A crise na saúde de Mossoró segue cada vez mais acentuada. Denúncias feitas por usuários ao Boca da Noite dão conta de que a falta de medicamentos é um dos problemas mais graves e que tem sido registrado de forma recorrente.
A situação é tão grave que há dois meses não tem Losartana ou qualquer outro medicamento para hipertensão arterial nas Unidades Básicas de Saúde (UBS’s). O medicamento é fundamental para os pacientes que tem pressão alta e seu não uso pode representar risco de morte.
Em outras UBS’s, não há sequer um antipirético como Dipirona.
As novas denúncias surgem no momento em que seguem as investigações da Operação Mederi.
Segundo a Polícia Federal (PF), o esquema de roubo de verbas da saúde de Mossoró funcionava da seguinte forma: a prefeitura de Mossoró contratava um valor em medicamentos à Dismed e a empresa só entregava de fato, metade do valor contratado. O restante do dinheiro era dividido entre os integrantes do esquema. Para a PF, o prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) ocupa o topo do esquema. As revelações da Operação Mederi talvez expliquem a escassez de medicamentos nas UBS’S.
O Boca da Noite tentou ouvir a prefeitura de Mossoró sobre as denúncias. Fizemos contato com o secretário municipal de Comunicação do município, Wesley Duarte, mas ele não respondeu aos nossos questionamentos.
Falta
Até a mídia ligada ao Palácio da Resistência aponta falta de honestidade de Allyson
A falta de transparência da gestão Allyson Bezerra (União Brasil) é cada vez mais evidente. Tão evidente que até mesmo a mídia ligada ao Palácio da Resistência a noticia. Exemplo disso ocorreu nesta segunda-feira, 23/6.
O jornalista político Neto Queiroz, bastante ligado à gestão municipal, inclusive ocupando cargo na Ouvidoria municipal, publicou hoje em seu blog que Allyson Bezerra não vai fechar parceria politico-eleitoral com o senador Styvenson Valentim (PSDB). Chama a atenção o motivo alegado pelo jornalista.
Segundo Neto Queiroz, “o senador Styvenson Valentim fechou a porta definitivamente com o prefeito Allyson Bezerra, exigindo a prestação de contas de recursos enviados por emendas”. Nunca se viu absurdo tão grande na história política do Estado. Para Neto Queiroz, a condição imposta por Valentim é impossível de ser cumprida por Allyson.
Um prefeito se negando a prestar contas do uso de dinheiro público. Um político que se elegeu dizendo que seria contra a velha política, mas que na prática se mostra mais ruim do que ela. Pior: declaradamente dando mostras de que pode estar fazendo uso errado do dinheiro do povo. Mais desonesto impossível.
Presidente da Câmara Municipal se recusa a pagar terço de férias dos servidores da Casa
Hoje é dia de festa e muita euforia em Mossoró. Também para grande parte dos servidores públicos da cidade. Desses, os que gostam – e podem – estarão curtindo as movimentações iniciais do Mossoró Cidade Junina (MCJ). Estarão na avenida curtindo o Pingo da Mei Dia.
Para uma parcela, no entanto, trata-se de mais um dia de tristeza, desânimo e frustração. Essa é a realidade dos servidores da Câmara Municipal de Mossoró (CMM). Vítimas do arrocho financeiro que o prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) impôs ao Legislativo, esses trabalhadores amargam desrespeito a seus direitos.
É que os servidores da Câmara de Mossoró estão há dois anos sem receber o seu adicional de férias. Não receberam o valor equivalente ao período aquisitivo 2022-2023 e nem 2023-2024. São dois anos sem ter direito a um benefício legal.
Ungido ao cargo de presidente do Legislativo pelo prefeito Allyson Bezerra como o grande salvador da pátria legislativa mossoroense, o vereador Genilson Alves UB), presidente daquele poder, faz de contas que a coisa não é com ele. “Quando vamos cobrar, ele diz que não tem obrigação de pagar”, relata um servidor. Genilson parece esquecer que ao assumir o cargo, leva para si também o ônus de resolver os problemas que esse cargo contém.
O Boca da Noite questionou a assessoria de Comunicação da Presidência da Câmara, mas ainda não teve respostas das perguntas feitas.
O prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) está fazendo jus à alcunha de “fujão”. Candidato à reeleição, Allyson não vai participar do debate promovido logo mais às 19h30 de hoje pela Telecab Canal 10, em parceria com a Band.
Realizado pelo Proghrama Conversa Ampla, o debate receberá os candidatos Lawrence Amorim, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Irmã Ceição, do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), Genivan Vale do Partido Liberal (PL) e Victor Hugo do Partido Unidade Popular.
De acordo com a organização do evento, a assessoria do prefeito Allyson Bezerra confirmou que não participará do programa “por ter compromisso previamente agendado”.
Além de vir fugindo dos debates e sabatinas, Allyson não participará da atividade da Telecab Canaçl 10 por causa do mau desempenho na entrevista na Cabugi, onde se enrolou para responder a perguntas mais delicadas sobre irregularidades em sua gestão, e ter sido desmentido quando, por exemplo, disse que as novas instalações do Vuco-vuco estão em funcionamento.
Acompanhe o debate por aqui

Uma simples foto, aparentemente ordinária, mas revela um volume considerável de ordens de abastecimento de combustível em um posto da cidade de Tibau, encaminhadas pela Prefeitura de Tibau, e que é apenas referente ao mês de março de 2024.
O Boca da Noite teve acesso exclusivo a essa imagem, que levanta questões importantes sobre a gestão dos recursos públicos.
O volume expressivo de ordem combustível, assim como o volume de recursos licitados para a compra de combustível, conforme o Boca da Noite vem divulgando, levanta questionamentos sobre a necessidade e a eficiência dessas compras, especialmente em um contexto de desafios econômicos e aumentos nos preços dos combustíveis. Enquanto a população enfrenta dificuldades financeiras, é crucial que a administração pública justifique de forma transparente e detalhada o motivo desse alto consumo de combustível.
Diante dessa situação, é urgente que os vereadores de Tibau e o Ministério Público atuem para garantir a prestação de contas e a transparência na utilização dos recursos públicos. Os cidadãos têm o direito de saber como seu dinheiro está sendo gasto e se está sendo empregado de maneira eficiente e responsável.
O Boca da Noite reitera a importância da transparência e da fiscalização na gestão pública e apela às autoridades para que investiguem essas compras de combustível e cobrem explicações claras e convincentes da administração municipal.
Somente através da prestação de contas e da responsabilidade fiscal é possível garantir a confiança da população nas instituições governamentais.
O Boca da Noite questionou a gestão municipal sobre quando e onde serão feitas as prestações de contas das compras de combustíveis. Aina não tivemos respostas/
Os bairros Bela Vista, condomínios Alpha Ville e Sun Ville, e os loteamentos Campos do Conde e Bela Vista, em Mossoró, estão sem abastecimento de água nesta terça-feira, 28/12, por causa de uma parada do poço P-28, motivado por oscilações elétricas.
A concessionária de energia elétrica já foi acionada, para religar o sistema que foi desligado para ajustes técnicos no equipamento avariado pelas oscilações. A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) aguarda o restabelecimento do fornecimento elétrico, para que o poço seja reativado.
Após a retomada do abastecimento, com o poço novamente funcionando, a previsão é que todas as áreas estejam com o fornecimento normalizado em até 48 horas.
Nosso e-mail: redacaobocadanoite@gmail.com
Usuários que precisaram de atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Santo Antônio no domingo, 24/10, reclamam que faltou materiais e insumos naquela unidade hospitalar.
De acordo com um dos denunciantes, que pediu para ter a identidade preservada, relatou ao Blog Na Boca da Noite que ao acompanhar um parente na UPA identificou que não havia lençóis para cobrir os pacientes nos leitos da enfermaria. “Vi que não tinham nem copo descartáveis. Precisei comprar”, denuncia.
Um outro usuário afirmou que ao se dirigir à farmácia da UPA em busca de um medicamento, foi informado que não tinha aquele que o médico havia prescrito. “Soube que também estariam faltando outros tipos de remédios”, acrescentou.
Procurada pela reportagem do blog, a secretária de Saúde Morgana Dantas rebateu parte da denúncia. Ela afirmou, por meio da assessoria de comunicação da pasta que a denúncia referente à falta de copos descartáveis não procede. Também contestou a notícia de ausência de medicamentos.
“Quanto a falta de medicamentos, é outra situação que não condiz com a realidade. Segundo Morgana, na sexta-feira (22) foi entregue uma remessa de medicamentos para as UPAS e hoje (25) uma nova remessa está sendo entregue para abastecer o setor de farmácia das unidades locais”, informou a assessoria.
A secretaria confirmou a falta de lençóis e culpou gestões anteriores pelo problema. “Quanto a não ter lençóis na unidade, ela admite que este é um fato real e um descaso que vem se alastrando há muito tempo ocasionado nas gestões anteriores”, revelou a assessoria, acrescentando que a atual gestão fez uma licitação para contratar uma empresa responsável por fornecer este material para as UPAS de Mossoró e o processo está em fase de contratação da empresa ganhadora.
“Todo trabalho que estamos realizando tem como objetivo garantir que a população de Mossoró tenha acesso a serviços de saúde de qualidade, uma prova disso é que o município acaba de ganhar quatro prêmios de excelência em gestão e a área da saúde ganhou um desses prêmios”, destacou Morgana.
Nosso e-mail: redacaobocadanoite@gmail.com
Usuários do sistema de saúde em Mossoró reclamam da falta de insulina na Unidade Básica de Saúde (UBS) Bernadete Bezerra Souza Ramos, localizada no Liberdade II (área do Nova Vida).
Maria Sousa revela que há mais de uma semana se desloca à UBS em busca do medicamento para sua sogra, qmas tem sido informada que está em falta. Ela denuncia ainda que esteve hoje também numa outra UBS, onde descobriu haver o fármaco.
“O rapaz da farmácia dessa UBS no entanto disse que não podia entregar porque era apenas para os pacientes daquela área”, aponta a usuária, revoltada porque trata-se de um medicamento do qual os pacientes não podem deixar de usar.
Outros dois pacientes, que não quiseram ter sua identidade revelada, também relataram o problema. As insulinas são utilizadas por pessoas com diabetes. Eles correm risco de agravar o quadro clínico e até mesmo morrer se ficarem muito tempo sem tomar o medicamento.
O Blog Na Boca da Noite conversou com a secretária municipal de Saúde, Morgana Dantas, sobre a situação. Ela explicou que as insulinas que estão em falta são aquelas cuja responsabilidade de distribuição seria da Segunda Diretoria Regional de Saúde Pública (II Ursap).
“São dois tipos de insulina. Um tipo, chamado análogas, os pacientes só recebem na Secretaria de Saúde. Já a NPH e regular, recebem na UBS. Essas últimas são responsabilidade do Estado. A II URSAP informa sobre a chegada ao município, nós pegamos e encaminhamos para as UBS, mas é o estado quem entrega”, garantiu.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio da assessoria, reforçou que as insulinas básicas são as únicas que são entregues pelas unidades básicas. São fornecidas pela II URSAP. Já as insulinas Treziba e Novorapid, que são mais caras, são fonecidas pela SMS.
Sobre a negativa da UBS de entregar o medicamento a pacientes da outra área, Morgana Dantas afirma que isso acontece porque as doses que eles tem são apenas para os pacientes da área deles. “Se entregar não vai ter também para os da área deles”, justificou.
O Blog Na Boca da Noite também questionou a II Ursap sobre o assunto. Até o fechamento dessa matéria (14h20), assessoria do órgão não respondeu ao questionamento feito.
Nosso e-mail: redacaobocadanoite@gmail.com

