Inaugurado em março do ano passado, o ambulatório de reprodução humana, do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia (HMPMC) é uma referência em cidades situadas no interior do Nordeste brasileiro e tem feito a diferença em casais dos 63 municípios atendidos e que têm dificuldades em engravidar.
A obstetra Lícia Maria Alves, responsável pelo ambulatório, fala do desafio que é o enfrentamento à infertilidade conjugal, doença que ela diz ser pouco divulgada e que, por isso, traz tantas dificuldades aos casais.
“É uma luta contra uma doença – a infertilidade conjugal – que é reconhecida como um problema de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e hoje, através desse ambulatório, conseguimos fazer o diagnóstico, saber o motivo destes casais não conseguirem engravidar. Alguns pacientes estão há mais de seis, sete, oito anos tentando e não sabem a razão de não conseguirem e estamos dando a oportunidade a esses casais”, pontua a médica.
Antônia Clíssia é uma das assistida pelo ambulatório. Vinha de um processo de um ano e quatro meses, tentando engravidar e após iniciar o tratamento em maio de 2023, obteve resultado positivo já em novembro do mesmo ano.
“Foi um processo foi de muitos exames. O trabalho realizado eu acho incrível, perfeito, ótimos profissionais e são muito atenciosos com todos os pacientes”. Diz a nova grávida, que ainda aconselha: “Nunca desista dos seus sonhos, pois temos agora a oportunidade de ter pelo SUS um ambulatório com excelentes profissionais a disposição para ajudar.”
Eliza Freitas, coordenadora do ambulatório geral do HMPMC, aponta para a importância do serviço oferecido e ainda informa sobre sua ampliação em curto prazo.
“O ambulatório de reprodução humana é fundamental para casais que desejam engravidar, pois oferece uma variedade de serviços especializados, incluindo diagnóstico de problemas de fertilidade, tratamentos de fertilidade e num futuro bem próximo a fertilização in vitro, além de orientação e apoio emocional durante todo o processo. Toda essa estrutura do HM têm ajudado os casais a realizar o sonho de ter um filho”.

PARCERIAS
O funcionamento do ambulatório de reprodução humana do HMPMC, funciona em parceria com a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e a Universidade Federal rural do Semiárido (UFERSA) e também com universidades particulares, como a FACENE/MOSSORÓ.
“Nós recebemos alunos, internos de medicina, residentes e através de toda essa comunidade a gente faz os diagnósticos e dá a esta população o direito de cuidar dessa doença, de saber o motivo e tentar, através do tratamento ainda de baixa complexidade”. Relata Lícia Alves, que reforça para breve o início das inseminações e diz que em um ano já foi possível ter pacientes que engravidaram de forma espontânea através do ajuste de alimentação, perda de peso, com tratamento de baixa complexidade, que é o coito programado e a utilização de medicação para induzir a ovulação.

COMO TER ACESSO AO TRATAMENTO – Casais com dificuldades em engravidar podem acessar os serviços do ambulatório de Reprodução Humana do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia através de encaminhamento médico: os casais devem consultar um médico de atenção primária ou um ginecologista, que pode encaminhá-los para um especialista em fertilidade.
Após esta consulta, procurar a Secretária Municipal de Saúde de uma das cidades atendidas pelo Hospital e, no Núcleo de Regulação, fazer a solicitação para o atendimento no ambulatório do HMPMC.

 

 
 
 

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