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Lawrence Amorim assina ficha do PSDB e tem autonomia para discutir chapa majoritária em Mossoró
O PSDB de Mossoró ganhou nesta terça-feira (26), o presidente da Câmara Municipal, vereador Lawrence Amorim. Líder da sigla no Estado, o deputado Ezequiel Ferreira abonou a filiação do novo tucano. “Lawrence é uma nova liderança, que vem galgando espaços e destaques não só em Mossoró, mas na região e no Estado. Ele foi candidato a deputado e chegou a quase 60 mil votos, tendo 33 mil votos somente em Mossoró, obtendo a maior votação da história para um federal. Lawrence chega e terá carta branca do PSDB para as Eleições 2024”, diz Ezequiel Ferreira.
A trajetória política de Lawrence Amorim começou cedo. Com 23 anos, foi eleito prefeito da cidade de Almino Afonso, município de seus avós, onde foi reeleito quatro anos depois. Como prefeito, foi bem avaliado pela população, e conseguiu eleger seu sucessor. Nasceu em Mossoró, onde atualmente reside. É casado com a farmacêutica e servidora pública Fátima Tereza, que preside o PSDB de Mossoró. Em 2020, foi eleito vereador da Câmara Municipal de Mossoró. Em 2021, foi eleito por unanimidade entre os 23 vereadores, presidente da Casa Legislativa, para os quatro anos. Lawrence também foi um dos coordenadores da campanha vitoriosa do prefeito Allyson Bezerra (União Brasil), em 2020.
Na próxima semana, o PSDB de Mossoró fará um evento de filiações e apresentará sua nominata com mais de 20 candidatos que concorrerão à Câmara Municipal de Mossoró, segundo maior colégio eleitoral do Rio Grande do Norte. O evento será junto com o Cidadania, que faz parte da Federação com o PSDB.
Há pouco mais de dois anos o país ganhava um novo partido: o União Brasil. Resultado da fusão entre o Partido Socialista Liberal (PSL) e Democratas (DEM), a sigla nasceu como uma das mais fortes do cenário político nacional.
Além de contar com uma bancada com mais de 80 deputados federais (26 do DEM e 55 do PSL), o União Brasil teve direito em seu primeiro ano de existência, a um dos maiores tempos de propaganda eleitoral no rádio e na TV, e uma quantia milionária do Fundo Partidário, quase R$ 1 bilhão.
Passadas as eleições de 2022 (quando o partido foi cotejado, pelas razões acima, por quase todos os políticos), o União Brasil passou a viver momentos difíceis. Cassação de deputados, envolvimento de parlamentar em morte e briga pelo comando da sigla integram a lista de problemas enfrentados pelo União Brasil.
Um dos primeiros episódios que colocaram o partido no centro das polêmicas foi o processo que pode cassar o mandato do senador Sérgio Moro. Sobre Moro pesam várias acusações, entre elas abuso de poder econômico, e o processo deve ser concluído em breve.
Cassação de mandatos, aliás, é um “carma” na existência do União Brasil. Na sua curta existência, a sigla perdeu os seguintes parlamentares da sigla, que tiveram os mandatos cassados: Fábio Silva (deputado estadual do Rio de Janeiro, por abuso de poder religioso) e Artur do Val (deputado estadual de São Paulo cassado por decoro parlamentar). Um terceiro deputado (esse federal) também deverá ser cassado em breve: Chiquinho Brazão. Acusado de ser um dos mandantes da morte da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL), Chiquinho foi expulso do partido horas depois de ser preso pelo crime.
Além desses casos, tem chamado a atenção a guerra entre Luciano Bivar e Antônio Rueda. Os dois se digladiam, inclusive publicamente, pelo comando do União Brasil. No último dia 20, Bivar foi afastado da direção nacional do partido. Rueda foi eleito, então, novo presidente. Até chegar ao afastamento de Bivar e ascensão de Rueda, muitos foram os episódios de ameaças e até de outros crimes. As casas de Rueda e da irmã dele (tesoureira do União Brasil) foram incendiadas, e eles acusam Bivar.
Não tem sido fáceis os dias no União Brasil.
Depois esperar, sem sucesso, pelo prefeito Allyson Bezerra, o diretório do Partido Liberal (PL) em Mossoró decidiu, enfim, que terá candidatura própria à prefeitura de Mossoró nas eleições de outubro próximo.
O partido tinha lançado um nome (o do empresário Tião Couto) na tentativa de que o prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) voltasse atrás e cumprisse a promessa de ceder a vaga de vice à agremiação.
Ao perceber que o pedido do prefeito para que espere até o final de junho é pura enrolação (já que a vaga está prometida a Lawrence Amorim, presidente da Câmara Municipal), o PL decidiu que o ex-vereador Genivan Vale (foto) será candidato a prefeito de Mossoró.
O PL já trabalha para formar um bloco de oposição ao prefeito Allyson Bezerra. Partidos como o Progressistas (PP) da ex-prefeita Rosalba Ciarlini, e Avante, do empresário Jorge do Rosário, estão sendo contatados. O Podemos, agora sob comando do ex-vereador Narcizo, é outro no rol de conversações. O Podemos, inclusive, voltou atrás na decisão de apoiar o projeto de reeleição de Allyson.

O Governo do RN lança nesta segunda-feira (25/3), no auditório da Governadoria, o portal ObservaRN, que reúne a análise de indicadores, composto por uma rede colaborativa de produção de conhecimento, integrando órgãos e entidades da Administração Pública Estadual.
Gerido pela Secretaria de Estado do Planejamento, do Orçamento e Gestão (Seplan) e coordenado pela Coordenadoria de Estudos Socioeconômicos da pasta, o ObservaRN tem o objetivo de promover a integração na coleta e na análise de indicadores sociais, econômicos e gerenciais e beneficiará diversos atores da sociedade.
SERVIÇO
O QUE: Lançamento do Portal ObservaRN
QUANDO: Segunda-feira (25/03), às 9h30
LOCAL: Auditório do Governadoria, Centro Administrativo do Estado, Lagoa Nova, Natal.
Mesmo a contragosto, apesar da falta de vontade e embora não queira, o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil) foi obrigado, mais uma vez, a voltar atrás. A semana que passou foi marcada por mais um recuo do prefeito.
Dessa feita, o gestor teve que engolir o orgulho e fazer o repasse integral do valor do duodécimo para a Câmara Municipal. Allyson tinha enviado à conta do Legislativo apenas 40% do valor. Diante da devolução dos recursos pelo presidente Lawrence Amorim (Solidariedade), e em face da grande má repercussão do caso, o prefeito não teve outra alternativa senão fazer o repasse integral. Allyson sabe que o não repasse dos valores constitucionais à Câmara pode trazer sérias implicações jurídicas e políticas. O prefeito já tinha voltado atrás quando se descobriu que a licitação ganha pela São Tomé Distribuidora era fraudulenta.

O diretório do Partido Socialista Brasileiro (PSB) em Mossoró poderá sofrer intervenção. A agremiação é de espectro de esquerda, tem aliança histórica, além de coligação atual com o PT, e conta ainda com o vice-presidente da República em seus quadros.
Nada disso, porém, foi levado em consideração pelo presidente do diretório estaduaal, ex-deputado Rafael Motta, quando decidiu tirar a sigla da oposição ao prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) e colocá-la no colo do gestor. O PSB mossoroense conta com um vereador, Pablo Aires, que realizou sistemática ao prefeito Allyson, o que lhe rendeu desleal, contínua e permanente perseguição da gestão municipal.
Em recente passagem por Natal, a presidente do PT, deputada Gleisi Roffmann, afirmou que vai solicitar do PSB mútua fidelidade.
Em Mossoró, o partido fez uma inclinação para próximo do prefeito Allyson que já está arrumando a chapa proporcional rumo à Câmara Municipal.
O que pode acontecer? O PSB pode ir para as convenções sobre a tutela de Allyson e depois o diretório pode sofrer a tão temida intervenção, fato bastante comum na política.
Então hoje os pré candidatos que estão se filiando ao PSB achando que está ou vai estar próximo do prefeito poderão sofrer consequências mais duras.
O Boca da Noite fez contato com a direção nacional do partido PSB que afirmou que dia 11 de abril terá reunião da Executiva Nacional do partido onde eles vão avaliar tudo que está acontecendo em Estados e municípios.
As eleições municipais desse ano, em Mossoró, prometem muito. As prováveis mudanças no parlamento municipal são um dos fatos que mais atiçam a curiosidade dos eleitores. Para que isso aconteça, muitas acomodações estão sendo feitas nos partido que estão montado nominatas.
Não podemos prevê qual será o resultado das urnas para prefeito da cidade, apesar do atual gestor se autointitular como favorito. Mas há algo possível de asseverar: Allyson deverá fazer uma bancada de 12 vereadores nessas eleições.
Para isso tem trabalhado dia e noite. Para consolidar nomes e apadrinhar politicamente outros que estão no seus arredores.
A engenharia para chegar ao resultado pretendido envolve a construção de quatro nominatas com as quais vai tentar eleger nomes de sua preferência pessoal e ideológica.
No União Brasil, o prefeito tem o desejo da volta de Naldo Feitosa, além de tentar renovar os mandatos de Ricardo de Dodoca, Genilson Alves e Raério Araújo. Genilson vive a expectativa de ser o presidente do Legislativo ano que vem.
No PSD, o prefeito quer eleger o seu auxiliar de assuntos aleatórios João Marcelo, além de Alex do Frango. Nesse mesmo partido, lutam para ter a preferencia do prefeito Wlademir e Petras Vinicius.
No Solidariedade, o prefeito quer fazer do sobrinho do seu pai e, consequentemente, seu primo, o jovem Leonardo Martins um dos vereadores mais votados da chapa, além do atual secretário Thiago Marques.
O Prefeito ainda tem na lista de partidos o PSB, que vai vir com o formato de chapa da degola, com o empresario Vavá (que Allyson está tirando do Republicanos), além de um candidato surpresa, que deve ser a secretária de Saúde, Morgana Dantas ou a antiga secretária da Educação, Hubeônia Alencar.
Sobre o PSB ainda pode acontecer uma reviravolta. É que o partido poderá sofrer intervenção do diretório nacional e corre o risco de não ficar com o prefeito.
A ex-vereadora Larissa Rosado está de malas prontas para o PSD. A chegada da ex-parlamentar à sigla, no entanto, ainda não está sacramentada. Os dirigentes municipais da legenda temem que a presença de Larissa cause uma debandada dos atuais pré-candidatos a vereador.
Larissa tem densidade eleitoral para conseguir uma vaga na Câmara Municipal. Importante lembrar que ela estava no cargo até perder a vaga porque seu antigo partido, o PSDB, foi condenado por fraude à cota de gênero. Ela, portanto, é uma candidata muito forte e isso assusta os atuais pré-candidatos.
Controlado pelo prefeito Palácio da Resistência, o PSD, sob o comando do advogado Paulo Linhares, trabalha nominata para eleger pessoa de confiança do prefeito à Câmara. A preferida hoje é uma filha da ex-secretária de Educação de Mossoró, Hubêonia Alencar.
Bomba: Lawrence devolve à prefeitura recursos do duodécimo da Câmara; saiba o motivo
O presidente da Câmara de Mossoró, Lawrence Amorim (Solidariedade) aniversariou ontem. Recebeu, de presente de aparências, a visita do prefeito Allyson Bezerra (União Brasil). Teve ainda um afago no ego: a divulgação, em sites, blogs e perfis controlados pelo Palácio da Resistência, a “garantia” de que será o candidato a vice-prefeito na chapa de Allyson. Tudo não passava, no entanto, de jogo de cena para a armadilha preparada pelo prefeito.
Ontem, veio a “paulada”: a gestão municipal repassou apenas 40% do valor do duodécimo a que a Câmara tem direito, referente ao período de 20 de fevereiro a 20 de março. Lawrence, por sua vez, não se fez de rogado: devolveu o dinheiro, num claro recado de que só aceita a verba, constitucional a que o Legislativo faz jus, na sua integralidade.
O Portal Na Boca da Noite vem acompanhando, há meses, os capítulos e cenas da relação cheia de altos e baixos em que se transformou a relação Allyson/Lawrence. Os fatos advindos disso se assemelham a um dramalhão mexicano que parece não ter fim.
O não repasse, mais uma vez, na integralidade dos recursos do duodécimo a que a Câmara tem direito é mais um atritos institucional e político protagonizado entre os chefes do Executivo e do Legislativo. O ato de ontem foi mais uma cena de arrepiar.
A quarta-feira, 20 de março, foi a data limite para o repasse do duodécimo e o prefeito Allyson repassou apenas um percentual do valor a que a Câmara tem direito. A Constituição determina que o duodécimo a ser repassado pelas prefeituras às Câmara Municipal deve ser um valor referente a 6% da receita líquida do município.
Dos cerca de R$ 6 milhões a que deveriam ter sido repassados ao Legislativo, a gestão Allyson Bezerra enviou apenas pouco mais de R$ 2,4 milhões. Ao confirmar o repasse na conta da Câmara e perceber o valor aquém do que deveria, Lawrence orientou o financeiro e o jurídico da Câmara a devolverem os recursos.
Com os recursos fracionados e posteriormente devolvidos, a Câmara atrasou salários dos servidores efetivos, comissionados, terceirizados como também de vereadores e os auxiliares dos gabinetes. O clima nos bastidores do Legislativo é de revolta. Mais um capítulo na conturbada relação entre Allyson e Lawrence.
Contactamos a assessoria da Câmara para saber como o Legislativo vai fazer para cumprir os compromissos financeiros e para obrigar a prefeitura a repassar os valores na integralidade.
Também tentamos ouvir a prefeitura para saber o porquê do repasse fracionado e quando o restante do valor será repassado. Ainda não recebemos retorno das assessorias contactadas.
Nota da redação – A assessoria da Câmara retornou o contato às 10h, e confirmou que houve retenções de valores. “Houveram algumas retenções com as quais a Câmara não concorda”, destacou a assessoria, confirmando que a presidência do Legislativo devolveu os recursos.
Ainda de acordo com a assessoria da Câmara, hoje haverá reuniões entre as equipes técnicas do Legislativo e do Executivo para que se encontre uma solução para o impasse.
Sobre os compromissos da Câmara, a assessoria ressaltou que o Legislativo tem até o dia 31 de março para quitá-los.

