“Hoje, no chão de Macaíba, damos um passo fundamental para o desenvolvimento do RN”. A afirmação é da governadora professora Fátima Bezerra, ao assinar termo recebendo da UFRN o direito de uso das instalações para implantar o Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo (PAX-RN), ontem, 9/9. A área tem 50 hectares, 15 mil metros quadrados de área construída e 70 salas (10m² a 172m²) na Fazenda Jundiaí, na zona rural, que irão abrigar centros de pesquisa e capacitação, laboratórios multiuso, incubadoras tecnológicas e observatórios. O Estado vai investir R$ 8,4 milhões em adequações com recursos do Projeto Governo Cidadão, financiado pelo Banco Mundial.

A governadora destacou que a determinação política de trazer investimentos para implantar o parque tecnológico vai beneficiar as gerações atuais e futuras.

“Esta estrutura ia ter outra destinação, diferente da original. Tínhamos a obrigação de salvar o parque tecnológico. A cessão de uso é necessária para o Estado investir. O Governo passa a gerir a estrutura, vamos fazer investimentos e oferecer laboratórios, centros de capacitação, incubadoras. Tomamos direção rumo ao desenvolvimento sustentável, tecnológico e inovador, baseado na ciência. Estamos dando a este espaço finalidade nobre, como a planejada e sonhada pelo professor Miguel Nicolélis. Vamos olhar para as vocações do RN, como as energias renováveis, petróleo e gás, a reabilitação na saúde e a tecnologia da informação. O estado tem consciência da importância de tudo isto e está fazendo o seu papel. Daqui sairá muito conhecimento, empregos e renda para todo o RN”, destacou.

As instalações cedidas pela UFRN em valores atualizados representam R$ 30 milhões e foram construídas em três anos, segundo o reitor José Daniel Diniz. “A decisão do Governo do Estado em apoiar o projeto é fundamental. Assinamos a cessão e agora o Governo poderá fazer os investimentos para implantar o parque que será um divisor de águas para desenvolver o RN”, considerou Diniz.

A proposta de implantar o Parque Tecnológico do RN vem desde 2013. A coordenadora do PAX, professora e ex-reitora da UFRN, Ângela Paiva, lembrou que “ao assumir a gestão, a governadora Fátima Bezerra nos convidou para conversar, as quatro prefeituras que se somam ao parque, a Fiern e o Sebrae para aproximar as universidades das empresas com a finalidade de gerar soluções às demandas da sociedade. Este projeto não é só da UFRN, mas de 13 instituições públicas e privadas. Vamos começar a trabalhar em 2022 para produzir conhecimento, gerar emprego, renda, desenvolvimento social e econômico, dentro de uma concepção de parque verde, comprometido com o desenvolvimento social e econômico sustentável”. A área tinha o objetivo inicial de abrigar uma escola e o instituto de neurociências, idealizados pelo cientista Miguel Nicolélis, que foram descontinuados por mudanças na política educacional do governo federal.

O secretário de Gestão de Projetos e Metas do Governo do RN, também coordenador do programa Governo Cidadão, Fernando Mineiro disse que ainda em fevereiro de 2019 recebeu orientação da governadora para manter o projeto do Parque Tecnológico. “Tratamos com o Banco Mundial, voltamos a incluir o projeto no financiamento e agora vamos transformar este local em vida, em ciência, em conhecimento, tecnologia e desenvolvimento”, declarou.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Jaime Calado, o PAX “será o endereço da ciência, tecnologia e inovação do RN e representa o pensamento, parceria, diálogo permanente e compromisso do governo da professora Fátima Bezerra com o desenvolvimento do RN. Sem a determinação da governadora não seria possível. Temos aqui uma iniciativa de muitas mãos e muita inteligência”.

O senador Jean Paul Prates registrou que acompanha o projeto desde o início e sugeriu incluir um quarto eixo, da tecnologia aeroespacial. Zenaide Maia, também senadora, disse que a opção do Governo do RN em investir em ciência e tecnologia não representa despesa, mas aplicação de recursos que trarão resultados em forma de crescimento econômico e empregos. Prefeito de Macaíba, Emídio Junior avaliou a iniciativa do Governo “um marco para nosso município, decisão que levará Macaíba a ser capital da ciência e da tecnologia no RN”.

Já o deputado estadual Hermano Morais ressaltou a opção da administração da professora Fátima Bezerra priorizar também o conhecimento, a tecnologia e a inovação. “Tenho certeza que o resultado será transformar o Estado com mais emprego, renda e oportunidades para nosso povo”. Hermano anunciou que vai levar à Assembleia a proposta do legislativo alocar recursos para o Parque Tecnológico em 2022.

No ato de assinatura do termo de cessão, a governadora esteve acompanhada do vice-governador Antenor Roberto; secretários estaduais – Getúlio Marques (Seec), Gustavo Coelho (Sin), Procurador Geral do Estado (PGE), Luiz Antônio Marinho; secretários adjuntos – Sílvio Torquato (Sedec), Haroldo Azevedo Filho (Sin); presidente da Fapern, Gilton Sampaio. Também registraram presença o coordenador administrativo do Instituto Santos Dumont, Jovan Gadioli; representantes da Uern, Ufersa e IFRN; representante da Fiern, Djalma Cunha; vice-presidente da Fecomércio, Antônio Lacerda; superintendente do Sebrae, Zeca Melo; representantes das prefeituras de Natal, São Gonçalo do Amarante e Parnamirim; vereadores de Macaíba.

 

Instituições Envolvidas

– Governo do Estado do Rio Grande do Norte;

– Prefeituras dos Municípios de Macaíba, São Gonçalo do Amarante, Parnamirim e Natal;

– Fundação de Apoio à Pesquisa do RN (FAPERN);

– Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN);

– Universidade do Estado o do Rio Grande do Norte (UERN);

– Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA);

– Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN);

– Instituto de Ensino e Pesquisa Alberto Santos Dumont (ISD);

– Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN);

– Serviço de e Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte (SEBRAE/RN).

 

O PAX será estruturado inicialmente em três áreas de vocação econômica e tecnológica próprias do estado do Rio Grande Norte, objeto de pesquisas e projetos nas diversas ICT’s do estado:

 

– Energia (renováveis, petróleo e gás)

– Reabilitação em saúde

– Tecnologia da Informação.

 

Instalações

 

– Área total de 50 hectares;

– Estrutura já com 15 mil m² de área construída;

– 70 salas (10m² a 172m²);

– Dezenas de ambientes inovadores: centros de pesquisa e capacitação, laboratórios multiusuário, incubadoras tecnológicas e observatórios.

 

 

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