Carregando uma mistura de sensibilidade e denúncia social, o espetáculo Aparecida, da Companhia Escarcéu de Teatro, ocupou o palco do Teatro Lauro Monte Filho, na sede do Banco do Nordeste Cultural em Mossoró. As atrizes Tony Silva e Lenilda Santos se uniram na noite de 23 de maio para entregar uma experiência cultural que leva o público a refletir sobre o racismo estrutural presente na realidade diária.
A peça narra a trajetória de Aparecida, uma mulher marcada pela vulnerabilidade social e pela invisibilidade impostas pelo racismo. Acompanhada apenas por seu papelão, boneca e bolsas, a personagem revela aos poucos suas vivências, em um formato que varia entre desabafos e preces.
Logo em seu início, Tony Silva pergunta à platéia: quem de vocês se identifica como mulher negra? Essa pergunta vai além de uma busca por dados. As vivências esquecidas historicamente estão em palco, sendo mostradas para um público que pode se reconhecer ali.
“Dois corpos negros de mulheres incríveis, atrizes com muita presença de palco, expressando experiências pessoais e também universais”. Foram as palavras utilizadas pela atriz e cantora Bia Ottoboni, que vivenciou a peça na platéia.
Mas o espetáculo vai além da denúncia: transforma essa figura comum, tantas vezes ignorada pelas ruas do Brasil, em algo maior. Nas palavras de Bia Ottoboni: “Transformaram uma pessoa comum, muito rejeitada pelo racismo na sociedade, em uma entidade que pode ensinar muito à sociedade brasileira aquilo que agente ainda não aprendeu depois de muitos e muitos anos: o respeito básico ao que é humano.”
O técnico de som Medson Rigne, especialista em áudio e som direto para cinema, também estava na plateia e não poupou palavras ao descrever o impacto da noite.
“Essa apresentação com Tony e Lenilda é literalmente uma paulada na sociedade, para que a gente realmente acorde, pense e reflita muito no que a gente está fazendo hoje em dia, porque o racismo continua sendo estrutural.”
Ao se colocar como humano e também negro, Medson destaca a importância de duas atrizes relevantes no cenário estarem levantando um tema tão polêmico e sensível.
Ressignificar vidas violentadas diariamente – Para a atriz Lenilda, uma das protagonistas do espetáculo, todas as mulheres se
encontram em uma situação de vulnerabilidade, ao viver em um sistema patriarcal.
Em uma realidade cercada por misoginia e feminicídios, Aparecida traz de maneira visual as violências sofridas por mulheres negras.
Tony complementa falando sobre a carga emocional do espetáculo. “A gente vai devagar, só com papelão, mas a pontada é de agulha”, diz a atriz. A emoção transmitida pela arte leva o público à reflexão sobre os dias passados e atuais.
Ao final da noite, Bia Ottoboni sintetizou o sentimento coletivo que tomou conta da plateia após o espetáculo. A artista expressa que “sair daqui é sair com o coração apertado, por a gente ainda viver essa realidade, mas cheio de alegria por poder ver que, aos pouquinhos, há passos muito pequenos, mas a gente está construindo um novo horizonte.”
Teatro
Banco do Nordeste Cultural abriu portas em Mossoró e devolveu ao público teatro histórico revitalizado
“Todo teatro guarda memórias, mas alguns parecem respirar histórias”. Foi assim que a atriz potiguar Lenilda Santos, da Cia Escarcéu de Teatro, tradicional grupo de artes cênicas, definiu a sensação de voltar ao Teatro Lauro Monte Filho, em Mossoró, agora completamente revitalizado e oficialmente inaugurado como sede do Banco do Nordeste Cultural no Rio Grande do Norte.
A cerimônia de abertura foi realizada nesta quinta-feira (14), com a presença da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, da ministra da Cultura, Margareth Menezes, do presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara, além de artistas, produtores culturais e representantes de instituições parceiras.
Mais do que a entrega de um prédio reformado, a inauguração marcou a retomada de um espaço que atravessa gerações na memória afetiva de Mossoró. Inaugurado originalmente como Cine Cid, em 1964, o equipamento foi por décadas ponto de encontro para cinema, teatro e manifestações artísticas da cidade, até ser fechado em 1993.
Agora, após ampla revitalização, o teatro inicia uma nova fase integrado à rede de centros culturais do Banco do Nordeste, ao lado de unidades em Fortaleza, Juazeiro do Norte e Sousa, inserindo Mossoró e o Rio Grande do Norte de forma permanente no circuito cultural nordestino.
Para a governadora Fátima Bezerra, a entrega simboliza uma escolha estratégica do Governo do Estado.
“Não estamos apenas reabrindo um teatro. Estamos devolvendo ao povo um patrimônio histórico, agora fortalecido, vivo e preparado para cumprir uma função pública essencial, democratizar o acesso à cultura, fomentar a economia criativa e criar oportunidades para artistas e produtores culturais do nosso estado”, afirmou.
A governadora destacou ainda que a decisão de ceder o equipamento ao Banco do Nordeste, formalizada em setembro de 2024, garantiu investimento, gestão qualificada e programação contínua.
“Foi uma decisão construída com visão de futuro. Ao ceder este equipamento, fizemos uma escolha política clara de fortalecer esse patrimônio e inserir definitivamente o Rio Grande do Norte na rede de Centros Culturais Banco do Nordeste. Cultura não é luxo. Cultura é direito, identidade, memória e desenvolvimento”, acrescentou.
Com investimento aproximado de R$4 milhões, as obras incluíram revisão estrutural, modernização elétrica, substituição de piso e cadeiras, além da implantação de novos sistemas de som, iluminação e projeção. O espaço passou a contar com capacidade para 426 pessoas e estrutura compatível com grandes produções artísticas.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, ressaltou o papel das políticas públicas de descentralização do investimento cultural.
“Estamos fazendo a cultura acontecer em todos os estados e cidades brasileiras, com investimento direto do Governo Federal para fortalecer a economia criativa e ampliar oportunidades”, disse.
A inauguração em Mossoró integra a expansão da rede de equipamentos culturais da instituição no Nordeste.
“Estamos ampliando a presença do Banco na cultura. Mossoró inaugura uma nova etapa, ao lado de projetos previstos para Recife e Salvador, fortalecendo nosso compromisso de levar cultura para todo o Nordeste”, afirmou o presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara.
Ele ressaltou que a entrega do espaço também simboliza a parceria entre Banco do Nordeste, Governo do Estado e Ministério da Cultura.
“O Banco atua em mais de 2 mil municípios e quer apoiar a cultura local não apenas por meio de equipamentos como este, mas fortalecendo ações culturais em toda a nossa área de atuação”, acrescentou.
O diretor de Planejamento do Banco do Nordeste, Aldemir Freire, destacou ainda o caráter simbólico da inauguração, lembrando que fazia quase 20 anos que a instituição não abria um novo centro cultural. Mossoró é o primeiro de uma nova etapa de expansão, que também prevê unidades em Recife e Salvador.
“Fazia quase 20 anos que o Banco do Nordeste não inaugurava um novo centro cultural. Mossoró inaugura essa nova etapa e simboliza a ampliação da nossa atuação na área cultural”, afirmou.
Aldemir também ressaltou a importância da reabertura do Teatro Lauro Monte Filho para a memória cultural do estado e para o fortalecimento da produção artística local.
“Estamos aqui para fortalecer a produção cultural de Mossoró, do Rio Grande do Norte e integrar cada vez mais a produção artística dessa belíssima região que é o Nordeste”, completou.
Desde 2024, o Banco do Nordeste vem ampliando sua atuação cultural em Mossoró. Entre 2024 e 2026, foram investidos R$3,32 milhões em ações culturais, com realização de 679 atividades e público superior a 88 mil pessoas.
A iniciativa conta ainda com parceria da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, responsável pelo serviço e segurança do equipamento.
A programação inaugural incluiu apresentação dos Caboclos de Major Sales, espetáculo A Invenção do Nordeste, do Grupo Carmim de Teatro, além de show gratuito da cantora potiguar Roberta Sá na Praça Vigário Antônio Joaquim, em frente ao teatro.
As atividades seguem até domingo (17), com lançamento do PAT Cultura, roda de conversa, cinema, contação de histórias e apresentações musicais.
Programação
A programação inaugural incluiu apresentação dos Caboclos de Major Sales e o premiado espetáculo A Invenção do Nordeste, do Grupo Carmim de Teatro, aberto ao público. Inspirada na obra do historiador Durval Muniz de Albuquerque Jr., a montagem propõe uma reflexão crítica sobre a construção histórica dos estereótipos em torno da identidade nordestina e sobre as múltiplas formas de ser Nordeste.
Encerrando a noite de abertura, a cantora potiguar Roberta Sá realizou show gratuito na Praça Vigário Antônio Joaquim, em frente ao teatro.
Homenagem
O teatro homenageia Lauro Monte Filho (1933-1997), ator, escritor, advogado e um dos principais articuladores da cena cultural mossoroense nas décadas de 1950 e 1960. Fundador do Teatro de Estudantes Amadores de Mossoró (TEAM) e integrante da Academia Mossoroense de Letras, Lauro foi figura central na consolidação do teatro como expressão artística na cidade.
Sua trajetória agora dá nome a um equipamento que retorna renovado, mas preservando sua vocação original de ser espaço de encontro, formação e arte.

Em quatro décadas de atuação ininterrupta, a Companhia Escarcéu de Teatro coleciona muitas histórias através de fotos, figurinos e bonecos
Durante os meses de abril e maio de 2026, o público terá a chance de conhecer esse acervo pessoalmente, na Instalação Escarcéu – 40 anos, com concepção e organização do artista Luan Oliveira.
Logo ao entrar no ambiente, a parede de fotos chama a atenção do público. Imagens de desde as primeiras peças da companhia até as mais atuais, registrando a presença de diversos membros, locais e públicos.
Apresentações pelo Brasil afora tem suas histórias contadas através de fotografias, em um mural junto a um espelho, que pode abrir para várias interpretações.
Os estandartes utilizados pela Escarcéu também ganham destaque ao lado das fotos e na parede em frente. Em um modelo que lembra as artes de blocos de carnaval, o maior estandarte é utilizado para apresentações de rua, chamando mais atenção. Já os outros, para espaços menores, mas sem perder a beleza.
Alguns dos espetáculos mais importantes da companhia têm os seus cartazes exibidos. A peça Árvore dos Mamulengos está representada nessa parede. “Esse espetáculo permaneceu 13 anos em cartaz e em apresentações ininterruptas, foram mais de duas mil apresentações”, informa Nonato Santos, ator e um dos fundadores da Cia. Escarcéu de Teatro.
O espetáculo Ciganos também tem seu cartaz original exposto, mostrando seu grande significado para todos os integrantes. Com apresentações por todo o Nordeste e até mesmo em festival no Chile, em Viña del Mar, a peça pôde apresentar a Escarcéu para novos públicos.
A história através de figurinos – Muitos dos figurinos usados nas apresentações da companhia estão expostos para apreciação do público. De maior destaque, as vestes vermelhas do espetáculo Os ventos de Oyá ficam em um manequim ao lado da porta de
entrada. “É um espetáculo que tem a pegada da revista, do cabaré, é uma estética mais de show musical”, descreve Nonato.
Em cartaz nos últimos meses, “A vingança de Catirina” tem seus figurinos e um de seus principais personagens expostos. O boneco de boi, que acompanha o enredo de toda a peça, está localizado no centro da sala. A história que mistura humor e cultura local é representada na instalação através de seus itens e fotos no mural.
Esses objetos percorreram grandes jornadas com a Escarcéu: foram em comunidades rurais, escolas e diferentes espaços. Junto aos figurinos, temos uma coleção de bonecos utilizados em cena, sendo eles um elemento que não pode faltar nos espetáculos.
Para conhecer as fotos, figurinos, bonecos e instrumentos da Companhia Escarcéu de Teatro, é recomendado agendar uma visita. Estão disponíveis para visitas do público os horários de terça-feira, pela manhã, e quarta-feira, manhã e tarde.
Interessados podem entrar em contato com o perfil da Escarcéu no Instagram: @escarceudeteatro.

As inscrições para o segundo módulo do Curso de Iniciação ao Teatro, oferecido pela Companhia Escarcéu de Teatro, estão abertas até o dia 5 de maio. O curso propõe ser um ambiente de troca e criação, onde os participantes aprenderão sobre o teatro de maneira prática.
Ministrado por Lenilda Santos e Roberlilson Paulino, artistas, professores e integrantes da Escarcéu, as oficinas reúnem jogos e desafios para contribuir na formação dos participantes.
O curso , com carga horária de 8 horas, será realizado no Ponto de Cultura Cia Escarcéu, nos dias: 5, 12, 19 e 26 de maio, sendo direcionado a estudantes do ensino básico, universitários e professores.
As aulas são distribuídas entre duas turmas: turma 1 no horário das 9h às 11h e a turma 2, das 14h às 16h. A escolha
do horário pode ser feita durante a inscrição.
Durante o mês de abril, foram realizadas as aulas do Módulo 1, que reuniram participantes de diferentes idades e ocupações. Como resultado final dos dois módulos, as cenas desenvolvidas serão apresentadas no Festival 40 Anos, consolidando o processo formativo em uma produção artística e proporcionando a experiência completa da criação até a apresentação no palco.
O curso é uma das ações comemorativas aos 40 anos da Escarcéu e conta com o patrocínio do BNB Cultural de Mossoró e apoio da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), por meio da Pró-reitoria de Extensão (PROEX). As inscrições podem ser realizadas através de formulário disponível nesse link.
Mulheres terão oficina gratuita de Crochê nessa sexta-feira dentro do projeto da Cia Pão Doce
A Cia Pão Doce de Teatro realizará no próximo dia 20 de março, a segunda oficina nesse mês de março, ainda dentro da programação especial do Mês da Mulher. A Oficina de Crochê será ministrada pela crocheteira Mércia Helena, voltada para as mulheres atendidas pelo CRAS Sumaré, a partir das 14h, na sede da companhia, no o Espaço Cultural Teatro de Quintal, no Alto de São Manoel.
A oficineira convidada, Mércia Helena, à frente do Helena Ateliê, é crocheteira e empreendedora criativa que atua no mercado há mais de três anos. Foi no crochê que encontrou não apenas uma forma de expressão artística, mas também um caminho para a independência financeira e a geração de renda. Desde então, Mércia vem se dedicando ao aperfeiçoamento constante de suas técnicas, acompanhando tendências e explorando novas possibilidades dentro do fazer manual. Hoje, além de desenvolver suas próprias peças, Mércia amplia seu propósito ao compartilhar conhecimento, iniciando a oferta de cursos que incentivam outras mulheres a descobrirem no crochê uma oportunidade de aprendizado, autonomia e transformação.
As oficinas são atividades que reforçam a importância de investir em formação cultural e artesanal como estratégia de emancipação econômica e social, especialmente no Mês da Mulher, quando se ampliam as reflexões sobre direitos, protagonismo e equidade.
“Ao promover oficinas conduzidas por mulheres e direcionadas a outras mulheres, o projeto CPD 20 anos fortalece redes de apoio, incentiva o empreendedorismo criativo e reafirma a arte como ferramenta concreta de transformação”, ressalta Raull, ator e produtor da Cia Pão Doce.
O projeto integra o Programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas, da Fundação Nacional de Artes (Funarte), cuja renovação foi garantida em 2024, assegurando a continuidade das atividades e a manutenção de uma agenda gratuita e acessível.
Festival gratuito de Cenas Curtas Teatro de Quintal começa programação nessa quinta-feira
O 2º Festival de Cenas Curtas Teatro de Quintal com oito cenas selecionadas para compor a programação de sua segunda edição e recebeu inscrições de diversas regiões do país, começa essa semana, nos dias 30 e 31 de outubro e 1º e 2 de novembro de 2025, no Espaço Cultural Teatro de Quintal, em Mossoró/RN.
Durante quatro dias, o festival promoverá uma programação que vai muito além das apresentações cênicas: workshops, mesa-redonda, mostra de processos criativos, bate-papo com artistas e uma homenagem a uma personalidade cultural da cidade integram o roteiro. As cenas, com duração entre 11 e 15 minutos, abrangem gêneros como comédia, drama, performance, romance, teatro-musical e tragédia, refletindo a riqueza da produção teatral mossoroense e nacional.
Os grupos selecionados também terão a oportunidade de dialogar com o público logo após as apresentações, fortalecendo a troca de experiências e o intercâmbio artístico.
Mais do que uma vitrine de talentos, o Festival de Cenas Curtas – Teatro de Quintal se consolida como um espaço de encontro, democratização e estímulo à diversidade das artes cênicas. Para os artistas, é uma oportunidade de visibilidade e circulação, que reforça o papel do teatro como campo de resistência e transformação. Para o público, representa a chance de vivenciar uma programação plural e acessível, que valoriza a cultura local e inspira novas gerações a se aproximarem das artes.
O evento é uma realização da Cia. Pão Doce de Teatro, compondo as comemorações do projeto “Cia. Pão Doce – 20 anos”, contemplado e renovado pelo Programa FUNARTE de Apoio a Ações Continuadas. A iniciativa foi aprovada na Política Nacional Aldir Blanc 2024, operacionalizada pela Prefeitura Municipal de Mossoró, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Secult).
As montagens escolhidas representam diferentes expressões artísticas e linguagens do teatro contemporâneo, revelando a força criativa e o alcance nacional do festival. São elas:
* Campos de Luiz – Grupo Arruaça (Mossoró/RN)
* A Evocação do Recife – Elizimário Macário (Mossoró/RN)
* Territórios à venda e seus sonhos mortos – Bia Ottoboni (Mossoró/RN)
* Dança Crônica – Joyce Marinho
* O Peso do Pigmento – Grupo Andaluz (Mossoró/RN)
* Claro – Grupo Deutu.s (Maceió/AL)
* Rua da Lama – Leonardo Wagner (Mossoró/RN)
* Além da Sala Queimava Azul (Um grito sem voz) – Marcelo D’Ellart (Mossoró/RN)
Serviço:
O quê: 2º Festival de Cenas Curtas – Teatro de Quintal
Quando: 30 e 31 de outubro, 1º e 2 de novembro de 2025
Onde: Espaço Cultural Teatro de Quintal – Rua Bodoca, 35, Alto de São Manoel, Mossoró/RN
Realização: Companhia Pão Doce de Teatro
Apoio: Programa FUNARTE de Apoio a Ações Continuadas e Política Nacional Aldir Blanc 2024 (Prefeitura de Mossoró / Secult)
Mais informações: @ciapaodoce e @espacoculturalteatrodequintal | espacoculturalteatrodequintal@gmail.com
O ator brasileiro Cacá Carvalho chega esta semana, pela primeira vez em Mossoró, com dois espetáculos de teatro gratuitos. Na sexta-feira, 17 de outubro, será apresentado o espetáculo “A Próxima Estação”, às 19h30, no Tetaro Dix-Huit Rosado, encerrando a programção do FESTUERN e no sábado, 18 de outubro, será apresentado o espetáculo “70”, também às 19h30, no Auditório da Estação das Artes Elizeu Ventania.
Durante a tarde do sábado, às 16h, será realizada uma roda de conversa, direcionada ao setor cultural, no Salão Joseph Boulier (Memorial da Resistência).
Cacá Carvalho marca o teatro brasileiro com o seu Macunaíma, com Meu Tio Iauaretê e outras peças importantes que fazem parte da cultura brasileira.
Ambos os dias de apresentação do ator a entrada será gratuita e os ingressos podem ser retirados online através da plataforma OUTGO ou presencialmente na Sede d’O Pessoal do Tarará – Ponto de Cultura Baixinha Berço das Artes localizada na Rua Francisco Xavier, 20, Abolição I.
Dúvidas ou mais informações entre em contato com o número (84) 99633-5010 ou através do instagram @grupoopessoaldotarara
Essa é uma realização do Grupo de Teatro O Pessoal do Tarará, Banco do Nordeste Cultural Mossoró e Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e contam com apoio da Produtora Corpo Rastreado, FESTUERN, Secretaria de Cultura de Mossoró e Hotel Villa Oeste.
Fonte: O Pessoal do Tarará/ Reprodução
Festival de Teatro da Uern tem início celebrando a arte, a diversidade e a inclusão
O 19º Festival de Teatro da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Festuern) chega à sua edição de 2025 reafirmando o compromisso da Uern com a formação cidadã e a democratização da cultura. O evento, iniciado na manhã desta segunda-feira, 13/10, segue até o dia 17 de outubro, no Teatro Municipal Dix-huit Rosado, reunindo 30 escolas públicas de todo o Rio Grande do Norte, em uma verdadeira celebração da arte, da educação e da diversidade.
Reconhecido como patrimônio cultural imaterial do Rio Grande do Norte, o Festuern é promovido pela Pró-Reitoria de Extensão (Proex) e organizado com apoio da Funcitern, do Banco do Nordeste Cultural e do Grupo O Pessoal do Tarará. O evento é gratuito e aberto ao público, consolidando-se como um dos maiores festivais de teatro escolar do país.
A abertura oficial, nesta segunda-feira (13), contou com o cerimonial e a primeira rodada de espetáculos, como “Mãos que Libertam”, da Escola Estadual Solon Moura, de Mossoró, e “O Sonho de Lisbela”, inspirada na obra de Osman Lins. O público também assistiu a produções de Pendências, Caicó e Alto do Rodrigues, em apresentações marcadas por emoção e criatividade.
Durante a semana, o palco do Dix-huit Rosado receberá temas diversos, como a preservação ambiental, em “S.O.S Urgente”; a cultura afro-brasileira, em “A Lenda de Obaluaê”; e a resistência feminina, em “O Brotar da Resistência” e “Sete Vezes Você Vai Voltar Pra Mim”. As peças encantaram plateias formadas por estudantes, professores e comunidade.
Na quarta-feira (15), destaque para “O Segredo Dourado de Jandaíra” e “Plantando Vento, Colhendo Vozes”, que tratarão da memória coletiva e da sustentabilidade no semiárido potiguar. Já as escolas de Guamaré e Mossoró emocionarão o público com produções sobre violência de gênero, solidariedade e esperança.
A programação da quinta-feira (16) levará ao palco histórias que cruzam o folclore, o sertão e o meio ambiente, como “A Mãe Natureza Faz um Alerta: O Ser Humano Foi Extinto” e “Lampião: Entre o Cangaço e a Esperança”. A peça “O Lixo em Verso e Prosa”, de Governador Dix-sept Rosado, provocará reflexão sobre os hábitos urbanos e a responsabilidade coletiva.
O encerramento, na sexta-feira (17), terá início às 14h com o espetáculo “Cineatro”, seguido por uma série de apresentações e performances. A tarde será marcada pela exibição de “Brincadeiras que Moram na Imaginação”, do grupo Cineatro/Uern, e “Os Fazedores de Fuxico”, de Marcus Vinícius, que antecederam a cerimônia de premiação.
A cerimônia final reconhecerá os melhores trabalhos nas categorias encenação, texto, atuação e direção, com destaque para montagens que uniram crítica social e sensibilidade poética. Em seguida, o público se despedirá com a apresentação especial do ator Cacá Carvalho, que encerrará o festival com o espetáculo “A Próxima Estação”, às 19h30, no Teatro Dix-huit Rosado.
No dia seguinte (18), o artista apresentará o monólogo “70”, no Auditório da Estação das Artes Elizeu Ventania, e participará de uma roda de conversa com o setor cultural no Memorial da Resistência. As atividades farão parte da comemoração dos 23 anos do Grupo O Pessoal do Tarará, parceiro histórico da Uern e referência no teatro potiguar.
No lançamento do evenrto, a reitora da Uern, professora Cicília Maia, destacou o compromisso da Universidade com a formação cidadã por meio da cultura: “A educação e a cultura caminham juntas na construção de um futuro mais justo e mais esperançoso”.
Ao longo dos anos, o Festuern tem revelado talentos, ampliado horizontes e reafirmado a Uern como polo irradiador de cultura no estado.
Para o pró-reitor de Extensão, Esdras Marchezan, o evento reafirma a missão da Universidade em integrar cultura e educação. “Este é um dos maiores festivais de teatro escolar do Brasil. Já passaram por aqui mais de 60 cidades representadas e mais de 7 mil pessoas como público estimado”.
Com produção da Proex/Uern, Funcitern, Banco do Nordeste Cultural, Grupo O Pessoal do Tarará, Prefeitura de Mossoró e Secretaria Municipal de Cultura, o Festuern terá mais uma edição celebrando a arte como caminho de aprendizado, identidade e transformação social.
Oficina “Criar & Imaginar” levará aulas de teatro para crianças da rede municipal de ensino em Mossoró
Em celebração ao mês das crianças, a Cia. Pão Doce de Teatro e a Nossa Produções realizam, nos dias 13 e 14 de outubro, o projeto “Criar & Imaginar – Teatro em cena para infância”, uma iniciativa voltada especialmente para alunos da rede municipal de ensino de Mossoró.
As oficinas compõem o projeto aprovado na Política Nacional Aldir Blanc, 2024 operacionalizado pela Prefeitura Municipal de Mossoró – Secretaria de Cultura e compõe a programação de ações do Projeto Pão Doce 20 Anos – Segunda edição, renovado no programa FUNARTE de Apoio às Ações Continuadas, 2024.
Com a oficina ‘Criar & Imaginar’, a companhia propõe aproximar o público infantil do universo cênico, despertando a imaginação e o encantamento por meio da arte teatral e com isso, fortalecer a relação entre educação e cultura, contribuindo para a formação sensível e criativa das crianças.
Serviço:
Criar & Imaginar – Teatro em cena para infância
Datas: 13 e 14 de outubro de 2025
Público: Alunos da rede municipal de ensino de Mossoró
Realização: Cia. Pão Doce de Teatro & Nossa Produções
Apoio: Este projeto foi aprovado na Política Nacional Aldir Blanc, 2024 operacionalizado pela Prefeitura Municipal de Mossoró – Secretaria de Cultura e compõe a programação de ações do Projeto Pão Doce 20 Anos – Segunda edição, renovado no programa FUNARTE de Apoio às Ações Continuadas, 2024.
Espetáculo “A Coisa do Humano” chegará à oito cidades do RN com humor e reflexão sobre o uso da tecnologia
A Cia Bagana de Teatro está de volta às estradas do Rio Grande do Norte com o espetáculo “A Coisa do Humano”, uma montagem de palhaçaria feminina que convida o público a refletir, com leveza e sensibilidade, sobre as relações humanas e o impacto das tecnologias na convivência social.
A peça, protagonizada pela Palhaça Porpeta (Joriana Pontes), traz à cena a rotina humana entre ela e sua porquinha, atrapalhada pelo celular. Este espetáculo interage especialmente com o público infantil e adolescente para abordar temas como o uso do celular, uso do tempo, as brincadeiras, as alegrias e as perdas, tudo costurado com humor e poesia. A proposta é despertar nas crianças e adolescentes uma consciência crítica sobre o uso equilibrado das mídias digitais, sem perder de vista a importância da infância, do afeto, do olhar e do toque — dimensões humanas cada vez mais ameaçadas pela hiperconectividade.
O espetáculo integra o projeto “Montando a Palhaçaria nas Escolas”, produzida pela Traquitana Cultural, em parceria com a Cia Bagana de Teatro e o Banco do Nordeste cultural, com aprovação na Política Nacional Aldir Blanc – PANB 2024 do Estado do RN. A iniciativa inclui também oficinas de palhaçaria mista e palestras educativas sobre o uso consciente das tecnologias, promovendo a arte e o diálogo sobre a Lei nº 15.100/2025, que proíbe o uso de celulares em salas de aula das escolas públicas e particulares do estado.
A circulação contemplará oito cidades potiguares, priorizando escolas públicas localizadas em áreas de vulnerabilidade social, com o objetivo de fortalecer os vínculos entre alunos e educadores.
“Está sendo uma grande alegria poder retornar com esse espetáculo, que vem sendo atualizado ao longo dos anos e que se mostra a cada dia, mais necessário, gerando diversão e também levando educação para as crianças potiguares”, ressalta a atriz Joriana Pontes.
A primeira cidade a receber o espetáculo será Currais Novos, nessa semana (09 e 10 de outubro) e que há exatos dez anos recebia a companhia com a apresentação pela primeira vez. Já o encerramento do calendário de apresentações será em Mossoró, com as crianças da Escola Estadual Professor Manoel João.
Confira o calendário das apresentações nas cidades:
* 09 e 10/10 – Currais Novos (E.E. Capitão Mor Galvão);
* 27/10 – Serra do Mel (Escola Municipal Villa Goiás);
* 28/10 – Upanema (E.E. José Calazans Freire);
* 30/10 – Governador Dix-Sept Rosado (E.E. Jerônimo Rosado);
* 03/11 – Porto do Mangue (E.E. Josélia de Souza Silva);
* 04/11 – Carnaubais (E.E. Adalgisa Emídia da Costa);
* 05/11 – Baraúnas (E.E. João de Abreu);
* 06/11 – Mossoró (E.E. Professor Manoel João).

