A gestão Allyson Bezerra (União Brasil) segue dando mostras do seu autoritarismo e desrespeito ao trabalho da imprensa.
Atolada em irregularidades e denúncias de corrupção, a gestão não dá à imprensa as explicações necessárias a que o povo tem direito. Ao contrário, cerceia o trabalho dos jornalistas.
Hoje, a postura autoritária ganhou contornos de criminalização do trabalho jornalístico.
É que a Guarda Civil, controlada pelo prefeito Allyson Bezerra, prendeu o jornalista Ronny Holanda, quando este cobrava melhorias na UBS do Belo Horizonte.
A prisão não foi eventual. A secretária de Saúde Morgana Dantas, talvez pressionada por ser investigada na operação Mederi, ameaçou mandar prender Ronny semana passada. Parece que concretizou a ameaça.
Toda a cidade precisa repudiar atitude danosa tomada pela gestão Allyson Bezerra. É um precedente perigoso. E uma vergonha administrativa justamente no dia em que a cidade comemora sua emancipação política.
A gestão Allyson Bezerra envergonha a cidade e mancha a história do município, até então conhecida como “terra da liberdade”.
Jornalista
Vídeo: TV Record exibe reportagem especial sobre Pedro Rocha, ex-assaltante de bancos do RN
A TV Record exibe neste domingo, a partir das 18h, uma reportagem especial sobre a trajetória criminosa do ex-assaltante de bancos Pedro Rocha Filho, responsável pela criação de uma das mais temidas quadrilhas de assaltos a bancos e carros-fortes do Nordeste.
A reportagem foi produzida no mês de janeiro pelos jornalistas Ari Peixoto e Márcio Neves, com gravações realizadas em Apodi, Mossoró, Janduís, entre outras cidades do Rio Grande do Norte e da região Nordeste.
Durante as gravações, foram entrevistados familiares de envolvidos, além de autoridades e personagens diretamente ligados à história, como o delegado da Polícia Civil Renato Oliveira, o promotor de Justiça do Rio Grande do Norte Armando Lúcio, e o policial penal e escritor Márcio Morais, autor da obra que deu base à reportagem, entre outros depoimentos que ajudam a contextualizar e aprofundar os fatos.
O conteúdo tem como base o livro “Pedro Rocha – A Redenção”, de autoria do jornalista e policial penal Márcio Morais, obra que vem alcançando grande repercussão nacional e já chegou a 15 estados brasileiros.
“O livro não romantiza o crime. Ele mostra que o crime não compensa. O maior exemplo é o próprio Pedro Rocha, que diariamente era destaque nas páginas policiais de todo o Nordeste, assaltou bancos e carros-fortes e hoje não tem sequer onde morar”, destacou o autor.
Uma quadrilha que espalhou medo pelo Nordeste – O bando liderado por Pedro Rocha era formado por mais de 20 assaltantes, muitos deles mortos em confrontos com forças de segurança ao longo dos anos. Entre os principais integrantes, estão:
Valdetário Benevides Carneiro (Val) – morto em confronto em Lucrécia (RN);
Ismar Leite – morto em confronto em Apodi (RN);
Manoel Haroldo de Morais, ex-PMRN – morto em confronto no Piauí;
Francimar Carneiro (Cimar) – morto em confronto em Sergipe;
Manoel Lucas Neto (Paulão ou Santa Rita) – morto na porta de casa;
Emerson Fante Carmona – apontado como líder de quadrilha de assaltantes de banco, morto após confronto com a Polícia Federal em São Joaquim do Monte (PE);
Aguinaldo Benevides (Galego) – em liberdade;
João Benevides Carneiro (Branquinho Carneiro) – em liberdade;
Arivone Gonçalves – O baleado – preso;
Francisco Sales Fernandes (Negão da Serra) – preso.
Do grupo que integrou a quadrilha de Pedro Rocha, poucos ainda estão vivos, evidenciando o desfecho trágico de uma trajetória marcada pela violência e pela criminalidade.
Repercussão nacional e sucesso editorial
A história também ganhou destaque na coluna do jornalista Josmar Josino, no Portal UOL. Já a chamada da reportagem no Instagram do Domingo Espetacular e no perfil do escritor Márcio Morais ultrapassou a marca de 500 mil visualizações, com centenas de compartilhamentos e comentários.
Com a repercussão, o livro teve um aumento significativo nas vendas, sendo comercializado pelo site www.portrasdasgrades.com.br�, com envios para todo o Brasil.
História pode virar filme – O sucesso da obra despertou ainda o interesse do cinema nacional. O renomado diretor, roteirista e cineasta Tomás Portella comentou uma postagem sobre o livro nas redes sociais e convidou Márcio Morais para discutir a produção de um filme sobre a história de Pedro Rocha.
Conhecido por trabalhos como “Impuros” (Disney+), “Carga Máxima” (Netflix) e “Aumenta Que é Rock’n Roll” (2024), Tomás Portella demonstrou interesse em aprofundar o projeto após receber o livro.
“Seja feita a vontade de Deus. Tomás Portella é um grande cineasta e ficou encantado com a história de Pedro Rocha. Se ele quiser, a gente está pronto para executar o projeto”, afirmou Márcio Morais, comemorando o sucesso da obra.

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Uma frase atribuída ao saudoso político gaúcho Leonel Brizola alertava que quando os religiosos entrassem na política se mataria em nome de Deus.
Não há provas de que na prática isso já venha acontecendo embora seja inegável, em várias partes do país, a estreita relação entre o neopentecostalismo, o narcotráfico e muitos políticos.
Em Mossoró, se ainda não houve sacrifício de vidas, pelo andar da carruagem, infelizmente, não demorará a acontecer.
Desde que o prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) tomou posse, em primeiro de janeiro de 2021, que exercer o Jornalismo em Mossoró virou atividade de risco.
O gestor, amparado em alta aprovação popular, se recusa a agir republicana e democraticamente. Em suas falas, quase sempre coloca a opinião pública contra trabalhadores em geral e a imprensa em particular. Acrescente-se a isso o fato de muitos de seus auxiliares agirem como verdadeiros jagunços, intimidando quem quer que busque informações nos órgãos sob sua “vigília”.
O resultado disso é uma cidade tomada por escândalos e vivendo sob o signo do medo. Por aqui, o silêncio impera como recado aos que ousem investigar as irregularidades latentes da gestão municipal. Esse cenário ficou ainda mais tenebroso desde a noite da última segunda-feira, 20/10.
Naquela oportunidade, o jornalista Ronny Holanda, do blog Políticas do RN, foi sequestrado e espancado durante o exercício do seu ofício.
Ao invés de atender a Ronny, que buscava informações sobre o atraso na entrega de fardamento da Guarda Municipal, o secretário Walmary Costa, da Segurança Pública e Defesa Social, não só o atacou covardemente como o sequestrou. Auxiliado por um servidor da guarda, Walmary algemou Ronny, que relata espancamento covarde.
Típico de ditador, o secretário teria utilizado a estrutura pública para sequestrar um profissional e levá-lo, algemado , à delegacia, numa flagrante tentativa de inverter a ordem das coisas e a lógica dos acontecimentos.
Ronny Holanda acusa Walmary Costa e o sub Nilton de tê-lo agredido, algemado e levado-o à delegacia.
No Termo Circunstanciado de Ocorrência registrado contra o jornalista, o secretário-agressor alega ter sido desacatado por Ronny. Conhecedor da lei, sabedor dos trâmites e investido de um cargo público responsável inclusive pela integridade física das pessoas, Walmary deveria ter tido um mínimo de equilíbrio psicológico e controle emocional, sem os quais claramente demonstra despreparo para o importante posto que ocupa.
Mas tão preocupante quanto à falta de atributos de Walmary Costa para seguir exercendo a função de secretário de Segurança de Mossoró, está o silêncio da gestão municipal sobre o grave caso.
Passadas mais de 24 horas do ocorrido, a prefeitura de Mossoró não lançou sequer uma nota de sobre o ocorrido.
A situação se agrava sobretudo em relação ao ineditismo do caso. É a primeira vez na história de Mossoró que um jornalista no exercício do seu trabalho é espancado por gestores públicos.
Chama a atenção que o fato ocorreu num momento em que a cidade é governada por dois políticos religiosos. Allyson Bezerra e Marcos Bezerra são evangélicos e não se pronunciaram sobre o fato.
Que a afirmação atribuída a Leonel Brizola não se concretize em Mossoró. Mesmo que por aqui uma gestão tocada por “cristãos” esteja espancando jornalistas.
O jornalista Ronny Holanda, do blog Política do RN, está acusando auxiliares da gestão Allyson Bezerra (União Brasil) de tê-lo agredido de forma covarde.
De acordo com relato feito por ele ao também jornalista Bruno Barreto, ao tentar falar com o secretário municipal de Segurança e Defesa Social, Walmary Costa, foi atacado pelas costas por um homem que ele identificou como sendo sub Nilton.
Ronny relatou ainda que além do espancamento, foi algemado por guardas municipais, a mando do próprio secretário Walmary, que teria dito que nada aconteceria a ele (Walmary) por ser militar. Ronny acrescentou ainda que fará exame de corpo de delito.
NOTA DA REDAÇÃO – O prefeito Allyson Bezerra precisa afastar imediatamente os acusados. Além disso, instalar sindicância para apurar o ocorrido.
Agredir um profissional da imprensa no exercício do seu ofício é inadmissível e depõe contra qualquer gestão séria. Trata-se de um crime não somente contra uma pessoa, mas contra a sociedade, por ser um atentado á democracia, à livre manifestação do pensamento e a própria liberdade de imprensa, salvaguardada na Constituição Federal.
O Boca da Noite tentou ouvir a prefeitura sobre o ocorrido. Questionamos o secretário de Comunicação Social do município, Wilson Júnior, e a diretora da Secom, Larissa Maciel, mas ambos não responderam ao nosso questionamento.
A deputada estadual Isolda Dantas está repercutindo em âmbito nacional os recentes casos de perseguição a jornalistas no Rio Grande do Norte. Em entrevista ao portal Brasil 247, um dos maiores veículos progressistas do país, Isolda denunciou a fragilidade da liberdade de imprensa no estado e os crescentes ataques à atuação jornalística independente.
Na conversa com o 247, a parlamentar destacou que as demissões recentes de profissionais como Bruno Barreto, Tiago Rebolo, Heitor Gregório e Hugo Vieira revelam uma tentativa silenciosa de controle político e ideológico sobre os veículos de comunicação locais, muitos deles sob influência direta de grupos empresariais ligados à direita potiguar.
“Quando jornalistas são afastados por expressarem opiniões críticas ou por não se alinharem aos interesses dos donos das emissoras, o que está em jogo é o direito democrático à informação plural. É dever da esquerda defender a liberdade de imprensa como instrumento da democracia, enquanto a direita só tenta ataca-la”, afirmou Isolda.
A deputada também chamou atenção para a estrutura oligárquica da mídia no estado, onde empresários e políticos se confundem, muitas vezes transformando os veículos de comunicação em instrumentos de silenciamento de profissionais da imprensa. Para ela, esse cenário exige uma reação firme da sociedade e do campo progressista em defesa dos trabalhadores da comunicação.
“Os jornalistas não são inimigos, são trabalhadores. E estão sendo sufocados por interesses que buscam calar toda e qualquer crítica. Precisamos denunciar essa realidade e lutar por uma imprensa livre, plural e comprometida com a verdade”, reforçou.
A repercussão nacional da fala da deputada trouxe o foco para essa discussão no RN, uma vez que esse problema acontece de forma generalizada em todo o País.
Como desdobramento, a Deputada também convocou uma audiência pública na Assembleia Legislativa do RN para debater a liberdade de imprensa e as condições de trabalho dos jornalistas no estado. O objetivo é reunir profissionais da comunicação, entidades representativas da categoria, especialistas e parlamentares para discutir medidas que garantam autonomia, segurança e dignidade no exercício da profissão. “A audiência será um espaço de escuta, denúncia e mobilização contra as tentativas de censura e silenciamento no nosso estado”, afirmou.

Assembleia Legislativa do RN emite nota de pesar pela morte da servidora Nicole Tinôco
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte presta solidariedade à família enlutada da jornalista, bacharel em Direito e servidora da Casa Legislativa, Nicole Hévila de Souza Tinôco, 37 anos, que faleceu após uma parada cardiorrespiratória na madrugada desta terça-feira (05). Nicole Tinôco era irreverente, intensa em seus sentimentos e colecionava bons amigos.
Atuando no Poder Legislativo Estadual, Nicole foi assessora de comunicação do deputado estadual à época Fernando Mineiro, posteriormente atuou como assessora da deputada Isolda Dantas e atualmente estava lotada na Diretoria de Comunicação da Assembleia.
Nicole era formada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e teve sua trajetória marcada pelos textos bem apurados que escrevia. Como jornalista, atuou ainda como repórter no antigo Diário de Natal, foi colunista do Potiguar Notícias e já assinou um blog pessoal em que descrevia suas narrativas. Concursada do Detran, foi na política onde encontrou sua verdadeira vocação. Ela atuou em campanhas políticas municipais e estaduais de maneira exitosa.
Nicole era uma apaixonada pela vida. E a viveu de maneira intensa. A Assembleia despede-se da servidora com a certeza da sua bonita missão e presta solidariedade ao filho, Gabriel, aos seus pais, Wellington e Niete e ao irmão, Jorge Ueliton. Sentiremos saudades do seu talento e da sua amizade. Descanse em paz.
Palácio José Augusto
Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte
Jornalista Michelle Ferret passa a compor a Assessoria de Comunicação Social do Governo do RN
A jornalista e ex-Subcoordenadora da Assessoria de Comunicação Social da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP), Michelle Ferret Badiali passa a compor a equipe da Assessoria de Comunicação Social (ASSECOM), do Governo da Professora Fátima Bezerra (PT). Michelle Ferret vai integrar a equipe comandada pelo jornalista Daniel Cabral de Oliveira.
Perfil – Doutora em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN (2016), mestra em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN – (2009). Possui graduação em Educação Artística pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2006), graduação em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Potiguar – UnP (2001). Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Comunicação, atuando principalmente nos seguintes temas: artes, comunicação, cinema, literatura, educação e audiovisual.
É roteirista dos curtas: “Adeus, Te amo” (2016) e “Enquanto o Sol se Põe” (2018) do Coletivo Caboré Audiovisual e co-roteirista e diretora de arte do longa metragem “Fendas” (2019). Dramaturga das peças “Memórias do Alecrim” (2015) e “João, ou eu só queria ver os pássaros” (2016) do Coletivo Para eu Parar de Me Doer. É autora do livro “Amor: Substantivo Abstrato”, em autoria com o filho Pedro Ferret e o escritor e editor Daniel Minchoni. Publicou em 2020 o livro intitulado “Febre”, pela editora Selo do Burro (SP).
Atuou de 2011 a 2018 como docente na Universidade Potiguar (UnP) ministrando disciplinas nos cursos de Jornalismo, Cinema, Audiovisual, Publicidade, Design Gráfico, Design de Interiores e Design de Jogos. Atuou como professora substituta dos cursos de Comunicação Social de 2015 a 2018 na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), ministrando disciplinas como: Mídias Digitais, Escrita Criativa, Ética, Assessoria de Comunicação, entre outras. Repórter Colaboradora do Jornal Estadão em 2019, Redatora do Portal Terra na editoria de “Diversão e Arte”. É jornalista, roteirista, escritora e poeta. Michelle Ferret tem uma longa atuação na imprensa da capital.
Foi nomeada em 08 de agosto de 2020 pela governadora Fátima Bezerra para exercer o cargo de provimento em comissão de Subcoordenadora da Assessoria de Comunicação Social, da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP). O jornalista Paulo Nascimento ficará no comando da Subcoordenadoria da Assessoria de Comunicação Social da SESAP.
“Na Assessoria de Comunicação Social da SESAP, aprendi à exaustão o que significa, na prática, a convergência, a tolerância, o entendimento e o esforço para encontrar soluções para as questões extremamente intrincadas. Nunca vou esquecer as mãos dadas, o carinho, e a parceria. A Sesap é um lugar de pessoas competentes, com suas vidas, valores, dores e delícias que lutam pelo SUS. Claro que há a felicidade para o novo futuro que terei na Assecom, mas o peso da despedida no meu coração, do convívio e da harmonia, sempre estará presente, ” ressaltou Michelle Ferret.
Caro amigo e colega jornalista Cézar Alves,
Conheço-o há pelo menos 20 anos. São pelo menos duas décadas em que testemunho sua trajetória e nela aplaudo suas conquistas e me regozijo com suas vitórias: pessoais e profissionais.
Dirijo-me a você, no entanto, não como colega de profissão. Falo como professor que sou para o jornalista que és. E assim o faço porque motivado por algo que fizesse como profissional da comunicação.
Pelo conhecimento que tenho de ti, fiquei estupefato com uma postagem vossa no Instagram. Por conhecê-lo, fiquei em estado de choque ao escutá-lo dizer que nós, docentes, estamos quase cometendo crime ao pleitear o respeito aos nossos direitos através da última ferramenta de luta que nos restou na situação atual: a greve.
Você chamou-nos de quase criminosos porque paralisamos nossas atividades letivas em protesto contra o descaso, o desrespeito e a sanha autoritária do prefeito Allyson Bezerra que você, ao nos atacar, parece defender.
Das muitas atividades que com competência o vi exercer, estão aquelas executadas como membro do Conselho de Educação da Subseccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Mossoró. Embora advogado não o seja nem tenha a obrigação de conhecer de legislação para integrar aquele insigne colegiado, faltou-lhe diligência sobre atribuir suposto cometimento de crime a nós ao exercermos o legítimo direito de greve, ferramenta constitucional (artigo 9º da Carga Magna) da qual os trabalhadores podem fazer uso quando as negociações trabalhistas não avançarem.
E no caso em específico, não avançaram, e espero que como diligente jornalista que és, saibas, simplesmente porque durante 55 dias o prefeito Allyson silenciou, covarde e cinicamente, sobre o ofício que em 20 de dezembro o nosso bravo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (Sindiserpum) protocolou no gabinete da prefeitura.
Espero que tenhas cometido o desatino de achacar contra uma categoria tão importante para o país, e da qual orgulhosamente faço parte, pelo desconhecimento.
Talvez não saibas em que condições a maioria de nós trabalha. Com salas superlotadas com até 40 alunos quando portarias do próprio município estabelecem limite de 25.
Talvez não saibas que no mais das vezes, para que muitas das atividades não sejam interrompidas ou malogradas por falta de suprimentos escolares porque muitos de nós arca do próprio bolso com materiais que nunca chegam a uma parcela considerável das escolas.
Talvez não saibas o quanto alguns de nós se arriscam em estradas de barro em locais ermos para garantir que crianças da zona rural tenha aula. E de excelente qualidade. Sugiro uma ida a algumas localidades, para as quais “Deus agora se alembrou de mandar chuva pr’esse sertão sofredor, sertão das muié séria e dos homes trabaiador”. Acrescento: e de professor lutador.
Talvez não saibas há quanto tempo o valor do auxílio-deslocamento está defasado.
Talvez não saibas que “o maior reajuste do piso da história de Mossoró” foi concedido com muita má vontade e pouca efetividade. Sim, amigo, são suaves 7 parcelas em um espaço de tempo a perder de vista. E se ainda não sabes, lhe informo: o pagamento de cada parcela é calculado sobre o valor recebido por nós quando da concessão “do maior reajuste da história” e não sobre o valor do vencimento mais recente.
Talvez tenhas feito uso da expressão “quase crime” num malabarismo vocabular a fazer inveja a Rolando Lero sob receio de sofrer os efeitos jurídicos que uma acusação infundada pode gerar.
A meu ver, não cometeu, para usar suas próprias palavras, nenhum “quase crime”. Incorreu, no entanto, em ato comissivo da decepção. Confesso, amigo, foi triste ver alguém que é (era) tão bem visto pelo povo praticar um desserviço tão grande aos mossoroenses.
Foi enojante ser achacado por alguém que poderia acrescentar à biografia a grandeza de ter proposto um debate sério para a resolução de um problema tão urgente.
Foi nauseante vê-lo em tão constrangedora posição, indigna e incompatível com a trajetória que construístes.
Não quero causar. Não quero lacrar. Não quero curtidas em rede social. Quero curtir o que é meu por direito. E ninguém, nem você, tem o direito de impedir que eu – e meus estimados e valorosos colegas docentes – lutemos por isso.
Lutar não é crime. Titilar também não. Com aquela se ganha pelo menos em dignidade. Com esta, só se sabe o ganho quem se submete a tal.
Cordialmente,
Márcio Alexandre
Professor
O jornalista potiguar Diógenes Dantas será o responsável por comandar a comunicação da Petróleo Brasileiro S/A (Petrobras).
O anúncio foi feito pelo próprio Diógenes, que falou sobre a novidade em suas redes sociais. Ele postou a informação acompanhada de uma foto dele com o presidente da Petrobras, ex-senador Jean Paul (PT).
Diógenes é editor e apresentador do Jornal 91, da FM 91 (Natal).

O som da máquina de escrever tomava a casa. Depois, tomou o mundo. Do escritório, vinha a intensidade das teclas. Não era à toa. Uma produção que valia por dois. O barulho vinha do homem real, o escritor Sérgio Porto, e da criação, Stanislaw Ponte Preta, o heterônimo sarcástico que ia além do que o rodeava.
O jornalista, que também foi radialista, teatrólogo e compositor, nasceu em 11 de janeiro de 1923 e viveu apenas 45 anos (vítima de um infarto). A produção diversa inclui 14 livros (quatro assinados por Porto e 10 como Ponte Preta).
Mas o legado dele atravessa o século. Quem o conheceu de perto e também estudou a sua obra entende que a versatilidade é uma marca fundamental da alma do escritor e artista. Até a década de 1960, tratou do cotidiano, particularmente, do povo do Rio de Janeiro. Depois de 1964, passou a abraçar uma missão com firmeza: atacar a ditadura militar e se apresentar como defensor da democracia.
“Na época da ditadura militar, ele foi um dos principais combatentes e críticos à opressão. Ele foi um grande defensor da democracia”, afirma a pesquisadora Claudia Mesquita, autora do livro De Copacabana à Boca do Mato: O Rio de Janeiro de Sérgio Porto e Stanislaw Ponte Preta. Ela explica que os traços dessa escrita sarcástica estão nos três volumes dos livros Febeapá – O Festival de Besteiras que Assola o País. Claudia Mesquita é uma das principais pesquisadoras da obra de Sérgio Porto.
Atualidade – A pesquisadora considera a obra dele extremamente atual e que, inclusive, ajuda a ler o Brasil do Século 21 e os ataques à democracia, como o que ocorreram no último domingo (8) por uma ótica histórica. “Ele faz muita falta. Porto usava o humor como uma ferramenta muito importante na defesa das liberdades e do Estado de Direito”, disse Claudia Mesquita, em entrevista à Agência Brasil.
A pesquisadora entende que Porto pensou o Brasil de uma maneira generosa e progressista. “O humor ajuda a despir o rei e mostrar os absurdos. Antes do golpe de 1964, Sérgio Porto era muito ligado aos temas do cotidiano, à cidade do Rio de Janeiro e à música popular. Depois do golpe, ele foca nas questões políticas. O golpe foi um divisor de águas na obra do Sérgio Porto”. Ela explica que o escritor ironizou a fobia anticomunista e passou a denunciar através do humor.
Em família – A filha mais velha, a jornalista Gisela Porto, hoje com 70 anos, recorda que o pai, mesmo determinado em denunciar crimes praticados por agentes do governo, tinha receio de ser preso. “Ele tinha muito medo (de uma prisão) porque ele era cardíaco”. A família também ficava preocupada nas ocasiões que ele demorava a chegar. Isso aumenta o orgulho da história dele. “Durante a ditadura, ele acabou sendo um dos principais gritos pela liberdade”, avalia.
Foi com o tempo que as filhas entenderam o tamanho da obra de Porto. “Ele sempre foi muito amoroso e tínhamos muito contato com ele. Quase todos os dias, ele nos levava à praia”, diz Gisela. Outra filha, a historiadora Ângela Porto, de 69 anos, explica que o pai morreu quando ela tinha apenas 15 anos de idade.
“Ele sempre trabalhou muito. Mas era muito próximo a nós porque ele trabalhava a maior parte do tempo em casa. Durante muito tempo, ele foi funcionário do Banco do Brasil e o resto do dia e ele ficava em casa escrevendo”, afirma a historiadora.
Elas recordam que, quando ele acabava de escrever, colocava as filhas no carro para entregar os textos ou atuar em rádio e na TV. “Eu tomei ciência do tamanho da obra dele depois de adulta. Foi um homem que produziu muito”. Ângela foi curadora da obra dele e explica que a obra precisa ser preservada e divulgada. Obras originais estão no acervo da Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro.
Inspirações – A professora Cláudia Mesquita contextualiza que, antes da ditadura, o olhar de Sérgio Porto era principalmente para a diversidade cultural e a desigualdade social no Rio de Janeiro. “Ele foi um rapaz de Copacabana, amigo do (jogador) Heleno de Freitas. Ele viveu muito o bairro. Ele foi um cronista da noite. Com o (escritor e músico) Antônio Maria (leia mais aqui), eles criaram esse gênero jornalístico de ‘cronista da noite’. Ele nasceu e morreu na mesma rua”.
Porto chamava atenção para a invasão dos prédios no bairro, alterando as características do lugar em que viveu. Aliás, esse é um tema de um livro que ele escreve como Sérgio Porto, A Casa Demolida. Esse é um livro do coração também das filhas também. Tanto que elas indicam que podem despertar novos leitores para conhecer o genial escritor.
A metamorfose – A criação do heterônimo Stanislaw Ponte Preta aconteceu no jornal Diário Carioca, em 1953. A criação foi ficando mais famosa do que o criador. “Quando ele foi trabalhar no jornal, foi convidado para ser colunista social. Ele aceitou com a condição de que ele usasse um heterônimo e que pudesse falar de tudo.
“Para chegar ao novo nome, se inspirou no personagem Serafim Ponte Grande, criação de Oswald de Andrade. Ele foi um sucesso enorme“. Tanto que criou os personagens da família Ponte Preta, e que vão inspirar obras dele. Dessa viagem, criou obras como Tia Zumira e eu, Primo Altamirando e elas e O garoto linha dura.
A professora avalia que o interesse dele em falar dos subúrbios do Rio, mesmo sendo de Copacabana, tem o objetivo de tratar de uma cidade partida, denunciada por diferentes autores, como Lima Barreto.
“O que mais me impressiona na obra dele é a versatilidade que ele tinha, a capacidade ímpar de produzir. Além de cronista, escritor, jornalista, ele foi radialista, produtor musical, ele trabalhou nos primórdios da televisão brasileira. Ele era um trabalhador árduo”, diz a professora. Suor, sarcasmo, bom humor e denúncia. Mistura de arte e jornalismo. Conforme as entrevistadas avaliam, o barulho da máquina de escrever vai continuar ecoando além do centenário do artista e dos seus dois nomes. (Agência Brasil)

