Um real desviado da Saúde faz uma diferença gigante. É um comprimido que vai faltar. Um soro faltando. Milhões desviados se configuram em sentença de morte.
É o dinheiro do balão de oxigênio. Das cirurgias ginecológicas, dos medicamentos para tratamento de média e alta complexidade. Do salário dos médicos concursados.
Apesar disso, João Maia, deputado federal potiguar pelo Progressistas, acha que é normal que roubem o dinheiro da saúde.
João Maia tripudia na cara dos mais humildes quando diz que uma investigação que apura desvio de milhões na gestão Allyson Bezerra (União Brasil) é insignificante.
João Maia normaliza a roubalheira pra defender seu candidato a governador.
João Maia ignora a dor e o sofrimento de quem precisa de atendimento nas UBS’s de Mossoró, onde falta quase tudo, pra defender o patrão da esposa.
Alguém precisa dizer a João Maia que é estupidez defender o indefensável. Que é imoral trocar a dignidade por conveniência política. Que é desumano esconder o roubo de quem deixa pessoas morrer por falta de medicamentos, exames e médicos para atender aos doentes.
João Maia deveria pedir desculpas públicas à população por ter dito um disparate tão grande. E até se retratar com a Polícia Federal (PF) e Controladoria Geral da União (CGU), que pegaram a gestão Allyson Bezerra roubando o dinheiro da saúde. Insignificante é quem passa pano pra algo tão grave, João Maia!!!!
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Operação Mederi: investigação sobre desvios na saúde de Mossoró pode repercutir na Justiça Eleitoral
Uma nova movimentação jurídica pode trazer desdobramentos relevantes para o cenário político de Mossoró. Os candidatos nas eleições municipais de 2024, Irmã Ceição e Dr. Edson Lobão, protocolaram pedido no Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) para utilizar provas da Operação Mederi em uma ação eleitoral que tramita no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN).
O requerimento foi apresentado no processo nº 0806487-34.2024.4.05.0000, relacionado a investigação conduzida pelo Ministério Público Federal sobre possíveis irregularidades na aplicação de recursos públicos da saúde no município de Mossoró.
Entre os investigados no procedimento federal está o prefeito da cidade, Allyson Leandro Bezerra Silva (União Brasil).
– Investigação envolve recursos da saúde – De acordo com os autos da investigação federal, a Operação Mederi apura possíveis irregularidades envolvendo a gestão de recursos destinados à área da saúde municipal.
A investigação busca esclarecer se houve: irregularidades administrativas na gestão da saúde pública; possível desvio ou má aplicação de recursos públicos e contratação ou utilização irregular de serviços vinculados ao sistema de saúde.
Esses fatos estão sendo apurados em âmbito federal e podem ter reflexos em outras esferas do Judiciário, inclusive na Justiça Eleitoral.
– Pedido de utilização das provas na AIJE – Na petição apresentada ao TRF-5, os candidatos solicitam autorização judicial para utilizar provas produzidas na Operação Mederi como prova emprestada em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) em tramitação no TRE-RN.
A ação eleitoral busca apurar abuso de poder econômico e político nas eleições municipais de 2024 em Mossoró.
Entre os elementos que podem ser compartilhados entre os processos estão: relatórios investigativos; documentos administrativos; diligências policiais; eventuais perícias e análises financeiras.
Segundo os autores (Irmã Ceição e Edson Lobão) do pedido, esses elementos podem ajudar a esclarecer se recursos públicos investigados na área da saúde tiveram alguma relação com o contexto eleitoral de 2024.
– Base jurídica do pedido – O pedido de compartilhamento de provas se baseia no artigo 372 do Código de Processo Civil, que autoriza a utilização de prova produzida em outro processo.
O entendimento é consolidado também na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, que admite a prova emprestada quando respeitados os direitos de defesa
O mesmo entendimento foi reconhecido pelo Supremo Tribunal Federal.
> “É plenamente admissível a utilização de prova emprestada, desde que respeitados os princípios do contraditório e da ampla defesa.” (STF – HC 95186)
– Possíveis repercussões políticas – Caso o TRF-5 autorize o compartilhamento das provas, o material poderá ser utilizado no processo eleitoral que tramita no TRE-RN.
Especialistas em Direito Eleitoral apontam que investigações envolvendo uso de recursos públicos podem ter impacto em ações que apuram abuso de poder econômico ou político, especialmente quando há suspeita de utilização indevida da estrutura administrativa.
A Constituição Federal estabelece que a Justiça Eleitoral deve proteger a normalidade e a legitimidade das eleições, conforme prevê o art. 14, §9º.
– Próximos passos – O pedido será analisado pelo relator do processo no TRF-5, que decidirá se autoriza ou não o compartilhamento das provas da Operação Mederi.
Caso a autorização seja concedida, os documentos poderão ser encaminhados ao TRE-RN para instrução da AIJE que discute eventuais irregularidades nas eleições municipais de Mossoró em 2024.
Por fim, se a AIJE for julgada procedente, o prefeito Alysson e o seu vice Marcos podem perder o cargo e ficar inelegíveis, de acordo com a lei eleitoral.
O caso tende a intensificar o debate jurídico e político na cidade, já que envolve investigação federal sobre recursos da saúde e possíveis reflexos no processo eleitoral.
Ilustração: Imagem do dinheiro apreendido na Operação Mederi, inclusive com pessoas de confiança do prefeito Allyson Bezerra
ACESSE A PETIÇÃO AQUI
O cenário político do Rio Grande do Norte ganha um nome de peso para a disputa por uma cadeira na Assembleia Legislativa em 2026. Josivan Bibiano, figura central na política da Costa Branca e do Oeste potiguar, confirmou sua pré-candidatura pelo MDB, trazendo na bagagem a experiência de quem comandou a prefeitura de Serra do Mel por quatro mandatos.
Reconhecido pela serenidade e pela habilidade nata de articulação, Bibiano não é apenas um nome regional; sua influência ecoa fortemente em cidades polo como Mossoró. No entanto, é em Serra do Mel que seu cartão de visitas está impresso.
A cidade, idealizada originalmente por Cortez Pereira como um projeto agrícola, encontrou sob a gestão de Bibiano o impulso necessário para se transformar em um verdadeiro polo de desenvolvimento.
A tese de sua pré-candidatura é clara: quem entende os desafios de uma cidade agrícola sabe como ninguém defender os interesses do homem do campo e do interior do estado. Bibiano conseguiu equilibrar a vocação da terra com a modernização da gestão, um feito que o credenciou como uma liderança respeitada por aliados e adversários.
“Bibiano é um político de diálogo, que prefere a construção de pontes ao embate direto. Tem experiência que conhece a realidade do interior. Quem fez uma cidade agrícola crescer sabe defender o interior”, afirmam analistas políticos da região Oeste.
A escolha pelo MDB reforça o projeto de fortalecimento da legenda na região. Com um perfil experiente e articulador, Josivan Bibiano entra na disputa não apenas como um representante de Serra do Mel, mas como uma voz que pretende unificar as demandas da Costa Branca, levando para o Legislativo a vivência prática de quem sabe como transformar potencialidades em realidade.
Para os eleitores e entusiastas da política local, a pré-candidatura de Bibiano representa a aposta em uma política feita com equilíbrio, pé no chão e, acima de tudo, um profundo conhecimento das raízes que sustentam o Rio Grande do Norte.
RN aprova Lei do Cuidado proposta por Isolda Dantas e reconhece atividades domésticas como trabalho
O Rio Grande do Norte aprovou nesta quarta-feira (4) a Lei do Cuidado, proposta pela deputada Isolda Dantas, que cria a Política Estadual do Cuidado. Com a aprovação, o estado se torna o primeiro do Nordeste e o segundo do Brasil a reconhecer oficialmente, em âmbito estadual, o cuidado e as atividades domésticas como trabalho.
A nova legislação estabelece diretrizes para que o cuidado seja tratado como direito social, atividade econômica e responsabilidade compartilhada entre Estado, mercado, comunidade e famílias.
A política estadual dialoga com a Lei nº 15.069/2024, que instituiu a Política Nacional de Cuidados, colocando o Rio Grande do Norte na vanguarda da implementação dessa agenda social no país.
Reconhecimento histórico do trabalho de cuidado
A aprovação da lei representa um marco histórico para o reconhecimento do trabalho de cuidado e das atividades domésticas. Durante décadas, essas atividades foram invisibilizadas na economia brasileira, apesar de serem fundamentais para a organização da vida social.
No Brasil, grande parte desse trabalho é realizado por mulheres dentro dos lares, sem remuneração ou reconhecimento formal. Ao reconhecer o cuidado como trabalho, a nova lei busca enfrentar uma das principais bases da desigualdade de gênero.
O que muda com a nova Política Estadual do Cuidado
Na prática, a lei permite que o Estado organize uma rede estruturada de apoio ao cuidado, com planejamento, metas e orçamento específico.
Entre as medidas previstas estão:
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Ampliação de creches públicas
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Criação de unidades de acolhimento
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Expansão de atendimento domiciliar para pessoas idosas e com deficiência
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Fortalecimento de restaurantes populares
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Implantação de lavanderias coletivas
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Programas de formação, apoio e proteção para cuidadores e cuidadoras
A legislação também incentiva a produção de dados sobre o trabalho de cuidado, além da criação de programas de geração de renda e políticas públicas voltadas à valorização dessas atividades.
Construção coletiva da política do cuidado
A aprovação da lei no estado consolida um processo que já vinha sendo desenvolvido em vários municípios potiguares. A deputada Isolda Dantas articulou a criação de leis municipais do cuidado, aprovadas em cidades como:
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Mossoró
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Natal
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Caicó
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Apodi
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Martins
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São Miguel
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Santo Antônio
Essa construção municipal ajudou a consolidar a política em nível estadual.
Declaração da deputada Isolda Dantas
Para a deputada Isolda Dantas, a aprovação representa um avanço social importante:
“O cuidado sempre sustentou a economia e a vida, mas nunca foi reconhecido como trabalho. Hoje o Rio Grande do Norte corrige uma distorção histórica e assume que cuidar é produzir vida, gerar riqueza social e uma responsabilidade coletiva.”
Próximos passos
Agora, o projeto segue para sanção da governadora Fátima Bezerra. Após sancionada, a lei permitirá a criação do Sistema Estadual de Cuidados, que deverá estruturar políticas públicas voltadas à valorização e apoio às pessoas que realizam atividades de cuidado.
Com isso, o Rio Grande do Norte passa a integrar o grupo de estados brasileiros que transformam o cuidado — historicamente tratado como questão privada — em uma política pública de interesse coletivo.
O vice-governador do Rio Grande do Norte (MDB) sonha com seu retorno à Assembleia Legislativa potiguar. Para tanto, abriu mão até mesmo de assumir o comando do Governo do Estado.
No propósito de voltar ao legislativo estadual norte-riograndense, rompeu com a governadora Fátima Bezerra (PT) e aliou-se ao prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), que teria lhe prometido a presidência da Assembleia.
O acordo com Allyson, no entanto, mexeu com os planos de Walter. De cara, perdeu dois grandes nomes para a chapa ao Legislativo: o ativista Ivan Baron e o vereador mossoroense Cabo Deivison.
Walter não perdeu tempo e parece ter conseguido repor as perdas. O problema é o perfil dos nomes.
O vice-governador anunciou nessa semana que o ex-vice-governador Antônio Jácome, o ex-prefeito de Serra do Mel Josivan Bibiano e o ex-prefeito de Assu, Ivan Júnior, serão candidatos a deputado estadual pelo MDB. São todos bolsonaristas.Somam-se ao bolsonarista Allyson Bezerra (União Brasil) a quem Walter decidiu se juntar para derrotar o candidato de Fátima e de Lula ao Governo do RN.
O paradoxo nessa história é que Walter comanda o diretório estadual de um dos partidos que integram a base do Governo Lula e está montando um palanque que vai combater os candidatos do presidente. Pior: com bolsonaristas. Na prática, Walter transformou o MDB no lado B do bolsonarismo no RN.
Investigadores da Polícia Federal estimam que o prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra, e uma mulher identificada até agora apenas como Fátima, foram destinatárias de R$ 833 mil reais em propinas da Dismed, empresa no centro de uma investigação de fraudes em contratos de saúde que envolve Mossoró e outros municípios. As informações são parte da investigação a que o Blog do Dina teve acesso com exclusividade.
Ao analisar o conjunto de saques que os sócios da Dismed fizeram em espécie a PF conclui que os valores são em torno de 27%. Na chamada ‘Matemática de Mossoró’, os sócios da Dismed aparecem detalhando que, no caso de Mossoró, os cálculos tinham uma configuração própria, por envolver 25% de propinas para o prefeito e 10% para uma mulher de nome Fátima.
A Mossoró é atribuído um modelo próprio porque é a cidade onde fica mais aparente que nas compras de medicamentos, na verdade, pelo menos 50% do dinheiro era desviado para bancar corrupção, segundo investigadores da PF, numa cadeia de eventos que envolveria operadores financeiros, fiscais e empresários.
O que diz o prefeito
O prefeito Alysson Bezerra tem negado as acusações. Ele sustenta que colabora com a Justiça, tem interesse na resolução dos casos e vai provar usa inocência. Alysson também tem dito que implantou um sistema de transparência para evitar fraudes em compras de medicamentos em Mossoró e que a matemática que conhece é a do que ele fez de investimentos pela cidade. O prefeito requereu ao TRF-5, onde tramita o caso, o levantamento do sigilo do inquérito policial, se somando a pedidos da PF, para que, conforme argumentou, as pessoas tirem suas conclusões sobre o que está nos autos.
Os Saques e Mais Prefeituras
A PF detalha que só a Dismed recebeu R$ 8.152.668,82 em créditos de prefeituras. Foram 213 transferência entre contas, 100% identificados. Nesse mesmo período, realizou R$ 2.210.000,00 em 70 saques eletrônicos, o que corresponde a 27% dos créditos. É aqui que a PF estabelece um vínculo lógico.
“Esse comportamento é compatível, em tese, com a narrativa constante da Informação de Polícia Judiciária nº 076.2025, colhida por escuta ambiental, segundo a qual haveria repasse de 25% a agentes específicos (“…10% de FÁTIMA e 15% de ALLYSON…”), indicando possível uso de saque em espécie para
pagamento de propinas” descrevem os investigadores.
citado (25%) aponta um valor teórico de propina de ~R$ 833.177,57 apenas para esse ente. Por analogia, é plausível que o saldo dos R$ 2,21 milhões sacados em espécie tenha servido para repasses proporcionais a outras prefeituras.”
Municípios
O material acessado pelo Blog do Dina envolve citação e menção explícita de negociação de propinas em municípios que não foram alvo da Operação Mederi. Num dos documentos consultados pela reportagem, a PF lista em pelo menos 20 dezenas as cidades que transferiram recursos para Dismed e precisam ser objeto de apuração.
Noutros casos, os encaminhamentos citando prefeitos, vices ou parentes já foram suficientes para a PF pedir providências para abertura de investigação à parte. O Blog do Dina acompanha a investigação e deverá trazer novidades.

Isolda Dantas e Alexandre Lima reúnem mais de 250 lideranças em plenária no Agreste potiguar
A deputada estadual Isolda Dantas e o secretário de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar do Governo do RN, Alexandre Lima, reuniram mais de 250 lideranças do Agreste potiguar e do Litoral Sul durante plenária realizada no último sábado (28), no município de Santo Antônio.
O encontro contou com representantes de cidades como Montanhas, Pedro Velho, Nova Cruz, Canguaretama, Serrinha, Campestre, Serra Caiada, Várzea e Jundiá, evidenciando ampla articulação territorial no interior do estado.
A atividade reuniu líderes sindicais, vereadores, secretários municipais, vice-prefeitos e representantes de movimentos e organizações sociais do campo. A diversidade do público reforçou o caráter estratégico da plenária, centrada no fortalecimento das pautas do desenvolvimento rural, da agricultura familiar e da organização política no Agreste e no Litoral Sul.
Avanço político e articulação para 2026
A expressiva participação também sinaliza o avanço das pré-candidaturas de Isolda Dantas à reeleição para deputada estadual e de Alexandre Lima à Câmara Federal, ampliando bases políticas em diferentes regiões do Rio Grande do Norte.
Durante o encontro, também foram destacadas a pré-candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a pré-candidatura de Cadu Xavier, atual secretário da Fazenda, ao Governo do Estado. A plenária apontou para a construção de uma frente política articulada, com presença consolidada no interior potiguar e foco no fortalecimento das políticas públicas voltadas ao campo.
Foto: Cedida
Jorge do Rosário intensifica agenda na zona rural de Mossoró e consolida discurso de compromisso com o interior
O pré-candidato a deputado estadual Jorge do Rosário intensificou sua agenda política na zona rural de Mossoró, dedicando o fim de semana ao contato direto com moradores das comunidades de Santana e Lorena. A iniciativa reforça sua estratégia de aproximação com as bases populares e de construção de um projeto político conectado à realidade do interior do Rio Grande do Norte.
Atendendo a convites de lideranças locais, Jorge esteve em residências de famílias da região, participou de encontros comunitários, tomou café com moradores e ouviu de perto as principais demandas de quem vive no campo. A agenda contou com a presença do ex-vereador Vingt-un Rosado, que acompanhou as visitas e os diálogos com a população.
Entre os temas mais recorrentes apresentados pelos moradores estiveram a infraestrutura rural, o abastecimento de água, o apoio à produção agrícola, além do acesso a serviços públicos essenciais, áreas que historicamente enfrentam carência de investimentos e políticas públicas efetivas.
Durante a visita, Jorge destacou a importância do contato direto com as comunidades como base para a construção de um mandato comprometido com as necessidades reais da população.
“Nosso domingo foi ao lado do povo nas comunidades de Santana e Lorena, tomando aquele cafezinho, conversando, trocando ideias com os nossos amigos e amigas. Andando pelo RN e conhecendo de pertinho a realidade para transformar o futuro”, afirmou.
A movimentação política faz parte de uma série de agendas que o pré-candidato vem realizando em diferentes regiões do estado. O objetivo é fortalecer sua presença no interior e consolidar um discurso voltado à valorização das comunidades rurais, que, segundo ele, precisam ocupar lugar central no debate político estadual.

Durante a visita, Jorge destacou a importância do contato direto com as comunidades rurais do Rio Grande do Norte
Com uma agenda marcada pela escuta e pela proximidade, Jorge do Rosário busca se posicionar como uma alternativa política comprometida com o desenvolvimento regional, a inclusão social e a redução das desigualdades entre a capital e o interior do Rio Grande do Norte.
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil) segue firme tentando manter a solidez de sua candidatura ao Governo do Estado do Rio Grande do Norte. O projeto vem sofrendo sucessivos abalos por conta do apetite voraz do gestor.
Allyson Bezerra enfrenta problemas jurídicos e policiais. Sua gestão está imersa em dezenas de escândalos e o resultado das suspeitas pode ter forte impacto em suas pretensões eleitorais. Um fato é certo: Allyson não vai desistir fácil. Apesar disso, aumenta a desconfiança de que o projeto pode não ir adiante.
Obviamente, que o próprio grupo político do prefeito já avaliou o cenário. Para tanto, as primeiras “notícias” dando conta de sua provável desistência foram dadas por órgãos de comunicação que fazem parte do consórcio amigo. Além de servir para analisar a reação do eleitorado, as informações plantadas serviram para o prefeito vir a público “desmenti-las”. Foi a forma encontrada para Allyson sair do exílio a que se auto-submeteu após receber a batida da Polícia Federal (PF) em sua casa.
Enquanto as investigações da Operação Mederi seguem nos bastidores, o noticiário político é tomado por conjecturas sobre a continuidade ou não da candidatura de Allyson ao Governo do Estado. Engana-se, porém, quem acredita que somente governistas trabalham com essa possibilidade. Oposicionistas e até gente no entorno de Allyson também pensam sobre a possível desistência. As desconfianças aumentam em todas as frentes.
Elas ficaram ainda mais fortes quando até o deputado estadual Coronel Azevedo (PL), bolsonarista como Allyson, também já opinou publicamente lançando dúvidas sobre as dificuldades que o prefeito de Mossoró enfrentará para seguir adiante com a candidatura.
Para Azevedo, será difícil para Allyson manter a candidatura sem o aparato que o mandato de prefeito lhe oferta. O deputado está se referindo aquilo que constitucionalmente o cargo lhe garante, embora se saiba que há muito mais coisas.
Aliás, essa semana devem surgir novidades sobre a Operação Mederi e as ações judiciais que investigam abuso de poder econômico supostamente praticado por Allyson nas eleições de 2024.
A tendência é que a cada dia, cada irregularidade da qual o prefeito é acusado tenha um desdobramento forte e impacte diretamente em suas pretensões. Vai ser difícil chegar a outubro carregando tanto peso. E talvez até o de equipamentos de monitoramento de pessoas.
Operação MEDERI e as eleições de 2024: os impactos do esquema de corrupção na Câmara Municipal de Mossoró
O mês de janeiro começou em Mossoró não apenas com os tradicionais encontros políticos nos alpendres de Tibau, mas com um fato que extrapolou o campo das conversas informais e passou a dominar a pauta institucional e jornalística do Rio Grande do Norte: a Operação MEDERI, deflagrada pela Polícia Federal.
Mais do que interromper o clima de veraneio político, a operação trouxe à tona um esquema de corrupção que atinge diretamente a gestão municipal e que ainda não teve seus impactos eleitorais de 2024 devidamente analisados, sobretudo no campo legislativo.
A gestão investigada, comandada pelo prefeito Allyson Bezerra, não apenas garantiu sua reeleição com mais de 70% dos votos válidos, como também foi decisiva para a eleição de 13 dos 21 vereadores da atual Câmara Municipal de Mossoró.
Quem acompanhou o processo eleitoral de 2024 percebeu de forma clara o uso intenso de poder econômico nas candidaturas alinhadas ao Palácio da Resistência. Candidatos sem histórico político consolidado ou base eleitoral conhecida obtiveram votações expressivas, algumas com crescimento superior a 300% e até 400% em comparação ao pleito anterior.
Casos emblemáticos chamam atenção:
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Candidatos estreantes, desconhecidos do grande público, eleitos com votações acima de 4 mil votos.
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Vereadores que em 2020 tiveram votações modestas e, em 2024, multiplicaram seus resultados de forma abrupta.
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A montagem de uma nominata partidária inteira sem mandato prévio, que ainda assim conseguiu desempenho eleitoral expressivo.
Quando se cruzam esses dados eleitorais com as denúncias já encaminhadas ao Ministério Público Eleitoral e os elementos revelados pela Operação MEDERI, surge um cenário preocupante: a possibilidade de que recursos ilícitos tenham interferido diretamente na vontade popular, comprometendo a lisura do processo democrático.
Caso essas conexões sejam comprovadas, os efeitos políticos podem ser profundos e duradouros, com potencial para estremecer ainda mais o cenário político de Mossoró, atingir mandatos parlamentares e abrir precedentes jurídicos relevantes no campo do direito eleitoral.




