Seis da tarde de segunda-feira, Via Costeira parada. Nas redes bolsonaristas, aquilo virou “multidão histórica”. No carro, o que tinha era gente exausta voltando do trabalho.
A motocarreata de Flávio Bolsonaro em Natal saiu do Centro de Convenções às 16h22 e travou o principal corredor que liga as praias da zona Sul ao resto da cidade. Escolha curiosa de horário: exatamente quando Natal inteira pega o volante para voltar para casa.
E aí está o truque que a foto aérea não conta. Vista de cima, fila de carro é fila de carro.
Não dá para saber quem buzinava por Flávio e quem buzinava porque queria só chegar em casa, pegar o filho na escola, jantar em paz.
Mas o vídeo de drone não faz essa distinção, e a campanha agradece: no corte para as redes, todo mundo vira apoiador.
O que se comenta nos bastidores é que essa é justamente a conta: quanto mais caos, maior a “multidão” no vídeo. O engarrafamento deixa de ser efeito colateral e vira cenografia.
Não é invenção potiguar. Disputa inflada de público é clássico mundial: Trump brigou dias com a imprensa americana jurando que sua posse teve a maior plateia da história, e as fotos mostravam o contrário. Número de multidão é sempre o primeiro campo de batalha da propaganda.
Enquanto isso, quem pagou a conta do espetáculo foi o trabalhador. Sem ser consultado, sem ser militante, ele virou figurante de campanha dentro do próprio carro.
Comício se mede por convencimento, não por congestionamento. (Fonte: Nos Bastidores do Poder)
Caos
O ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil) sucateou o sistema de saúde de Mossoró.
Além de permitir um esquema criminoso de roubo de dinheiro da área, o ex-gestor deixou Unidades Básicas de Saúde sem médicos, remédios e insumos; abandonou consultórios odontológicos; e deixou as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) sem exames, para ficar apenas nesses maus exemplos.
O (mau) legado segue prejudicando a população. Agora, o Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed/RN) está denunciando que o atendimento à população da zona rural está sendo suspenso por falta de pagamento. O atraso é de três meses.
A denúncia está nas redes sociais da entidade.
Imagem: Allyson e Monthalgan: pivôs da operação Mederi, que apura desvio de milhões na Saúde
Urgente: Prefeitura de Mossoró nega atendimento de saúde a criança e pai incendeia UBS
O caso na saúde de Mossoró quase motivou uma tragédia na tarde desta segunda-feira. Um pai, revoltado com a negativa de atendimento a seu filho, menor de idade, se revoltou e pôs fogo na Unidade Básica de Saíude (UBS), Epitácio da CostaCarvalho.
Preso em flagrante, o homem revelou que buscou atendimento para o filho em várias oportunidades, sempre recebendo negativas e desculpas esfarrapadas. “Me encabulei, e vim tocar fogo. Não queria queimar ninguém. `Pedi para todo mundo sair antes de tocar fogo”, revelou o acusado, que afirmou não querer machucar ninguém.
A Prefeitura de Mossoró não se pronunciou sobre o assunto. Nas redes sociais da UBS. publicou um comunicado que não haverá atendimento amanhã por causa do incidente.
Procurada pelo Portal Na Boca da Noite, a Secretaria Municipal de Comunicação Social (Secom) não respondeu ao nosso questionamento.
O episódio reforça a farsa que é o sistema municipal de Saúde de Mossoró e aponte para o desmonte do setor feito pelo ex-prefeito Allyson Bezerra (União Brasil).

Após constatar caos no AMI Mossoró, MP recorre à Justiça para garantir atendimentos
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) ajuizou uma Ação Civil Pública com pedido de tutela de urgência contra o Município de Mossoró. Um inquérito civil instaurado pela 1ª Promotoria de Justiça de Mossoró apurou graves falhas estruturais e a interrupção de serviços essenciais de saúde no Ambulatório Materno Infantil, conhecido como AMI, decorrentes da falta de profissionais técnicos na unidade de saúde.
A iniciativa do órgão ministerial baseia-se nos achados do Relatório Técnico número 002/2026 e em inspeções locais realizadas pela equipe de Serviço Social. Em vistoria realizada no dia 19 de maio passado, a direção do ambulatório confirmou que as atividades das áreas de psicologia e psicopedagogia estavam totalmente suspensas desde o dia 15 de abril deste ano. A interrupção completa ocorreu devido ao término dos contratos de trabalho por prazo determinado que haviam sido firmados por meio de processo seletivo simplificado.
Os relatórios técnicos integrados à ação demonstram que a lista de espera para o serviço de psicologia possui 1.288 usuários cadastrados. Desse total de pacientes aguardando atendimento, 76,7% são crianças e há registros de pessoas esperando na fila por um período de até 2 anos. O levantamento estatístico da rede pública aponta ainda que 667 crianças e adolescentes foram classificados nas categorias de urgência e emergência, mas 99,1% dessas solicitações críticas permanecem com status pendente no sistema de regulação local.
Diagnósticos impactados
A desassistência na unidade de saúde impacta também o desenvolvimento e o diagnóstico de mais de 200 crianças com suspeita de transtornos mentais e do neurodesenvolvimento, que ficaram com os acompanhamentos interrompidos. Adicionalmente, os dados da Secretaria Municipal de Saúde revelam uma barreira geográfica para 188 famílias residentes na zona rural da região, que aguardam as consultas psicológicas sem estratégias de assistência itinerante. A evolução dos atendimentos de psicologia registrou queda de 192 procedimentos em dezembro de 2025 para 71 em fevereiro de 2026.
O diagnóstico social aponta que a retenção e a paralisação dos serviços também afetam a saúde da mulher na comarca. Existe uma fila de espera com 813 mulheres aguardando por consultas na especialidade de ginecologia no AMI. A análise dos encaminhamentos indica que 78,9% das pacientes ingressaram no sistema com o código genérico Z00, relativo a exame geral, e sem um diagnóstico específico detalhado pelas unidades básicas de saúde. A fila ginecológica inclui a presença de 43 meninas e adolescentes e 107 idosas.
Recomendação
Antes de recorrer ao Poder Judiciário, o MPRN expediu uma recomendação administrativa ao Município de Mossoró e à Secretaria Municipal de Saúde para regularizar a lotação de profissionais. Em resposta, a Secretaria defendeu que realizava convocações graduais. No dia 22 de maio, a municipalidade publicou a Portaria número 505/2026 nomeando 4 psicólogos e 2 psicopedagogos. Contudo, o órgão ministerial argumenta que a ilegalidade permanece, pois os nomeados possuem até 45 dias para assumir as funções.
Nos pedidos finais da ação, o MPRN requer a concessão de tutela de urgência determinando ao Município de Mossoró o restabelecimento integral dos atendimentos de psicologia e psicopedagogia no AMI no prazo de 15 dias. O cumprimento deve ocorrer via convocação imediata de aprovados em concurso vigente ou por contratação emergencial, sob pena de multa diária pessoal ao gestor.
O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte (MPRN) recomendou que a Prefeitura de Mossoró e a Secretaria Municipal de Saúde adotem medidas imediatas para garantir a continuidade dos serviços no Ambulatório Materno Infantil. Sem a reposição desses profissionais, o atendimento à população corre o risco de ser interrompido.
A fiscalização realizada pelo Ministério Público apontou que a unidade de saúde enfrenta uma situação de desassistência. Existem 1.288 pessoas aguardando por atendimento psicológico, sendo que a maioria do público é formada por crianças. Alguns pacientes esperam por uma consulta há dois anos, incluindo casos urgentes que permanecem parados no sistema.
Na área de ginecologia, a fila de espera soma 813 mulheres, entre adolescentes e idosas. O relatório técnico também mostrou que muitas guias de encaminhamento são preenchidas sem o diagnóstico específico da doença. Além disso, famílias que vivem na zona rural enfrentam dificuldades geográficas para acessar o tratamento oferecido na cidade.
Orientação
Diante desses problemas, o MPRN orientou que o município realize a chamada de aprovados em concurso público para substituir os vínculos temporários. Também foi solicitada a criação de mutirões para atender primeiro os pacientes com quadros de saúde mais graves. A recomendação inclui a melhoria no preenchimento dos formulários médicos para facilitar a organização das filas.
As autoridades municipais devem informar quais critérios técnicos utilizam para chamar os pacientes que aguardam atendimento. O objetivo é que o fluxo de prioridade respeite a gravidade de cada caso clínico. A administração pública também deve buscar formas de evitar que pacientes da zona rural abandonem o tratamento por falta de acesso.
A Prefeitura tem o prazo de dez dias úteis para responder se vai cumprir as orientações apresentadas pela 1ª Promotoria de Justiça de Mossoró. Caso as medidas não sejam adotadas ou não apresentem justificativas aceitáveis, o MPRN poderá entrar com ações na Justiça.
O cenário da assistência social em Mossoró é de caos. É o que aponta relatório do Ministério Público apresentado à prefeitura, à sociedade e à imprensa, ontem, pelas Promotorias de Justiça da Educação, Saúde e Assistência Social.
São muitos os problemas identificados pelo MP em relatório com base em dados técnicos de 2025 e 2026. Um deles, por exemplo, é a falta de oferta serviço de alta complexidade na assistência social. Atualmente, a única prestação desse serviço é feita por uma entidade filantrópica.
O MP apontou que a gestão municipal, hoje comandada pelo prefeito Marcos Medeiros (Republicanos) descumpre sentença judicial e não instalou ainda uma instituição de longa permanência para pessoas idosas. A situação é ainda mais absurda ao se constatar que a prefeitura de Mossoró tem R$ 500 mil reais do Fundo Municipal da Pessoa Idosa e se recusa a aplicar em benefício dessa parcela da população.
Além desse grave problema, a assistência de média complexidade conta com apenas um Centro Regional de Assistência Social (CREAS) para todo o município, com cobertura deficitária, segundo o documento do MP.
Na oferta de serviços pelo CREAS, o MP identificou que o órgão está colapsado, com demanda reprimida alarmante, com baixa capacidade de atendimento às famílias e equipa de profissionais incompleta.
Nas casas de passagem, o relatório do MP mostra risco de saúde aos usuários e exaustão da equipe.
O MP convidou o município para a audiência como forma de abrir o dipalogo para que a gestão municipal adote as providências necessárias de forma administrativa asem que seja necessária a judicialização da resolução dos graves problemas identificados.
Desorganização e falta de planejamento marcam retorno das aulas na rede municipal de Mossoró
Turmas sem professores, professores sem turmas definidas e escolas fechadas são alguns dos problemas que marcaram o retorno das aulas na rede municipal de ensino de Mossoró.
Por falta de planejamento, a abertura das atividades letivas em muitas escolas municipais foi um caos.
Em muitas das unidades de ensino, a enturmação dos alunos somente foi concluída ontem à noite. Dessa forma, os professores, que passaram dois dias planejando nas escolas, sequer souberam quantos estudantes teriam em suas turmas.
Em pelo menos cinco escolas, as aulas sequer começaram. A previsão é de que comecem na próxima terça-feira, 10 de fevereiro. São elas: Escolas Municipais Dolores Freire de Andrade, Joaquim Felício de Moura, Professor Manoel Assis, Antônio da Graça Machado e Raimunda Nogueira do Couto.
Nessas unidades, o início das aulas foi adiado porque as reformas em suas estruturas não foram concluídas. Em algumas dessas, não terá como terminar os serviços até a próxima terça, e o início das atividades letivas será adiado mais uma vez.
Em outras, como o Manoel Assis, a orientação foi pouca e sem muita clareza. Os professores foram liberados para trabalhar em casa, mas sequer sabem se é com aulas remotas.
Questionamos a Secretaria Municipal de Educação (SME) sobre esses problemas, mas ainda não obtivemos retorno.

Comunicado no Instagram da Escola Municipal Joaquim Felício de Moura
Imagem da matéria: Escola Municipal Raimunda Nogueira do Couto, que não iniciou suas atividades letivas nesta quinta-feira
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil) segue utilizando a construção da Policlínica de Mossoró para mentir e tentar desviar o foco dos problemas da sua gestão, inclusive na área da saúde, e para abafar as denúncias de superfaturamento do contrato da decoração natalina.
Um exemplo de que os vídeos sobre a Policlínica são apenas cortina de fumaça é o surgimento diário de denúncias dando conta do caos na saúde. Allyson as ignora enquanto mente dizendo que a prefeitura esta construindo um hospital quando na verdade é uma policlínica.
Outro exemplo do quanto os vídeos (impulsionados nas redes sociais com dinheiro público) são apenas para distrair, os problemas se agravam sem que o prefeito tenha interesse em resolvê-los. O mais recente deles é gravíssimo.
De acordo com o Blog Políticas do RN, a coleta de sangue para realização de exames está sendo feita na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel, em um lugar nada adequado: em um banheiro.
O espaço foi improvisado para realização dos procedimentos, mas além de ser insalubre, fica próximo a privadas em que há entupimentos, descargas quebradas e vazamentos, com água suja escorrendo pelos lados.
Ronny Holando, do Blog Políticas do RN, esteve no local ontem, fez gravações mostrando o problema e até agora a prefeitura e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) seguem silentes. Holanda chegou a mostrar a privada com fezes.
O Boca da Noite contatou o assessor de comunicação da SMS. Ele informou que iria repassar à demanda para a secretaria. Até o momento, não retornou com resposta ao questionamento de apresentamos.
Veja a postagem do Blog Políticas do RN abaixo:
Enquanto persegue professores, gestão Allyson instala caos em escola da zona rural
A gestão Allyson Bezerra (União Brasil) segue perseguindo e fazendo maldades com os professores da rede municipal de ensino de Mossoró. Além de obrigar os docentes a permanecer em escolas até o dia 30 de dezembro, mesmo com o fim das atividades letivas, e de negar direitos (como a liberação dos profissionais para cursar pós-graduação), a gestão instala o caos em algumas unidades educacionais da rede municipal de ensino.
A Escola Municipal Doutor José Gonçalves, em São João da Várzea, está há mais de 2 meses sem supervisores escolares. Não há, nessa escola, supervisor escolar em quaisquer dos turnos, e nem no anexo, onde funciona a educação infantil.
Sem supervisores escolares, os professores estão sem qualquer orientação, e sem apoio para que sejam executados os projetos de ensino. Além disso, a escola fica sem rumo pedagógico. Na prática, não se sabe que tipo de proposta educacional está sendo executada porque não tem o profissional responsável pela integração entre as turmas e por conectar as práticas de cada um dos docentes em busca do atingimento das metas e objetivos da escola.
O descaso com a Escola Doutor José Gonçalves não é isolado. Em algumas escolas, há pelo menos 3 turmas sem aulas por falta de professores. São docentes que tiveram que se afastar por problemas de saúde e que a gestão municipal ainda não enviou substituto.
Em meio a tudo isso, chama a atenção o silêncio cúmplice do Conselho Municipal de Educação (CME). Com a presidente Rilzonete Batista ocupando cargo de confiança na gestão municipal, o papel de controle social que deveria ser feito pelo colegiado está apenas no papel. Assim, como aconteceu também quando o CME foi presidido por Gilneide Lobo, que também ocupa cargo de confiança na Secretaria de Educação.
A SME está aparentemente sem secretário desde que o professor Leonardo Dantas se escondeu no gabinete para não atender à imprensa e, a partir daí, nunca mais foi visto.
A saúde de Mossoró é um caos. Há tempos o Boca da Noite vem alertando e mostrando exemplos que comprovam essa afirmativa. Apesar dos inúmeros fatos que apontam para a situação de precarização da rede pública municiupal de saúde da cidade, a popularidade do prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) vinha se mantendo inabável.
Com milhares de seguidores nas redes sociais, o prefeito consegue “pintar” um cenário fantasioso da saúde. Com vídeos, lacração nas redes sociais e mentiras, Allyson fazia muitos acreditarem que a saúde de Mossoró é de qualidade.
Essa situação, no entanto, vem mudando. Ironicamente, é também pelas redes sociais que os mossoroenses estão percebendo que o caos que o Boca da Noite denuncia há anos é verdadeiro.
O responsável por trazer esse “choque de realidade” à população é o vereador Cabo Deyvison (MDB).
O parlamentar tem ido às Unidades Básicas de Saúde (UBS) e às Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e atré ao Posto de Atendimento Médico (PAM) do Bom Jardim e constatado que os usuários continuam enfrentando filas para ter acesso a consultas, que faltam insumos básicos para realização de exames, e que até mesmo crianças com problemas graves de saúde sofrem à espera de atendimento nos equipamentos da rede municipal de saúde da cidade.
Com postagens das gravações dos problemas enfrentandos pelos mossoroenses, Cabo Deyvison tem atraído cada vez mais seguidores para suas redes sociais e ampliado o clamor dos usuários por melhorias na saúde pública local.
A atuação do vereador tem sido tão efetiva que a bancada do prefeito na Câmara Municipal entrou em desespero. E, como tem sido comum ao chefe do Executivo, tem recorrido a mentiras para tentar reverter o quadro.
Mesmo com mais de 10 vereadores situacionistas mentindo diariamente para impedir que a população tenha conhecimento de como a gestão Allyson Bezerra trata a saúde mossoroense com descaso, Cabo Deyvison tem conseguido dar o recado. (ao final dessa matéria, acompanhe alguns dos vídeos em que o vereador desmonta o castelo de farsas montando pela gestão Allyson em torno da saúde de Mossoró).
Veja abaixo alguns dos graves problemas que o boca da noite vem denunciando
Caos na Saúde: Gestão Allyson corre contra o tempo por agenda positiva
Caos na Saúde de Mossoró: UBS está há um mês sem vacinar
URGENTE!!! Equipamentos são interditados e UPA´s de Mossoró deixam de fazer exames; saiba porque
Covid: Prefeitura massacra população que busca atendimento nas UPA´s
Caos na Saúde de Mossoró: 35 mil pessoas aguardam procedimentos
Mães atípicas fazem protesto contra a gestão Allyson Bezerra
Veja vídeos-denúncia de Cabo Deyvison

