O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) instaurou um procedimento para apurar possíveis irregularidades no concurso da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap), que oferece vagas e cadastro de reserva para os cargos de policial penal e especialista em assistência penitenciária.
A investigação, conduzida pela 70ª Promotoria de Justiça de Natal, considera a prisão em flagrante de 11 candidatos durante a aplicação da prova objetiva. Segundo as informações encaminhadas ao Ministério Público, eles são suspeitos de utilizar equipamentos eletrônicos para transmitir dados de forma clandestina.
O MPRN também apura o compartilhamento de imagens do caderno de provas em aplicativos de mensagens durante a realização do exame. Documentos policiais apontam ainda que detectores de metais não teriam sido utilizados em todos os locais de aplicação.
A Promotoria solicitou informações à Secretaria Estadual da Administração e ao Instituto Avalia sobre os procedimentos de segurança adotados no concurso, incluindo os locais de prova, uso de detectores de metais e medidas de prevenção a fraudes. Os órgãos têm prazo de 15 dias para prestar os esclarecimentos.
O MPRN também informou que acompanhará as investigações da Delegacia Especializada de Defesa do Patrimônio Público e do Combate à Corrupção. A apuração deverá verificar a extensão das possíveis irregularidades e se há elementos que justifiquem a anulação das provas escritas.


