A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), quebrou o silêncio e falou publicamente, pela primeira vez, sobre o afastamento político do vice-governador Walter Alves (MDB). A declaração foi feita durante um café da manhã com jornalistas, radialistas e blogueiros, realizado na última quarta-feira, 11 de fevereiro, em Natal, com representantes da imprensa de todas as regiões do estado.
Durante o encontro, a governadora respondeu a diversas perguntas de cunho político. Questionada pelo jornalista Diórgenes Dantas sobre como recebeu a notícia do afastamento de Walter Alves, Fátima foi direta e não escondeu o incômodo.
Segundo a governadora, a decisão do vice foi recebida com “muita surpresa, pela forma abrupta e pelo contexto”. Fátima destacou que sempre manteve uma relação de respeito e cordialidade com Walter Alves, inclusive lembrando encontros recentes em Brasília.
“No ano passado, jantei com ele em Brasília, a convite dele e do presidente nacional do MDB, Baleia Rossi. Ficou acordado que montaríamos a chapa do partido para deputado estadual e federal. O MDB teria chapa completa, e eu já estava conversando com os nomes. A chapa estava pronta”, afirmou a governadora.
Fátima Bezerra ressaltou ainda que todas as demandas feitas por Walter Alves foram atendidas, tanto por ela quanto pelo Governo do Estado.
“Tudo o que eles me pediram foi realizado por mim e pelo governo”, reforçou.
A governadora também comentou a decisão de Walter Alves de não disputar o Governo do Estado, classificando a escolha como pessoal, mas ressaltando que, mesmo assim, ofereceu apoio político.
“Achei estranho ele não querer ser governador, mas foi uma opção dele. Depois, ele me disse que queria minha ajuda, e eu ajudei. O que me causou surpresa foi ele, sem me comunicar, abrir diálogo com um adversário político que detona o meu governo”, afirmou.
Fátima encerrou o assunto com uma declaração forte, deixando claro o sentimento de frustração com o aliado histórico.
“Walter Alves perdeu uma grande oportunidade”, concluiu a governadora.
As declarações evidenciam o rompimento político entre o PT e setores do MDB no Rio Grande do Norte e reforçam os sinais de rearranjo no tabuleiro eleitoral de 2026, com impactos diretos na base governista.
Traição
A decisão do vice-governador Walter Alves (MDB) de trair a governadora Fátima Bezerra (PT) e se aliar ao bolsonarista Allyson Bezerra (União Brasil) vai provocar baixas no diretório do MDB em Mossoró.
O vereador Cabo Deyvison, um dos principais opositores do prefeito na cidade já anunciou que caso a aliança Walter/Allyson seja oficializada, ele deixa a sigla.
Cabo Deyvison tem feito oposição verdadeira a Allyson e, por essa sua atuação legítima, tem sofrido com ataques dos blogs controlados pelo Palácio da Resistência, de aliados e correligionários de Allyson.
O parlamentar tem sido voz firme na Câmara Municipal na bancada de oposição, inclusive nominando os vereadores governistas de puxa-sacos do gestor, pois eles tem aberto mão de suas prerrogativas enquanto legisladores apenas para satisfazer às vontades de Allyson, apesar das inúmeras suspeitas de irregularidades, cobrança de propina (pelo próprio prefeito) e de evidências de superfaturamento em contratos.
Vereadores de Allyson legitimam traição do prefeito e aprovam permuta do Nogueirão
Os vereadores de Allyson Bezerra (União Brasil), como são conhecidos os parlamentares que integram a bancada governista na Câmara Municipal de Mossoró, aprovaram, sem discussão e em tempo recorde, o projeto de Lei 150/2025, que permite a permuta do estádio Nogueirão.
Com a aprovação, o prefeito Allyson Bezerra trai os esportistas, os dirigentes de times e os torcedores de Potiguar e Baraúnas. É que ele havia garantido que construiria o novo estádio no mesmo local do atual.
Allyson correu para tentar aprovar a proposta de permuta (sem qualquer estudo, orientação técnica ou plano de viabilidade) após ser atingido pelo anúncio da governadora Fátima Bezerra (PT) de que vai construir um novo estádio na cidade.
Mais do que impor sua vontade antidemocrática, com a permuta Allyson coloca sua própria palavra em descrédito, já que ele havia garantido que o novo Nogueirão seria erguido no local atual, no bairro Nova Betânia.
Além de rasgar a promessa feita aos desportistas em especial e aos mossoroenses em geral, a aprovação da permuta derruba o consenso que havia sido construído há mais de um ano.
Com 14 votos da bancada governista, o PL 150/2025 foi aprovado sem qualquer debate. Enquanto a oposição fazia análise jurídica sobre a legalidade de uma sessão extraordinária para votar um projeto que havia chegado à Casa hoje pela manhã, o presidente do Legislativo, Genilson Alves (União Brasil) colocava a proposta em votação. Em cerca de 5 minutos, o projeto foi aprovado.
Saiba como Doutor Cubano deixou famílias pobres de Mossoró sem peixe na Semana Santa
O vereador Doutor Cubano (PSDB) é um exemplo de como um político, sobretudo no exercício de um mandato eletivo, não deve se comportar. Yoanes Infante Rodriguez, Doutor Cubano, é um embuste. Uma farsa. Uma enganação.
Se alguém tinha alguma dúvida quanto ao sujo papel que o vereador exerce em Mossoró, em seu primeiro mandato, ela foi dissipada na última quarta-feira. Uma manobra do parlamentar, para agradar ao prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) deixou famílias carentes da cidade sem o peixe da Semana Santa.
A prefeitura enviou para a Câmara Municipal um projeto de lei para regulamentar a venda de peixes a preços populares na Semana Santa, uma tradição que acontece há decadas em Mossoró.
Os vereadores Jailson Nogueira (PL), Marleide Cunha e Plúvia (PT), que são a oposição de fato na Câmara, propuseram apresentar uma emenda ao projeto para garantir que parte do pescado fosse destinado às pessoas em vulnerabilidade social gratuitamente.
Para que o projeto fosse votado sem qualquer emenda, seria necessário acordo de bancadas. Com isso, não seria possível emendar a proposta. Marleide, Plúvia e Jailson foram contra o acordo por conta da emenda, de autoria da primeira.
Ocorre que Doutor Cubano, que é governista de corpo e alma, conseguiu se travestir de líder da oposição. Dessa forma, é ele quem fala em nome desse grupo. Usando da fala e do lugar do qual não é de fato, Doutor Cubano afirmou que havia acordo de bancada e o projeto foi votado sem a emenda.
Dessa forma, a manobra de Doutor Cubano deixou sem peixe gratuito na Semana Santa milhares de famílias pobres de Mossoró. Para Doutor Cubano, não importa que as pessoas passem fome. Desde que sua atuação agrade à gestão Allyson Bezerra. Apesar dele ser o líder da oposição na Câmara. É essa atuação traiçoeira e torpe que comprova que ele é um embuste. Uma farsa. Uma enganação.
O ex-governador José Agripino (União Brasil) é a principal referência e em quem Allyson Bezerra (União Brasil) aposta todas as fichas para ser candidato a governador em 2026. Embora tenha parceria política com a senadora Zenaide Maia (PSD), é Agripino quem tem servido de cicerone do prefeito Allyson nas altas rodas políticas.
Apesar da proximidade entre ambos, o apoio do ex-senador a Allyson Bezerra não parece ser coisa certa. Quem tem dado demonstração disso é o próprio José Agripino.
Em entrevista a um podcast da capital da FM 96, de Natal, o ex-senador disse, olhando nos olhos de Styvenson Valentim, que se o senador do Podemos for candidato, ele o apoiará.
“Styvenson é um homem de bem, que tem coragem, virtudes e defeitos, mas é um homem de bem”, garanitu José Agripino.
Rafael Motta tira comando do PSB das mãos de vereador e entrega partido a prefeito
Caiu a última dúvida sobre o “verniz progressista” do ex-deputado federal Rafael Motta (PSB). Embora num partido de esquerda, Motta segue fazendo o mesmo jogo dos coronéis que comandam as siglas de direita.
O ex-deputado tirou o comando do diretório do PSB de Mossoró das mãos do vereador Pablo Ayres e repassou para Wilson Fernandes.
Mais do que trair a pauta do partido e desmerecer o trabalho de Pablo, Rafael Motta entregou o partido no colo do prefeito Allyson Bezerra (União Brasil), a quem o vereador faz oposição e de quem sofrido perseguição.
Oficialmente, quem vai comandar o PSB mossoroense é Wilson Fernandes.
Repercute no Rio Grande do Norte, e em Assu e região do Vale em especial, a forma como o deputado federal João Maia (PL) fez a mudança de lado na política assuense.
Principal expoente político daquela região, o deputado estadual George Soares diz não entender porque Maia “virou a casa” sem comunicado, gesto ou sinais prévios. Soares fez relato sobre a situação à Rádio Princesa do Vale.
George Soares ficou surpreso com atitude de João Maia
“A atitude do deputado João Maia, de se juntar aos nossos adversários em Assu, pegou a todos nós de surpresa. Aquela foto de João de mãos dadas com Ivan Júnior anunciando aliança é algo muito estranho diante da nossa jornada e das votações que ajudamos a dar ao deputado em Assu e na região. Uma parceria de 13 anos de muita confiança, amizade e resultados.
Espanto, também, foi o gesto do deputado de expor publicamente o teor de uma mensagem privada, enviada a um assessor seu, e NÃO A ELE, um desabafo justamente por estarmos sem entender a falta de resposta dele a tentativas de contato minha e do prefeito Gustavo, culminando com a vinda dele a Assu sem nos dar a oportunidade de encontrá-lo. Não esperávamos esse tipo de coisa de alguém com a história de João.
Sobre essa mensagem, reafirmo que tivemos grande dificuldade, sim, para convencer um eleitorado 73% lulista a votar no presidente do partido de Bolsonaro no estado.
Sobre a mensagem, endereçada ao assessor, cobramos explicações, por tantos anos de compromissos e respeito. Ficamos em palanques estadual diferentes na última eleição (Lula x Bolsonaro, não seria uma grande dificuldade? Mas cumprimos nossa meta em Assu com um excelente resultado, sendo a segunda maior votação de João Maia no estado.
Afora isso, não encontramos motivos para João se abraçar com Ivan e Fabielle em Assu, ambos conspiraram para derrotar Gustavo e o próprio João.
Seja o que for, é lamentável que João Maia tenha deixado o palanque onde sempre foi acolhido, valorizado e votado para se abraçar com aqueles que NUNCA lhe apoiaram.
Faço questão de registrar que somos gratos pelo apoio que o deputado deu aos nossos pleitos ao longo dos últimos tempos e esperamos que ele continue destinando atenção e emendas para os assuenses.
Fazemos política com seriedade e compromisso. Assu e o seu povo sempre contarão com o nosso respeito, a nossa COERÊNCIA e a nossa honestidade de propósito, valores que pautam a nossa trajetória.
Finalizo, convidando todos a uma reflexão: Esse tipo de episódio deixa claro o que já vínhamos falando. Nossos adversários não pensam na cidade”.
FONTE: princesa90fm
A relação entre o prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) e os gestores de escolas e de Unidades de Educação Infantil (UEI’S) sempre foi boa. Mesmo que a gestão exija deles mais do que a função pede e às vezes além do que a condição de servidor comissionado permite.
Mas o mais recente movimento político-eleitoreiro do prefeito “baldeou” o negócio.
O fato é que o leite azedou. A confiança foi traída. O respeito diminuiu. A admiração foi reduzida. E por um ato desnecessário.
A proposta do processo seletivo para escolha de gestores escolares caiu como uma bomba no colo dos atuais diretores de estabelecimentos de ensino da rede municipal de Mossoró.
Além de considerar a proposta uma traição, muitos dos atuais gestores escolares também estão chateados porque sequer foram informados previamente sobre a “novidade”.
Ao saber da proposta do prefeito apenas pela imprensa, os gestores sentiram-se desrespeitados, desprestigiados, preteridos. O clima é de revolta entre alguns. Ao medo de perder o emprego somou-se a decepção.
Aliados políticos de Allyson acreditam que o prefeito errou. Não veem ganho na medida e tem sido cobrados (principalmente vereadores) por muitos desses gestores sobre o futuro.
Os atuais dirigentes de escolas e UEI’s menos preocupados acreditam que não serão prejudicados, pois acham que mesmo que não fiquem nos atuais postos, não serão descartados pela gestão. Apesar da esperança, não disfarçam a mágoa pela forma como as coisas estão sendo feitas.
No governo municipal uma certeza: Allyson criou intriga desnecessária com correligionários vistos como muito fiéis. Gente que assumiu o peso pelas decisões mais cruéis tomadas pela gestão (como o fechamento de escolas no dia 30 de agosto). Há quem assegure: pode custar caro ao prefeito no futuro.
Por Pedrina Oliveira
Um homem agrediu a pauladas a própria esposa no domingo, dia 30 de julho de 2023, quando ao chegar do trabalho viu um homem dentro de sua casa e desconfiou de uma traição. Esse fato aconteceu no Sítio Bom Sucesso, na Zona Rural de Mossoró, no Distrito de Alagoinha, no Oeste Potiguar.
O GTO, (Grupo Tático Operacional) da Polícia Militar esteve no local após ser acionado pois, uma mulher estava sendo agredida com um pedaço de pau pelo próprio marido que chegou em casa e viu um homem dentro da casa. O agressor disse ao delegado de plantão, Dr. Renato Oliveira, que viu o homem tendo um caso com a mulher dentro da casa. O marido ainda disse ao delegado que ficou muito chateado e confessou que a agrediu com um pedaço de pau.
A Polícia encaminhou o casal para a delegacia de plantão. A mulher sofreu um corte no braço direito e alguns hematomas nas costas. Foi encaminhada para a UPA onde fez um curativo. O homem foi autuado por lesão corporal através da lei Maria da Penha, sendo nesta manhã de segunda-feira, dia 31/07, encaminhado para o sistema prisional onde ficará a disposição da justiça.
A mulher disse ao delegado que “foi fruto de ciúmes, que em momento algum aconteceu a traição.
O deputado federal João Maia (PL) foi um dos principais – talvez o maior – articulador da chegada do ex-presidente Jair Bolsonaro ao seu partido. Celebrou com alegria a filiação não só do capitão, mas de todos os que vieram a reboque: a ala bolsonarista mais fiel ao ex-presidente.
Para ter Bolsonaro em seu partido, João Maia desarranjou aliados e filiados. Deputados estaduais como Kléber Rodrigues e Ubaldo Fernandes, então no PL, tiveram que mudar de sigla, pois compunham a base de apoio do primeiro governo Fátima Bezerra (PT). O Bolsonarismo, como se sabe, não constroi oposição política, mas inimizade. Não há, no dicionário bolsonarista, convivência entre os contrários, mas divisão. Daí a necessidade de mudanças, de norte a sul do país, para que o PL recebesse Bolsonaro e aqueles que o seguiram.
Entre os que migraram para o PL está o agora senador Rogério Marinho. “Hoje foi um dia muito importante para o nosso Partido Liberal (PL), que fica cada vez mais forte nacionalmente, com a chegada do presidente Jair Bolsonaro. No RN, com a vinda do ministro Rogério Marinho, um amigo de tantos anos além da vida pública”, disse João Maia em 30 de novembro de 2021, quando se deu o ato solene.
Na confortável condição de ser o líder do PL no Rio Grande do Norte há mais de duas décadas, João Maia não via perigo algum na chegada de Marinho. Seu faro de político experiente falhou. Não se sabe se João ainda considera Marinho um grande amigo, como declarou há pouco mais de um ano, mas o deputado está descobrindo, da pior forma, que para alguns, em política, o conceito de amizade parece ter outro sentido.
João Maia está sendo traído, descartado, abandonado, escanteado. Por Marinho. Num processo de fritura dos mais quentes e mais doloridos. De forma pública, João Maia foi sendo descartado em nome de uma possível ascensão de Marinho.
Foi um prefeito reclamando publicamente ali. Um dirigente de diretório postando contra João Maia acolá. Tudo aos olhos de todos, enquanto nos bastidores, o principal interessado dá combustpivel aos que “fritam” João Maia.
Hoje, como se sabe, dificilmente o deputado seguirá comandando o PL. Marinho é o principal expoente do bolsonarismo no Brasil – com tudo aquilo que ser bolsonarista representa.
Fiel aliado do ex-presidente Bolsonaro, Marinho figurou como líder do maior escândalo do governo bolsonarista. Suportou o quanto pode. Se elegeu senador e, nessa condição, se torna ainda mais relevante que o próprio Bolsonaro, que está sem mandato, sem imunidade e alvo de diversas inbvestigações, além de figurar como “ladrão de joias”.
“Presido o Partido Liberal no Estado do RN há 20 anos e continuarei com altivez, garra e disposição lutando pelo crescimento do Rio Grande do Norte e do Brasil”, disse João Maia quando da filiação de Marinho ao PL. Não tinha bola de cristal para prever at´quando seu reinado no PL ainda duraria. Mas como experiente político, ignorou como funciona o bolsonarismo. E pior: que Marinho se tornou um dos mais fiéis bolsonaristas. Com tudo o que isso significa.

