A posição política futura mais cobiçada atualmente, no Rio Grand do Norte, é, inegavelmente, a de candidato(a) a vice-governador na chapa a ser encabeçada pela governadora Fátima Bezerra (PT), que naturalmente deverá concorrer à reeleição. Mesmo que as pesquisas de intenções de voto para o próximo ano coloquem a petista em posição confortável para a disputa, esse não é o único motivo que pode explicar a “corrida”.

A 13 messes da eleição estadual, Fátima vive um grande momento, tanto político quanto administrativo. Bem diferente, por exemplo, do que viveram os dois políticos que a antecederam no cargo.

Em meio a uma pandemia que dura mais de ano, a governadora Fátima tem conseguido colocar o Estado num bom rumo. Mesmo com outros vários  fatores que poderiam estar colocando o RN no fundo do poço, o quadro é muito animador. Mesmo com as dificuldades de se administrar um Estado com déficit fiscal e financeiro, a governadora vive um momento de muita harmonia com o povo e com os partidos aliados.

O desejo de lideranças políticas de almejar a vaga de vice é explicada, também, pela excelente administração feita pela professora. Nesse sentido podem ser elencados: o bom combate à pandemia, diálogo aberto com setores na condução dos decretos de  enfrentamento ao vírus, cumprimento do calendário de pagamento, quitação da maioria das folhas salariais deixadas pelo ex-governador Robinson Faria (PSD); aproximação com a classe empresarial, renovação do PROEDI e retomada de obras importantes como, recuperação de estradas, construção e reformas de escolas e hospitais.

Por tudo isso, pela capacidade de liderança, pela perspectiva de vitória, a vaga de vice-governador na sua chapa virou objeto de cobiça e disputa.

São várias agremiações partidárias com interesse na vaga. Hoje, quem ocupa o posto o PC do B, aliado histórico do partido da governadora, mas existe  muitos outros partidos interessados, desde o declarado MDB, a outros, como o Solidariedade que, por razões óbvias, nega a pretensão. O assunto também alvo d conversas no PSDB  no PDT.

Para se ter uma ideia do grande momento vivido por Fátima Bezerra, importante lembrar da situação de Rosalba Ciarlin (PP) que sequer conseguiu viabilizar-se para tentar a reeleição; e de Robinson Faria, que partido nenhum queria indicar o vice, o que obrigou a contentar-se com o nome do empresário mossoroense Tião Couto (PSDB). O resultado, todos conhecem.

Rosalba – A então governadora Rosalba Ciarlini, à época filiada ao Democratas, a 13 messes da eleição, convivia com um racha dentro do seu próprio partido, oportunidade em que o senador José Agripino dizia que o DEM não tinha certeza da sua candidatura à reeleição. Além disso, Rosalba já via o seu vice – Robinson – andando pelo RN como pré-candidato à sua sucessão.

A governadora também conviveu com duas cassações e possibilidades de afastamento do cargo por irregularidades na campanha municipal de Mossoró em 2012. Naquela oportunidade, Rosalba apoiou Cláudia Regina, que viria ser cassada depois.

Robson Faria – O ex-governador experimentou seu primeiro declínio com a saída do PT do seu Governo. O partido havia sido fundamental para sua vitória, sendo o primeiro partido a acreditar nessa aliança. Mais adiante, em agosto de 2017, o instituto Consult divulgou pesquisa em que Robinson aparecia com 77,18% de desaprovação popular.

O desgaste de Robinson era fruto da falta de diálogos com servidores, do acúmulos de folhas salariais em atraso e das fugas de aliados para outros projetos políticos.

 

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One thought on “Por que todo mundo quer a vaga de vice na chapa de Fátima?

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