* Márcio Alexandre

Já se passou quase metade do domingo. É o dia do descanso. De recarregar as energias. De se recuperar das carraspanas. Etílicas ou laboriais. Físicas ou mentais. Orgânicas ou espirituais. É o dia da folga. Mas é o dia da reflexão.

Já passou quase metade do dia. Do que você se preocupou até agora, de todas as coisas sobre as quais vocês pensou, quais tem preço e quais tem valor? Quais valeram a pena pensar e quais foi desperdício de energia? Principalmente, mental, esse elixir que parece estar tanto em falta nesses tempos. E o que faltou para que elas ocupassem tanto espaço na sua vida, deixando de caber o que importa?

Há coisas inevitáveis, danos irreparáveis, dores inafastáveis, perdas irrecuperáveis. Para essas, vale a oração, vale a fé.

Para todas as outras, vale o ato, vale a reflexão, vale o recomeço.

Para todas, é necessário o descanso, o intervalo de tempo em que não só nos recuperamos da fadiga, mas não nos deixamos nos fatigar pelo que não vale a pena.

É o tempo em que a reflexão mais importante é pensar: de tudo o que me preocupa, me anima e me conduz, o que é que tem preço e o que é que tem valor? Vale muito separar um do outro. E não custa nada. 

* Professor e jornalista

 
 
 

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