* Márcio Alexandre
As contendas mais fratricidas são aquelas gestadas na fogueira das vaidades. O final delas invariavelmente é a queima de reputação dos envolvidos. O Rio Grande do Norte assiste agora a uma peleja quase bélica. Das bocas dos contendores saiu artilharia pesada. Grosso calibre e baixo calão. O blog vai poupar os leitores dos termos.
Nossa crítica é para que os envolvidos melhorem, afinal de contas tratam-se de um senador da República e do prefeito da segunda maior cidade do Estado. Gente graúda se apequenando. Políticos da tal nova safra envergonhando a todos. Nos dando os piores frutos. Brigando pela paternidade de um dinheiro que não é de nenhum deles. Não merecem sequer o termo.
Allyson Bezerra e Styvenson Valentim medindo os egos. Comparando defeitos. Multiplicando vergonhas. E reduzindo a nada o importante papel para o qual seus eleitores os escolheram.
A briga, que parece estar apenas começando, e que sequer deveria ter sido iniciada, é uma imprevisibilidade. Apesar de serem dois seres extremamente vaidosos, é provável que percebam a bobagem em que se meteram, pois trocaram os pés pelas mãos. Que não substituam a metralhadora verbal por agressões mais sérias, embora talvez, apenas a distância física tenha impedido que isso aconteça.
Já há perdas. A seriedade que se espera dos homens públicos, já era. A parcimônia esperada de quem quer ser gestor- ou que já é – minada por arroubos de selvageria. A esperança depositada pelo eleitor em cada um dos briguentos ferida de morte por cada palavra mal(dita) pelos brigões.


