* Márcio Alexandre

Uma situação fácil de resolver. Principalmente em condições normais, com pessoas tomadas por aquilo com o qual fomos feitos: paciência, empatia e racionalidade,

Um carro estacionado de forma errada. No canto errado. Um fato corriqueiro para resultar em uma tragédia que está se tornando comum.

Não houve batida. Não teve dano. Não houve feridos. Mas uma discussão sobre um fato banal acabou com uma banalidade fatal.

Dois egos disputando. Talvez quem esteja mais certo, ou quem se ache mais forte ou ainda quem se sinta mais ferido. Por um nada.

Até que o mais egoísta resolve resolver do jeito mais errado. Com a força mais desproporcional. Da maneira mais brutal. Saca uma arma e atira. Mata, fere e dilacera.

Deixa um morto, outro ferido e duas famílias arrasadas. Por causa de uma bobagem. Porque faltou racionalidade. Porque se quis usar a lei do mais forte.

Foi em Mossoró, mas poderia ter sido em Apodi, em Natal, São Paulo ou em qualquer outro lugar desse país, onde banalizou-se a barbárie e normalizou-se o crime. Que não se institucionalize a impunidade. Para esse e tantos outros casos.

Fica, no entanto, uma lição: nunca discuta no trânsito. Você não sabe qual a carga o outro traz no coração. Nem o que você mesmo é capaz de descarregar.

* Professor e jornalista

 
 
 

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