Pesquisas eleitorais: por que elas desapareceram?

As sondagens eleitorais sumiram: faltou interesse ou dinheiro

por Ugmar Nogueira
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Elas dominaram o cenário político no ano passado no Rio Grande do Norte. Foram pelo menos 30 delas. Durante quase todos os meses de 2025, foram divulgadas pesquisas eleitorais as mais diversas. Analisando todos os cenários eleitorais e considerando as mais diferentes situações e ocorrências.

Se um político fazia uma festa, na semana seguinte, tinha-se uma pesquisa. Se ele concedia uma entrevista, do nada apareciam novos números. Quando se ia a Brasília, lá vem outra sondagem. E, assim, elas se multiplicaram ao gosto e intenção do freguês. Mas, de repente, não mais que de repente, sumiram, despareceram.

O fim das pesquisas se deu, numa coincidência interessante, ao mesmo empo em que as ações da Operação Mederi vieram a público. Há quase um mês tivemos Policiais Federais e agentes da Controladoria Geral da União (CGU) cumprindo mandados judiciais em Mossoró e cidades vizinhas.

Pessoas receberam tornozeleiras eletrônicas, carros de luxo foram apreendidos, aparelhos eletrônicos foram levados, dinheiro foi encontrado com suspeitos, o resultado comum de quando se investiga organizações criminosas. E o que isso tem a ver com as pesquisas?

Ora, um dos principais suspeitos e investigados na Operação Mederi é, ninguém mais ninguém menos, que o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil). O jovem político mossoroense liderava as pesquisas de intenção de votos para o Governo do Estado.

Dizemos que liderava porque as sondagens deixaram de ser feitas. E, como não estão mais perguntando às pessoas em quem elas votariam, não temos como saber que são os preferidos do eleitorado atualmente. Principalmente depois que se descobriu que roubaram e deixaram roubar o dinheiro da saúde do povo de Mossoró.

Por que, então, acabou o interesse pelas pesquisas? Aliás, a quem elas interessavam? Quem as pagava? O que motivava quem pagava por elas? De onde saía o dinheiro para pagá-las? Acabou o interesse ou dinheiro?

São muitas perguntas até que a próxima pesquisa venha a público. E quando elas vierem, saberemos se a interrupção foi programada ou não. Se não ocorreram por falta de vontade ou desejo de que as coisas se acalmassem.

Por fim, saberemos se o eleitor esqueceu do que ocorreu em Mossoró e nas outras cidades em que a PF cumpriu mandados judiciais, ou se esperaram ele esquecer.

Por fim, é importante destacar que qualquer pesquisa que se queira como séria terá que, obrigatoriamente, trazer a percepção do eleitor do Rio Grande do Norte sobre a roubalheira que a PF e a CGU descobriram em Mossoró. É imperioso que se dê ao cidadão potiguar a chance de ele dizer o que acha sobre quem roubou o dinheiro do contribuinte mossoroense. Ou de quem quer fingir que apenas deixou roubar.

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