Internos da Penitenciária Agrícola Doutor Mário Negócio, em Mossoró, cultivam hortaliças orgânicas dentro da unidade com a finalidade de contribuir com instituições humanitárias, sem fins lucrativos e que apoiam a caridade na região. A produção é doada para instituições humanitárias. O trabalho com a utilização de mão de obra carcerária no Rio Grande do Norte é uma realidade com serviços prestados em prol da sociedade na reforma de escolas e hospitais e, também, na agricultura.

Os presos do regime fechado da Mário Negócio cultivam coentro, cebolinha, alface e rúcula. Tudo é produzido utilizando-se da oferta de águas termais do poço do estabelecimento prisional e sem uso de agrotóxicos. O projeto foi iniciado há 30 dias e já dá resultados.

O secretário da Administração Penitenciária, Pedro Florêncio, explica que o sistema prisional do RN está sob controle, seguro e com disciplina, e segue avançando na áreas de educação e trabalho como forma de ressocialização dos internos. “Estamos comprometidos com soluções para o sistema. Em ações que envolvam a ressocialização, o trabalho e tragam benefícios para a sociedade. Presos contruíram UTIs em hospitais, reformaram escolas e carteiras escolares.  Isso é um legado de respeito e dignidade para com a sociedade e a pessoa privada com a liberdade”, disse o secretário.

As hortaliças tem chegado ao abrigo de idosos Amantino Câmara, ao Albergue de Mossoró (Albem) e à Associação de Apoio aos Portadores de Câncer. Na unidade foram cultivados recentemente mil pés de macaxeira e, desde o primeiro semestre, são realizados o cultivo e enxerto de mudas de caju para doação aos afetados pela seca. Uma estufa foi construída no local com a utilização de verba pecuniária doada pela Vara de Execuções Penais de Mossoró (VEP). Esse projeto é realizado exclusivamente pelas detentas.

Para o diretor da Mário Negócio, policial penal Márcio Morais, além de cumprir a finalidade da ressocialização, a produção das hortaliças já está auxiliando instituições carentes de Mossoró. “Essa oportunidade que a Secretaria da Administração Penitenciária tem dado aos internos do regime fechado, de dar oportunidade deles trabalharem, tem garantido a redução da pena através das remições, a chance de adquirir novos conhecimentos no campo da agricultura e de colaborar com a sociedade”, disse.

Para cada três dias de trabalho, o preso tem um dia da pena remido. O diretor, um entusiasta do trabalho como forma de ressocialização, explica que em breve serão cultivadas lavouras de milho, feijão e sorgo, além de capim para alimentar 35 cabeças de gado da unidade.

REFORMAS – Internos do sistema prisional estão atualmente reformando a sede do 1°  Grupamento do Bombeiro Mirim, na Escola Estadual Tiradentes, ao lado do Corpo de Bombeiros, em Natal. Eles já reformaram a Escola Machadão e os hospitais Maria Alice Fernandes, João Machado e Giselda Trigueiro. A mão de obra carcerária também está reformando carteiras escolares através de um convênio com a Secretaria Estadual de Educação.

A Secretaria da Administração Penitenciária tem à disposição internos com aptidões diversas. São pedreiros, marceneiros, serralheiros, pintores, eletricistas, técnico de refrigeração e soldadores escolhidos para esse tipo de serviço. Todo trabalho é acompanhado de perto pela Polícia Penal.

 

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