Um real desviado da Saúde faz uma diferença gigante. É um comprimido que vai faltar. Um soro faltando. Milhões desviados se configuram em sentença de morte.
É o dinheiro do balão de oxigênio. Das cirurgias ginecológicas, dos medicamentos para tratamento de média e alta complexidade. Do salário dos médicos concursados.
Apesar disso, João Maia, deputado federal potiguar pelo Progressistas, acha que é normal que roubem o dinheiro da saúde.
João Maia tripudia na cara dos mais humildes quando diz que uma investigação que apura desvio de milhões na gestão Allyson Bezerra (União Brasil) é insignificante.
João Maia normaliza a roubalheira pra defender seu candidato a governador.
João Maia ignora a dor e o sofrimento de quem precisa de atendimento nas UBS’s de Mossoró, onde falta quase tudo, pra defender o patrão da esposa.
Alguém precisa dizer a João Maia que é estupidez defender o indefensável. Que é imoral trocar a dignidade por conveniência política. Que é desumano esconder o roubo de quem deixa pessoas morrer por falta de medicamentos, exames e médicos para atender aos doentes.
João Maia deveria pedir desculpas públicas à população por ter dito um disparate tão grande. E até se retratar com a Polícia Federal (PF) e Controladoria Geral da União (CGU), que pegaram a gestão Allyson Bezerra roubando o dinheiro da saúde. Insignificante é quem passa pano pra algo tão grave, João Maia!!!!
Roubo
Do Blog do Dina
O Que Você Vai Ler
Documentos da Operação Mederi mostram que Poliana Rezende Dantas, Diretora Financeira I da Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró entre 2024 e 2025, foi citada em pelo menos 9 interceptações ambientais realizadas entre maio e junho de 2025 na sede da distribuidora de medicamentos DISMED. As informações são parte da investigação a que o Blog do Dina teve acesso com exclusividade. Segundo decisão do desembargador federal Rogério Fialho Moreira, do TRF-5, ela ocupa a 5ª posição numa estrutura de 9 pessoas — descrita como “contato de confiança dentro da Secretaria Municipal de Saúde”, cuja participação, conforme a decisão, seria indispensável para a execução do esquema investigado.
Poliana foi nomeada pelo prefeito Allyson Leandro Bezerra Silva — o topo da estrutura segundo a mesma decisão — por portaria de 31 de janeiro de 2025. Vinte e três dias antes da nomeação, os documentos do TRF-5 registram trocas de mensagens entre ela e Oseas Monthalggan Fernandes da Costa, sócio da DISMED e um dos principais operadores do esquema investigado.
A defesa dela foi procurada pelo Blog do Dina para se manifestar e afirmou que, em razão do processo estar em sigilo, não tinha como contribuir com os esclarecimentos solicitados pela reportagem.
Os autos obtidos pelo Blog do Dina registram: “verificou-se trocas de mensagens entre Poliana e o investigado Oseas Montalgghan, que foram realizadas nos dias 07, 08, 09, 14, 15, 16 e 17 de janeiro de 2025.”
São sete dias de mensagens com o sócio da DISMED. O conteúdo das mensagens não foi transcrito nos documentos disponíveis ao Blog do Dina — é uma das lacunas da apuração. Vinte e três dias após a última mensagem registrada, Poliana estava nomeada Diretora Financeira da SMS.
“A Poliana dá carona”
A primeira escuta ambiental em que Poliana é citada pelo nome é de 9 de maio de 2025. Sidney — representante comercial que atuava como intermediário da DISMED — comunica a Oseas que Mossoró havia recebido um ofício licitatório e que ele havia entregado o documento à Diretora Financeira:
“MOSSORÓ recebeu o ofício, viu, hoje! POLIANA, pra POLIANA, dá CARONA. Ela disse que segunda-feira respondia.”
OSEAS: “Show de bola!”
Segundo investigadores, a “carona” no contexto da investigação refere-se à adesão a atas de registro de preços de outros entes, mecanismo pelo qual Mossoró poderia contratar a DISMED sem processo licitatório próprio. O ofício era o passo formal para acionar esse mecanismo — e passava pela mesa de Poliana.
O Plano de Visita Privada
Quatro dias depois, em 13 de maio de 2025, as escutas registraram Oseas planejando uma reunião particular com a diretora.
“Eu falei com ELA (POLIANA) ontem: amanhã quando você tiver sozinha, você ligue pra mim que eu quero falar um particular com você. Se ela não ligar hoje, aí amanhã eu vou lá. Eu vou na hora do almoço que é horário de [inaudível] é reduzida. Doze hora eu queria tá lá. Aí eu vou, vou começar conversando com ela pra mim ver até onde vai dar pra ir.”
Investigadores apontam que a preferência pelo horário do almoço e pela condição de “estar sozinha” indica intenção de contato fora do ambiente de trabalho formal. A expressão “ver até onde vai dar pra ir” é analisada, segundo os documentos, no contexto do esforço para ampliar o volume das Ordens de Compra de Mossoró.
A Estratégia de Pressão
No mesmo dia, a interceptação registra Nenen — outro integrante do grupo — instruindo Oseas sobre como convencer Poliana a aumentar o valor mensal das contratações. A referência é o volume de medicamentos de municípios menores:
“Agora você tem que dizer, olhe POLIANA… você tem que dizer a ela o seguinte: olhe, POLIANA, eu vou dá o exemplo de uma cidade como JOSÉ DA PENHA, aí você diz, JOSÉ DA PENHA consome cem mil por mês.”
OSEAS: “Não, Governador consome cem mil, cento e cinquenta!”
NENEN: “Aí como é que MOSSORÓ em um mês só consome trezentos mil? Não tem lógica não, porra! MOSSORÓ era no mínimo ali era quinhentos mil conto no mês!”
O argumento era simples: se municípios menores consomem proporcionalmente mais, Mossoró deveria elevar suas OCs de R$ 300.000,00 para pelo menos R$ 500.000,00 mensais. A instrução era direcionada a ser apresentada diretamente a Poliana.
O Modelo em Word
Em 15 de maio de 2025, Sidney relata a Oseas os detalhes de uma reunião presencial que teve com a diretora:
“E eu fui, eu tive com POLIANA e ela me mandou, Sidney eu recebi o ofício, mas faça o seguinte: peça só pra ele fazer essa notificação, porque pra cada empresa ela pediu um ofício separado. Ela me deu até o bicho no Word do sistema lá, eles tão colocando…”
Segundo investigadores, Poliana forneceu ao representante da DISMED um modelo oficial em formato Word — extraído do sistema da Prefeitura — para padronizar a documentação que a distribuidora precisava apresentar. A PF indica que esse dado reforça o papel de facilitadora atribuído a ela na estrutura investigada.
A Nota de R$ 231.000,00
O episódio mais direto nas escutas envolve uma nota fiscal específica. Em 2 de junho de 2025, Moabe Zacarias Soares — outro sócio da DISMED — liga para o número de Poliana:
“POLIANA, boa tarde! Ei, duas coisas eu vou lhe perturbar: Eu levei muito cedo… de manhã no meio da rua, lá perto do Itaú. Eu buzinei e você não viu não. É… dia 28 foi paga uma nota de R$ 231.000,00. Eu queria que você visse pra mim pra gente… dar baixa. E outra coisa: É, deu certo você responder aquela… de SÃO MIGUEL?…”
O detalhe do buzinado “no meio da rua, perto do Itaú” indica que Poliana e Moabe se conheciam além do ambiente institucional. O pedido central: localizar no sistema da prefeitura a nota de R$ 231.000,00 paga em 28 de abril de 2025 e dar baixa na contabilidade.
Minutos depois, em outra escuta do mesmo dia, Oseas comenta sobre a mesma nota: “Essa nota aqui só tem COMISSÃO de 15 mil, de MOSSORÓ.” Segundo investigadores, R$ 15.000,00 corresponderia à comissão/propina embutida no pagamento.
“Está Desconfiada” — e o “Aval”
Em 29 de maio de 2025, dois registros indicam que a relação com Poliana atravessava um momento de tensão. No arquivo, Oseas tenta ligar para ela sem sucesso e interpreta a dificuldade:
SIDNEY: “Ei! Vou lá em POLIANA agora!”
OSEAS: “Deixe eu ligar: POLIANA! POLIANA!” [tenta e não consegue falar]
OSEAS: “…Eu acho que está desconfiada…”
OSEAS: “ARROCHA ESSA DAÍ!”
SIDNEY: “Essa o que?”
OSEAS: “Essa, essa LICITAÇÃO!”
Poucos minutos depois,, a discussão gira em torno da necessidade de uma autorização formal:
OSEAS: “É! Mas eu perguntei: POLIANA precisa dar o aval em cima?”
SIDNEY: “É, porque assim, pra não deixar que a coisa cresça em relação a esse cara aí!”
Investigadores entendem que o “aval” se referia a uma autorização formal de Poliana sobre alguma etapa do processo licitatório. Havia um secretário — identificado nos documentos como “esse cara” — que estava criando obstáculos à tramitação.
A decisão do desembargador Rogério Fialho Moreira classifica a participação de Poliana como “indício posicional e funcional” — e aponta a “impossibilidade de execução do esquema sem sua participação ou omissão deliberada.”
O Portal da Transparência da Prefeitura de Mossoró registra o pagamento de R$ 4.978.999,75 à DISMED Distribuidora de Medicamentos entre 1º de julho de 2024 e 1º de julho de 2025 — exatamente o período em que Poliana Rezende Dantas ocupou cargos financeiros na Secretaria Municipal de Saúde.
Aplicando a distribuição descrita pelos próprios sócios da DISMED nas escutas de maio de 2025 — 15% de propina para o prefeito, 10% para a assessora, 25% de lucro da empresa e 50% em medicamentos entregues —, o valor estimado de propina gerado apenas pelos contratos de Mossoró no período chegaria a R$ 1.244.749,94. A parcela do prefeito Allyson seria de R$ 746.849,96. Os valores são uma projeção baseada na fórmula das escutas e não foram confirmados de forma individualizada pelos investigadores.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte recuperou, na manhã desta quarta-feira (25), uma grande quantidade de medicamentos que haviam sido furtados da Secretaria Municipal de Saúde no início de 2026.
De acordo com as investigações, a irregularidade foi identificada após controle interno de estoque realizado pela própria Secretaria, que constatou a ausência dos medicamentos e registrou Boletim de Ocorrência.
Com o avanço das diligências, os policiais civis conseguiram identificar e localizar o suspeito do crime. Durante a ação, foram recuperadas 214 unidades de Implanon, anticoncepcional de uso prolongado fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), avaliadas em aproximadamente R$ 260 mil.
As investigações indicam ainda que o homem era servidor municipal à época dos fatos, circunstância que pode configurar, em tese, o crime de furto qualificado pelo abuso de confiança. Ele foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos e responderá ao processo criminal perante o Poder Judiciário. As diligências seguem em andamento para apurar possível envolvimento de outras pessoas. A ação contou com o apoio do Gabinete de Segurança Institucional de Mossoró (GSIM).
A Polícia Civil reforça a importância da colaboração da população e informa que denúncias anônimas podem ser realizadas por meio do Disque Denúncia 181.
(Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Polícia Civil/RN – SECOMS)
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil) parece disposto a esticar ao máximo a corda em narrativa sobre o esquema de desvios de dinheiro da saúde em sua gestão.
Alvo da operação Mederi, realizada pela Polícia Federal e Controladoria Geral da União (CGU), Allyson ainda não deu uma única explicação sobre a roubalheira que os investigadores dizem ter encontrado em seu governo.
Ancorado em seu poderio midiático, o prefeito tem feito jogadas que ajudam a deixá-lo bem junto a parte do seu eleitorado, mas não o livra de possíveis consequências jurídicas e penais que as investigações devem sugerir.
Ocorre que a tática de Allyson é perigosa e às vezes beira a ilegalidade. Além de desafiar a PF e a CGU.
Na mais recente – e perigosa – jogada, Allyson afirmou que pediu à Justiça que tornasse as investigações públicas. Não se sabe se é verdade, porque ele havia dito que estava colaborando com as investigações e documentos da operação mostram que ele se negou a fornecer as senhas dos aparelhos eletrônicos apreendidos com ele (celulares, computadores, hd’s, etc).
Allyson Bezerra tem faltado com a verdade ou omitido informações importantes das investigações. Ele não revelou, por exemplo, que pediu à Justiça para ser informado sobre a adoção de medidas restritivas, como o uso de tornozeleira eletrônica. Obviamente que o pedido foi negado.
O prefeito, por outro lado, faz postagens que induzem as pessoas a pensar que ele não tem nenhuma responsabilidade sobre as irregularidades descobertas até agora pela operação.
Numa delas, ele recortou trechos da descrição dos materiais apreendidos em sua casa, mostrando apenas que teria sido apreendido somente um caderno no qual aparecem anotações religiosas.
Não posta, por exemplo, que foram encontradas volumosas quantias em dinheiro com pessoas próximas a ele e com as quais ele tem relação política e pessoal. Casos de Oseas Monthalggan (sócio da empresa Dismed, usada no esquema criminoso, de acordo com a PF) e Almir Mariano (homem de sua confiança e para o qual ele já delegou cuidar de secretarias importantes, como a da Saúde).
Mariano foi flagrado pela PF com maís de R$ 57 mil em dinheiro. Com ele também foi encontrado uma BMW, veículo que custa pode custar até R$ 1 milhão de reais.
Ao omitir essas informações e mentir sobre atos seus (como a negativa das senhas), Allyson Bezerra não está se defendendo, nem apenas enganando seus seguidores. O prefeito está colocando a opinião pública contra os investigadores.
Allyson se comporta como se a investigação fosse pessoal, como se estivesse sendo perseguido e como não estivesse ele sendo apontado pela PF como um dos líderes do gigante esquema de roubo de dinheiro público descoberto em sua gestão.
O prefeito atua para colocar os investigadores e até a Justiça Federal na condição de vilões. Como se tivessem sido eles os flagrados roubando o dinheiro do contribuinte mossoroense.
É uma estratégia. Mas algo muito perigoso, sobretudo porque a investigação é técnica, e as instituições envolvidas são sérias e não agem por ouvir dizer. Só foram a casa do prefeito porque havia indícios de sua participação. Com essa postura de agir contra as investigações, Allyson faz aumentar a possibilidade de ser alvo de medidas legais, como as que ele pediu para ser avisado quando elas vierem. Devem vir. Mas sem prévias manchetes em jornais.
Proximidade entre Allyson Bezerra e sócio da Dismed reforça suspeita de desvios na Saúde, aponta PF
A Polícia Federal não tem dúvida: a gestão Allyson Bezerra (União Brasil) abrigou um grande e recorrente esquema de desvios de recursos públicos da saúde. Interceptações telefônicas, escutas ambientais e relatórios do Controle de Atividades Financeiras (COAF) provam isso.
“O volume de recursos públicos envolvidos, somado ao volume de dinheiro em espécie sacado pelas empresas, por si só, já constituiria circunstância digna de suspeita acerca da licitude da relação mantida com o ente municipal”, destaca trecho da decisão que autorizou a megaoperação que teve entre seus alvos o prefeito de Mossoró
Adiante, os investigadores reforçam que a “suspeita era reforçada pela proximidade política entre OSEAS MONTHALGGAN, sócio da DISMED, e ALLYSON BEZERRA (prefeito municipal de Mossoró), conforme ilustrado na seguinte postagem da rede social Instagram”.
As investigações seguem para dimensionar qual o tamanho da participação do chefe do Executivo municipal no esquema fraudulento.
Até agora, o que se sabe é que numa das conversas interceptadas pela Polícia Federal, entre o ex-vice-prefeito de Serra do Mel, José Moab Zacarias Soares e Oseas Monthalggan Fernandes Costa, ambos sócios da Dismed, discutiu-se sobre a “Matemática de Mossoró”. Trata-se da operação aritmética criminosa na qual os dois definiam quando cada envolvido nos desvios ganhariam. O diálogo é o seguinte:
OSEAS: …Olhe, MOSSORÓ, eu estudando aqui com NENEN, o exemplo…[inaudível]…como é a MATEMÁTICA DE MOSSORÓ. MOSSORÓ tem uma Ordem de Compra de quatrocentos mil (R$ 400.000,00). Desses quatrocentos, ele entrega duzentos (R$ 200.000,00)!
MOABE: Certo!
OSEAS: Tudo a preço de custo! Dos duzentos ele vai e pega trinta por cento (30%), sessenta (R$ 60.000,00), então aqui ele comeu sessenta (R$ 60.000,00)! MOABE: Certo!
OSEAS: Fica cento e quarenta (R$ 140.000,00) pra ele entregar cem por cento (100%). Dos cento e quarenta ele ganha setenta (R$ 70.000,00). Setenta com sessenta é meu, cento e trinta (R$ 130.000,00). Só que dos cento e trinta nós temos que pagar cem mil (R$ 100.000,00) a ALLYISON e a FÁTIMA, que é dez por cento (10%) de FÁTIMA e quinze por cento (15%) de ALLISSON. Só ficou trinta mil (R$ 30.000,00) pra a empresa! 13/05/2025.
O prefeito nega as acusações e diz que não tem proximidade com Oseas Monthalgan, sendo a relação com ele advinda apenas de questões eleitorais pontuais.
A PF arremata ainda:
“Existe ainda a evidência da proximidade política e social entre ALLYSSON LEANDRO BEZERRA SILVA e OSEAS MONTHALGGAN FERNANDES COSTA, sócio da DISMED. Uma postagem na rede social Instagram, datada de 11 de abril de 2024, mostra ambos juntos,
em fotografia que revela relacionamento cordial entre ambos. Embora a proximidade política, por si só, não caracterize indício de ilícito, ela ganha relevância como indício de possível favorecimento nas contratações públicas quando analisada em conjunto com os demais elementos, especialmente considerando que a DISMED é a principal beneficiária de recursos da Prefeitura de Mossoró, tendo recebido mais de R$ 13,5 (treze e meio) milhões entre 2021 e 2025”.
Pelo relatório da PF, o prefeito de Mossoró aparenta segurança em não ser arrolado no caso porque demonstrava preocupação em se manter oculto dentro do esquema. O próximo diálogo presente investigação é elucidativo a esse respeito:
OSEAS: O problema porque é o seguinte: os cara… [inaudível]… se eu fosse prefeito, meus funcionários por exemplo… ah, esse prefeito é ladrão, quem rouba é ele, pode falar, não me importa não! Aí os cara é um cuidado, não porque ninguém pode saber não….
Sobre o trecho acima, os investigadores fazem a seguinte conclusão:
“Com relação ao trecho acima transcrito, além do contexto geral do diálogo fazer referência à participação de Allysson Bezerra nos esquemas de corrupção, a assertiva revela o cuidado que este demonstra para se manter oculto nos esquemas de corrupção”.
Urgente: Gestão Allyson desvia equipamentos de unidades de saúde, denuncia vereador
Cai mais uma farsa da gestão Allyson Bezerra (União Brasil). E com uma denúncia gravíssima. A gestão municipal está desviando equipamentos de outras unidades de saúde para equipar a Policlínica de Mossoró.
De acordo com denúncia do vereador Cabo Deyvison (MDB), a gestão Allyson Bezerra está desviando equipamentos da Casa de Saúde Almeida Castro e do Centro Clínico do Bom Jardim.
Os equipamentos estão sendo levados para a Clínica Municipal, que o porefeito inaugurou na última quinta-feira, mas que não tem esteira ergométrica, equipamentos de ultrassom nem eletrocardiograma. A inauguração foi feita apenas para ludibriar a população.
A denúncia é gravíssima e exige resposta urgente dos órgãos de controle e de fiscalização, como a Câmara Municipal (que conta com uma Comissão de Saúde) e do Ministério Público. O Ministério Público Eleitoral também deve ser acionado já que a inauguração da policlínica de forma incompleta tem cunho eleitoreiro e visa apenas dar imagens e discurso para a Allyson Bezerra, que está em plena campanha ao Governo do Estado.
O Boca da Noite questionou o secretário municipal de Comunicação da prefeitura de Mossoró, jornalista Wesley Duarte, mas até o momento ele não respondeu ao questionamento apresentado.
Veja o vídeo com a denúncia do vereador
Distrai a população com vídeos, enquanto desvia dinheiro da educação, saúde e do lixo
A manchete é sobre um prefeito de um município paulista, Sorocaba. Mas pode ser de qualquer uma das cidades brasileiras, do Centro ao Sul, do Sudeste ao Nordeste. Reflete bem o modus operandi dessa “nova safra” de políticos. Gente que, das redes sociais, catapultou o nome à urnas. E dessas, aos postos mais generosos do Executivo e Legislativo.
Nas prefeituras e governos estaduais, os gestores tiktokers fazem de tudo para iludir. Sobram vídeos “maneiros” e faltam políticas sérias. Pululam postagens e escasseiam serviços. Abundam lives e rareiam obras. E, principalmente, desaparecem os recursos públicos.
Tem sido assim. Do Oiapoque ao Ichuí. De Doutor Severiano (RN) a Criciúma (SC). De Santa Quitéria (CE) a Ibipitanga (BA). O roteiro dos desonestos é o mesmo, embora as investigações não tenham chegado a todos os endereços que precisa. A aos condomínios de luxo onde os criminosos mais espertos se escondem porque sabem que a polícia só tem fúria na favela.
Sorocaba é um exemplo clássico de prefeitos que iludem a população enquanto a saqueia. Mas ele não está só. Infelizmente. Inspira outros e por eles também é inspirado. Se retroalimentam no discurso fajuto e na roubalheira recorrente. Recorrendo sempre à Internet para distrair. E posar de bom.
São muitos os que tem sido pegos com a boca na botija. Mas são ainda mais os que seguem com apetite voraz sobre o dinheiro do povo. Calçando uma rua e embolsando o dinheiro do calçamento de outras dez. Liberando o pagamento de uma cirurgia e desviando a verba de outras 100. Construindo uma clínica e pagando o preço de um hospital. Instalando 100 luzes de Natal e gastando o equivalente a 100 mil. Pagando a coleta de lixo a peso de ouro e comprando parte da mídia por trinta pratas.
Performance tétrica cara ao bolso do contribuinte. Quando o político vive da espetacularização há sempre algo sendo escondido do povo. Nenhuma dessas encenações resiste a uma investigação séria.
Polícia Civil prende pai e filho em operação contra receptação, associação criminosa e adulteração de veículos
Policiais civis da 85ª Delegacia de Polícia de João Câmara (85ª DP), com apoio da 91ª Delegacia de Polícia de Poço Branco (91ª DP), do 14º Batalhão da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, da Guarda Municipal e do Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP), deflagraram, nesta quinta-feira (10), a “Operação Cabrito”, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso especializado na comercialização de motocicletas adulteradas, produtos de roubo e furto.
As investigações, iniciadas há cerca de um ano, partiram do registro de dezenas de boletins de ocorrência de vítimas que adquiriram motocicletas nas lojas dos investigados e, posteriormente, tiveram os veículos apreendidos em fiscalizações de trânsito, diante de suspeitas de adulteração dos sinais identificadores ou de origem ilícita. A maior parte das negociações fraudulentas acontecia em João Câmara, gerando prejuízos financeiros expressivos às vítimas, que acreditavam estar adquirindo veículos em situação regular.
Durante a operação, foram cumpridos três mandados de prisão e quatro mandados de busca e apreensão nos municípios de João Câmara e Natal. Entre os presos estão pai e filho, empresários do ramo de veículos, apontados como principais responsáveis pelo esquema criminoso. Um deles atuava no comércio de veículos há mais de 20 anos. Os investigados possuíam lojas no município e estavam em processo de expansão, comercializando veículos por valores abaixo do mercado e desrespeitando os protocolos legais de aquisição e revenda.
Ao longo da ação, 18 veículos foram apreendidos — entre motocicletas e automóveis —, muitos deles com sinais de adulteração. Também foram recolhidos celulares, notebooks e outros aparelhos eletrônicos, que serão submetidos à perícia para aprofundamento das investigações.
A Polícia Civil destaca que os suspeitos agiam de forma contínua, fazendo diversas vítimas, e agora responderão criminalmente pelos prejuízos causados — que envolvem tanto perdas patrimoniais quanto a exposição das vítimas a riscos penais e administrativos.
O nome da operação faz referência ao termo popular “cabrito”, utilizado para designar veículos com sinais identificadores adulterados, prática comum para ocultar a origem criminosa — geralmente proveniente de roubo ou furto — e reinserir esses bens de forma fraudulenta no mercado.
As investigações seguem em andamento, com o objetivo de identificar outros envolvidos e garantir a responsabilização completa dos autores.
A Polícia Civil reforça seu compromisso com a repressão qualificada ao crime e solicita que a população continue colaborando com informações por meio do Disque Denúncia 181. O sigilo é garantido.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Polícia Civil do RN – SECOMS
“Operação Radar”: Polícia Civil entrega 120 aparelhos celulares recuperados em Mossoró
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte, por meio da Delegacia Especializada em Furtos e Roubos de Mossoró (DEFUR/Mossoró), realizou, nesta quarta-feira (02), a entrega de 120 aparelhos celulares recuperados nos cinco primeiros meses de 2025, no âmbito da “Operação Radar”. A ação faz parte de um trabalho contínuo de enfrentamento à comercialização de celulares oriundos de crimes patrimoniais. Somente neste ano, a DEFUR/Mossoró já devolveu 230 aparelhos a seus legítimos proprietários. A última grande entrega ocorreu em janeiro, quando foram restituídos 110 celulares.
A Polícia Civil reforça que a aquisição de aparelhos de origem ilícita configura o crime de receptação, previsto no artigo 180 do Código Penal, cuja pena pode chegar a quatro anos de reclusão. Aparelhos vendidos sem nota fiscal, sem a embalagem original ou com preço muito inferior ao valor de mercado são indicativos de procedência duvidosa e devem ser evitados. Durante a ação, os policiais civis entram em contato com os portadores de aparelhos identificados como produto de crime. Caso o bem seja entregue de forma voluntária, o aparelho é apreendido, sem responsabilização penal. Entretanto, se houver recusa em atender ao chamado, o portador poderá responder criminalmente por receptação.
A Polícia Civil orienta, ainda, que vítimas de furto ou roubo de celular adotem imediatamente as seguintes medidas: entrar em contato com instituições bancárias para trocar senhas associadas ao aparelho, registrar o boletim de ocorrência, presencialmente ou pela Delegacia Virtual (https://delegaciavirtual.sinesp.gov.br), e informar, sempre que possível, o número do IMEI do celular subtraído – dado que pode ser encontrado na caixa do aparelho, na nota fiscal ou digitando *#06# no próprio dispositivo.
A DEFUR/Mossoró segue atuando de forma permanente no combate aos crimes contra o patrimônio, reafirmando seu compromisso com a restituição de bens às vítimas e com a conscientização da população sobre os riscos e as consequências da receptação.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Polícia Civil/RN – SECOMS
Mossoró tem os cinco primeiros meses menos violentos dos últimos 14 anos; cidade também tem queda nos crimes de furtos e roubos
A Segurança Pública no Rio Grande do Norte tem alcançado resultados importantes também em Mossoró, principal município do Oeste potiguar. O ano de 2025, com 32 assassinatos até o momento, tem sido o que registrou menos mortes em toda a série histórica, ou seja, são os cinco primeiros meses menos violento dos últimos 14 anos.
Em 2011, Mossoró contabilizou 96 mortes violentas. Em 2016, o ano mais violento da série, somou 110 assassinatos. E em 2023, que até então tinha sido o melhor ano para a segurança pública em Mossoró, 36 pessoas foram mortas. Ano passado, no mesmo período, foram 45 mortes. Comparando o pior momento com os cinco primeiros meses deste ano, a redução da violência foi de 70,9%. Do ano passado para este ano, queda de 28,9%.
“O que estamos vivenciando neste momento na segurança pública é uma clara redução de incidentes. Esses dados são extremamente confiáveis, porque partem de instituições de muita seriedade, de muita credibilidade, como o IPEA, o Atlas, o Fórum Nacional de Segurança Pública, então não são dados fictícios, são dados reais. Por exemplo, de 2022 para 2023, uma redução em nível geral de mais de 18% e de quase 25% na população jovem. A gente sabe que infelizmente a população mais afetada de forma cruel é o jovem da periferia negra, pobre e quando a gente mostra um dado como esse, significa que mais jovens estão tendo as suas vidas salvas. Não considerar esta redução o índice de crimes violentos como um índice muito importante, é de uma visão de uma miopia do ponto de vista social, sem comparação.” Celebrou a governadora Fátima Bezerra.
Mossoró: série histórica de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), que englobam crimes dolosos, feminicídios, lesões corporais seguidas de mortes e latrocínios (janeiro a maio):
2011: 96
2012: 46
2013: 82
2014: 72
2015: 60
2016: 110
2017: 108
2018: 100
2019: 74
2020: 82
2021: 54
2022: 58
2023: 36
2024: 45
2025: 32
Menos roubos em via pública e menos assaltos a lojas e residências
As forças de segurança pública também conseguiram reduzir os índices de criminalidade em Mossoró. Comparando os primeiros cinco meses de 2024 com o mesmo período de 2025, houve diminuição 27 para 13 o total de assaltos a estabelecimentos comerciais (- 51,9%), queda de 420 para 200 o total de roubos em via pública (-52,4%) e uma redução ainda maior nos roubos a residência: de 78 para 25 (- 67,9%).
Menos furtos e roubos de veículos
Os furtos e roubos de veículos também caíram em Mossoró. Comparando os primeiros cinco meses de 2024 com o mesmo período de 2025, houve redução de 292 para 166 crimes (-43,2%).
Menos furtos e roubos de celular
Os furtos e roubos de telefones celulares também seguem em queda no Rio Grande do Norte. Em Mossoró não é diferente: a redução foi de 465 para 288 (-38,1%).
Transparência
Importante destacar que os dados acima apresentados são da Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (COINE) da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED). Após a consolidação, a COINE compartilha as informações com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e com o Ministério Público Estadual (MPRN).
GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL – ASSECOM


