O Mossoró Cidade Junina (MCJ) é um grande evento. Uma festa formidável. Um acontecimento marcante. Já faz parte do calendário da cidade. Muita gente já o colocou como prioritário em sua lista de festejos juninos.
A festa criada pela ex-prefeita Rosalba Ciarlini passou a gestões de Fafá, Silveirae segue grande. Nesse tempo, apesar de sua grande dimensão, sofreu diferentes críticas ao longo dos anos. Talvez por ter sido receptivo a elas, o MCJ se tornou enormes. Os gigantes também tem defeitos.
A crítica, feita pela imprensa séria e honesta, sempre é norte para as melhorias. Por mais que sejam dirigidas a algo que já é grande e consolidado. Como o MCJ.
O cenário, no entanto, vem mudando desde a edição de 2021, a primeira sob o comando do ex-prefeito Allyson Bezerra. Daquele ano para cá, criou-se a falsa ideia de que o evento não pode receber críticas. A visão torpe de que fazer o contraponto é ser contra o MCJ. Como se criticar o evento fosse crime. Ver defeitos fosse erro. Observar necessidade de melhorias fosse inadequado. Análisá-lo fosse vergonhoso. Como se querer o seu aperfeiçoamento fosse desnecessário.
Talvez por tudo isso, a edição de 2026 do Pingo Da Mei Dia, por exemplo, foi uma das que menos empolgou, apesar dos números superlativos. Tanto de investimentos, quanto de atrações e de presença de público (a despeito de ter sido menos que no ano passado).
Há um patrulhamento injustificável aos que fazem a crítica ao MCJ. Desde blogueiros sustentados com dinheiro público a parentes de artistas agraciados com cachês generosos.
O Mossoró Cidade Junina é grande. Chegou ao topo. Precisa se reinventar para permanecer lá. Ouvir as críticas de quem vê sem os olhos do puxa-saquismo é um primeiro passo. O Pingo de 2026 já foi um primeiro sinal. Ouvir quem só elogia é um passo grande para o fracasso. Patrulhar quem critica é interditar o debate. Sem ele, pouca coisa tem chances de seguir com vida longa.
O MCJ é de todos. Para curtir, elogiar e criticar. Que seja assim sempre.


