Allyson Bezerra (União Brasil) não é mais prefeito de Mossoró, mas segue agindo como o gestor tirano e perseguidor que comandou a cidade por mais de 5 anos.
Uma de suas práticas mais comuns, perseguir a imprensa livre, continua em prática. O assédio judicial utilizado pelo ex-prefeito para calar quem ouse lhe criticar ainda está em curso.
Nos últimos dias, Allyson e prepostos seus ajuizaram duas ações contra o administrador de um perfil do Instagram que divulgou informações sobre a Operação Mederi.
O perfil “cometeu” o crime de informar quem era uma das pessoas que participou da divisão do dinheiro roubado da Saúde, na conhecida Matemática de Mossoró. E também lembrou que a Polícia Federal aponta o ex-prefeito ocupando o topo do esquema criminoso que roubou milhões da Saúde.
Enquanto posa de bonzinho nas redes sociais, Allyson segue sua perseguição implacável a quem denuncia suas suspeitas de crimes, desvios e cobranças de propinas.
Perseguidor
Justiça derruba censura: TJRN garante retorno de matéria do Portal Boca da Noite sobre gastos da Prefeitura de Mossoró
Em uma decisão unânime e histórica em defesa da liberdade de expressão, a Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) cassou a liminar que determinava a remoção de uma reportagem do blog Boca da Noite. A matéria em questão, intitulada “Confira os blogs patrocinados pela prefeitura de Mossoró para falar bem de Allyson Bezerra e atacar adversários”, havia sido retirada do ar por ordem da 1ª Vara Cível de Mossoró após uma ação movida pelo prefeito Allyson Bezerra.
Com o novo entendimento do tribunal, a reportagem volta a circular livremente no site e em todas as redes sociais do veículo de comunicação.
A condução jurídica dos jornalista Márcio Alexandre da Conceição, Manoel Nivaldo de Oliveira e Francisco Ugmar Nogueira foi feita pelo advogado e também jornalista Aclecivam Soares da Silva. O ponto alto do julgamento foi o acolhimento, por parte da corte, dos argumentos apresentados por Aclecivam no Agravo de Instrumento.
A sintonia técnica foi tão precisa que a relatora do processo, Desembargadora Berenice Capuxú, decidiu exatamente conforme as teses levantadas pelo advogado Aclecivam Soares.
Em seu voto definitivo, a magistrada foi taxativa ao cravar:
“No caso concreto, a matéria intitulada “Confira os blogs patrocinados pela prefeitura de Mossoró para falar bem de Allyson Bezerra e atacar adversários” versa sobre o uso de recursos públicos municipais em publicidade institucional e sobre a relação entre a gestão e veículos de comunicação. O conteúdo apresenta conexão com fatos de interesse coletivo e insere-se no animus criticandi e no animus narrandi próprios do jornalismo voltado à fiscalização do poder público. A linguagem empregada pode ser contundente, característica ínsita ao debate político-jornalístico, mas a contundência retórica, por si só, não configura automaticamente abuso apto a autorizar a supressão judicial preventiva do conteúdo”.
A relatora foi categórica em seu voto ao destacar que a reportagem trata de gastos públicos e da relação do município com os meios de comunicação, assuntos de total interesse coletivo. Segundo o entendimento do tribunal, quem ocupa um cargo público eletivo está, por natureza, sujeito a um escrutínio muito mais intenso da sociedade e dos jornalistas.
Os desembargadores acompanharam a relatora por unanimidade e restabeleceram de forma imediata o direito do povo de ler e se informar sobre a aplicação dos recursos públicos em Mossoró. O jornalismo livre respira!

Veja abaixo a matéria que havia sido censurada:
Allyson Bezerra, o ex-sindicalista antissindical e a criminalização do direito de greve no Rio Grande do Norte
* Caio César Muniz
Registra-se em 1917, a primeira greve geral no Brasil, fruto da insatisfação de operários paulistas, mas que paralisou trabalhadores de todo o país com duração de 30 dias.
Recife, Porto Alegre e Rio de Janeiro foram algumas das capitais que se somaram ao movimento que reuniu cerca de 70 mil trabalhadores e trabalhadoras, e que já naquela época teve a presença de várias mulheres operárias lutando por melhores condições de trabalho e por direitos.
Prevista na Constituição de 1988, o direito de greve está descrito no artigo 9º, e na Lei 7.783/89 e prevê que é um “instrumento de luta dos trabalhadores e os trabalhadores decidem quando e como exercer o direito de greve”.
Nos últimos anos, o direito de greve em Mossoró tem sido criminalizado, proibido, cerceado, sempre por “solicitação” do prefeito Allyson Bezerra (UB) e acatado solenemente pela Justiça. Casos semelhantes aos de Mossoró também se espalham pelo Estado do Rio Grande do Norte.
Em anos anteriores, utilizaram a pandemia como pretexto para o grande prejuízo causado à educação naqueles tempos, como se os professores não tivessem feito parte do processo. Como se as prefeituras, inclusive a de Mossoró, tivessem dado todo o suporte necessários aos professores naquele momento de caos. Como se os professores vivessem em um mundo além deste mundo “azul da cor do mar”.
Grandes vítimas deste “crime” tem sido os professores. Nos dois casos mais evidentes de Mossoró, em 2023 e este ano, foram proibidos de fazer greve por reivindicarem uma lei nacional, estabelecida pelo Ministério da Educação e que é aplicada em todo o Brasil, mas em Mossoró, país de outro continente, só será aplicada agora quando o gestor quiser, como por exemplo, em ano político, em 2026, certamente estará assegurado, como o foi no ano passado.
Em anos políticos, “Allyson, o bom”, esquece seu discurso de que paga o Piso Nacional do Magistério acima do Brasil, do mundo, da galáxia e simplesmente exerce a sua “bondade” sem qualquer querela pública.
Santificado por uma mídia paga (e muito bem paga), cala quem deveria denunciar e aciona o botão do pão e circo. Todos aplaudem e que se danem os professores, estes marginais que não trabalham e ainda mancham a imagem deste santo de chapéu de couro, que daqui a bem pouco, poderá substituir até a padroeira da cidade (não duvidem).
* Jornalista

Greve Geral de 1917 iniciada em SP e que ganhou todo o país. Foto: Unicamp
Foto principal: Prefeito Allyson Bezerra aciona a Justiça e impe greve de professores antes mesmo de começar.
Prefeito Allyson Bezerra quer proibir até uso de expressões populares e de figuras de linguagem em Mossoró
* Márcio Alexandre
Atenção aos que pensam e escrevem e, principalmente, pensam em escrever para discordar, criticar, analisar ou avaliar qualquer coisa da gestão Allyson Bezerra (União Brasil): tenham cuidado com as palavras, vigiem os vocábulos e, jamais, em tempo algum, façam uso de expressões populares e/ou utilizem figuras de linguagem.
Se cometerem o desatino de o fazer, preparem-se para enfrentar o desatino do gestor, a ira dos seus puxa-sacos e, principalmente, o poder de quem pode. Não é fácil fazer Jornalismo quando se está diante do aparelhamento das instituições.
Qualquer crítica, por mínima que seja, tem sido rebatida pelo prefeito em forma de demanda judicial. A gestão Allyson Bezerra, covarde e calhordamente, se recusa a responder a qualquer questionamento dos órgãos de imprensa sérios para recorrer ao Pretório na condição de vítima. Às vezes, “quem mente antes diz a verdade”.
Ironicamente, o prefeito não aceita o sistema pelo qual ele foi eleito: a tal Democracia, esse sistema que garante a todos e a cada um o livre direito de se expressar. O sacrossanto exercício do Jornalismo. A inabalável faculdade de discordar.
O prefeito tem acionado judicialmente quase todos os poucos meios de comunicação da cidade que ousam pensar. Que “cometem o atroz crime” de apontar as falhas de sua gestão. Os erros (e não são poucos) que ele comete no comando da municipalidade.
Basta uma palavra que o gestor imagine ser direcionada a ele que a carapuça cai como uma luva. Não se pode mais, por exemplo, lembrar o velho adágio popular segundo o qual é erro grotesco deixar a raposa tomar conta do galinheiro. Perseguidor e hiperbólico ao extremo, não será surpresa se ele quiser manter em prisão perpétua quem ousar dizer, em qualquer situação comezinha, “que ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão”.
Em Mossoró, todos sabemos, toda e qualquer ação tocada pela gestão Allyson Bezerra é enfeitada com adereços do exagero: é o maior Cidade Junina de todos os tempos. O mais importante programa educacional da história de Mossoró. As mais necessárias obras em séculos. A única coisa que se tem em Mossoró em profusão é perseguição: política, jurídica, profissional. Paupérrima tirania. De um tirano que de pobre não tem nada.
E permitam a ousadia de usar apenas uma expressão popular – enquanto ainda posso -, pois “para bom entendedor, meia palavra basta”.
* Professor e jornalista

- * Márcio Alexandre
- Defende, por conhecimento de causa, uma causa importante. Nessa luta, passou mais de três anos sofrendo com a pressão do poder e sendo ignorado por quem pode.
- Foram mais de 3 ano a pão e água. Aliás, nem pão nem água. Só desdém, porta na cara, tripudiação e vetos. Nem para os atos solenes de ações relacionadas à causa a pessoa era convidada. Tratada como um Zé-ninguém.A causa, importantíssima, causa fatos. Alimenta sonhos. Provoca desejos. Instiga projetos. Para a pessoa e para os que fizeram dela sua razão de viver. E foi assim, na esperança de que um mandato seja a uma força a mais a lhe empurrar para a luta, decidiu por o nome em disputa.
Decisão acertada. Depois de fazer várias reflexões, escolheu um partido, mesmo sabendo que nele as chances de vitórias são mínimas. Não errou porque tem pouca possibilidade de sair vitoriosa. Não acertou quando decidiu ir para um sigla que está debaixo das asas do prefeito.
Quisera os anjos que fosse esse apenas seu único “equívoco”. Erro grande, grotesco, fenomenal, está cometendo agora. “Vendo virtudes” no gestor. Embora saiba que Allyson é centralizador, perseguidor, tirano, antidemocrático, maldoso, egoísta, já o defende.
Sofreu dele a perseguição, mas já “esqueceu”. Não lembra do quão maldoso é ao não liberar as emendas impositivas para causas importantes, como a que defende. Também perdeu-se no tempo suas falas sobre tudo de ruim que o prefeito representa.
Além de eleger Allyson como seu malvado favorito, já tem os inimigos dele como desafetos seus também. A agora docilidade com o outrora algoz é tocante. A subserviência é preocupante. Vira-casaca é pouco. É caso de investigação psiquiátrica. Ou policial. Quem sabe?
* Professor e jornalista
Bomba: Prefeito Allyson Bezerra “pede a cabeça” de presidente de fundação em Mossoró
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil) segue sua sanha de fazer política com o fígado. O gestor municipal, na sua habitual incapacidade de ser contrariado, está agindo com muita força e com muita raiva nos partidos e pessoas que não estão aceitando o seu ultimato no que se refere à montagem das chapas que disputarão as vagas da Câmara Municipal.
A vítima da vez é o ex-vereador Jório Nogueira, atual presidente da Fundação Aldenor Nogueira.
A Fundação leva o nome do radialista Aldenor Nogueira, é pai do ex-parlamentar.
Entenda o caso – O irmão de Jório, Jailson Nogueira, ocupa um cargo em comissão na Secretaria de Segurança.
Jailson foi candidato a vereador em 2020 e ficou na primeira suplência de Wigines do Gás. Ocorre que, mesmo estando ocupando cargo na gestão atual, Jailson se filiou ao PL, que até então era aliado do prefeito.
Allyson fez diversas tentativas para tirar Jailson do PL e não conseguiu.
Após seu insucesso, o prefeito achou melhor se vingar do seu irmão Jório Nogueira que está à frente da Fundação.
Para consolidar sua vingança, o prefeito solicitou ao presidente da Câmara, Lawrence Amorim, que fizesse a exoneração de Jório.
O presidente do Legislativo teve uma conversa com Jório ao meio dia desta terça-feira, quando o comunicou do pedido de Allyson. Resta saber se Lawrence vai cumpri-lo.
Importante lembrar que Jório foi vereador em três legislaturas tendo, inclusive, em uma delas, presidido a Câmara de Mossoró.

Perseguição, calotes, silenciamento e negação de direitos: o legado da gestão Allyson para a educação
A gestão Allyson Bezerra (União Brasil) está no seu último ano. Para a educação de Mossoró, foi a pior gestão de toda a história. Muitos são os exemplos de como o prefeito relegou o setor ao caos.
Após uma condução desastrosa pela professora-doutora Hubeônia Alencar, o prefeito optou por outro professor, também doutor. E tudo continua como antes. O atual titular da pasta chegou mudo e segue calado.
Enquanto o secretário segue “pastorando” os documentos da Secretaria Municipal da Educação, o prefeito conduz o setor com mão de ferro, perseguindo, silenciando, negando direitos e dando calotes.
O Boca da Noite recebeu relatos de pessoas que foram perseguidas, com ameaças nas escolas para silenciar diante de problemas, como ocorreu nas Escolas Municipais Dinarte Mariz (cuja reforma demorou anos) e Ronald Pinheiro (que ainda está em obras), além da Unidade de Educação Infantil Maria Dolores Fernandes, cujo teto caiu.
Especialista em criar narrativas fantasiosas, a gestão não aceita que se faça contraponto às suas postagens com meias verdades e algumas mentiras inteiras.
A prefeitura também bloqueou os comentários dos professores durante a transmissão da abertura da jornada pedagógica de 2024, feita remotamente porque o teatro reformado recentemente ao custo de R$ 3 milhões pegou fogo.
Além do calote do reajuste do piso de 2023, o prefeito também está se recusando a pagar a diferença do décimo terceiro salário do ano passado.
Na negação dos direitos, a gestão engavetou os pedidos de promoção horizontal (por tempo) e vertical (por titulação). Há casos, denunciados por professores ao Boca da Noite, de gente que concluiu mestrado há mais de um ano e não foi publicada a sua progressão. As licenças também não estão sendo concedidas. “Estou concluindo um Doutorado e até hoje não foi publicada a licença para cursar pós-graduação”, denuncia um docente, sob anonimato.
A gestão Allyson Bezerra trata a educação com descaso, inclusive mantendo, com fins eleitorais, mais de 1.500 professores temporários, com contrato de trabalho precarizado, baixos salários e quase nenhum direito.

* Caio César Muniz
Pode até parecer estranho a quem acompanha o noticiário mossoroense, mas, acredite, o prefeito de Mossoró já foi um dirigente sindical, tendo presidido o Sindicato dos Servidores Técnicos da Ufersa entre os anos de 2016 e 2018.
Nestes dois anos, Allyson conseguiu fazer do espaço, um degrau para alcançar outros patamares simbólicos da política, chegando ao posto maior de chefe do Executivo local. Ou seja, aproveitou-se da estrutura sindical, esta mesma que hoje ele persegue e desrespeita.
Não fez bem ao jovem ex-sindicalista o assento à cadeira principal do Palácio da Resistência. Agora adornado com um chapéu de couro, coisa que ele nunca usara antes na vida, Allyson vestiu-se também de uma couraça só assemelhada aos ditadores e fez dos sindicatos e dos sindicalistas os seus principais inimigos. A alguns interlocutores, chegou a admitir que iria reduzir algumas destas instituições de classe a meros números cartoriais… e só.
Um a um, ele tem minado, desrespeitando cartas sindicais e representatividades, maltratando e perseguindo sindicalistas, utilizando-se do expediente de criar comissões paralelas, que, em tese, não representam parte significativa dos servidores, tendo em vista que não foram eleitos para isto e, legalmente, não tem papel de decisão.
Adula-os com gracejos cínicos, fotografias entre “murrinhos”, promessas que amansam e inflam alguns egos. Num futuro próximos, quando alguns retrocessos vierem à tona, amparados pelas suas conivências, mesmo diante do alerta dos sindicatos, voltarão às pressas para a sombra segura dos sindicatos. Joga-os uns contra os outros, que, envaidecidos, cegam e se dividem, enfraquecendo lutas e perdendo direitos. Mas, eles não têm culpa, quem vem de anos de fragilidade, engana-se com qualquer promessa vã. Allyson sabe disto.
Não respeita nada, nem ninguém. Não à toa, o próprio sindicato do qual foi dirigente repudiou seu comportamento avesso à luta de classe: “A Seção Sindical – SINTEST- UFERSA, vem a público manifestar sua solidariedade aos (às) servidores (as) municipais de Mossoró pelas sucessivas tentativas de retiradas de direitos historicamente conquistados empreendidas pela gestão do prefeito Alysson Bezerra ao mesmo tempo em que repudia a postura do atual prefeito de Mossoró, que ganhou notabilidade e projeção política à frente desta seção sindical, por sua falta de diálogo com trabalhadores e trabalhadoras do município”.
É de envergonhar a qualquer um, mas não a ele, o sindicalista anti-sindical, que segue a sua trajetória, de chapéu de couro na cabeça e chicote em punho, tentando acabar com cada sindicato, reduzí-los a meros números, como ele próprio prometeu. Mas isto me faz lembrar o “Poeminho do contra” do poeta Mário Quintana: “Todos esses que aí estão/Atravancando meu caminho,/Eles passarão…Eu passarinho!”
Passará, ah passará!
Jornalista e poeta

