Duas novas pesquisas mostram movimentação na disputa pelo Governo do RN.
Na Consult, Allyson Bezerra lidera com 30%, seguido por Álvaro Dias, com 26,41%, e Cadu de Lula, com 16,06%.
Na Datavero, Allyson aparece com 37,21%, Álvaro tem 24,07% e Cadu chega a 17,72%.
Allyson segue na liderança, mas parece agora estagnado, sem crescimento. Álvaro vê sua vantagem sobre o terceiro colocado diminuir.
Já Cadu é quem apresenta a trajetória mais clara de crescimento. Na Consult, ele saiu de 11,24% em julho para 16,06%. Na Datavero, avançou de 10,8% para 17,72% no mesmo período.
Os institutos divergem bastante sobre a vantagem de Allyson na liderança. Mas há uma tendência comum nos dois levantamentos: Cadu sobe, Álvaro recua e Allyson não cresce.
As próximas pesquisas deverão mostrar se esse movimento se consolida e muda de vez a configuração da disputa. (Fonte: Blog de Neto Queiroz)
Pesquisas
Elas dominaram o cenário político no ano passado no Rio Grande do Norte. Foram pelo menos 30 delas. Durante quase todos os meses de 2025, foram divulgadas pesquisas eleitorais as mais diversas. Analisando todos os cenários eleitorais e considerando as mais diferentes situações e ocorrências.
Se um político fazia uma festa, na semana seguinte, tinha-se uma pesquisa. Se ele concedia uma entrevista, do nada apareciam novos números. Quando se ia a Brasília, lá vem outra sondagem. E, assim, elas se multiplicaram ao gosto e intenção do freguês. Mas, de repente, não mais que de repente, sumiram, despareceram.
O fim das pesquisas se deu, numa coincidência interessante, ao mesmo empo em que as ações da Operação Mederi vieram a público. Há quase um mês tivemos Policiais Federais e agentes da Controladoria Geral da União (CGU) cumprindo mandados judiciais em Mossoró e cidades vizinhas.
Pessoas receberam tornozeleiras eletrônicas, carros de luxo foram apreendidos, aparelhos eletrônicos foram levados, dinheiro foi encontrado com suspeitos, o resultado comum de quando se investiga organizações criminosas. E o que isso tem a ver com as pesquisas?
Ora, um dos principais suspeitos e investigados na Operação Mederi é, ninguém mais ninguém menos, que o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil). O jovem político mossoroense liderava as pesquisas de intenção de votos para o Governo do Estado.
Dizemos que liderava porque as sondagens deixaram de ser feitas. E, como não estão mais perguntando às pessoas em quem elas votariam, não temos como saber que são os preferidos do eleitorado atualmente. Principalmente depois que se descobriu que roubaram e deixaram roubar o dinheiro da saúde do povo de Mossoró.
Por que, então, acabou o interesse pelas pesquisas? Aliás, a quem elas interessavam? Quem as pagava? O que motivava quem pagava por elas? De onde saía o dinheiro para pagá-las? Acabou o interesse ou dinheiro?
São muitas perguntas até que a próxima pesquisa venha a público. E quando elas vierem, saberemos se a interrupção foi programada ou não. Se não ocorreram por falta de vontade ou desejo de que as coisas se acalmassem.
Por fim, saberemos se o eleitor esqueceu do que ocorreu em Mossoró e nas outras cidades em que a PF cumpriu mandados judiciais, ou se esperaram ele esquecer.
Por fim, é importante destacar que qualquer pesquisa que se queira como séria terá que, obrigatoriamente, trazer a percepção do eleitor do Rio Grande do Norte sobre a roubalheira que a PF e a CGU descobriram em Mossoró. É imperioso que se dê ao cidadão potiguar a chance de ele dizer o que acha sobre quem roubou o dinheiro do contribuinte mossoroense. Ou de quem quer fingir que apenas deixou roubar.
Há muito tempo que as pesquisas eleitorais que chegam ao público não tem mais o uso que deveriam: oferecer cenários. Os números levantados por institutos tem como objetivo “vender” o nome de alguém. Faz tempo que tem sido assim. E, infelizmente, a estratégia tem dado certo. Mossoró é um exemplo disso.
Por aqui, as pesquisas de 2020 e 2024 tiveram como propósito induzir votos. Foi assim que Allyson Bezerra (UB) saiu de menos de 5% nas intenções de votos para se eleger em 2020 e se reeleger com votação histórica em 2024.
Como a estratégia deu certo, ela vem se repetindo para a eleição ao Governo do Estado no próximo ano. É o mesmo modus operandi com o mesmo beneficiado: Allyson Bezerra. Coloquemos nessa conta a inércia dos seus adversários.
No meio disso tudo, no entanto, há um grande mistério: quem patrocina essas pesquisas. Cada uma delas custa milhares de reais. Em 2020, foram mais de 20 pesquisas realizadas, a um custo milionário, sem que até hoje ninguém saiba quem pagou por elas. Embora em todas elas o principal beneficiado tenha sido o mesmo. Esse ano, tudo se repete. E com o mesmo mistério: quem paga as pesquisas?
Elas foram concebidas com o intuito de oferecer ao eleitor um cenário eleitoral momentâneo. Para mostrar aos futuros votantes como está uma determinada disputa por um cargo, oferecendo-lhe assim, perspectivas que o ajudem a definir sua escolha. Eram, portanto, importantes instrumentos num pleito.
Há tempos, no entanto, que deixara de ser ferramenta de orientação para serem meios de indução de voto. Nessa perspectiva, elas funcionam assim: elas vão sendo divulgadas colocando quem as contratou sempre em crescimento. Dessa forma, fica para o eleitor a falsa ideia de que determinado está mesmo aumentando seu percentual e votos, e assim, acaba votando nele.
Um dos indícios dessa manipulação é o fato de as pesquisas serem realizadas quase semanalmente. Mesmo que estejamos há meses, e às vezes até anos, do pleito. Essa é uma situação no mínimo estranha que desafia o Ministério Público Eleitoral e a Justiça Eleitoral.
Nesse ano, porém, o desafio, tanto para o MPE, quanto para a Justiça Eleitoral, é combater a disseminação de pesquisas sem o atendimento aos requisitos legais.
O mais recente levantamento sobre a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte, por exemplo, não traz quem a encomendou. Não se sabe quem a contratou, quem pagou pela pesquisa. Uma suspeita clara de que pode ter sido um dos interessados na disputa.
Pesquisas não são baratas. Cabe à Justiça Eleitoral descobrir quem são “os pobrezinhos” que as estão bancando.
Os institutos de pesquisas tem um papel muito importante na sociedade. Isso se revela também nas eleições.
Nessa seara, no entanto, as pesquisas tem sido usadas com claro desvirtuamento. Ao invés de serem usadas para mostrar um cenário de momento, as pesquisas tem sido usadas largamente com o intuito de induzir votos.
Os políticos já perceberam que o eleitor tende a votar em candidatos que aparecem nas primeiras colocações nos levantamentos. Com isso, toda vez que uma pesquisa é divulgada, quem está na frente aumenta seu percentual de votos.
Em Mossoró, as pesquisas foram sendo repetidas até garantir que o candidato vencedor tivesse o volume de votos desejado.
Por aqui, quase todas as pesquisas foram realizadas por um mesmo instituto, a TS2, cujo dono é Erison Natécio, ex-secretario do prefeito Allysson Bezerra.
A saúde e a educação de Mossoró estão na UTI. A gestão Allyson Bezerra (UB) é de uma incompetência jamais vista na história da cidade. Essas são apenas duas das muitas conclusões a que se chega analisando-se os dados do Ranking de Eficiência dos Municípios (REM), divulgado pela Folha de São Paulo.
Um dia após a reportagem da Folha de São Paulo mostrar o desastre administrativo da gestão Allyson Bezerra, coincidentemente, uma pesquisa é publicada apontando que o prefeito tem quase 100% dos votos. E que sua avaliação é superior a 86%.
O eleitor mossoroense já percebeu que sempre que o prefeito se envolve em alguma enrascada, comete um grande erro ou vê seus malfeitos descobertos, logo em seguida, como em passe de mágica, alguma pesquisa surge para “tirá-lo das cordas”.
A mais recente pesquisa, e que coloca Allyson com a preferência de quase todos os mossoroenses, foi publicada logo depois de vir à tona uma auditoria que aponta irregularidades em licitações da atual gestão municipal.
Das suspeitas, uma delas foi comprovada: aquela ganha pela São Tomé Distribuidora, empresa-fantasma que daria um prejuízo de R$ 3 milhões aos cofres do município. A gestão Allyson Bezerra tentou de todas as formas dar ares de legalidade à tramoia, mas, rendido pelas circunstâncias, e sendo pega no flagra pelos vereadores Tony Fernandes (Avante), Paulo Igo (MDB) e Omar Nogueira (PV) teve que admitir a irregularidade e cancelar a licitação.
Governo do RN anuncia reajuste no valor de bolsas de estudo, pesquisa e apoio técnico
O Governo do Rio Grande do Norte, por meio da Fundação de Amparo e Promoção da Ciência, Tecnologia e Inovação (FAPERN), sistematizou e normatizou tipos, modalidades, níveis e valores para concessão de bolsas de estudo, pesquisa e apoio técnico. Com a nova resolução publicada no diário oficial desta quinta-feira (29/6), os valores destas bolsas serão ampliados.
As bolsas de estudo para formação de recursos humanos seguem o padrão de valores praticados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Na iniciação científica, à docência, ao extensionismo, à inovação, ao desenvolvimento tecnológico e/ou cultural, e à pesquisa aplicada, os valores das bolsas são distribuídos por nível, sendo: Nível I, R$ 200,00; Nível II, R$ 300,00; e Nível III, R$ 700,00. Além disso, a bolsa para mestrado é de R$ 2,1 mil, doutorado R$ 3,1 mil E pós-doutorado é de R$ 5,2 mil.
No caso das bolsas de pesquisa básica, aplicada, de inovação e de desenvolvimento científico e tecnológico regional, os valores ultrapassam os praticados pela CAPES. A bolsa é paga para egressos de acordo com o grau de formação, sendo: Nível médio profissionalizante (R$ 1,6 mil), graduação (R$ 2,5 mil), especialização (R$ 3 mil), mestrado (R$ 4 mil) e doutorado (R$ 5,3 mil). A bolsa para pesquisador visitante, que precisa ter diploma de doutorado, recebe o mesmo valor da bolsa de doutorado.
Além destas, há a bolsa de coordenação de projetos de ciência, tecnologia e/ou inovação. Por ter uma carga horária semanal de 40h, superior aos dos demais que são de 30h, os valores também são diferentes, variando de R$ 500 a R$ 7,3 mil, de acordo com o grau de formação e a existência de vínculo empregatício.
As bolsas de apoio técnico permitem o vínculo empregatício e também foram sistematizadas por nível de formação, sendo: egressos de ensino médio (R$ 500,00) e de graduação (R$700,00).
A nova resolução entra em vigor a partir de 29 de junho, mas só será aplicada aos atuais bolsistas, desde que haja permissão nos diplomas jurídicos, concordância dos ordenadores de despesa, orçamento disponível e sejam feitos os devidos aditivos.
Terminou nesta segunda-feira (26/9) o prazo para o registro das pesquisas de opinião pública a serem divulgadas no dia da eleição, marcada para o próximo domingo, 2 de outubro.
De acordo com a legislação eleitoral, as pesquisas sobre a preferência do eleitorado por candidatas e candidatos poderão ser divulgadas a qualquer momento, inclusive no dia das eleições, desde que sejam registradas com cinco dias de antecedência.
As entidades e empresas responsáveis devem protocolar os levantamentos por meio do Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Importante lembrar que a Justiça Eleitoral não realiza qualquer controle prévio sobre resultado de pesquisa, nem gerencia ou cuida da divulgação.
Os levantamentos apresentados pelas empresas tampouco são fiscalizados de ofício pela Justiça Eleitoral. Na prática, essa função é exercida pelo Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral), pelas candidatas ou candidatos, pelos partidos políticos, pelas coligações e pelas federações, que são as partes legitimadas a impugnar o registro ou a divulgação de pesquisas eleitorais.
Somente ontem, duas novas pesquisas foram registradas no TSE relacionadas às eleições no Rio Grande do Norte. Ao todo, ainda devem ser divulgadas, até o dia das eleições, mais de 15 pesquisas no RN.
Duas pesquisas sobre a disputa presidencial foram divulgadas nesta segunda-feira, 26/9. Em ambas, o cenário é o mesmo: estagnação da campanha do presidente Bolsonaro (PL) e crescimento da candidatura do ex-presidente Lula (PT).
Pela manhã, a sondagem Pactual/FSB trouxe o petista com 45% das intenções de voto, 1% a mais que no levantamento anterior. Bolsonaro se manteve com os mesmos 35% de antes. Considerando os votos válidos, Lula apareceu com 48%, e com a margem de erro, poderia vencer no primeiro turno.
O cenário de vitória no primeiro turno se apresentou de maneira mais forte na pesquisa Ipec, divulgada há pouco. Nela, Lula tem 48% das intenções de votos (1% a mais que na pesquisa anterior do mesmo instituto). Já Bolsonaro se manteve com 31%. Contabilizando-se apenas os votos válidos, Lula tem a preferência de 52% do eleitorado, portanto, com chances ainda maiores de vencer já no próximo domingo.
Há um movimento orquestrado por parte da oposição para tirar o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), da disputa pela vaga ao Senado Federal nas eleições do próximo ano. O próprio Carlos Eduardo já percebeu as manipulações.
Pesquisas da Seta e Big Data escancaradamente tendenciosas. Não colocaram meu nome para o Senado nem divulgaram a espontânea para o Senado. Na verdade, colocaram meu nome para o Senado sim, mas o resultado contrariava o interesse do contratante. Tenho dito”, denunciou o ex-prefeito semana passada.
A mais nova jogada realizada pelos interessados em “escantear” Carlos Eduardo consiste em “fermentar” dados de pesquisa com o nome do ex-prefeito candidato ao Governo do Estado. O objetivo é claro: tentar convencer Carlos Eduardo que será mais vantajoso para ele disputar o governo e não o Senado.
Embora não tenha declarado publicamente qual cargo pretende disputar, Carlos Eduardo demonstra predileção pela disputa ao Senado. A reclamação sobre as mais recentes pesquisas são mais uma demonstração nesse sentido.
Tem interesse na disputa ao Senado os ministros bolsonaristas Fábio Faria, das Comunicações, e Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional). Ambos com desempenho sofrível nas pesquisas. Faria ainda está inscrito no PSD. Rogério Marinho está sem partido.
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