Em outubro do ano passado, o coronel Walmary Costa, então secrerário municipal de Segurança, Defesa Civil e Trânsito, se envolveu num episódio polêmico. Procurado naquela ocasião pelo jornalista Ronny Holanda para dar explicações sobre o não fornecimento de uniformes aos membros da Guarda Civil Municipal, preferiu se eximir de sua responsabilidade de, como ocupante de cargo público, prestar contas à sociedade de seu trabalho e das atribuições da pasta sob seu comando.
O episódio, no entanto, não se resumiu a isso. Um subalterno seu, irritado com a cobrança feita pelo profissional, o atacou fisicamente. Ronny Holanda conta que naquela oportunidade, foi agredido, sequestrado e levado à delegacia.
A prefeitura silenciou sobre o ocorrido. Dias depois, o próprio Walmary lançou uma nota de esclarecimento. A omissão da gestão municipal não foi apenas um ato de covardia do então prefeito Allyson Bezerra (União Brasil). Era parte de um plano. O ex-gestor queria o coronel como candidato a deputado estadual. A priori, para ajudar na nominata que terá a ex-primeira-dama Cinthia Pinheiro como candidata. Acabou sendo deslocado para o MDB, para ajudar no projeto do vice-governador Walter Alves (MDB) de se eleger deputado estadual.
Há uma semana, Walmary anunciou que desistiu de ser candidato. A “desistência” foi motivada por seu bom desempenho em pesquisas eleitorais na região do Seridó, de onde é originário. A leitura do grupo político comandando pelo ex-prefeito de Mossoró é de que a boa performance do coronel atrapalha os planos de Cínthia. Diante disso, Walmary foi convidado a “desistir”. Aceitou candidamente. Voltou, então, para a secretaria de Segurança. Seguro de que está em alta no grupo.
Veja aqui o episódio de agressão a Ronny Holanda


