CAMPANHA.
OSEAS: É!
MOABE: Agora, aquele negócio, porque…Você chegando na campanha ou na campanha de
ALLYSON, você chegou na campanha de ALLYSON independente de qualquer coisa, você
vai dizer assim. ALLYSON…[trecho inaudível]…vai desconfiar de que ele está roubando…
OSEAS: Não, …a campanha dele não…
MOABE: Ele tem que se preocupar com a campanha dele (MARCO)
[…]
MOABE: Agora assim, por outro lado, por outro lado, eu não sei se o cabra roubar e dar o
dinheiro dele mesmo, por exemplo, porque ele não vai querer fazer por enquanto a campanha
de MARCO…de ALLYSON, certo? Mas o cara ir tirando aos pouquinhos e o cabra vai
levando pra casa, tá entendendo? Tirou trinta, aí vai dar cem conto, cento e cinquenta, você
está entendendo? Vai tirando esse dinheiro e guardando. Quando for no final, quando for pra
começar tá aqui MARCO, aqui é um extra pra você, eu vou dar isso aqui a você, mas…
OSEAS: Pra campanha!
Em vários diálogos captados pelas escutas realizadas pelos investigadores, o nome do prefeito Allyson Bezerra aparece sendo citado por Moab Zacarias Soares (ex-vice-prefeito de Serra do Mel) e Oseas Monthalggan, ambos sócios da Dismed, e, segundo a PF, alguns dos principais integrantes da organização criminosa. Os dois inclusive estão com medidas restritivas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
A aparição do nome do prefeito sendo citado reiteradas vezes pelos demais suspeitos levam a PF a concluir que Allyson Bezerra estava no topo do esquema criminoso de roubo de dinheiro de dinheiro da saúde de Mossoró.
A conclusão dos investigadores segue abaixo:
“Nesse trecho da representação, a Autoridade Policial revela a posição que cada
investigado ocupa na estrutura descrita pelos diálogos captados. No topo, estariam os agentes
políticos — ALLYSSON LEANDRO BEZERRA SILVA e MARCOS ANTÔNIO BEZERRA
DE MEDEIROS — que, segundo as conversas captadas, receberiam propina em percentuais
definidos sobre os contratos. No nível intermediário, estariam os gestores administrativos —
JACQUELINE MORGANA DANTAS MONTENEGRO, ALMIR MARIANO DE SOUSA
JÚNIOR e POLIANA REZENDE DANTAS —, que garantiriam as condições institucionais
para funcionamento do sistema. No nível operacional, estariam os fiscais e gestores de contrato
— SAMANTA SOUZA MARQUES e DIEGO PATRÍCIO DE CARVALHO —, que
viabilizariam concretamente as entregas parciais mediante atestados. Externamente à
administração pública, estariam os empresários — OSEAS MONTHALGGAN FERNANDES
COSTA e JOSÉ MOABE ZACARIAS SOARES —, que operacionalizariam o esquema no
âmbito privado.
Veja aqui a decisão judicial que autorizou a operação Mederi
Ele é o centro de uma investigação de um enorme esquema de desvios de verba pública. A Polícia Federal apura quanto roubaram da saúde de Mossoró. O prefeito é o tiktoker Allysson Bezerra (União Brasil).
Principal alvo da megaoperação, Allyson não deu uma única explicação. Fez vídeo se vitimizando (novidade), disse que o sistema está contra ele (falta de criatividade danada) e ainda acusou a Polícia Federal (como fazem criminosos perigosos).
Quem leu a decisão que autorizou a investigação contra Allyson sabe: a polícia tem certeza que tinha (ou tem roubalheira) na gestão municipal. Uma organização criminosa que drena para os próprios bolsos o dinheiro da saúde. Uma desonestidade cruel. Uma crueldade com quem precisa do serviço de público de saúde de Mossoró.
Pois bem. Pelo que está posto nas investigações das duas uma: ou Allyson roubou ou deixou roubar. O próprio prefeito já admitiu que o crime existe. “Só posso falar por mim”, gritou em entrevista querendo espantar os incômodos de ser investigado, acusado, suspeito.
Poderá escapar de uma condenação. Não faltarão bodes expiatórios. Os pecados, porém não serão expiados.
Pois bem. Mesmo com toda a robustez da investigação, Zenaide Maia (PSD), Walter Alves (MDB), João Maia (PP), Robinson Faria (PL) e caterva não resistiram à pressão do suspeito. Sucumbiram como o fazem os subalternos das facções criminosas. Por medo ou conveniência. Por temor ou cumplicidade.
Não se deram o respeito de esperar mais uns dias para que se confirme a exclusão do nome do prefeito do lamaçal. Allyson poderá se safar, sua gestão, dificilmente. E será sob o signo de um escândalo financeiro, de um esquema de desvios de dinheiro público que Alves, Faria e Maia estarão no palanque. Com o principal suspeito. Com alguém que se não roubou, deixou roubar. E é difícil imaginar que alguém tão controlador como Allyson não saiba quem da sua gestão estava roubando.
Oligarquias parecem não ter bússola moral. Em busca de votos, posam felizes com quem rouba. Ou no mínimo deixam roubar.
Proximidade entre Allyson Bezerra e sócio da Dismed reforça suspeita de desvios na Saúde, aponta PF
A Polícia Federal não tem dúvida: a gestão Allyson Bezerra (União Brasil) abrigou um grande e recorrente esquema de desvios de recursos públicos da saúde. Interceptações telefônicas, escutas ambientais e relatórios do Controle de Atividades Financeiras (COAF) provam isso.
“O volume de recursos públicos envolvidos, somado ao volume de dinheiro em espécie sacado pelas empresas, por si só, já constituiria circunstância digna de suspeita acerca da licitude da relação mantida com o ente municipal”, destaca trecho da decisão que autorizou a megaoperação que teve entre seus alvos o prefeito de Mossoró
Adiante, os investigadores reforçam que a “suspeita era reforçada pela proximidade política entre OSEAS MONTHALGGAN, sócio da DISMED, e ALLYSON BEZERRA (prefeito municipal de Mossoró), conforme ilustrado na seguinte postagem da rede social Instagram”.
As investigações seguem para dimensionar qual o tamanho da participação do chefe do Executivo municipal no esquema fraudulento.
Até agora, o que se sabe é que numa das conversas interceptadas pela Polícia Federal, entre o ex-vice-prefeito de Serra do Mel, José Moab Zacarias Soares e Oseas Monthalggan Fernandes Costa, ambos sócios da Dismed, discutiu-se sobre a “Matemática de Mossoró”. Trata-se da operação aritmética criminosa na qual os dois definiam quando cada envolvido nos desvios ganhariam. O diálogo é o seguinte:
OSEAS: …Olhe, MOSSORÓ, eu estudando aqui com NENEN, o exemplo…[inaudível]…como é a MATEMÁTICA DE MOSSORÓ. MOSSORÓ tem uma Ordem de Compra de quatrocentos mil (R$ 400.000,00). Desses quatrocentos, ele entrega duzentos (R$ 200.000,00)!
MOABE: Certo!
OSEAS: Tudo a preço de custo! Dos duzentos ele vai e pega trinta por cento (30%), sessenta (R$ 60.000,00), então aqui ele comeu sessenta (R$ 60.000,00)! MOABE: Certo!
OSEAS: Fica cento e quarenta (R$ 140.000,00) pra ele entregar cem por cento (100%). Dos cento e quarenta ele ganha setenta (R$ 70.000,00). Setenta com sessenta é meu, cento e trinta (R$ 130.000,00). Só que dos cento e trinta nós temos que pagar cem mil (R$ 100.000,00) a ALLYISON e a FÁTIMA, que é dez por cento (10%) de FÁTIMA e quinze por cento (15%) de ALLISSON. Só ficou trinta mil (R$ 30.000,00) pra a empresa! 13/05/2025.
O prefeito nega as acusações e diz que não tem proximidade com Oseas Monthalgan, sendo a relação com ele advinda apenas de questões eleitorais pontuais.
A PF arremata ainda:
“Existe ainda a evidência da proximidade política e social entre ALLYSSON LEANDRO BEZERRA SILVA e OSEAS MONTHALGGAN FERNANDES COSTA, sócio da DISMED. Uma postagem na rede social Instagram, datada de 11 de abril de 2024, mostra ambos juntos,
em fotografia que revela relacionamento cordial entre ambos. Embora a proximidade política, por si só, não caracterize indício de ilícito, ela ganha relevância como indício de possível favorecimento nas contratações públicas quando analisada em conjunto com os demais elementos, especialmente considerando que a DISMED é a principal beneficiária de recursos da Prefeitura de Mossoró, tendo recebido mais de R$ 13,5 (treze e meio) milhões entre 2021 e 2025”.
Pelo relatório da PF, o prefeito de Mossoró aparenta segurança em não ser arrolado no caso porque demonstrava preocupação em se manter oculto dentro do esquema. O próximo diálogo presente investigação é elucidativo a esse respeito:
OSEAS: O problema porque é o seguinte: os cara… [inaudível]… se eu fosse prefeito, meus funcionários por exemplo… ah, esse prefeito é ladrão, quem rouba é ele, pode falar, não me importa não! Aí os cara é um cuidado, não porque ninguém pode saber não….
Sobre o trecho acima, os investigadores fazem a seguinte conclusão:
“Com relação ao trecho acima transcrito, além do contexto geral do diálogo fazer referência à participação de Allysson Bezerra nos esquemas de corrupção, a assertiva revela o cuidado que este demonstra para se manter oculto nos esquemas de corrupção”.

